Archive for Março, 2024
Liga Europa – 1/8 de Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Liverpool - Sparta Praha 6-1 5-1 11-2 Villarreal - O. Marseille 3-1 0-4 3-5 Brighton - Roma 1-0 0-4 1-4 Rangers - Benfica 0-1 2-2 2-3 West Ham - Freiburg 5-0 0-1 5-1 Atalanta - Sporting 2-1 1-1 3-2 Slavia Praha - AC Milan 1-3 2-4 3-7 Bayer Leverkusen - Qarabağ 3-2 2-2 5-4
Liga Europa – 1/8 de final – Rangers – Benfica
Rangers – Jack Butland, James Tavernier, Connor Goldson, John Souttar, Rıdvan Yılmaz, Mohamed Diomande (86m – Nicolas Raskin), John Lundstram, Scott Wright (73m – Rabbi Matondo), Thomas Lawrence (73m – Todd Cantwell), Fábio Silva e Cyriel Dessers (77m – Kemar Roofe)
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, João Neves, Florentino Luís, Ángel Di María (89m – João Mário), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), David Neres (65m – Orkun Kökçü) e Marcos Leonardo (45m – Casper Tengstedt)
0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 66m
Cartões amarelos – Connor Goldson (55m); Casper Tengstedt (90m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
O Benfica ganhou – pela primeira vez em 12 partidas disputadas por clubes portugueses em Glasgow, frente ao Rangers, que somava, até agora, oito vitórias, obtidas frente ao FC Porto (três), Sp. Braga (duas), Sporting, Boavista, Marítimo; para além de três empates (dois com o Sporting e um com o Benfica). E ganhou porque é melhor. Bastante melhor, aliás.
Porém, ainda não foi desta que ficou patente a grande diferença a nível de qualidade individual entre as duas formações. Não foi, claro, uma exibição brilhante, nem, ainda menos, um jogo extraordinário do Benfica, como a ele se referiu Roger Schmidt.
Logo de entrada, o jogo parecia aberto, com “bola cá, bola lá”, mas sem efectivas ocasiões. À medida que o tempo ia avançando, o Rangers ia deixando transparecer – como já mostrara na Luz – as dificuldades dos seus jogadores a nível técnico, recorrendo, sobretudo, a bolas pelo ar e tentativas de lançamentos em profundidade.
Por seu lado, o Benfica, também com uma primeira metade bastante fraca, teria apenas uma oportunidade para criar perigo junto da baliza contrária.
A turma escocesa veio mais agressiva para a segunda metade, procurando colocar mais intensidade e a equipa benfiquista passou uma fase em que pareceu algo perdida em campo, podendo mesmo o Rangers ter chegado ao golo.
Com o avançar do relógio, o Rangers foi esmorecendo, e, ao contrário, o Benfica ia-se animando.
Até que, num repente, numa jogada com início ainda antes da linha divisória de meio-campo (o que o árbitro assistente pareceu não ter vislumbrado…), num toque subtil de cabeça, Di María, desmarcou um rapidíssimo Rafa, que correu todo o meio-campo contrário, para, isolado na cara do guardião, não vacilar, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Uma vez mais seria ainda necessário um longo compasso de espera, até que o “VAR” confirmasse a posição regular de Rafa, no momento do passe.
Faltavam jogar cerca de 25 minutos, mas logo se percebeu que o golo tinha sido a “estocada final” no Rangers, a partir daí absolutamente incapaz de criar algum lance com “pés e cabeça”.
O Benfica estava, agora, muito mais confiante, e confortável na defesa do seu sector recuado, tendo disposto, aliás, de boa ocasião para ampliar a contagem a seu favor.
Num desafio sem grandes primores técnicos, acabou por prevalecer a lei do mais forte – mesmo que, durante larga fatia do encontro, sem a fluidez de jogo que seria expectável, como que algo desconfiado de si próprio…
Pela terceira época consecutiva o Benfica avança para os 1/4 de final (desta vez na Liga Europa, depois de duas temporadas em que alcançou tal fase na Liga dos Campeões), esperando-se que seja possível melhorar ainda este desempenho, mas, necessariamente, com outra qualidade de jogo, em especial a nível colectivo.
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Arsenal - FC Porto 1-0 (4-2gp) 0-1 1-1 Barcelona - Napoli 3-1 1-1 4-2 Real Sociedad - P. St.-Germain 1-2 0-2 1-4 At. Madrid - Inter 2-1 (3-2gp 0-1 2-2 B. Dortmund - PSV Eindhoven 2-0 1-1 3-1 Bayern München - Lazio 3-0 0-1 3-1 Manchester City - København 3-1 3-1 6-2 Real Madrid - RB Leipzig 1-1 1-0 2-1
Óscares – 2024 – Vencedores
E os vencedores dos Óscares foram:
- Melhor filme – Oppenheimer
- Melhor realizador – Christopher Nolan (Oppenheimer)
- Melhor actor – Cillian Murphy (Oppenheimer)
- Melhor actriz – Emma Stone (“Pobres Criaturas” – Poor Things)
- Melhor actor secundário – Robert Downey Jr. (Oppenheimer)
- Melhor actriz secundária – Da’Vine Joy Randolph (“Os Excluídos” – The Holdovers)
Consultar a lista completa aqui.
Eleições Legislativas 2024 – Resultados

(via MAI – clicar na imagem para ampliar)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 22ª Jornada

(“O Templário”, 07.03.2024)
Restando apenas quatro rondas por disputar, tendo averbado nova derrota, o U. Tomar viu ampliar-se para 13 pontos a distância face ao 9.º classificado, consumando-se assim, em termos matemáticos, a despromoção ao Distrital – o que sucedeu, igualmente, ao Real e ao Imortal.
Ao invés, o Amarante confirma-se como o primeiro dos oito apurados para a fase final da prova, enquanto ao V. Setúbal bastará ganhar um dos últimos quatro jogos para se qualificar também.
Na senda do que tem vindo a ser o desempenho dos clubes do Distrito, o U. Tomar sofreu dissabor idêntico ao registado pela quase totalidade dos emblemas promovidos do Distrital de Santarém.
Desde a extinção da antiga III Divisão e introdução, na época de 2013-14, do inicialmente designado “Campeonato Nacional de Seniores” (renomeado, dois anos depois, para “Campeonato de Portugal”), vieram a ser, sucessivamente, despromovidos os seguintes Campeões / Vencedores do Distrital: Riachense (2013), At. Ouriense (2014), Coruchense (2015, 2017 e 2021), Fátima (2016), Mação (2018), U. Almeirim (2020), Rio Maior SC (2022) e, agora, o U. Tomar (2023).
De facto, só os projectos profissionais do U. Santarém e do Fátima conseguiram resistir mais do que duas épocas contínuas nos Nacionais (conhecendo-se, no entanto, qual o infausto fim de tal “SAD” fatimense), sendo o emblema escalabitano (Campeão em 2019) o único que neles subsiste.
Fica bem patente que o nível de recursos requeridos para enfrentar uma competição deste grau de exigência não é compatível com a realidade dos clubes do Distrito. O União teve de recorrer à “prata da casa”, com um alargado lote de jogadores com muito reduzida experiência deste escalão.
No início, a equipa pareceu dar indícios de que poderia vir a ser competitiva – nas sete primeiras jornadas conseguiu manter o equilíbrio entre vitórias e derrotas (três – tendo, inclusivamente, vencido rivais bem cotados, como os do Marinhense e do Benfica e Castelo Branco), partilhando então o 4.º posto; mas, com o avançar da temporada, também com alguns “azares” (de súbito muito desfalcada e crescentemente fragilizada) viria, depois, a sofrer comprometedores desaires caseiros: Mortágua (9.ª), Fontinhas (12.ª), Gouveia (17.ª), e a “fatal” derrota com o Peniche (19.ª).
Independentemente de mais aprofundadas análises que se possam vir a fazer às causas do insucesso, o que parece claro é que tal desfecho não deveria, em qualquer caso, constituir motivo de “satisfação” para nenhum tomarense. Será, agora, altura de reflectir… e de meter “mãos à obra”, começando a planear a – também exigente, mesmo que noutro patamar – próxima época.
Destaques – Da 22.ª jornada começa por salientar-se a afirmativa vitória do Lusitânia em Peniche, por 4-1, com a turma açoriana a confirmar as credenciais que fazem dela séria candidata, enquanto, ao contrário, o Peniche vê agravada a já sua difícil situação, em zona de descida.
Nessa matéria, o V. Sernache arrancou, na deslocação a Gouveia, crucial triunfo, por 2-1, depois de operar reviravolta no marcador, resultado que praticamente sentencia o destino dos serranos, agora já a “distantes” seis pontos da “linha de água”, e restando-lhe um único jogo em casa.
Surpresas – Nesta fase, tratar-se-ão já, efectivamente, de “meias supresas”: por um lado, o quinto desaire consecutivo do Alverca “B”, batido pelo Sertanense, mercê de um tento apontado a cinco minutos do final, o que proporcionou ao grupo da Sertã voltar a “respirar” acima de tal linha; por outro, o nulo registado no embate entre Benfica e Castelo Branco e União 1919. Por curiosidade, estas duas formações repartem com o Alverca a 4.ª à 6.ª posição, todos com 32 pontos, ainda não matematicamente a salvo, mas, quase de certeza, já com os pontos necessários à manutenção.
Confirmações – O líder, U. Santarém, somou a quinta vitória sucessiva, estabelecendo assim, nas últimas onze rondas, duas séries de igual êxito, intercaladas por um único empate cedido, tendo batido o “aflito” Fontinhas com maiores dificuldades do que suporia, também por apertado 2-1.
Ainda pela diferença mínima, neste caso, graças a um solitário tento, o Marinhense saiu vencedor na recepção ao Rabo de Peixe. No topo da tabela, tudo se mantém, pois, inalterado, com o U. Santarém com dois pontos de vantagem sobre o Lusitânia, e o Marinhense a cinco pontos do comandante, mas contando ainda com um jogo a menos.
O Mortágua ganhou, igualmente por 1-0 (golo apontado na conversão de uma grande penalidade, à passagem da meia hora de jogo), frente ao U. Tomar, que, sem nada a perder, voltou a exibir-se a nível razoável, dificultando bastante a acção do adversário, mantendo o resultado em aberto até final, mas, de novo, sem, de facto, ter conseguido representar real ameaça à baliza contrária.
Em função destes resultados, o Mortágua deu passo relevante para a consecução do seu objectivo, saltando para os 30 pontos, ocupando o 7.º lugar, agora com uma margem de cinco pontos face à “linha de água”. Com o U. Tomar já despromovido, e o Gouveia muito perto disso, temos quatro clubes (do 9.º ao 12.º classificados – Rabo de Peixe, Peniche, V. Sernache e Fontinhas) concentrados num intervalo de três pontos (entre os 27 e os 24), sendo que apenas um deles se deverá “salvar”… excepto se também o Sertanense (actual 8.º, com 29 pontos, vier a baquear).
Taça do Ribatejo – “Não houve” Taça… Os favoritos ditaram a sua lei e garantiram o apuramento para as meias-finais, a disputar a duas mãos, com o seguinte alinhamento: Fazendense-Alcanenense e Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere – ou seja, envolvendo também três (dos quatro) candidatos ao título de Campeão Distrital (apenas o Fátima tinha ficado, já anteriormente, afastado; sendo, portanto, o Alcanenense, actual 9.º no campeonato, o único “intruso”).
Regista-se, sobretudo, a impressiva goleada aplicada pelo Ferreira do Zêzere em Ourém, face ao At. Ouriense, por implacável 6-1. O Fazendense foi algo mais “modesto”, na visita a Vilar dos Prazeres, ganhando, não obstante, também de forma categórica, por 4-1.
O Alcanenense impôs-se por 2-0 na deslocação a Marinhais (clube já apurado para a fase final da II Divisão Distrital). Podia ter acontecido surpresa no Porto Alto, onde o Abrantes e Benfica não conseguiu desfazer o nulo, mas acabando por ser mais eficaz no desempate da marca de grande penalidade, pelo que a competição ficou sem qualquer representante do escalão secundário.
Esta é a terceira época sucessiva em que os abrantinos atingem as meias-finais da Taça (finalistas vencidos em 2022), repetindo o Alcanena a presença em tal fase, registada na última temporada (em que viria também a perder na final). Por seu turno, o Fazendense (vencedor em 2022; afastado em eliminatória prévia aos 1/8 de final no ano passado) está de regresso à sua “prova talismã”. Quanto aos ferreirenses, voltam às meias-finais 23 anos depois, após terem alcançado tal fase pela última vez – e por três vezes seguidas – nas épocas de 1998-99 a 2000-01.
Antevisão – No Campeonato de Portugal perfila-se, na 23.ª jornada, um embate “decisivo”, entre Lusitânia e Marinhense, dois (dos três) candidatos ao apuramento para a fase final. Mas o U. Santarém também não esperará facilidades na viagem a Rabo de Peixe. Na luta pela manutenção, as atenções estarão focadas no Fontinhas-Mortágua e no Sertanense-Gouveia. Temos ainda um confronto de interessante rivalidade regional, entre V. Sernache e Benfica e Castelo Branco. O U. Tomar, a pensar no futuro, recebe uma formação do Alverca “B” em manifesta crise de resultados.
Na I Divisão Distrital teremos também um aliciante confronto entre os candidatos Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere (numa “antecipação” das meias-finais da Taça), sendo, em teoria, Fazendense e Fátima favoritos, na recepção, respectivamente, ao Amiense e ao Moçarriense.
Na derradeira ronda da fase regular da II Divisão, o Pego, anfitrião do “lanterna vermelha”, Abrantes e Benfica “B”, parece dispor de todas as vantagens para se apurar para a fase final, de disputa do título e promoção; até porque o outro aspirante, Caxarias, receberá o guia, Tramagal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Março de 2024)
Liga Conferência Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Servette – Viktoria Plzeň – 0-0
Ajax – Aston Villa – 0-0
Molde – Club Brugge – 2-1
Union St.-Gilloise – Fenerbahçe – 0-3
Dinamo Zagreb – PAOK – 2-0
Sturm Graz – Lille – 0-3
Maccabi Haifa – Fiorentina – 3-4
Olympiacos – Maccabi Tel-Aviv – 1-4
Liga Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Sparta Praha – Liverpool – 1-5
O. Marseille – Villarreal – 4-0
Roma – Brighton – 4-0
Benfica – Rangers – 2-2
Freiburg – West Ham – 1-0
Sporting – Atalanta – 1-1 (06.03.2024)
AC Milan – Slavia Praha – 4-2
Qarabağ – Bayer Leverkusen – 2-2
Liga Europa – 1/8 de final – Benfica – Rangers
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (84m – Álvaro Carreras), António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, João Neves, Florentino Luís, David Neres (84m – Tiago Gouveia), Rafael “Rafa” Silva, Ángel Di María e Arthur Cabral (65m – Marcos Leonardo)
Rangers – Jack Butland, James Tavernier, Connor Goldson, John Souttar, Rıdvan Yılmaz, Mohamed Diomande (83m – Nicolas Raskin), John Lundstram, Dujon Sterling (76m – Cole McKinnon), Thomas Lawrence (76m – Ryan Jack), Fábio Silva (90m – Ross McCausland) e Cyriel Dessers (76m – Kemar Roofe)
0-1 – Thomas Lawrence – 7m
1-1 – Ángel Di María (pen.) – 45m+2
1-2 – Dujon Sterling – 45m+5
2-2 – Connor Goldson (p.b.) – 67m
Cartões amarelos – Ángel Di María (35m) e Alexander Bah (72m); Dujon Sterling (27m), Jack Butland (45m) e Rıdvan Yılmaz (67m)
Árbitro – Tobias Stieler (Alemanha)
Pouco mais de três anos volvidos, os caminhos de Benfica e Rangers voltam a cruzar-se na Liga Europa, e, tal como em Novembro de 2020 (na altura, com dois empates, a três golos, em Lisboa, e a dois tentos, em Glasgow – tendo, de ambas as vezes, recuperado, nos minutos finais, desvantagens de dois golos), só a custo a formação benfiquista conseguiu forçar nova igualdade, outra vez a duas bolas (depois de, por duas vezes, ter visto o adversário colocar-se à frente no marcador).
Vindo de dois desaires, ante o Sporting (para a Taça), e, logo de seguida, a traumática goleada (0-5) sofrida no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, o Benfica pareceu entrar em campo determinado a esconjurar os fantasmas, em busca de, rapidamente, chegar ao golo.
A equipa encarnada, bastante pressionante, instalou-se no meio-campo contrário e, logo nos minutos iniciais, ganhou vários cantos… só que, na primeira vez que o Rangers conseguiu libertar-se e chegar próximo da área benfiquista, marcou!
Não se descompondo, o Benfica tentou manter a toada, continuando a conquistar mais cantos, todos eles improfícuos. A melhor oportunidade surgiria a remate de David Neres, com o guardião Butland, a negar o golo, e a evitar ainda que a recarga de Arthur Cabral pudesse ser bem-sucedida.
Com Rafa muito apagado, era Di María a tentar pautar o jogo, mas usando e abusando de sucessivos cruzamentos, que, sistematicamente, saíam mal.
Tal como sucedera na eliminatória anterior, com o Toulouse, valeria outra grande penalidade “de VAR”, quando um defesa escocês, inadvertidamente, tocou na bola com o braço. Di María, chamado novamente a converter, não falhou, empatando, já em período de compensação da primeira parte.
Ninguém esperaria o “golpe de teatro” que, quase de imediato, se seguiria: ao quinto minuto desse tempo adicional, aproveitando a desconcentração e as falhas defensivas oferecidas, o Rangers recolocava-se em vantagem.
O Benfica ia para o intervalo, outra vez, a necessitar de se reerguer. Voltou para a segunda metade, de novo, pressionante – perante um adversário que, à medida que o tempo ia avançando, cada vez mais se ia acantonando na sua zona mais recuada.
A posse de bola era, praticamente, um exclusivo da equipa da casa. Mas o esférico era muito “mal tratado”, com iniciativas bastante atabalhoadas, sem um “fio de jogo”.
Numa das raras saídas da turma escocesa, Fábio Silva teve ainda mais uma oportunidade para marcar, com Trubin, atento, a dar boa resposta a um perigoso remate.
E acabaria por ser em mais um dos inúmeros “cruzamentos falhados” de Di María, que viria a surgir o golo que permitia restabelecer a igualdade, e, ainda assim, levar a eliminatória em aberto para a Escócia: na sequência de um livre, a bola sobrevoou a área, onde o infeliz Goldson, ao tentar a intercepção, cabeceando-a desastradamente para trás, marcou – pela segunda vez em dois jogos no Estádio da Luz, ao serviço do Rangers – na sua própria baliza!
Como que “jogando sobre brasas”, com níveis de confiança muito afectados, seriam os adeptos na bancada a tentar “empurrar” a equipa benfiquista para a frente, nos minutos finais. Mas o dia era um “dia não” e Di María desperdiçaria ainda oportunidade para consumar a reviravolta.
Para a segunda mão, em Glasgow, será necessário um importante trabalho de mentalização, para que o Benfica consiga “assentar” o seu jogo, perante um adversário que, esta noite, denotou grandes fragilidades, mas que, no seu reduto, adoptará certamente outro posicionamento e atitude dentro de campo.




