Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor

27 Julho, 2011 at 10:44 pm Deixe um comentário

BenficaBenfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo

Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique

1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m

Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)

Árbitro – Stephan Studer (Suíça)

Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.

Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.

Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.

No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.

Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.

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