Archive for Maio, 2010
Resultados das eleições no Reino Unido

(infografia The Guardian)
Os Conservadores venceram as eleições no Reino Unido, com cerca de 36 % dos votos, contra 29 % dos Trabalhistas e 23 % dos Liberais. Porém, em termos de mandatos, a repartição é algo diversa, com os Conservadores a não conseguirem alcançar a maioria absoluta, o que coloca ainda alguma incerteza sobre quem será o líder do próximo Governo: David Cameron ou a continuidade de Gordon Brown (com a possibilidade de um eventual acordo entre Trabalhistas e Liberais – em qualquer caso também insuficiente para obtenção de uma maioria absoluta parlamentar)?
Em termos de repartição geográfica, algumas curiosidades: uma notória clivagem entre Norte e Sul, com os Trabalhistas a vencerem de forma clara na Escócia e no Norte de Inglaterra (assim como também em Gales e na “Grande Londres”); em contraponto, um forte domínio dos Conservadores no Leste e Sudeste, com os Liberais (penalizados em termos de conversão de votos em mandatos, pelo sistema eleitoral britânico) a conseguirem o seu melhor resultado em termos relativos no Sudoeste.
Estoril Open – Resultados dos 1/8 Final
Roger Federer (nº 1) – Bjorn Phau (nº 138) – 6-3 / 6-4
Arnaud Clement (nº 83) – Alejandro Falla (nº 70) – 6-4 / 6-3
Albert Montanes (nº 34) – Daniel Gimeno-Traver (nº 99) – 6-1 / 6-2
Marcel Granollers (nº 89) – Pablo Cuevas (nº 57) – 6-7 / 6-7
Guillermo Garcia-Lopez (nº 40) – Leonardo Tavares (nº 246) – 6-2 / 6-2
Alberto Martin (nº 136) – David Marrero (nº 262 – repescado) – 6-1 / 6-2
Frederico Gil (nº 133) – Santiago Giraldo (nº 61) – 6-4 / 6-4
Rui Machado (nº 114) – Michal Przysiezny (nº 97 – repescado) – 6-4 / 6-4
Os portugueses Frederico Gil e Rui Machado qualificaram-se hoje para os 1/4 Final da prova, fase em que se defrontarão, estando consequentemente garantida a presença de um tenista português nas 1/2 Finais, pela primeira vez no Torneio.
Estoril Open – Resultados da 1ª ronda
Roger Federer (nº 1 do Ranking ATP) – isento
Marc Lopez (nº 951) – Bjorn Phau (nº 138) – 4-6 /6-4 / 1-6
Igor Kunitsyn (nº 104) – Arnaud Clement (nº 83) – 5-7 / 6-4 / 4-6
Alejandro Falla (nº 70) – Juan Ignacio Chela (nº 54) – 6-4 / 7-6
Albert Montanes (nº 34) – isento
Nicolas Lapentti (nº 126) – Daniel Gimeno-Traver (nº 99) – 3-6 / 1-3 abandono
Marcel Granollers (nº 89) – Oscar Hernandez (nº 100) – 6-2 / 6-1
Pablo Andujar (nº 149) – Pablo Cuevas (nº 57) – 6-1 / 5-7 / 0-6
Guillermo Garcia-Lopez (nº 40) – Xavier Malisse (nº 84) – 6-2 / 7-6
Leonardo Tavares (nº 246) – Ricardo Mello (nº 94) – 6-3 / 6-3
Alberto Martin (nº 136) – Federico Del Bonis (nº 152) – 7-6 / 6-1
Gael Monfils (nº 18) – isento
Florian Mayer (nº 49) – Frederico Gil (nº 133) – 2-6 / 7-6 / 3-6
Steve Darcis (nº 110) – Santiago Giraldo (nº 61) – 4-6 / abandono
Nicolas Massu (nº 92) – Rui Machado (nº 114) – 2-6 / 4-6
Ivan Ljubicic (nº 14) – isento
Homenagem aos Campeões Nacionais 1973-74
Na vida, há coisas que dinheiro nenhum do mundo pode comprar…
Como o dia cheio, repleto de emoções, como que um sonho irreal, que me foi proporcionado no Sábado – ao longo do dia dei por mim a interrogar-me, por várias vezes, se “aquilo” estava mesmo a acontecer; se era realmente eu que estava ali, ao lado de ídolos da minha meninice, de quem coleccionei os famosos cromos (alguns ainda do tempo das figurinhas enroladas em rebuçados!…) e cujos nomes ouvi em tantos relatos pela rádio.
Os mesmos cromos que Conhé conserva ainda na sua carteira, com uma mini-colecção de diversos exemplares retratando os seus tempos de glória e que, orgulhosamente, me mostrava.
Ao regressar 36 anos no tempo, foi também como se regressasse à minha infância, ao meu próprio passado, à época em que morava ali, a “dois passos” do Estádio onde tantas tardes de festa se viveram.
Ou, também, como a emoção e a extraordinária alegria do reencontro que, conforme pude testemunhar, vi estampada nos rostos daquelas estrelas do futebol dos anos 70: foi impossível não vibrar com as carinhosas saudações que, em especial, foram atribuídas – e largamente retribuídas – por um Camolas, feliz que nem um menino! E, também, por Bolota, viajando expressamente desde o Canadá, onde se encontra radicado.
Ainda outro, de muitos momentos de emoções fortes, também a partir do Canadá, com a intervenção em directo para o Cine-Teatro Paraíso, via telemóvel, do capitão João Carlos, saudando os seus colegas Campeões ali reunidos (no que seria seguido também por Fernandes, a partir de França).
Intervenções bem complementadas pelas palavras da Presidente da Assembleia Geral do União de Tomar, Graça Costa, assim como pela emocionada alocução de Maria Júlia Filipe, recordando o seu pai João Lopes da Costa, e dando o grito de alerta de que o União irá prosseguir, a caminho e para além do centenário, com vitalidade reforçada.
O dia começou cedo, pelas 10 horas, com a inauguração da Exposição “Os Campeões de 1974”, patente na Galeria Templários, onde, em plena Rua Serpa Pinto, se começaram a juntar os Campeões, com oportunidade para apreciar as fotos e outro material alusivo ao evento – com destaque para a taça de Campeão Nacional -, também com a passagem emécran de imagens disponibilizadas pela RTP referentes à Final disputada a 23 de Junho de 1974, no Estádio Municipal de Coimbra, entre o União de Tomar e o Sporting Clube de Espinho, com o triunfo tomarense por 4-3, com três golos de Bolota e um do capitão João Carlos.
Seguindo-se para o Estádio Municipal, iniciar-se-ia o torneio triangular de veteranos, entre as equipas do União, do Espinho e do Benfica (“Sport Lisboa e Saudade”), que esta última, dirigida por Artur Santos, treinador da equipa do União que se sagrou campeã em1974, viria a vencer.
A começar a tarde, a sessão especial comemorativa, de homenagem aos Campeões, no Cine-Teatro Paraíso, com a excelente apresentação de Paulo Pereira, que, como referi já, teve oportunidade de dialogar via telefone com João Carlos e Fernandes.
De regresso ao Estádio, tempo para animadas conversas, recordando os “bons velhos tempos”, com inúmeras e curiosas histórias, como as que o sempre esfusiante Kiki (um entusiasmo contagiante) me contava, também com a participação de Faustino, recordando o dia em que passou de “não ter carro nenhum a ter dois carros e meio!…”, ou como, na célebre “liguilla” de 1970-71, num jogo disputado com o Marinhense, após ser substituído, teve de “fugir” do campo, ainda equipado, dadas as intenções “pouco amistosas” da claque da equipa adversária…
Assim como a recordação do generoso Faustino, ainda a propósito do jogo da Final de 1974, em que – dado que apenas os jogadores que jogavam recebiam o prémio de jogo – e com o marcador em 4-1, favorável ao União, “simulou” uma lesão para ser substituído, de forma a possibilitar que Fernando fosse também premiado…
Ou as histórias de Manuel José, com um magnetismo especial, que lhe é conferido – não só pelo seu estatuto no futebol nacional e internacional – também, talvez principalmente, pelas suas origens algarvias, sempre congregando à sua volta um grupo ávido de ouvintes, também com tempo para recordar junto com a comitiva espinhense, os tempos passados naquele clube, como jogador e o seu início como treinador.
Tendo vindo também à baila algumas das brincadeiras que, no fundo, contribuíram para uma grande união de grupo, factor chave nas conquistas do União, como o dia em que Raul Águas descobriu que tinha um gafanhoto dentro da camisola, a passear pelas costas…
Tal como, passando na rua, a caminho do Cine-Teatro, um tomarense se dirigir de forma espontânea a Nascimento, questionando-o se tinha vindo visitar a “sua baliza”…
Ocasião ainda para assinalar a simpatia com que fui tratado por Alexandre (proveniente da velhinha CUF) ou por José Jorge, grande unionista, árbitro do torneio.
Com o jantar de encerramento e entrega de troféus, no Hotel dos Templários, ficou reforçado o espírito de sã convivência que se viveu durante todo o dia, com a glória aos vencedores e a honra aos vencidos, os convidados espinhenses, também a caminho do centenário em 2014, curiosamente tal como o União de Tomar, quais “equipas-gémeas”.
Depois das intervenções dos Presidentes da Câmara Municipal de Tomar e de Espinho e dos vereadores da Câmara Municipal de Tomar, assim como dos representantes das equipas de veteranos do Espinho e do Benfica (Artur Santos), a derradeira intervenção ficaria a cargo de Raul Águas que manifestou a sua alegria pela ocasião – a par da tristeza em ver o Estádio sem bancada -, lembrando os que partiram já (Quim Pereira, João Lopes da Costa, Florival e Pavão) e deixando um apelo às autoridades no sentido de continuarem a apoiar o União de Tomar.
“Last but not least”, endereço os meus Parabéns à magnífica organização, da responsabilidade dos veteranos do União de Tomar, superiormente coordenados pelo incansável José Martins, com a excelente colaboração de outras figuras do clube, como Paulo Moura ou Ferreira, entre muitos outros, traduzindo um verdadeiro espírito de equipa.
Pessoalmente, é com imenso gosto que expresso o meu sentido agradecimento por esta inolvidável experiência que me foi proporcionada, grato pelo tratamento que me foi dispensado, que a todos apresento, nas pessoas do José Martins (a quem reitero o obrigado pelo amável convite) e do José Tapadas.
U. Tomar – Homenagem aos Campeões Nacionais II Divisão – 1973-74

Apenas para “abrir o apetite” (seguir-se-ão mais fotos, aqui), uma foto de grupo dos Campeões Nacionais da II Divisão de 1973-74.
Constam do grupo: Manuel José, Carlos Pereira (ambos convidados), Caetano, Silva Morais, Kiki, Bolota, Barnabé, Alexandre e o árbitro da Final de 1974, Adelino Antunes (atrás), Cardoso, Aldino, Teixeira (massagista), Leonardo, Fernando, Camolas, Faustino, Maria Júlia Filipe (em representação do seu pai, o dirigente João Lopes da Costa), Raul e Raul Águas (ao meio), e, em primeiro plano, Machado



