BILINGUISMO – O CASO DO CANADÁ (IV)

31 Março, 2005 at 8:22 am

O reconhecimento e promoção do francês como língua oficial e como língua comum do Québec não exclui o interesse e a necessidade de aprender outras línguas.

Efectivamente, assiste-se a uma elevada taxa de bilinguismo individual na província. Inversamente, o bilinguismo por parte dos anglófonos fora do Québec regista ainda taxas mais reduzidas do que desejável, o que coloca em causa o estatuto oficial de nação bilingue.

Curiosamente, os habitantes do Québec registam uma taxa de trilinguismo nove vezes superior aos restantes canadianos; resultado da política linguística da província (em particular, do uso, para efeitos públicos, do francês), cerca de 47 % dos imigrantes no Québec revelam competência linguística em 3 idiomas (língua materna, francês e inglês), contra apenas 5 % no resto do Canadá.

A implementação desta política linguística tem inevitavelmente custos; estima-se que cerca de 16 milhões de euros sejam aplicados anualmente nos cinco organismos que coordenam e asseguram a prática desta política, o que representa cerca de 0,05 % do orçamento global do Québec.

Um custo reduzido, face aos resultados da política, permitindo aos francófonos superar as desigualdades sociolinguísticas de que sofriam (com uma sobre-representação do inglês nos anúncios públicos, nos serviços e no trabalho e uma inferioridade económica dos canadianos de expressão francesa), e num ambiente de relativa paz social.

Paralelamente, o estatuto socioeconómico dos francófonos – herdeiro das tradições agrícolas e feudais, historicamente associado, de forma predominante, a uma classe média e baixa, de menores recursos económicos – melhorou de forma significativa nos últimos 20 anos (com o salário médio dos trabalhadores francófonos a crescer de apenas cerca de 60 % para cerca de 90 % do salário médio dos trabalhadores anglófonos).

As importantes desigualdades socioeconómicas constatadas na época da adopção da “Carta” foram em grande parte eliminadas; o rendimento dos francófonos corresponde hoje ao seu peso demográfico na população global do Québec; a proporção de francófonos na população activa, a nível de quadros, é também praticamente equivalente ao seu peso demográfico.

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