5 DIAS, 5 LIVROS (III) – “MEIA-NOITE OU O PRINCÍPIO DO MUNDO"

6 Setembro, 2006 at 8:35 am Deixe um comentário

Meia-Noite ou o Princípio do MundoRichard Zimler nasceu nos arredores de New York, em 1956, formando-se em Religião Comparada, tendo ainda, subsequentemente, concluído o Mestrado em Jornalismo.

Depois de ter sido correspondente da United Press em Paris, vive em Portugal (Porto) desde 1990, tendo-se naturalizado português em 2002, sendo actualmente professor de jornalismo na Universidade do Porto. Escreve também sobre literatura para o San Francisco Chronicle e para o Los Angeles Times.

Em Portugal, editou as seguintes obras: O Último Cabalista de Lisboa (1996), Meia-Noite ou o Princípio do Mundo (2003), Goa ou o Guardião da Aurora (2005) – uma espécie de “trilogia” sefardita (tendo por objecto central uma família de judeus originários de Portugal) –, Trevas de Luz (1998) e À Procura de Sana (2006).

Já apelidado de “Umberto Eco americano”, explorando o romance histórico, Zimler aborda recorrentemente nas suas intrigas temas como a intolerância, a traição, a culpa, o perdão, a solidariedade e a redenção.

A acção de “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo” inicia-se em Portugal no dealbar do século XIX, na época das invasões francesas, tendo por base a história narrada por John Zarco Stewart, filho de uma judia portuguesa e de pai escocês, que, desconhecendo as suas ancestrais origens (mantidas “secretas” ao longo de cerca de 3 séculos), acaba por ver abruptamente interrompida essa “inocência”.

A figura central da trama acaba por ser um antigo escravo (“Meia-Noite”), um curandeiro africano a que o seu pai recorre para o salvar, tornando-se no maior amigo do jovem John.

Desde os mercados de aves exóticas do Porto às plantações esclavagistas do sul dos Estados Unidos, passando pela Inglaterra da época vitoriana, Zimler transporta-nos numa épica “viagem” em busca do amigo misteriosamente desaparecido.

A descoberta da realidade revelar-se-ia bem amarga, num libelo contra a opressão a que uma parte da humanidade continua, ainda hoje, a ser vítima.

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