Leonel Vicente
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VAN GOGH – “RETRATO DO DR. GACHET”

VanGogh-DrGachetEncontrei em Gachet um verdadeiro amigo“, escreveu van Gogh numa carta à irmã, “quase como um irmão“.

Não se trata de um retrato por semelhança “fotográfica”, mas sim de uma imagem impetuosa, recorrendo à cor como meio de expressão e como forma de engrandecer o carácter, procurando penetrar psicologicamente para revelar a alma do retratado.

Dizia o próprio van Gogh: “Estou a trabalhar no seu retrato; usa um boné branco, é muito loiro, muito claro, mesmo a pele das suas mãos é muito rosada; veste um casaco azul; o fundo é azul-cobalto; está apoiado numa mesa vermelha“.

Esta pintura reflecte uma atitude mais tranquila e reflexiva, um desejo de ordem e calma; van Gogh refreia a sua imaginação, desaparecendo os arabescos, redemoinhos e as linhas exaltadas das telas de St.-Rémy. O retrato reflecte o carácter melancólico moderno e intelectual do Dr. Gachet.

A obra, vendida em leilão por 82,5 milhões de dólares, deteve o título de preço mais alto jamais pago por uma pintura!

E aqui termina esta maravilhosa viagem pela vida e obra de Vincent Willem van Gogh. A partir de amanhã, “a música” será outra!…

Resta referir os créditos de todas as imagens apresentadas nestas duas semanas: a The Vincent van Gogh Gallery.

[1665]

VAN GOGH – “NOITE ESTRELADA”

VanGogh-Starry Night O tema desta pintura, também de 1889, quando van Gogh se encontrava no asilo de St.-Rémy, é o resultado de uma fantástica sobreposição de elementos reais e imaginários, provençais e nórdicos.

A imagem de belo, glorioso e magnífico das árvores da floresta a arder em direcção aos céus como tochas da alma; os ciprestes são as tochas da alma de van Gogh.

No espectáculo da noite estrelada, o pequeno povoado com a sua igreja, adormecido ao centro, tem um papel claramente secundário.

Depois do período de Arles, caracterizado pelo uso de cores primárias, van Gogh regressa ao cinzento, ao ocre e às cores misturadas. As linhas enrolam-se, unem-se em traços dinâmicos, criando redemoinhos, sublinhando os movimentos e os contornos com espirais.

As pinceladas de amarelo e branco sobre o fundo azul-escuro, fazem com que as estrelas se abram como coroas brilhantes.

[1662]

VAN GOGH – “AUTO-RETRATO”

VanGogh-Self-PortraitA profusão de auto-retratos – 35 realizados entre 1886 e 1889 – aliados à peculiar relação que manteve com o seu corpo, cujo ponto culminante é o episódio da mutilação da sua própria orelha, posteriormente retratado, coloca van Gogh como o artista que introduz o próprio corpo como matéria-prima da arte.

Para além de reflectir a sua vida psíquica e de actuar como suporte para o exercício de técnicas pictóricas, o exame continuado e sistemático do próprio corpo apresenta o artista como alguém que testa os seus próprios limites, que indaga sobre o enigma da própria existência.

A vivacidade do efeito visual não é de natureza física, mas de base fisiológica. Os pontos justapostos de cor pura provocam uma espécie de “pânico visual”: o olhar compulsivo tenta misturar os diferentes tons. O princípio da mistura óptica funciona, ao mesmo tempo que implica uma constante sensação de agitação.

O quadro de 1889, pintado no Asilo de St.-Rémy, manifesta segurança e agressividade; tem rugas bem vincadas perto do nariz e das maçãs do rosto, as sobrancelhas são grossas e salientes e os cantos da boca estão virados para baixo. O retrato não é, não obstante, o de um rosto hostil, revelando vitalidade. As linhas serpenteantes e em forma de remoinho que surgem como pano de fundo são igualmente utilizadas na figura e nas roupas.

[1657]

VAN GOGH – “O SEMEADOR”

VanGogh-The Sower As cores, a atmosfera e a paisagem da Provença congregaram pintores das mais variadas tendências ou estilos, unidos pela ideia de que na pintura a pesquisa em torno da cor era algo fundamental.

Para pintar desta forma, van Gogh tinha de libertar-se dos motivos originais e mergulhar na sua própria imaginação. Estava a criar imagens vindas de dentro de si.

[1650]

VAN GOGH – “OS COMEDORES DE BATATAS”

VanGogh-PotatoEaters Tal como os restantes quadros realizados por van Gogh na mesma época, esta tela apresenta tons escuros e pesados, retratando os sentimentos do pintor pelos pobres trabalhadores das minas de carvão.

O quadro mostra cinco pessoas sentadas em torno de uma mesa tosca de madeira. A mulher mais nova tem uma travessa de batatas quentes a fumegar e, com uma expressão interrogativa, está a servir as doses. A mulher mais velha, à sua frente, deita nas canecas café de cevada e malte. O velho camponês bebe.

As três gerações de uma família camponesa vivendo em conjunto sob o mesmo tecto estão reunidas para esta frugal refeição. Um candeeiro a petróleo irradia uma luz fraca, mostrando a grande pobreza; ao irradiar a sua luz trémula sobre todos de forma igual, estabelece a unidade na aparência destas figuras preocupadas.

A labuta diária é visível nos rostos; mas os seus olhos indicam confiança, harmonia e satisfação pela sua vida em conjunto. É como se não houvesse um mundo lá fora para perturbar a sua tranquila reunião.

[1646]

A ARTE DE VAN GOGH (II)

VanGogh-WheatFieldWithCrows Natureza Morta, flores e campos: Novamente, como nos Retratos (e especialmente Auto-retratos), Vincent, em parte devido às suas dificuldades financeiras, preferiu pintar uma tigela de fruta, um vaso de flores ou um par de sapatos, ao invés de pintar modelos vivos.

Girassóis: A série de Girassóis é característica da obra de van Gogh, sendo imediatamente reconhecida em qualquer parte do mundo. A maioria da série foi pintada em 1888 em Arles, enquanto aguardava a chegada de Paul Gauguin, na famosa “Casa Amarela”. Nessas obras, ao contrário de tantas outras, o artista revela uma sensação de felicidade, explorando a sua cor favorita, o amarelo.

Período da Provença: Vincent passou quase dois anos na Provença, tendo realizado alguns dos seus melhores trabalhos: “O Terraço de Café no Fórum”, “O Café Nocturno em Lamartine” e a clássica “Noite Estrelada”. Neste período, ao mesmo tempo que o brilho artístico de Vincent deslumbra, o seu estado físico e mental degradam-se de forma significativa.

Asilo em St.-Rémy: Durante a convalescença no asilo em St.-Rémy, van Gogh dedicou algum do tempo ao estudo de pintores que admirava. Alguns dos seus melhores trabalhos podem ser vistos depois dos estudos sobre o pintor Millet: “Meio-dia”, “Descanso do Trabalho” ou “Primeiros Passos”.

O Fim: Os trabalhos finais de van Gogh são um paradoxo o que, provavelmente, nenhum outro trabalho mostrará melhor do que “Campo de Trigo com Corvos” . Muitos sentem que os céus dramáticos e tempestuosos, como também o campo de trigo, agitando-se, com os corvos que fogem, poderão constituir uma reflexão clara do próprio estado mental de Vincent nos seus últimos dias.

[1641]

A ARTE DE VAN GOGH (I)

VanGogh-Sunflower O estilo de van Gogh: nem impressionista, nem expressionista… o artista definiu a sua própria forma de pintar; as suas pinceladas praticamente “falavam” sobre o que estava a sentir e pensar. Desta forma, pode ser considerado um pintor pós-impressionista ou pré-expressionista!

Efectivamente, apenas contactou com os pintores impressionistas em 1886, quando já era um artista consumado; apesar da aproximação a Toulouse-Lautrec, Paul Signac e Georges Pierre Seurat, o seu caminho foi sempre muito singular.

Para facilitar a compreensão das obras de van Gogh, elas são classificadas geralmente de acordo com diferentes formas de as interpretar, sendo a classificação a seguir apresentada apenas uma das categorizações possíveis.

Os primeiros trabalhos: Os desenhos e pinturas tendem a centrar-se nas vidas de camponeses e trabalhadores pobres, além das paisagens desertas nas quais viviam. Vincent teve uma grande admiração pelos trabalhadores do campo, o que retratou nas suas telas. O uso das cores mais escuras pode sugerir uma atmosfera melancólica (“Os Comedores de Batatas”).

Período em Paris: A ida de Vincent para Paris em 1886 provocou uma profunda mudança, aproximando-o de outros artistas: Monet, Renoir, Degas, entre outros.

Os “japoneses”: O período durante o qual Vincent pintou no estilo japonês tradicional foi bastante breve.

Os Retratos e Auto-Retratos: Vincent pintou muitos retratos ao longo da carreira, nomeadamente, os Auto-retratos, quando não podia dispor de modelos. Entre os retratos, encontra-se o famoso “Retrato de Doutor Gachet” (a tela mais cara do mundo). Dos Auto-Retratos, destaca-se o “Auto-retrato Sem Barba”, de 1889, que, em Novembro de 1989, entrou para a galeria dos cinco quadros mais caros do mundo.

Há 1 ano no Memória Virtual – Blogues africanos

[1637]

VAN GOGH (VII)

VanGogh-Self-Portrait Em 27 de Julho de 1890, Vincent sai para um passeio e dispara sobre si mesmo no tórax com uma pistola. Consegue cambalear até casa durante a noite, nada dizendo sobre o seu estado. Acaba por ser encontrado ferido no seu alojamento, sendo chamado um médico, que, contudo, não consegue remover a bala.

As últimas horas de Vincent são muito semelhantes aos dois últimos anos da sua vida, variando desde a completa angústia mental até uma aparente satisfação. Depois de tentar o suicídio, Vincent passa o pouco tempo que lhe resta sentado na cama, fumando cachimbo, sempre com Theo a seu lado. Próximo da sua morte, Theo deita-se na cama ao seu lado, amparando-lhe a cabeça nos seus braços. Vincent diz-lhe: “Eu gostaria de morrer assim.”

Génio, autodidacta, marginalizado, sujeito a acessos de loucura, com uma carreira fulgurante, concentrada apenas nos seus últimos 5 anos de vida, Vincent morreria na manhã de 29 Julho, sendo a sua urna coberta com dúzias de girassóis, que ele tanto amara. Nunca se recuperando da morte do irmão, Theo morreria em Janeiro de 1891; repousam lado a lado em Auvers.

Em 1960, foi criada a Fundação Vincent van Gogh, com o objectivo de preservar os trabalhos que pertenciam à família; em 1973, foi inaugurado o Museu de van Gogh, contendo centenas de trabalhos de Vincent, assim como um enorme arquivo contendo cartas e documentos.

Em 1990, no centenário da sua morte, o Museu van Gogh apresenta uma exposição retrospectiva com mais de 120 pinturas. Vincent van Gogh, que apenas vendera uma pintura em vida (“O Vinhedo Vermelho”), acabaria por ter a sua obra “O Retrato do Dr. Gachet” vendido em leilão por 82,5 milhões de dólares, o preço mais alto até então jamais pago por uma pintura.

[1619]

VAN GOGH (VI)

VanGogh-Evening Landscape with Rising Moon No ano de 1889, o estado mental de Vincent flutua intensamente; por vezes parece tranquilo e coerente, outras vezes sofre de alucinações e ilusões.

Vincent regressa à “Casa Amarela”, onde continua a trabalhar esporadicamente, mas a frequência crescente dos ataques levam-no a ser internado no asilo de doentes mentais de Saint-Paul-de-Mausole em Saint-Rémy-de-Provence.

Quando é capaz, Vincent continua com as suas pinturas de paisagens (da famosa série de oliveiras e ciprestes), mas é frequentemente forçado a parar quando os ataques retornam (uma vez tentou envenenar-se ingerindo as suas próprias tintas). Ironicamente, à medida que o estado mental de Vincent se deteriora continuamente ao longo do ano, o seu trabalho começa finalmente a ser reconhecido na comunidade artística.

Depois de um ataque sério em Fevereiro de 1890, que dura dois meses, decide-se que Vincent se deve mudar para mais perto de Theo e ser colocado aos cuidados do Dr. Paul Gachet. Em Maio, Vincent muda-se para Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris e, sob os cuidados do Dr. Gachet, começa a pintar com incrível energia, produzindo mais de 80 pinturas nos dois últimos meses da sua vida, que assinou sempre com o nome próprio Vincent.

Apesar dessa intensa actividade, o seu estado mental vai-se agravando, talvez por se considerar como um fardo para Theo e para a família.

[1615]

VAN GOGH (V)

VanGogh-Wheat Field Under Clouded Sky Em 1888, deixa Paris e muda-se para Arles, possivelmente por sugestão de Toulouse-Lautrec, fascinando-se com o brilho da luz do Sul e com suas cores quentes.

Começa a pintar as paisagens da Provença, com as suas flores, passando algum tempo na “Casa Amarela”. É extremamente produtivo neste período, quando pinta o litoral (em Saintes-Maries-de-la-Mer), tal como muitos dos seus auto-retratos mais famosos, assim como a série do carteiro, Joseph Roulin. Aguarda a chegada do amigo, Paul Gauguin, com o qual sonha poder montar uma comunidade de artistas.

Gauguin chega finalmente em Outubro, passando a viver e trabalhar juntos. Entretanto há momentos turbulentos, nos quais discutiam fervorosamente sobre arte; essas discussões são descritas por Vincent como “tensão excessiva”; em apenas dois meses, estes desentendimentos levam a uma séria deterioração do relacionamento entre ambos.

A relação de amizade acaba por ser destruída; em 23 de Dezembro, Vincent teria atacado Gauguin com uma navalha de barbear; imediatamente depois do ataque, Vincent perde toda a razão e corta o lóbulo da orelha esquerda, que embrulha num jornal e com que presenteia uma prostituta. Epilepsia, alcoolismo e esquizofrenia são as causas apontadas para este ataque de Vincent, que levam à sua hospitalização. De seguida, Theo chega de Paris para cuidar do irmão.

[1612]

VAN GOGH (IV)

VanGogh-Lane at the Jardin du LuxembourgDepois da morte do pai, em 1885, Vincent realiza a sua primeira grande pintura, a principal obra do período holandês: “Os Comedores de Batatas” (que considerou mesmo o seu quadro mais bem conseguido). Amplia as suas experiências, incluindo uma maior variedade de cores, interessando-se por xilogravuras japonesas.

No ano seguinte, mais uma vez, tenta obter uma educação artística mais formal, na École des Beaux-Artes, mas acaba por rejeitar muitos dos princípios que lhe são ensinados, o que o conduz ao abandono. Submete alguns dos seus trabalhos à Academia de Antuérpia, sendo colocado numa classe de principiantes, mas não se consegue adaptar novamente, regressando a Paris e passando a viver com o irmão Theo.

Inicia estudos no atelier de Cormon (1845-1924), conhecendo outros “estudantes”: John Russell (1858-1931), Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e Emile Bernard (1868-1941). Paralelamente, Theo, que trabalha na Boussod & Valadon, que administra uma galeria de arte em Montmartre, apresenta a Vincent os trabalhos dos Impressionistas: Claude Monet, Pierre Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas e Georges Seurat, cujos trabalhos viriam a ter uma influência profunda em Vincent e no seu uso das cores. Torna-se amigo do pintor Paul Gauguin, uma relação turbulenta que viria a ser decisiva na sua vida.

[1609]

VAN GOGH (III)

VanGogh-Boulevard de ClichyAinda em 1881, o pintor Anton Mauve (1838-1888) introduz-lhe a técnica da aguarela, começando a pintar as primeiras naturezas-mortas a óleo e aguarela.

No ano seguinte, muda-se para Haia, passando a morar perto de Mauve, que lhe dá aulas de pintura e lhe empresta dinheiro. Conhece Clasina Maria Hoornik (conhecida como Sien), uma prostituta, com uma filha de 5 anos, com as quais passa a morar.

Continua os estudos e pinta com alguns conhecidos pintores (Jan Hendrik Weissenbruch e George Hendrik Breitner), mas o seu estado físico vai-se deteriorando, sendo hospitalizado durante três semanas por causa de uma gonorreia. Quando sai do hospital, Vincent começa a experimentar a técnica de pintura a óleo, pintando muito a natureza. Utiliza-se de Sien e de uma outra criança recém-nascida como modelos.

Depois de mais de um ano juntos, termina a sua relação com Sien, o que o leva a procurar uma vida dedicada exclusivamente ao trabalho. Viaja para Drenthe (Holanda) e pinta as paisagens desertas, assim como os camponeses. Mais tarde, vai para Nuenen, morando com os pais; monta um pequeno estúdio para trabalhar, continuando sempre a contar com o apoio financeiro do irmão Theo.

Em 1884, inicia uma relação com a filha de um vizinho, Margot Begemann, contudo ambas as famílias são contrárias ao casamento, o que leva Margot a tentar envenenar-se.

[1606]

VAN GOGH (II)

VanGogh-Marguerite in the GardenEm 1877, abandonaria Inglaterra, iniciando um trabalho temporário numa livraria em Dordrecht, o qual contudo não o satisfez também, rapidamente se deslocando para Amsterdão, onde desenvolve estudos religiosos.

No ano seguinte, numa tentativa de dar forma a essa vocação religiosa, vai para Borinage (Bélgica), uma região de minas de carvão, perto da fronteira francesa, em que vive num ambiente de grande pobreza, lendo a Bíblia aos mineiros. Algumas das suas gravuras retratam esta fase, caracterizando-se por falta de luz e opressão retratada na atmosfera escura.

Neste período, dedica toda a sua energia a ajudar os mineiros, dando-lhes roupas e comida. Mas viria a perder o trabalho em Borinage, o que lhe provocou uma depressão, ao perceber que os seus esforços tinham sido em vão. Não obstante, muda-se para Cuesmes, para continuar trabalho semelhante ao da ajuda aos mineiros. Paralelamente, começa a renovar-se o seu interesse pela pintura.

Em 1880, abandona as questões religiosas, dedicando-se exclusivamente à pintura dos mineiros e tecelões pobres. Dada a sua precária situação financeira, começa a ser apoiado financeiramente pelo irmão Theo. Nesse ano, começa a ter estudos de anatomia e perspectiva na Academia de Artes de Bruxelas.

No ano seguinte, é devastado pela rejeição pela prima Cornelia Adriana Vos-Stricker (Kee), que lhe provoca uma depressão.

[1599]

VAN GOGH (I)

VanGogh-Self-Portrait Vincent Willem van Gogh nasceu em 30 de Março de 1853, na pequena aldeia de Groot-Zundert, próximo de Breda, no sul da Holanda (fronteira com a Bélgica), filho do pastor da Igreja protestante Theodorus van Gogh (1822-1885) e de Anna Cornelia Carbentus (1819-1907).

Em 1857, nasceu o seu irmão Theodorus (Theo), que o acompanhou e apoiou durante toda a vida.

A educação escolar de Vincent inicia-se em Zevenbergen, aprendendo francês, inglês e alemão. Em 1866, frequenta o internato estatal Rei Wilhelm II, em Tilburg, escola que reservava algumas horas ao estudo da arte.

Após a conclusão dos estudos, em 1869, Vincent começa a trabalhar como aprendiz na filial de Haia (fundada pelo seu tio) da Goupil & Cie., sociedade de negociantes de arte de Paris. Viria a transferir-se para a filial de Londres em 1873, aproveitando para visitar museus e galerias, alargando o seu conhecimento das artes. Começa contudo a revelar pouco interesse pelas suas tarefas, sendo transferido para Paris em 1874; contudo, regressaria, ainda no mesmo ano, a Londres.

Em 1876, demite-se do emprego, deslocando-se para Ramsgate (Inglaterra), iniciando-se de seguida como professor, com o Reverendo T. Slade Jones, um padre metodista. Ao mesmo tempo que o seu fervor religioso aumenta, deteriora-se o seu estado físico e mental.

[1594]