Leonel Vicente
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A VIAGEM DE VASCO DA GAMA (I)

ArmadaEu, Vasco da Gama, que ora, por mandado de vós, mui alto e muito poderoso rei, meu senhor, vou descobrir os mares e terras do Oriente e da Índia, juro em o sinal desta cruz em que ponho as mãos, que por serviço de Deus e vosso, eu a ponha hasteada e não dobrada antes as vistas dos mouros, gentios, e todo o género de povo onde eu for e que por todos os perigos de água, fogo e ferro, sempre a guarde e defenda até à morte…”

(juramento de Vasco da Gama, no dia da partida, perante o Rei D. Manuel).

A armada de Vasco da Gama iniciou a sua fantástica viagem a 8 de Julho de 1497, depois de uma missa solene celebrada no Restelo: cerca de 150 homens da armada embarcaram em quatro navios, sendo duas naus construídas especialmente para esta viagem: a São Gabriel, capitaneada por Vasco da Gama, pilotada por Pêro de Alenquer, e a São Rafael, cujo capitão era o seu irmão mais velho, Paulo da Gama, sendo o piloto João de Coimbra.

Um terceiro navio, denominado Bérrio, tinha por capitão Nicolau Coelho e por piloto Pêro Escolar. Havia ainda uma nau (São Miguel) com um suprimento de mantimentos, capitaneada por Gonçalo Nunes, incendiada quando esgotados os mantimentos.

[1719]

ANTECEDENTES DA VIAGEM DE VASCO DA GAMA

O Infante D. Henrique começara por mandar “cabotar” a costa de África até chegar à Guiné; de seguida, D. João II mandaria descobrir a passagem para os mares da Índia. Em 1482, Diogo Cão alcançara a foz do Zaire; em 1486, reconhecia a costa angolana.

Em 1487, Bartolomeu Dias tenta alcançar os Mares da Índia; no mesmo ano, foi Pêro da Covilhã a ser enviado ao Oriente, mas por terra, com o objectivo de contactar o Prestes João (suposto monarca da Cristandade no Oriente). Apesar de não ter conseguido obter notícias do mítico Prestes João, enviaria informações sobre a navegação na costa oriental de África.

Em 1488, Bartolomeu Dias dobrava o Cabo das Tormentas, então baptizado por D. João II como Cabo da Boa Esperança.

Apenas em 1494, D. João II e os Reis Católicos assinariam o Tratado de Tordesilhas, “partilhando o Mundo”; Portugal garantia não só o acesso à Índia, mas também a futura ocupação do Brasil.

[1716]

VASCO DA GAMA (V)

Vasco Gama D. Manuel viria a falecer em 1521, sucedendo-lhe o Rei Dom João III; nessa época, o Império Oriental atravessa dificuldades, com poucos homens para uma tão grande área.

Vasco da Gama é então nomeado Vice-Rei, com a missão de revitalizar o Império na Índia. A 5 de Abril de 1524, mais de vinte anos após a viagem anterior, parte para nova cruzada, acompanhado pelos filhos Estêvão e Paulo.

Após três meses na Índia, Vasco da Gama encontra-se doente, vindo a falecer na noite de Natal de 1524.

Em 1880, o que se pensava ser o corpo de Vasco da Gama viria a ser trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos. Descoberto o engano, em 1898, os ossos seriam substituídos pelo que se julga serem efectivamente os verdadeiros restos mortais de Vasco da Gama.

A principal fonte deste texto foi a página na Internet da Câmara Municipal de Sines, a qual, por sua vez, se baseia, nas obras: “Vasco da Gama - O Homem, a Viagem, a Época”, de Luís Adão da Fonseca; texto de Maria de Deus Manso incluído no livro “Da Ocidental Praia Lusitana”; e “Sines Terra de Vasco da Gama”, de Arnaldo Soledade.

Há 1 ano no Memória Virtual - Amigos vs. colegas

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