Posts filed under ‘1º “Post”’

1º "POST" – OUTRO, EU – 24.06.2003

INíCIO Sim, também eu não resisti. O prazer de ler os outros (o Abrupto, o Aviz, o Dicionário do Diabo, o Blog-de-Esquerda, o essencial Ponto Media e por aí adiante) deu-me o alento necessário. Puro umbiguismo, claro está”.

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21 Dezembro, 2003 at 3:45 pm

1º "POST" – AVATARES DE DESEJO – 22.06.2003

Chego atrasado ao mundo dos blogs atraído pelas modas dos solitários de fim-de-semana. Em bom rigor para mim faz sentido, sobretudo aos dias da semana.

Após um périplo pelos blogs de direita percebo que há algo de sedutor da estratégia discursiva reinante: o cinismo. É só. Talvez a distância que deles me preserva esteja para além de uma libido estético-política.

Exercem em mim sedução neste momento: Laetitia Casta e José Mourinho. A necessidade de afirmação heterossexual/homofobia deveria obrigar-me a uma clarificação das pulsões sedutoras. Mas não. Vou deixar a coisa assim.

Sem saldo no telemóvel vou a net e adio a minha agonia ritual para o fim do mês.

Após a Guerra do Iraque e a acalmia sobre a pedofilia os telejornais parecem tornar-se lugares sombrios e vazios. Estranho…

Fui ao fórum social Português e gostei. Adoro socializar. Tenho também uma tendência para acreditar em coisas que não se vêem mas se esperam. Talvez seja das boas companhias”.

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20 Dezembro, 2003 at 2:57 pm

1º "POST" – SOCIO(B)LOGUE – 20.06.2003

SOCIO[B]LOGUE: APRESENTAÇÃO

Num dos seus mais conhecidos ensaios, «Marginalia», E. A. Poe (1809-1849), debruçava-se, de forma eloquente, sobre o seu fascínio pelas anotações, apontamentos e comentários com que coloria abundantemente as margens dos seus livros. Essas notas anódinas – nas suas palavras «scribblings», «pencillings» e «marginal jottings» – constituíam, em sua opinião, lembretes imprescindíveis na reconstituição do texto; embora se tornassem desprovidos de significado e ininteligíveis se separados, isolados ou subtraídos do seu contexto original. Este blogue é, também, ou sobretudo, de alguma forma, uma compilação desses «scribblings», «pencillings» e «marginal jottings» que tanto fascinavam Poe. Sociológicos, claro”.

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19 Dezembro, 2003 at 6:11 pm

1º "POST" – FLOR DE OBSESSÃO – 20.06.2003

“ON YOUR MARKS, GET SET…: A partir de hoje, amigos, estamos aqui num novo blog chamado «Flor de Obsessão». Este nome, como muitos sabem, é uma referência ao dramaturgo Nelson Rodrigues que será um dos padroeiros desta página.

«Flor de Obsessão» foi uma de muitas expressões geniais inventadas por Nelson Rodrigues (e a selecção dessas melhores frases, organizada pelo magnífico Ruy Castro, foi editada justamente com este título). Escolhi-a porque ela ressalta o lado de Nelson Rodrigues que mais me interessa. Nelson Rodrigues definia-se como uma caprichosa e dedicada «flor de obsessão» e a sua faceta de obsessivo tímido e repetitivo, de crítico desvairado de comportamentos é uma coisa que não pára de me espantar.

Quanto mais o leio, mais me apercebo do seu intenso e provocador lirismo, da radicalidade das suas escolhas, da sua «reivindicação de pureza» como muito bem observou o Francisco José Viegas num óptimo post que dedicou ao escritor brasileiro. E digo-vos que sou tudo menos insensível ao modo como Nelson Rodrigues tratava a língua portuguesa, à sua insistência no adjectivo, ao vigor admirável dos seus parágrafos, aos começos e finais dos seus textos (de uma beleza fulgurante, conradiana.

Falaremos muito de Nelson Rodrigues por aqui. Tal como ele, considero-me um escravo da forma, com todos os perigos e adversidades que isso comporta. Pois é: 2 mil anos de civilização, a Crítica da Razão Pura, a física quântica mas esta dependência da forma, do estilo, a sonoridade de um bom adjectivo é algo que não conseguimos erradicar por mais que tentemos. E olhem que já tentámos. Todos. Voltarei a este assunto muitas vezes daqui para a frente. Resta-me desejar que passem por aqui quando vos apetecer. Este blog é vosso”.

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18 Dezembro, 2003 at 8:12 pm

1º "POST" – DICIONÁRIO DO DIABO – 18.06.2003

“O nome deste blog, Dicionário do Diabo, é uma homenagem a The Devil’s Dictionary (1906), de Ambrose Bierce, escritor satírico americano. The Devil’s Dictionary está para a sociedade americana como o Dictionnaire des Idees Reçues para a francesa, embora supere em cinismo o manual de Flaubert. Podem saber tudo sobre Bierce, e inclusivamente aceder integralmente ao texto do seu dicionário, por exemplo aqui.

Significa esta homenagem que Dicionário do Diabo é um blog cínico? Provavelmente, sendo essa uma das características assumidas do seu autor.

Aqui se escreverá sobre política, artes e letras, comportamentos. Haverá diálogos com os leitores. Umas quantas polémicas serão inevitáveis. E não recuso uma boa dose de pura escrita diarística, cujo conceito também se discutirá nesta página. «Um blog de Pedro Mexia», como se diz aqui em cima, é uma indicação descritiva, mas em certa medida exaustiva: sendo um blog pessoal, Dicionário do Diabo terá com certeza as virtudes, defeitos e fobias do seu autor. Alguns meses de experiência bloguística trouxeram decerto algumas lições; e muito mais há para aprender neste admirável mundo novo. O Dicionário inicia hoje a sua actividade. Passem por aqui sempre que acharem bem. Obrigado”.

[783]

17 Dezembro, 2003 at 6:06 pm

1º "POST" – AVIZ – 16.06.2003

“Comentários & distracções – é isso mesmo. Não vale a pena enumerar grandes princípios sobre o assunto. A partir de amanhã, 17, começará a vida do «Aviz». Vivo lá e isso é suficiente”.

P. S. Parabéns pelos “6 meses de vida”!

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16 Dezembro, 2003 at 6:13 pm

1º "POST" – DESEJO CASAR – 12.06.2003

PORQUÊ?

Em poucas linhas:

a) entramos na blogosfera numa altura em que ela está em ebulição, e não pelos melhores motivos. Fazemo-lo com algum orgulho – é bom que coisas nasçam em tempo de crise.

b) juntamos neste projecto um grupo de pessoas que, dos Açores ao Porto com centro em Lisboa, não teriam outra oportunidade de integrar juntas um projecto.

c) discute-se muito a verdadeira relevância dos blogs. Será, seguramente, coisa para avaliar a médio, longo prazo. Mas comprometemo-nos a publicar diariamente porque:

1) acreditamos na separação entre o trigo e o joio;
2) acreditamos que os blogs são uma boa sede para jovens cronistas ou cronistas sem oportunidades na imprensa;
3) é aliciante fazer parte de um novo tipo de media;
4) agrada-nos a oportunidade de escrever, pelo simples prazer de fazê-lo, partilhar opiniões, informações, histórias.
[746]

Somos um grupo que inclui jornalistas, arquitectos, designers, juristas, argumentistas, filósofos, numa média de idades que vai dos 22 aos 39″.

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15 Dezembro, 2003 at 6:22 pm

1º "POST" – DESBLOGUEADOR DE CONVERSA – 05.06.2003

O 1º post

Deve haver poucas situações tão necessitadas de um bom desbloqueador de conversa (para quem não conhecer o significado da expressão, aconselho a compra urgente do best seller “O Homem que mordeu o cão” de Nuno Markl) como o 1º post de um blog novo. De maneira que ficaram, de uma só vez, resolvidos dois problemas. O nome do blog e o tema do 1º post, que é, precisamente, a dificuldade de arranjar assunto para o 1º post de um blog novo.

Acho que é de bom tom apresentar-me. O meu nome é Nelson Santos, sou (ou era até 6ª feira passada, ou vou ser em breve de novo) geólogo, tenho durante mais uns dias 27 anos e faço parte, neste momento daquele grupo crescente de pessoas com tempo livre a mais nas mãos e, por isso mesmo, o gastam em coisas inúteis, ou não, ou não.

Há quem me chame desempregado, mas eu não gosto do termo. Daí que tente empregar o meu tempo o melhor que posso, fazendo as coisas que gosto até arranjar um novo emprego. Para começar ando a dormir muito mais, a comer muito menos e a passar demasiado tempo em frente a um teclado. Mas também para namorar, para ler, ver e ouvir, e até para dar mais atenção ao que se passa à nossa volta, todos os dias e para conversar com as pessoas. Desde puto que penso: “Porque é que com tanta gente com coisas interessantes para dizer porque é que as pessoas que ouvimos a comentar dizem sempre tão pouco?” Eu sei, eu sei, o comentário de um puto deveria ser “Ena, que gaja com mamas tão grandes”, mas eu era um puto meio estranho, e por isso pensava em coisas mais desse género.

Bem, para 1º post, e como apresentação, acho que já me estiquei um pouco. Ao jeito de cumprimento, um grande abraço para quem tiver a (in)feliz ideia de ler isto…não se pode acertar sempre!”.

[762]

14 Dezembro, 2003 at 3:36 pm

1º "POST" – 100NADA – 19.05.2003

de nada, porque é de nada que se trata… que é como quem diz, tudo isto é treta. mas e o resto, não é treta, também? ah, claro, posso dizer, que giro tenho um blog. agora estou up-to-date, é bem. mando o link, venham aqui ver-me a bater punhetas de janela aberta. deixo o diário aberto, esqueci-me dele em cima da mesa do quarto, que maçada, toda a gente vai ler e agora? vão saber como é que eu sou, o que é que penso…

…o que vale é que toda a gente é ninguém (só tu, meu vento do sul, só escrevo para ti) e o que eu penso, o que eu penso vale tanto como tudo o resto: nada”.

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13 Dezembro, 2003 at 7:54 pm 3 comentários

1º "POST" – ALMOCREVE DAS PETAS – 17.05.2003

“SAUDAÇÃO aos Manos da Blogosfera. Aqui estamos, respeitosamente, a apresentar a carta de alforria a todos vós, manos inteligentes e cultos, patriarcas das letras e da coisa pública.

O Almocreve é uma palavra com mil letras. Conhecemos bem as nove primeiras mas serão escritas como a libido nos permitir. Seremos brutais na boçalidade dos vossos desejos. O Almocreve será terrível e não faz propaganda. Carregamos o fardo de todos vós e a herança de poucos. Somos como lobos em deserto puro. Estranha maldição a de todos vós. Graças senhor!

Minhas senhoras e meus senhores é entrar é participar para distrair a mente serem luminosos em prosas de merecida estimação e quando à noite vos deitardes levareis reflexão intensa um estágio económico-político com liberdade de expressão ao fundo iniciações cabalísticas por jornalistas encartados dvd’s eróticos para colunas infames consultas poéticas em antiquário discurso varonil F-16 para liberais não masoquistas uma rifa de S. Paulo da Moderna petas verdadeiras postas a circular por peixeiras inteligentes uma subida a S. Bento com paragem no Almarjão e egrégias virtudes de vida de cão que o Mondego é aqui. Basta de mau gosto! Sois encantadores!”

[750]

12 Dezembro, 2003 at 6:13 pm

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