1º "POST" – MAR SALGADO – 08.05.2003

10 Dezembro, 2003 at 6:15 pm

“POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS: Na esteira da tradição lusa, o Mar Salgado anuncia que se prepara para zarpar na blogosfera portuguesa. Não há torpedos relativos nem escorbuto canhoto que nos detenham! Assim que dobrarmos o cabo da nossa iliteracia informática (talvez lá para 2ª feira) prometemos navegar seguramente pelo oceano da blogosfera, enfrentando cara a cara os Adamastores rosas e vermelhos que nos tentem intimidar.

Aproveitamos para saudar calorosamente todos os blogs lusos de esquerda, direita, do Norte, do Sul, do Litoral e do Interior e da diáspora. Resistiremos a ondas e marés, navegaremos por vezes à vista, outras vezes com rumo certo.

Relataremos as nossas descobertas diurnas e nocturnas sobre política, economia, arte e cultura, desporto, astronomia, biologia e astrologia e demais temas caros a todos os marujos, nomeadamente os que andam em torno da magna questão da falta que faz uma mulher no mar alto.

O Mar Salgado é mantido por uma equipa de velhos lobos do mar com vasta experiência oceânica e em portos dos quatro cantos do Mundo, com especial incidência nas vielas do Cais do Sodré. Adeus, até ao nosso regresso. !!!”

[735]

“E O INEVITÁVEL:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, Mensagem

MAR:

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras

Sophia de Mello Breyner Andersen, Poesia I”

[735]

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