Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli
10 Dezembro, 2025 at 10:57 pm Deixe um comentário
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Fredrik Aursnes (90m – Tiago Freitas), Leandro Barreiro (90m – José Neto), Heorhiy Sudakov (76m – António Silva) e Franjo Ivanović (76m – Evangelos “Vangelis” Pavlídis)
Napoli – Vanja Milinković-Savić, Sam Beukema (45m – Matteo Politano), Amir Rrahmani, Alessandro Buongiorno (59m – Juan Jesus), Giovanni Di Lorenzo, Scott McTominay, Eljif Elmas (81m – Antonio Vergara), Mathías Olivera (45m – Leonardo Spinazzola), David Neres, Noa Lang (74m – Lorenzo Lucca) e Rasmus Højlund
1-0 – Richard Ríos – 20m
2-0 – Leandro Barreiro – 49m
Cartões amarelos – Amar Dedić (78m); Noa Lang (52m) e Antonio Vergara (87m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
É caso para questionar: onde estava este Benfica?
Em mais um jogo sem margem de erro, obrigada a ganhar para poder manter alguma esperança, defrontando o actual campeão de Itália, a equipa benfiquista realizou a sua melhor exibição desta temporada.
Assumindo, desde o começo, a iniciativa, fê-lo de forma assertiva, sem tibiezas, mesmo quando, ainda em fase prematura do desafio, desperdiçou dois golos “cantados”, primeiro por Ivanović (isolado na cara do guarda-redes, a fazer como que um “passe”) e, logo depois, por Aursnes, também sem marcação, a rematar ligeiramente ao lado, de tanto procurar colocar a bola.
Há que reconhecê-lo e dizê-lo: esta exibição teve “dedo” de Mourinho, desde logo pela forma como organizou a equipa dentro de campo, procedendo a algumas alterações cirúrgicas, para optimizar o rendimento perante o adversário em concreto: as entradas de Tomás Araújo, para o centro da defesa, e de Ivanović, pese embora em detrimento de um valor seguro como se tem revelado Pavlídis. Mourinho apostou e ganhou.
Numa conjugação de bons desempenhos, em que se anotam os de Ríos e Sudakov, mais do que as individualidades, foi o colectivo a sobressair.
Tal era a enxurrada de futebol ofensivo do Benfica, perante uma atónita equipa do Napoli, sem encontrar antídotos, que, aos vinte minutos, já a equipa portuguesa poderia estar a ganhar por 3-0!
Mesmo que só tivesse conseguido materializar um desses lances em golo, num toque subtil de Ríos, a desviar a bola do alcance do guardião – dando inegável (pese embora escassa) justiça ao resultado –, ficava a promessa que, mantendo a consistência, o desfecho só poderia ser favorável.
É verdade que a turma italiana procurou mostrar-se mais afoita após se ter visto em desvantagem, mas não causaria efectivo perigo.
Tal fora o desnível exibicional das duas formações durante a primeira parte, que Antonio Conte não hesitou em fazer duas mexidas no “onze” logo ao intervalo.
Contudo, não teriam tempo de “mostrar serviço”, dado que, ainda antes dos cinco minutos da metade complementar, já o Benfica ampliava a vantagem, passando a beneficiar de uma margem que lhe conferia bom conforto, num cruzamento (muito) bem medido de Richard Ríos, a assistir Leandro Barreiro, que, com um toque de calcanhar, direccionou a bola para o fundo da baliza.
O Napoli arriscou, passando a acercar-se mais amiúde do sector defensivo contrário, mas, em paralelo, concedendo também maiores espaços, que o Benfica poderia ter aproveitado, noutras duas ocasiões, em que, todavia, o guarda-redes Milinković-Savić esteve a grande “altura”, tapando o caminho para as suas redes.
As estatísticas valem o que valem: o Benfica conseguiu, por fim – após uma longa série de sete partidas sem ganhar na Luz, em jogos da “Champions League”, desde a goleada de 4-0 frente ao At. Madrid, no início de Outubro do ano passado (dois empates e cinco derrotas) –, voltar a triunfar em casa, mas, mais relevante foi a forma categórica como o fez, mandando no jogo.
Esta segunda vitória na presente edição da prova alimenta a esperança de um (ainda algo remoto) apuramento, que parecia estar já fora de causa. Será, muito provavelmente, necessário ganhar um jogo (em Turim, com a Juventus, ou ante o Real Madrid) – um eventual cenário de dois empates não deverá ser suficiente –, mas, se o Benfica conseguir dar continuidade a esta bitola exibicional, não será impossível…
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