Archive for Outubro, 2023
Prémio Nobel da Química – 2023
O prémio Nobel da Química 2023 foi hoje atribuído aos investigadores Moungi G. Bawendi (França), Louis E. Brus (EUA) e Alexei I. Ekimov (Rússia), “pela a descoberta e síntese de pontos quânticos, nanopartículas tão pequenas que o seu tamanho determina as suas propriedades. Estes componentes mais pequenos da nanotecnologia espalham agora a sua luz nos televisores e nas lâmpadas LED e podem também guiar os cirurgiões na remoção de tecidos tumorais, entre muitas outras coisas”.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Inter – Benfica
Inter – Yann Sommer, Benjamin Pavard, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Denzel Dumfries (73m – Matteo Darmian), Nicolò Barella (90m – Davy Klaassen), Hakan Çalhanoğlu (84m – Kristjan Asllani), Henrikh Mkhitaryan, Federico Dimarco (84m – Carlos Augusto), Marcus Thuram (73m – Alexis Sánchez) e Lautaro Martínez
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (23m – Tomás Araújo), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Juan Bernat (80m – Arthur Cabral), João Neves, Orkun Kökçü (68m – Petar Musa), Ángel Di María (80m – David Jurásek), Fredrik Aursnes, Rafael “Rafa” Silva (68m – Francisco “Chiquinho” Machado) e David Neres
1-0 – Marcus Thuram – 62m
Cartões amarelos – Lautaro Martínez (67m), Nicolò Barella (68m), Denzel Dumfries (70m) e Kristjan Asllani (90m)
Árbitro – Danny Makkelie (Países Baixos)
O Inter tinha já deixado a ideia, no desafio da 2.ª mão dos quartos-de-final da época passada, disputado em Abril, de ter capacidade para, querendo, “acelerar” o jogo, colocando maior intensidade, a um ritmo que o Benfica denotava dificuldade em acompanhar.
Pois, desta vez, tal foi bem exponenciado. E, porém, raramente a máxima de “duas partes distintas” poderá ter sido aplicada de forma mais cabal: no primeiro tempo, sem flagrantes oportunidades de golo, com o jogo muito repartido, o Benfica equilibrou a contenda; na segunda metade, sentir-se-ia impotente para suster a “avalanche” italiana.
A derrota pela margem mínima acaba por ser um resultado lisonjeiro para a equipa portuguesa, que poderia perfeitamente ter saído goleada de Milão.
Estreando Juan Bernat na lateral esquerda da defesa, libertando Aursnes, e com Morato a substituir o habitual titular, António Silva, o Benfica entrou em campo sem um “ponta-de-lança” de raiz, apostando na mobilidade de David Neres, assim como no virtuosismo de Di María e na velocidade de Rafa.
A ideia seria a de, a partir do meio-campo, formado pelo trio João Neves, Kökçü e Aursnes, conseguir municiar as “setas”, que pudessem impor algum respeito à defesa contrária, visando suster a iniciativa ofensiva contrária. Mas o Inter adaptou-se rapidamente a esse Benfica a procurar levar a bola para zonas mais adiantadas do terreno, respondendo com rápidas transições.
Aursnes ainda testaria os reflexos de Sommer, mas a verdade é que as equipas pareciam bem “encaixadas”, mesmo que o Benfica tivesse maior tempo de posse de bola. Uma vez mais a turma benfiquista lamentaria o facto de o árbitro não ter sancionado, com grande penalidade, um contacto de Barella sobre David Neres.
Porém, perante o esforço físico que fora forçado a despender, a segunda parte seria totalmente distinta. O Inter imprimiu (ainda) maior ritmo ao jogo, e o Benfica desorientou-se por completo, agora absolutamente incapaz de ter bola, recorrendo a sucessivos cortes e alívios, colocando-se à mercê de sucessivas investidas dos italianos, que pareciam multiplicar-se dentro de campo.
Adivinhava-se o golo, que Trubin ainda evitou um par de vezes, também, em mais outras ocasiões, com a ajuda dos ferros da sua baliza. Dumfries e Lautaro Martínez estiveram muito perto de marcar, tendo o guardião benfiquista salvado a recarga de Barella, depois do ressalto da bola na trave; e, logo de seguida, o mesmo Lautaro a acertar no poste!
Para que serviu “tanta sorte” do Benfica, se acabou por perder o jogo? O que parecia inevitável sucedeu mesmo: mais um rápido ataque do Inter, e Marcus Thuram a aparecer, solto de marcação, a rematar, sem dificuldade, para o fundo das redes.
Roger Schmidt ainda faria entrar Chiquinho e Musa (e, mais tarde, numa opção ainda de maior risco, recorrendo também a Arthur Cabral), e o Benfica até deu a sensação de ter conseguido “voltar a respirar”. Só que o Inter tinha já alcançado o que pretendia: estando em vantagem, era, então, altura de, em primeira instância, assegurar a sua preservação.
Ainda assim, até final, as maiores ocasiões de perigo voltariam, ainda, a pertencer à equipa italiana, com Lautaro Martínez a ficar a dever a si próprio mais um par de golos, e Trubin a confirmar uma noite de grande nível. O Benfica “safou-se” de “boa”…
Prémio Nobel da Física – 2023
O prémio Nobel da Física 2023 foi hoje atribuído a Pierre Agostini (EUA), Ferenc Krausz (Hungria) e Anne L’Huillier (França) pelo sua investigação de “métodos experimentais para gerar pulsos de luz de attosegundos para o estudo da dinâmica de electrões na matéria”.
Prémio Nobel da Medicina – 2023
O prémio Nobel da Medicina 2023 foi hoje atribuído a Katalin Karikó (Hungria) e a Drew Weissman (EUA) “pelas suas descobertas sobre modificações de bases de nucleosídeos que permitiram o desenvolvimento de vacinas de mRNA eficazes contra a COVID-19”.
Mundial de Râguebi – 4.ª Jornada

Grupo A
08.09.23 – França – N. Zelândia – 27-13
09.09.23 – Itália – Namíbia – 52-8
14.09.23 – França – Uruguai – 27-12
15.09.23 – N. Zelândia – Namíbia – 71-3
20.09.23 – Itália – Uruguai – 38-17
21.09.23 – França – Namíbia – 96-0
27.09.23 – Uruguai – Namíbia – 36-26
29.09.23 – N. Zelândia – Itália – 96-17
05.10.23 – N. Zelândia – Uruguai
06.10.23 – França – Itália
1º França, 13; 2º N. Zelândia e Itália, 10; 4º Uruguai, 5; 5º Namíbia, 0
Grupo B
09.09.23 – Irlanda – Roménia – 82-8
10.09.23 – África Sul – Escócia – 18-3
16.09.23 – Irlanda – Tonga – 59-16
17.09.23 – África Sul – Roménia – 76-0
23.09.23 – África Sul – Irlanda – 8-13
24.09.23 – Escócia – Tonga – 45-17
30.09.23 – Escócia – Roménia – 84-0
01.10.23 – África Sul – Tonga – 49-18
07.10.23 – Irlanda – Escócia
08.10.23 – Tonga – Roménia
1º África Sul, 15, 2º Irlanda, 14; 3º Escócia, 10; 4º Tonga e Roménia, 0
Grupo C
09.09.23 – Austrália – Geórgia – 35-15
10.09.23 – P. Gales – I. Fiji – 32-26
16.09.23 – P. Gales – Portugal – 28-8
17.09.23 – Austrália – I. Fiji – 15-22
23.09.23 – Geórgia – Portugal – 18-18
24.09.23 – P. Gales – Austrália – 40-6
30.09.23 – I. Fiji – Geórgia – 17-12
01.10.23 – Austrália – Portugal – 34-14
07.10.23 – P. Gales – Geórgia
08.10.23 – I. Fiji – Portugal
1º P. Gales, 14; 2º Austrália, 11; 3º I. Fiji, 10; 4º Geórgia, 3; 5º Portugal, 2
Grupo D
09.09.23 – Inglaterra – Argentina – 27-10
10.09.23 – Japão – Chile – 42-12
16.09.23 – Samoa – Chile – 43-10
17.09.23 – Inglaterra – Japão – 34-12
22.09.23 – Argentina – Samoa – 19-10
23.09.23 – Inglaterra – Chile – 71-0
28.09.23 – Japão – Samoa – 28-22
30.09.23 – Argentina – Chile – 59-5
07.10.23 – Inglaterra – Samoa
08.10.23 – Japão – Argentina
1º Inglaterra, 14; 2º Argentina e Japão, 9; 4º Samoa, 6; 5º Chile, 0
O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal – 2ª eliminatória

(“O Templário”, 28.09.2023)
Depois de, na primeira ronda da Taça de Portugal, ter eliminado (em terreno alheio) o Real, o Olivais e Moscavide (a militar no Distrital de Lisboa) repetiu a façanha, tendo, desta feita, na 2.ª eliminatória da prova, afastado o Sandinenses, impondo-se (igualmente no reduto contrário) por 3-1, tendo, pois, superado, dois adversários de escalão superior (Campeonato de Portugal).
Destaques – Entre os 64 clubes que disputarão a próxima fase subsistem em prova somente três representantes dos Distritais (dos 41 que iniciaram a competição): para além dos moscavidenses, o Santa Maria (Distrital de Braga) foi vencer ao campo do Salgueiros (igualmente do Campeonato de Portugal), por 1-0; o outro resistente é o At. Malveira (também do Distrital de Lisboa), que eliminou, em Valdevez, o Atlético dos Arcos, no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a duas bolas, no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
São ainda de destacar outros casos em que clubes de escalão inferior suplantaram rivais de divisão acima: o Paços de Ferreira (Liga 2) foi o único dos 16 emblemas de tal nível a ser eliminado, tendo perdido, em Sintra, frente ao 1.º Dezembro (Liga 3), por 1-0, após prolongamento; já no que respeita a confrontos entre equipas do Campeonato de Portugal e da Liga 3, foram três os casos em que os conjuntos teoricamente “menos poderosos” se impuseram (0-1 no Sanjoanense-V. Setúbal e no Trofense-Pevidém, neste caso, após prolongamento; e 2-1 no Mortágua-Amora).
Também nesta ronda houve lugar a algumas goleadas, com realce para o contundente 12-0 aplicado pelo U. Leiria (Liga 2) em Penamacor, ao Pedrógão de S. Pedro (Distrital de Castelo Branco). Noutras três partidas, entre clubes da Liga 2 e dos Distritais, o “placard” coincidiu no 5-0: o Mafra (Liga 2) foi ganhar ao terreno do Gafetense (Distrital de Portalegre); o Länk Vilaverdense averbou o mesmo desfecho no campo do Brito, perante o Ponte (Distrital de Braga); enquanto o Tondela (finalista em 2022) foi ganhar a Pombal (Distrital de Leiria). Igualmente por 5-0 se saldou a partida entre Canelas 2010 (Liga 3) e o Fontinhas (Campeonato de Portugal).
Confirmações – Justamente, no que respeita à Série C deste último escalão (na qual milita o U. Tomar), dos onze clubes que disputaram a 2.ª eliminatória, apenas três conseguiram seguir em frente: para além do já referido feito do Mortágua (eliminando o Amora), só os outros dois grupos dos Açores foram bem-sucedidos, com o Rabo de Peixe a bater o Oliveira do Douro por 3-2, enquanto o Lusitânia se impôs por tangencial 1-0 face ao Marialvas (Distrital de Coimbra).
Tal como o Fontinhas, foram ainda eliminados: U. Tomar (1-2 na recepção ao Pêro Pinheiro); o U. Santarém, perdendo no Minho, com o Dumiense, após prolongamento, por 3-4; o Benfica de Castelo Branco, que, depois da goleada de 7-0 nos Amiais de Baixo, empatou com a Oliveirense (Liga 2) a um golo, cedendo no desempate da marca de grande penalidade; o Gouveia (1-2 em Serpa); tendo o V. Sernache, Sertanense, e Peniche soçobrado nos seus terrenos, respectivamente ante o Vianense (da Liga 3, por 0-3), Amarante (0-2) e Montalegre (no desempate, após 2-2).
Em Tomar, o União, enfrentando “olhos nos olhos” um rival de escalão superior (devendo, não obstante, anotar-se que o Pêro Pinheiro beneficiou da exclusão da B SAD/Cova da Piedade, para ser “repescado” para disputar o campeonato da Liga 3), voltou a revelar personalidade, oferecendo, uma vez mais, bastante boa réplica, o que, todavia, não seria suficiente para ter êxito.
Os forasteiros inauguraram o marcador por volta dos 25 minutos, tendo os nabantinos reagido de pronto, restabelecendo, menos de dois minutos volvidos, a igualdade. Com uma boa primeira parte, em que denotaram ascendente, os unionistas poderiam até ter ampliado a contagem. Na segunda metade, o grupo de Pêro Pinheiro faria valer os seus superiores argumentos: já depois de o guardião Ivo Cristo ter negado o tento adversário, defendendo uma grande penalidade, os homens do município de Sintra chegariam mesmo ao golo decisivo, pouco depois da hora de jogo.
Até final os tomarenses procuraram ainda recuperar, mas ia escasseando a frescura física e o discernimento para tal, acabando por manter-se o marcador inalterado.
Marcam presença nos 1/32 avos de final: os 18 clubes da I Liga; que se estrearão nesta edição da prova; 15 equipas da Liga 2; oito da Liga 3; 19 do Campeonato de Portugal; e três dos Distritais – sendo que restava ainda definir o último apurado, de entre o Luzense, da Graciosa (Regional dos Açores) e o Camacha (Campeonato de Portugal), em encontro previsto para esta quarta-feira.
I Divisão Distrital – Continua muito elevada a média de golos: depois de 4,5 por jogo na jornada inaugural, 4,125 golos/jogo na segunda ronda! Tal deixa transparecer, nomeadamente, algum desequilíbrio de forças entre os concorrentes, destacando-se o total de dez golos já apontados pelo Samora Correia (sete golos marcados, no caso de Coruchense e Mação), e, em contraponto, pela negativa, os dez tentos já sofridos por Vasco da Gama, nove pelo Forense e sete pelo Moçarriense, por coincidência os três emblemas recém-promovidos ao escalão principal do futebol distrital.
Nos “jogos-grandes” do passado fim-de-semana, o Ferreira do Zêzere esteve em especial evidência, indo ganhar a Fátima por 2-1, com Chrystian Pedroso a bisar em menos de cinco minutos (entre os 34 e os 38). Por seu lado, Coruchense e Mação neutralizaram-se, empatando a dois golos: os maçaenses marcaram primeiro, o grupo do Sorraia operou a reviravolta, tendo os visitantes empatado logo de seguida, resistindo cerca de meia hora em inferioridade numérica.
Também o Fazendense cedeu pontos na deslocação ao Cartaxo, num embate com contornos similares: marcou o primeiro a turma das Fazendas, tendo o Cartaxo conseguido a reviravolta em dez minutos (entre os 51 e os 61), igualando os forasteiros, de “penalty”, a dez minutos do final.
O Amiense esteve a perder por 2-0 em Ourém, acabando por empatar, igualmente 2-2, nos últimos dez minutos. Em Torres Novas o Vasco da Gama chegou a estar a ganhar por 1-0 e 2-1, mas, na segunda parte, muito permeável, sofreu dois pares de golos, aos 47 e 49 e aos 66 e 68 minutos, reduzindo ainda para o 5-3 final já no derradeiro minuto.
O Samora Correia goleou, sem apelo nem agravo, em Foros de Salvaterra, por 6-0, partilhando a liderança, com o pleno de seis pontos, com o Abrantes e Benfica (vencedor em Alcanena, por tangencial 1-0), Salvaterrense (2-1 na Moçarria) e Ferreira do Zêzere. Ao invés, o Alcanenense reparte com o triunvirato de clubes promovidos as últimas posições, ainda sem ter pontuado.
Antevisão – É retomado o Campeonato de Portugal, para disputa da 5.ª ronda, com destaque para as partidas: U. Tomar-B. C. Branco, Sertanense-U. Santarém e Rabo de Peixe-V. Sernache.
No Distrital as atenções estarão focadas, em especial, nos embates: Amiense-Samora Correia, Salvaterrense-Coruchense, Fazendense-Alcanenense, para além do “derby” Vasco Gama-Fátima.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Setembro de 2023)



