BILINGUISMO – O CASO DO CANADÁ (I)

28 Março, 2005 at 8:25 am 3 comentários

Com um imenso território de mais de 9 milhões de km2, e com uma população de cerca de 30 milhões de habitantes, o Canadá nasceu como uma nação de contrastes – entre dois grupos étnicos, o dos francófonos e anglófonos – que o tempo não permitiu dissipar.

Oficialmente bilingue, a maior parte do país (e da população – cerca de 3/4) utiliza o inglês como língua principal; o francês, também língua oficial do país, é utilizado sobretudo na província do Québec (em que uma parte importante da população manifesta aspirações independentistas), assim como em New Brunswick (1/3 de francófonos).

Para melhor compreender a política linguística, é importante recordar a conjuntura e a sua génese, situando-a num contexto histórico.

A colonização europeia do território do actual Canadá iniciou-se com a primeira viagem de Jacques Cartier, que desembarcou no Québec em 1534; a ocupação (francesa) do território iniciar-se-ia com a fundação de Pont-Royal e Québec, por Champlain, respectivamente em 1604 e 1608. O Québec surgiria assim como a província fundadora do que viria a ser o Canadá.

De forma similar ao que sucedia no sul, com as colónias britânicas que viriam a dar origem aos EUA, o Québec era então uma colónia de França, sendo conhecida por “Nova França”; apenas no final do século XVIII, os próprios colonos franceses se começaram a identificar como canadianos.

Paralelamente, as restantes províncias do território, escassamente povoadas, eram colónias britânicas.

Entretanto, em 1763, pelo Tratado de Paris, a França cedera a “Nova França” à Inglaterra; na sequência da agressão inglesa, e da “cobardia” da monarquia francesa (que retirou o seu exército e a nobreza, abandonando “à sua sorte” os camponeses do Québec), a nação canadiana passava então a estar integralmente submetida à Inglaterra.

Este estado de coisas sofreria uma alteração, a partir de 1774, com a Guerra da Independência, que conduziria, em 1776, à declaração de Independência dos EUA.

Em 1774, pelo Acto de Québec, a Grã-Bretanha reconheceria a nação canadiana (chamada “canadiana francesa”), dando-lhe o direito de preservar a sua língua (francês) e religião.

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LÍNGUAS MINORITÁRIAS NA EUROPA (XX) BRASIL (I)

3 comentários

  • 1. hoem das neves  |  30 Março, 2005 às 10:37 pm

    A percentagem da população do Quebéc que pretende separar-se da coroa atingiu os 49% no último referendo!

  • 2. Leonel Vicente  |  30 Março, 2005 às 11:40 pm

    Abordarei isso mais à frente, nesta semana…

  • 3. hoem das neves  |  2 Abril, 2005 às 11:11 pm

    já vi 😉


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