“A FÓRMULA DE DEUS" (II)

8 Novembro, 2006 at 8:50 am 2 comentários

“«No princípio, Deus criou os céus e a terra», leu em voz alta pela terceira vez. «A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas. Deus disse: ‘Faça-se luz’. E a luz foi feita.»”

“Quando o astrofísico Brandon Carter propôs, em 1973, o Princípio Antrópico, parte da comunidade científica mergulhou num intenso debate sobre a posição da humanidade no universo e o significado último da sua existência. Pois se o universo está afinado para nos criar, será que temos um papel a desempenhar no universo? Quem concebeu esse papel? E já agora, que papel será esse?”

“A Fórmula de Deus” inicia-se com o relato do encontro de Albert Einstein com o Primeiro-Ministro israelita Ben-Gurion, em Princeton, nos EUA, no ano de 1951, em que o cientista terá lançado algumas interrogações:

– Será o conceito antropomórfico de Deus – ao qual associamos comummente um perfil benevolente e paternalista – mais do que uma fantasia criada pelo homem para obter apoio nos momentos difíceis?

– Sendo o homem uma de entre milhões de espécies que ocupam um pequeno planeta de uma estrela periférica de uma galáxia mediana de entre milhares de milhões de galáxias existentes no universo, como pretender que Deus – neste contexto, de imensidão de proporções inimagináveis – se ocupe de cada ser individual?

A figura central do romance, Tomás Noronha, surge-nos logo de seguida, numa conferência na cidade do Cairo, no Egipto, onde é surpreendentemente abordado por Ariana, uma atraente funcionária do Ministério da Ciência do Irão, transportando consigo a cópia de um manuscrito de Einstein (“Die Gottesformel”), de cuja decifração pretende encarregar o criptólogo português, a troco de uma remuneração mensal de 100 000 euros…

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SENA SANTOS EM “PODCAST” ELEIÇÕES NOS EUA

2 comentários Add your own

  • 1. telmo castro  |  9 Março, 2007 às 10:40 pm

    o principo antrópico gera significativamente a forma de entender- mos o universo, mesmo que que não seja a resposta ás duvidas metafisicas da razão humana.

    Responder
  • 2. Manuel Costa  |  21 Maio, 2008 às 3:55 pm

    Na descrição inicial do local aprazível que conclui ser “Primavera em Princeton” anotaria que: As cigarras só cantam no começo do Verão – e já o fariam na década de 40 – e NUNCA cantam na relva rasteira. Com relva, ou sem ela, o que canta no chão são os grilos e os ralos.

    Responder

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