Leonel Vicente
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Archive for the ‘Tema livre’


HERDEIROS (II)

Começando pelo início… no caso, pela letra “A”, de Automobilismo, que “factor genético” leva a que filhos de grandes campeões tenham também sucesso, tornando-se no desporto de características mais “dinásticas”?

Uma justificação imediata será: começam a conduzir mal acabam de dar os primeiros passos… Mas será isso suficiente para singrar?

Outra justificação: dispõem de meios financeiros para investir numa carreira dispendiosa, em que, numa primeira fase, é necessário “pagar para correr” (até conseguir um bom contrato numa boa equipa), apenas mais tarde sendo “pagos para correr” (e a peso de ouro…).

Mas a questão mantém-se: “Será isto o bastante para que possam ter êxito”?

Mais uma justificação: habituados a ver os pais ter o “perigo por profissão”, encaram o risco com uma perspectiva diferente do comum (?).

Os factos aí estão - em dois “níveis”:

- Jacques Villeneuve e Damon Hill pouco mais eram do que crianças quando perderam os pais (Gilles Villeneuve e Graham Hill) em acidentes; respectivamente cerca de 15 e 20 anos depois, sagravam-se Campeões do Mundo de Fórmula 1.

- Os também Campeões do Mundo de Fórmula 1 Nelson Piquet, Keke Rosberg e Niki Lauda têm hoje os filhos (Nelson Angelo Piquet, Nico Rosberg e Mathias Lauda) a iniciar o longo percurso da conquista da glória.

Passados 20 anos dos títulos mundiais de Piquet e Rosberg, os filhos respectivos, ambos com 18 anos, depois do clássico início nos karts, passaram já pelas provas de monolugares e aprestam-se para fazer os primeiros treinos com os Williams (que os pais também pilotaram).

Nelson Angelo venceu já o Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3, tendo ficado em 3º lugar no Campeonato da Grã-Bretanha. Nico participou já em cerca de 450 provas e é o Campeão de Fórmula BMW da Alemanha, participando agora no Campeonato de Fórmula 3 Euro Series. Mathias Lauda “debuta” ainda nos World Series Light da Nissan.

Possivelmente, o grande desafio que estes jovens terão em comum com todos os outros “filhos de peixe”, será o de procurar superar os progenitores; não será fácil conseguir passar de um “patamar” de “ser filho de”, para passar a uma situação em que se diga dos antigos campeões, que são eles os pais dos agora “jovens lobos”; é o vencer a “sombra” que lhes é imposta pelos pais.

O que nos leva à clássica questão final: “ser filho de…” facilita ou dificulta a progressão na carreira?

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“RECORDAR É VIVER” (VII)

Numa altura em que faziam grande sucesso em Portugal os Fischer Z, com So Long, que nos transportam para os anos 80, também com Stayin Alive, dos Bee Gees.

Época dourada da “New wave” romântica e futurista, com os Depeche Mode, Duran Duran, Spandau Ballet, Orchestral Manoeuvres in the Dark, Culture Club, A-Ha… e tantos outros…

E podemos acabar esta semana revivalista (uma “brincadeira” sem qualquer pretensão de reflectir o panorama musical dos anos 70 e 80, mas apenas o recuperar de algumas memórias), dando um novo (grande) salto ao passado, citando António Mourão (este é um “cromo difícil”… que “ofereço” à minha mãe…): Ó Tempo Volta Pra Trás!

P. S. Tudo isto (as músicas que por aqui passaram durante esta semana)… e muito mais, está disponível nesta página.

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“RECORDAR É VIVER” (VI)

… Até que, em 1977, se inicia o apogeu do “Disco Sound”, decisivamente impulsionado pelos filmes de John Travolta: Saturday Night Fever, Grease e Staying Alive.

Surgem os Boney M, com Daddy Cool (de 1976) e Rivers of Babylon, os Village People, com YMCA, Gloria Gaynor, com I Will Survive (de 1979).

Mas, “noutra onda”, 1978 é também o ano do Caçador (The Deer Hunter), com a música dos Shadows

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“RECORDAR É VIVER” (V)

Mas - e particularmente em Portugal - havia um jovem belga que “destroçava corações”, com um sucesso tão inesperado quanto estrondoso, com concertos de Estádio, com mais de 30 000 espectadores, em 1977.

Entre 1972 e 1978, Art Sullivan venderia mais de 10 milhões de discos, com grandes êxitos como: “Petite fille aux yeux bleus”, “Adieu Sois Heureuse”, Une Larme d’Amour”, “Un Ocean de Caresses”, “Jenny Lady”, “Donne Donne Moi” e, o maior de todos, “Petite Demoiselle”…

Art Sullivan ver-se-ia mesmo obrigado a “aprender português”, editando músicas nesta língua, especialmente para o nosso mercado.

Um fenómeno, um cometa, que, de tempos a tempos, regressa para satisfação dos seus saudosistas admiradores; a compilação “36 Canções” seria disco de Platina, em 2000!

Na mesma época, havia também um espanhol que suscitava muitos “suspiros”: Camillo Sesto, com Quieres Ser Mi Amante… tal como Jean-François Maurice, com os “28º Graus à Sombra“…

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“RECORDAR É VIVER” (IV)

Mais ou menos pela mesma época, fazia furor um grego, nascido no Egipto em 1946, de nome Artemios Venturis Roussos, que viria a ser consagrado como Demis Roussos.

Ficaram famosas, sendo êxitos fenomenais, músicas como: Goodbye My Love Goodbye, Forever and Ever, We Shall Dance, entre muitas outras.

Numa altura, em que, por cá, Carlos Mendes imortalizava a “Amélia dos olhos doces“.

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“RECORDAR É VIVER” (III)

Em meados da década de 70, surgia uma das “marcas” que mais contribuiria para as exportações da Suécia.

Há 30 anos, dois casais, Agnetha Fältskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid .Frida. Lyngstad, formavam os ABBA, um dos grupos de maior sucesso a nível mundial.

A 6 de Abril de 1974, Waterloo vencia o Festival da Eurovisão (no qual participou também Paulo de carvalho, com “E Depois do Adeus“).

Pouco tempo depois surgiam Fernando, I Have a Dream e Dancing Queen (especialmente composta para a rainha Sílvia da Suécia, na ocasião do seu casamento com o Rei Carlos Gustavo).

Por cá, Paulo de Carvalho (com um disco recentemente lançado, nos seus 40 anos de carreira!) punha também a dançar a “Nini dos meus 15 anos“… enquanto cantava a “Flor sem tempo“.

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“RECORDAR É VIVER” (II)

E que tal o “Ontem, Hoje e Amanhã“, de José Cid!?

Ou as rivais Simone de Oliveira (Desfolhada) e Madalena Iglésias (Ele e Ela)… (ver letra em “entrada estendida”).

Amanhã, vamos “correr mundo”, começando a recordar alguns êxitos internacionais do passado…

P. S. São atribuídos hoje os Prémios Laureus de Desporto; conheça os nomeados aqui.

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(more…)

“RECORDAR É VIVER” (I)

Num “blogue” que tem vindo a apelar à memória (em duas vertentes: “memorizando” o presente para “memória futura” e, a par e passo, quando oportuno, recordando o passado), e “pegando” numa das primeiras entradas da “Vertigem”, no tema livre desta semana vamos recordar e (re)viver algumas das canções que fizeram história, nos anos 60, e, principalmente, nas décadas de 70 e 80 - também uma perspectiva histórica, em que a evolução das tendências e dos “gostos musicais” ficará bem patente.

E, claro, a começar, o Recordar é Viver, de Vitor Espadinha:

“Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar

REFRÃO: Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia… como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez”

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MONARQUIAS EUROPEIAS (X)

A monarquia sueca tem mais de mil anos, desde Eric, que reinou de 970 a 995. Gustavo I libertaria a Suécia de um longo domínio Dinamarquês em 1523, passando então a monarquia a ser hereditária.

Em 1810, Jean-Baptiste Bernadotte, um dos marechais de Napoleão, foi eleito príncipe herdeiro, tornando-se em 1818 Carlos XIV, Rei da Suécia e da Noruega.

Carlos Gustavo (XVI) é o sétimo representante da dinastia dos Bernadotte, tendo nascido em 1946. Com a morte do pai num acidente em Copenhaga, o seu avô assumiria, em 1950, o trono sueco.

Exerceu funções na armada, após o que estudou Economia em Estocolmo. Trabalharia depois para a missão sueca na ONU e para a Agência Sueca de Desenvolvimento e Colaboração com ?frica.

Em 1973, com a morte do avô, tornou-se Rei da Suécia. Conhecera entretanto, nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, a brasileira Sílvia Sommerlath (de origem alemã, tendo vivido no Brasil, de 1947 a 1957), então exercendo funções de guia intérprete no certame, com quem casaria em 1976; teriam três filhos: a princesa Vitória, o príncipe Carlos Filipe e a princesa Madalena.

De acordo com a lei da Sucessão, de 1980, o trono é transmitido ao filho mais velho. A herdeira é portanto a princesa Vitória, nascida em 1977, que estudou ciências políticas e história na Universidade de Yale, nos EUA.

E assim se conclui uma pequena “viagem” pelas monarquias europeias…

P. S. O Terras do Nunca recorda-nos que Jacque Brel faz hoje 75 anos e remete-nos para Brel em inglês (com passagem pela Polónia!…).

P. S. 2 - Novos agradecimentos, ao Forum Comunitário e Gayxoto.

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MONARQUIAS EUROPEIAS (IX)

A história da monarquia britânica remonta ao século IX; contudo, a dinastia Windsor apenas reina desde 1917.

Aquando da I Guerra Mundial, o Rei decidiu adoptar o nome de George V - ocultando a descendência alemã de Saxe-Cobourg-Gotha, da Rainha Vitória (de Hannover); apenas Eduardo VII (filho de Vitória) reinara sob o patronímico de Saxe-Cobourg-Gotha.

Com a morte de George V, em 1936, o trono passou para o filho mais velho, Eduardo VIII, que abdicaria, ao fim de 327 dias, para casar com a norte-americana e divorciada Wallis Simpson, evitando também as suas proclamadas tendências pró-germânicas.

Suceder-lhe-ia o irmão, assumindo o nome de George VI, pai de Elizabeth II; nascida em 1926, seria proclamada Rainha em 1952, na sequência do falecimento do Rei; assumiria o trono britânico com a coroação em 1953. Reina, ainda hoje, não só sobre o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, mas também sobre diversos outros países / territórios, como, por exemplo, a Austrália e o Canadá!

Casara entretanto, em 1947, com Filipe de Mountbatten, que se tornaria Duque de Edimburgo, de quem teria 4 filhos: Carlos (Príncipe de Gales), a princesa Ana, André (duque de Iorque) e Eduardo (Conde de Wessex).

O herdeiro, príncipe Carlos, nasceu em 1948, tendo iniciado a sua escolaridade na Escócia. Estudaria na Austrália, após o que cursou Arqueologia, Antropologia e História em Cambridge.

Em 1970, foi admitido na Câmara dos Lordes do Parlamento Britânico, tendo de seguida integrado a armada.

Casou, em 1981, com Diana Spencer, de quem teve dois filhos: William (Guilherme) e Harry. Divorciaram-se em 1996, um ano antes do trágico desaparecimento da princesa Diana, num acidente automóvel em Paris.

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