Leonel Vicente
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Archive for the ‘Novos países-União Europeia’


NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA . LITUÂNIA (I)

Os antepassados dos lituanos, os .Bálticos., estabeleceram-se na região cerca de 2000 A.C..

A Lituânia viria a emergir como grande estado, em meados do século XIII, com a união dos territórios Bálticos com Mindaugas, tornando-se um Grão-Ducado.
Resistindo aos ataques das Ordens Livonianas e Teutónicas, a Lituânia viria, no final do século XIV, a tornar-se um dos mais poderosos estados da Europa Oriental.

Depois de ter sido um Grão-Ducado independente, a Lituânia foi depois província polaca (união em 1386), tendo sido posteriormente incorporada na Rússia (século XVI).

Com a morte do Grão-Duque Vytautas em 1430, o estado lituano começou a declinar, levando, em 1560, a uma união com a Polónia, na chamada .União de Lublin.. Numa primeira fase, a Lituânia seria uma parte independente do Estado Lituano-Polaco, acabando por tornar-se mais tarde numa das suas províncias.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - LETÓNIA (V)

A língua oficial é o Letão, uma língua báltica, pertencente à família das línguas indo-europeias, de que é uma das mais antigas. Apenas tem semelhanças com o Lituano, não tendo relações com as línguas eslavas nem germânicas.

Na cultura, destaca-se o escritor Rainis (Jánis Plieksáns - 1865-1929), autor de numerosas obras poéticas (considerado o Homem do Século na Letónia); assim como os compositores Andrejs Jurjáns (1856-1922) e Jázeps Vitols (1863-1948); os pintores Janis Rozentáls (1866-1916) e Vilhelms Purvitis (1872-1945); o cientista Dávids Hieronims Grindelis (1776-1836), primeiro químico, farmacêutico e médico letão; e, no desporto, Jánis Lúsis (n. 1939), único atleta letão a obter as três medalhas olímpicas (Ouro, Prata e Bronze, no Lançamento do Dardo, em três Olímpiadas consecutivas) e a basquetebolista Uliana Semjonova (1952), a mais alta na história dos Jogos Olímpicos, três vezes campeã mundial.

Na economia destaca-se a pecuária bovina e suínica, assim como a exploração florestal. Os produtos agrícolas principais são os cereais, batatas e hortaliças. Os recursos naturais compreendem nomeadamente o âmbar e dolomita. Na indústria, destacam-se a metalurgia (nomeadamente veículos para transporte público, desde navios a comboios) e máquinas agrícolas, para além da tecnologia informática.

A fechar esta breve “viagem” pela Letónia, alguns dados estatísticos de carácter sócio-económico: PIB “per capita”, 3 200 euros; Taxa de inflação, 1,8 %; Taxa de desemprego, 7,6 %; número de automóveis por 100 habitantes, 25; número de telemóveis por 100 habitantes, 28; número de utilizadores de Internet por 100 habitantes, 7.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - LETÓNIA (IV)

A República da Letónia (Latvija Republika) localiza-se no Nordeste da Europa, junto ao Mar Báltico, sendo delimitada pela Estónia (a Norte) e Lituânia (a Sul), para além de fazer fronteira também com a Rússia e Bielo-Rússia, a leste. Situa-se numa confluência de rotas comerciais, sendo tradicionalmente uma “ponte” entre a Europa Ocidental e a Rússia.

Tem uma superfície total de 64 500 km2 e uma população de cerca de 2,4 milhões de habitantes - essencialmente 58 % de letões e 30 % de russos.

A capital do país é a cidade de Riga (com cerca de 750 000 habitantes), fundada em 1201, sendo o seu centro histórico reconhecido pela UNESCO como um dos sítios culturais mais bem conservados do mundo; tem uma tradição arquitectónica alemã. Destacam-se ainda as cidades de Daugavpils, Jelgava, Júrmala, Liepaja, Rézekne e Ventspils.

É um país plano, com uma altitude média muito baixa, inferior a 100 metros (o ponto mais elevado, Gaizinkalns, atinge apenas 310 metros). O porto de Ventspils é o maior da região, e um dos 15 mais importantes da Europa. O território é bastante arborizado, possuindo mais de 3 000 lagos (sendo o maior o Lago Lubáns) e cerca de 750 pequenos rios (o maior, Daugava, com 1 005 km) que vão desaguar no mar Báltico e no Golfo de Riga.

É na Letónia que se pode encontrar a maior população de castores da Europa, assim como uma das maiores quantidade de manadas de lobos.

A maioria da população segue a Igreja evangélica Luterana, seguindo-se a confissão católica. As festas tradicionais mais importantes celebram-se na noite de 23 de Junho (Ligovakars) e no dia 24 de Junho (Jáni), assinalando o solstício de Verão, remontando a sua tradição a milhares de anos atrás.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - LETÓNIA (III)

Até que as reformas do comunismo soviético permitiram estimular o movimento de independência Letão; em 1987, com as reformas promovidas por Mikhail Gorbatchov, surgem em Riga as primeiras manifestações de massa contra o domínio soviético.

A Frente Popular, reunindo diferentes grupos políticos, conquista, em 1989, uma larga vitória nas eleições, com a sua proposta de transição para a independência.

Finalmente, a Letónia viria a recuperar a independência em 21 de Agosto de 1991. Em Outubro, foi aprovada a Lei da Cidadania, concedida a quem já era cidadão letão antes de 1940 e aos seus descendentes, excluindo assim a grande maioria dos russos. Em 1994, as tropas russas abandonaram por fim o país.

Desde então, tem procurado reforçar os seus laços com o Ocidente, tendo aderido à NATO. Em Setembro de 2003, 70 % dos Letões aprovaram a adesão do país à União Europeia.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - LETÓNIA (II)

Nos séculos XVIII (após a Grande Guerra do Norte, de 1700-1721) e XIX, a Rússia obteve o controlo da Letónia e regiões vizinhas.

Nas décadas de 1850 a 1870, dá-se o despertar nacional do povo letão, alimentado nomeadamente pelos privilégios de que continuavam a beneficiar os aristocratas alemães, descendentes dos conquistadores do século XIII, que mantinham a propriedade exclusiva da terra.

Na sequência da devastação resultante da Revolução Russa e da Primeira Guerra Mundial, a Letónia declarou a sua independência em 18 de Novembro de 1918, reconhecida pela Rússia no Tratado de Riga de 1920.

Em 1934, Karlis Ulmanis promove um golpe de Estado e promove uma aliança báltica.

O período de independência viria a ser curto, dado que o país foi anexado pela União Soviética em Junho de 1940, na sequência do acordo Soviético e Nazi (Pacto Ribbentrop-Molotov) de 1939.

À excepção de um período de ocupação alemã durante a II Guerra Mundial (1941-1945), a Letónia integrou o território soviético (a União Soviética retomara o controlo da região, com o final da Guerra), tendo sido removidos das suas terras centenas de milhares de camponeses, para além de inúmeros prisões, deportações e até execuções; viriam a instalar-se no país grandes contingentes de populações russas.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - LETÓNIA (I)

Os primeiros homens chegaram ao território da Letónia no final do período glaciar (9000 A.C.). Cerca de 2000 A.C., chegaram as primeiras tribos bálticas, antepassadas do povo Letão.

Nos séculos X a XIII, os vikings, russos, suecos e alemães invadem a região; ao mesmo tempo, estabelecem-se os antigos povos letões: Latgalos (em letão, Latgali, que deu origem à designação do país), Kursos, Selos e Zemgalos.

No Século XIII, chegam ao território da Letónia (então conhecida como Livónia) mercadores, missionários e cruzados germânicos, dando-se, em 1201, a fundação da cidade Riga. O domínio alemão sobre a Confederação Livoniana (Estónia, Letónia e Lituânia) prolonga-se por três séculos, até à extinção da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, em 1561.

No século XVI, com a Guerra da Livónia (1558-1583), o território letão é submetido pela Polónia-Lituânia (em 1561).

No século XVII, na sequência da Guerra Polónia-Suécia (1600-1629), Riga e Vidzeme caem em poder da Suécia, passando Riga a ser a maior cidade sueca. Durante o domínio sueco, os Letões puderam, não obstante, cultivar livremente a sua identidade nacional.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - HUNGRIA (V)

A República da Hungria localiza-se no centro-sul da Europa Central, tendo fronteiras com a Eslováquia, Eslovénia, Áustria, Croácia, Ucrânia, Sérvia e Roménia, sendo conhecida como terra dos Magiares (Magyar Köztársaság / República Magiar é o nome oficial do país). Tem uma área de 93 033 km2 (idêntica à portuguesa), com 29 000 km2 de floresta.

Sendo muitas vezes descrita como um país plano é, não obstante, rodeada pela cordilheira dos Cárpatos, pelos Alpes e pelos Alpes Denários. O Rio Danúbio atravessa o país de norte a sul, dividindo a capital em Buda e Peste. A sua grande planície é uma autêntica estepe, que recebe milhares de aves migratórias. É um país interior, que não dispõe de costa marítima.

A população total é de cerca de 10 milhões; as principais cidades são Budapeste (2 500 000 habitantes), Debrecen, no leste (220 000 habitantes), Miskolc, no nordeste (210 000 habitantes) e Pécs, no sul (185 000 habitantes).

Com a introdução do Cristianismo a música sacra do ocidente penetrou na Hungria, sobretudo com os cantos gregorianos e, posteriormente, com os corais da Reforma protestante. A música secular manteve-se sempre mais influenciada pelos estilos do leste europeu; pelos ciganos, vindos da Índia, que introduziram um estilo vocal próprio no séc. XV; pela harmonia oriental dos turcos, que ocuparam o país nos séc. XVI e XVII.

Durante os séculos XVII e XVIII, nas cortes principescas, havia companhias de ópera e orquestras com muitos músicos estrangeiros. De entre eles, destaca-se o nome de Joseph Haydn, que trabalhou durante trinta anos para uma família nobre de Budapeste.

No séc. XIX os compositores mais notáveis foram Franz Liszt e Ferenc Erkel (autor do Hino Nacional e também da primeira ópera húngara).

No âmbito literário, Zsigmond Möricz (1879-1942) é geralmente considerado o maior romancista húngaro: “Gold Nugget” (1910), “Butterfly” (1925), as trilogias históricas “Transylvania” (1935) e “Rósza Sandor” (1940) são as suas obras mais conhecidas.

Os principais recursos naturais são a bauxite e o gás natural. Destacam-se as indústrias mineira, metalúrgica, de materiais de construção, têxtil, química/farmacêutica e de motores automóveis. Na agricultura, destacam-se o trigo, milho, girassol, batatas e gado.

A fechar esta breve “viagem” pela Hungria, alguns dados estatísticos de carácter sócio-económico: PIB “per capita”, 5 100 dólares; Taxa de inflação, 5,3 %; Taxa de desemprego, 5,8 %; número de automóveis por 100 habitantes, 31; número de telemóveis por 100 habitantes, 50; número de utilizadores de Internet por 100 habitantes, 15.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - HUNGRIA (IV)

A Hungria viria a aliar-se à Alemanha nazi na II Guerra Mundial, recuperando parte dos territórios perdidos (na Eslováquia e nos Cárpatos). Não obstante, em 1944, a Alemanha viria a invadir militarmente o país; na sequência da evolução da Guerra, ainda no mesmo ano, a URSS expulsou os nazis e ocupou a nação, que voltou a ter as fronteiras de 1918.

Em 1946, torna-se numa república popular. O comunismo é oficializado na Hungria em 1949.

Na sequência da morte de Staline na União Soviética (que tutelava o regime húngaro), em 1953 o poder é tomado por Imre Nagy, de linha mais moderada, que tentou uma abertura política, mas que viria a ser destituído em 1955; uma rebelião popular reconduziu-o ao poder em 1956, tendo então proclamado a neutralidade da Hungria e abandonado o Pacto de Varsóvia.

Tal resultou na invasão soviética em Novembro de 1956, que colocou János Kádár no poder, em que se manteria até 1988.

Não obstante, pelas medidas económicas liberalizantes, o país tornara-se percursor da “perestroika”. Desde os anos 60, o chamado novo mecanismo económico fizera da Hungria um dos países do bloco de leste com melhor nível de vida.

Em Outubro de 1989, impulsionado por gigantescas manifestações, o Partido Comunista é dissolvido e reconstituído sob o nome de Partido Socialista; a Hungria abandona o comunismo; em 1990, a oposição chega ao poder com a vitória do Fórum Democrático Húngaro.

O país viria a iniciar o processo de negociações para adesão à União Europeia em 1998. Em Fevereiro de 1999, o Parlamento aprovou a adesão da Hungria à NATO.

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NOVOS MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - HUNGRIA (III)

Em 1849, a heróica luta pela independência foi selada com o pacto entre o Imperador Francisco José I e o czar russo, na sequência do qual o exército russo de 200 000 efectivos atravessou os Cárpatos, marchando contra os húngaros, que não puderam oferecer resistência às forças unificadas dos exércitos austríaco e russo.

A Hungria foi integrada no Império Habsburgo unificado. No entanto, nos anos de 1860, as guerras fracassadas dos Habsburgo isolaram internacionalmente a Áustria, que se encontrava numa posição de fragilidade, que viria a proporcionar, em 1867, a conversão do Império numa monarquia dualista de Áustria e Hungria (Império Austro-Húngaro), tendo as duas partes total soberania sobre os seus assuntos internos.

Francisco José agia como Imperador em Viena e como Rei em Budapeste, com dois governos separados.

No seguinte meio século, assistiu-se a um florescimento económico e cultural, associado a uma estabilidade política nunca antes vivida.

A I Guerra Mundial colocou termo a esta fase de prosperidade. Em 1918, na sequência do desmoronar da aliança alemã-austríaca-húngara, a integridade histórica do território húngaro foi posta em causa, com a Roménia a reclamar a Transilvânia, a estado eslavo do sul (Jugoslávia) a reclamar a região sul e o estado checoslovaco a reclamar a região norte.

É então proclamada a República. Em 1919, Bela Kun instaura um regime comunista que dura quatro meses.

Em 1920 é restaurada a monarquia, tendo sido assinado o tratado de paz de Versalhes, resultando no reconhecimento do desmembrar da Hungria histórica.

A Hungria perdeu 2/3 dos seus antigos territórios e mais de metade da população. No início dos anos 30, a crise económica mundial levou a novos extremismos políticos e nacionalistas; no caso da Hungria, revoltada com o Tratado de Versalhes, formou-se uma estreita relação com a Alemanha e a Itália.

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