EURO 2004 – GRUPO B – 1ª JORNADA

13 Junho, 2004 at 10:25 pm

SuíçaCroácia0-0

De acordo com as crónicas do jogo, a Croácia procurou impor o seu poderio físico, dominando em termos de tempo de posse de bola.

Num jogo bastante faltoso, o árbitro português vê-se obrigado a exibir o cartão vermelho a um jogador suíço, obrigando a equipa Suíça a jogar em inferioridade numérica desde os 50 minutos.

A Croácia procurou tirar vantagem da situação mas não mostrou “engenho e arte” para chegar ao golo, desperdiçando duas ou três jogadas de perigo; a Suíca conseguiria, ainda assim, levar também o perigo à baliza croata, mas sem consequências.

Um jogo algo desinteressante, não muito bem jogado.

Suíça Jörg Stiel, Bernt Haas, Patrick Mueller, Murat Yakin, Christoph Spycher, Raphael Wicky (83m – Stéphane Henchoz), Johann Vogel, Benjamin Huggel, Hakan Yakin (87m – Daniel Gygax), Stephane Chapuisat (54m – Fabio Celestini), Alexander Frei

Croácia Tomislav Butina, Dario Simic (61m – Darijo Srna), Robert Kovac, Josip Simunic, Boris Zivkovic, Ivica Mornar, Niko Kovac, Nenad Bjelica (73m – Giovanni Rosso), Ivica Olic (45m – Milan Rapaic), Dado Prso, Tomislav Sokota

“Melhor em campo” – Jörg Stiel

Amarelos – Johann Vogel (5m), Benjamin Huggel (41m) e Jörg Stiel (73m); Dado Prso (13m), Nenad Bjelica (30m), Milan Rapaic (48m), Josip Simunic (51m) e Ivica Mornar (53m)

Vermelho – Johann Vogel(50m – Acumulação amarelos)

Árbitro – Lucílio Baptista (Portugal)

Estádio Dr. Magalhães Pessoa – Leiria (17h45)


FrançaInglaterra2-1

E, ao 2º dia, “ela” aí está: a “magia do futebol”!…

Começando pelo fim (pelos dois golos de Zidane): a vitória da França parece-me justa.

Até aos 38 minutos, momento em que Lampard marcou o primeiro golo, para a Inglaterra, a “única equipa” em campo tinha sido a da França, segura, confiante, e, decididamente, a querer ganhar o jogo; com um período “alto”, entre os 10 e os 20 minutos, em que, por três vezes (14, 16 e 20 minutos) levou o perigo à área da Inglaterra – que até aí não conseguira ainda “entrar no jogo”, não denotando capacidade para jogar “de igual para igual” com a França.

A partir dos 20 minutos, a Inglaterra conseguiu de alguma forma “equilibrar” o jogo; até que, aos 38 minutos, num livre (do lado direito) superiormente marcado por Beckam, apareceu Lampard a antecipar-se a toda a defesa francesa e a marcar um golo, claramente “contra-a-corrente”.

Contudo, esse golo viria a “abalar” bastante a poderosa equipa francesa que nunca mais se encontrou, ao longo de quase uma hora (mostrando que mesmo o Campeão Europeu pode “acusar” significativamente um golo sofrido), tentando jogar em “rendilhados” dentro da área, com Zidane pouco feliz e Henry e Trezeguet “desastrados” na finalização.

Uma França que dava já a imagem de não ser capaz de inverter a situação (tendo inclusivamente Beckam desperdiçado, aos 70 minutos, a possibilidade de “resolver” o jogo, ao permitir a Barthez uma magnífica defesa de um penalty)… até que surgiu então a magia de Zidane: primeiro, num livre magistralmente executado, já em período de descontos; quando todos pensariam que a Inglaterra tinha deixado escapar a vitória, eis que, aos 93 minutos, surge um penalty, que possibilitou a reviravolta no marcador; foi o desespero inglês, sofrendo uma punição que não esperava, um remake (desta vez de sentido contrário) da final da Liga dos Campeões entre o Manchester United e o Bayern, de há alguns anos atrás.

Num estádio da Luz transformado num “Wembley a 3/4” (os adeptos franceses estavam limitados a cerca de 1/4 da lotação), assisti durante cerca de uma hora, no meio de um “mar de ingleses” aos seus cânticos “de vitória”. Ingleses que ficariam completamente incrédulos com o que aconteceu no período de descontos.

Concluo como iniciei: a França é melhor equipa que a Inglaterra, mereceu a vitória, mas mostrou que também pode sofrer de “grande intranquilidade” quando (inesperadamente) se vê a perder.

E, claro, acabou por ter a “sorte dos campeões”… ou, “quem tem Zidane, tem tudo” (foi ele quem mais lutou para inverter o rumo do jogo e, talvez o único que sempre mostrou serenidade perante a situação adversa).

França Fabien Barthez, Lilian Thuram, William Gallas, Mikael Silvestre (79m – Willy Sagnol), Bixente Lizarazu, Robert Pires (76m – Sylvain Wiltord), Patrick Vieira, Claude Makelele, Zinedine Zidane, Thierry Henry, David Trezeguet

Inglaterra David James, Gary Neville, Ledley King, Sol Campbell, Ashley Cole, David Beckham, Frank Lampard, Steven Gerrard, Paul Scholes (76m – Owen Hargreaves), Wayne Rooney (76m – Emile Heskey), Michael Owen (69m – Darius Vassell)

“Melhor em campo” – Zidane

0-1 – Lampard – 38m
1-1 – Zidane – 91m
2-1 – Zidane – 93m (P)

Amarelos – Robert Pires (49m) e Mikael Silvestre (72m); Paul Scholes (53m) e Frank Lampard (70m)

Árbitro – Markus Merk (Alemanha)

Estádio da Luz – Lisboa (19h45)

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