Leonel Vicente
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Archive for the ‘Novos países-União Europeia’


NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (V)

A Bandeira Checa mantém as tradicionais cores eslavas (vermelho, branco e azul); o triângulo azul - que antes representava a Eslováquia - simboliza actualmente a Morávia. Os três territórios originais da Coroa Checa (Boémia, Morávia e a Silésia) estão também representados no escudo nacional. A Moeda do país é a “Coroa Checa”.

Os Checos mais conhecidos a nível internacional são Vaclav Havel (Presidente e famoso escritor dramaturgo), os escritores Franz Kafka, Milan Kundera e Josef Skvorecky (Prémio Nobel em 1984), o realizador de cinema Milos Forman, o compositor Antonin Dvorak (“Sinfonia do Novo Mundo”), Martina Navratilova e Ivan Lendl (tenistas, naturalizados norte-americanos), Tomas Bata, famoso fabricante de sapatos, tendo também o fundador da McDonald’s (Roy Kroc) origem checa.

Os principais recursos energéticos são o carvão, linhite, caolinos, argila e grafite. As produções agrícolas mais relevantes são os cereais, batatas, fruta, produtos florestais, para além da agro-pecuária. As indústrias mais importantes são a metalurgia do ferro, maquinaria e equipamentos e veículos (Skoda).

A fechar esta breve “viagem” pela R. Checa, alguns dados estatísticos de carácter sócio-económico: PIB “per capita”, 13 850 euros; Taxa de inflação, 4 %; Taxa de desemprego, 9,2 %; número de automóveis por 100 habitantes, 34; número de telemóveis por 100 habitantes, 68; número de utilizadores de Internet por 100 habitantes, 15.

Assim se conclui, ao fim de 10 meses (!) a apresentação dos 10 novos países-membros da União Europeia, com adesão plena já a partir do próximo dia 1 de Maio. Quem ousaria pensar, há 15 anos atrás, numa União Europeia a 25? Faltam apenas 15 dias!…

P. S. A propósito de cultura checa, leia-se o artigo de Alexandra Lucas Coelho, no “Público” de 10 de Abril (ver em “entrada estendida”).

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(mais…)

NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (IV)

A República Checa localiza-se aproximadamente no centro geográfico da Europa, ocupando um território com uma superfície de 78 866 km2, com uma população de cerca de 10 300 000 habitantes (81 % de Checos, 14 % de Moravos e Silésios e 3 % de Eslovacos).

É um país interior, não dispondo de costa, situando-se a 326 km do Mar Báltico e 322 km do Mar Adriático.

Tem fronteiras com a Alemanha (a Norte e Oeste, 810 km), Polónia (a Norte e a Leste, 762 km), Áustria (a Sul, 466 km) e Eslováquia (a Sul, 265 km).

A capital localiza-se em Praga (Praha), dispondo de uma população de cerca de 1 200 000 habitantes; outras cidades principais são Brno (na Morávia), cerca de 390 000 habitantes; Plzen (Boémia), cerca de 175 000 habitantes; Olomouc (Morávia), cerca de 110 000 habitantes; e Liberec, Hradec Kralove e Ceske Budejovice (todas na Boémia), com cerca de 100 000 habitantes.

O ponto mais alto do país é o Monte Snezka (1 602 metros), situando-se o ponto mais baixo próximo de Hoensko (onde o Rio Labe / Elba abandona o território checo), cerca de 117 metros abaixo do nível do mar.

O clima é relativamente temperado, um misto de oceânico e continental, com Invernos frios (temperaturas entre os – 2 graus, em Janeiro) e Verões frescos (20 graus em Julho).

A língua oficial do país é o Checo. A população é maioritariamente Católica (cerca de 40 %), com percentagem similar de ateus e apenas cerca de 3 % de Protestantes.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (III)

Só a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder na União Soviética permitiria mudanças significativas na política dos países do bloco leste da Europa. O povo começou a manifestar-se em massa, reclamando o fim do domínio comunista. A “Revolução de Zamatova” (iniciada com manifestações pacíficas de estudantes) força o governo a renunciar em Novembro de 1989.

O principal movimento de oposição, o Fórum Cívico do escritor Vaclav Havel (que havia anteriormente estado preso durante 4 anos) converte-se numa importante força política, obrigando os comunistas a negociar; Havel seria eleito Presidente.

No final de 1989, os governos checoslovaco e soviético acordaram na retirada de 70 000 membros do Exército Russo, estacionados no território do país.

Em 1990, seriam realizadas as primeiras eleições multi-partidárias, ganhas pelo Fórum Cívico, verificando-se pouco depois uma cisão que levaria à formação do Partido Democrático, de centro-direita.

Entretanto, a parte leste do país (Eslováquia) começava a manifestar a sua insatisfação, reclamando uma autonomia crescente e inclusivamente a independência. Apesar da oposição do Presidente Havel, que considerava ter o país outras preocupações prioritárias, em Novembro de 1991, iniciaram-se negociações entre os representantes das duas repúblicas, que se prolongaram até às eleições de Junho de 1992.

O Partido Democrático obteria apenas 34 % dos votos, mas mais de 50 % na parte checa; por seu lado, o Movimento por uma Eslováquia Democrática, dirigido por um ex-comunista, que se transformara em nacionalista, Vladimir Meciar, obteve 37 % dos votos, com uma maioria absoluta a nível regional.

A ideia da independência ganhava força; na sequência de referendo, Checos e Eslovacos decidiram separar-se - de forma pacífica, mas algo “amarga” -, nascendo a 1 de Janeiro de 1993 a Republica Checa e a Eslováquia (ambos com adesão à União Europeia a partir do próximo 1 de Maio).

Em 1998, Vaclav Havel foi eleito para um segundo mandato como Presidente. Entretanto, o governo colocava uma grande ênfase na sua política externa, estabelecendo como prioridade a adesão à União Europeia, tendo entretanto o país sido também admitido na NATO, sem prejuízo de manter boas relações com os antigos países membros do Pacto de Varsóvia, tendo também estabelecido um Tratado de Cooperação e Amizade com a Rússia e, formando, com a Hungria e a Polónia, o Grupo de Visegrad, com o objectivo de promover a cooperação económica e segurança na região.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (II)

Em 1618, inicia-se o levantamento dos Estados Checos contra os Habsburgo, contra a repressão da liberdade religiosa, iniciando-se a Guerra dos 30 Anos, entre Católicos e Protestantes, provocando grande devastação nos Estados Checos.

A constituição de 1867 não reconheceria as reivindicações nacionalistas checas. Em 1879, participariam no governo, mas apenas com o termo da I Guerra Mundial, em 1918, seria declarada a sua independência, formando, em união com os Eslovacos, a República da Checoslováquia (tendo por artífice Tomás Garyk Masaryk, primeiro presidente eleito), ocupando o território da Boémia e da Morávia (anteriormente sob o domínio austríaco), parte da Silésia, e da Eslováquia (antes sob domínio húngaro) e Cárpato-Ruténia, iniciando-se, não obstante, um período de turbulência política e social.

Apesar disso, foi possível aprovar, em 1920, a Constituição Checoslovaca, inspirada nas Constituições americana e francesa. Nos anos seguintes (até à crise de 1932, com grande nível de desemprego), a Checoslováquia seria uma das 10 economias mais desenvolvidas do mundo.

Essa crise proporcionou o ressurgir de movimentos de tendências nacionalistas, com um partido “Sudeta-Alemão”; culminando em 1938 com a invasão dos Sudetas pelas tropas de Hitler (tolerada pela Inglaterra, Nevile Chamberlain, e pela França, Edouard Daladier).

Durante a II Guerra Mundial, o país (excepto a Eslováquia - que auto-proclamou a sua independência, sob influência alemã) manteve-se ocupado pela Alemanha.

Com o termo da Guerra, na Conferência de Yalta, Roosevelt e Estaline acordam que a Checoslováquia passe para a zona de influência soviética, tendo o território sido ocupado pelo Exército Russo, acabando mesmo a Cárpato-Ruténia por ser anexada pela União Soviética.

O Partido Comunista da Checoslováquia venceria as eleições de 1946 e de 1948, altura em que foi proclamada a República Popular, adoptando um modelo económico-social similar ao soviético, integrando o Pacto de Varsóvia (sistema de alianças dominado pela URSS).

Até final dos anos 60, continuou a ser adoptada uma política de inspiração soviética. Em 1968, a eleição de Alexander Dubcek colocaria em marcha um programa de reformas liberais, descentralização da economia e de afirmação da soberania nacional, com amplo apoio popular. A “Primavera de Praga” terminaria abruptamente com a intervenção, em 21 de Agosto, das tropas soviéticas, sendo expulsos os dirigentes checos e restabelecendo-se o alinhamento político com a URSS.

P. S. Novos agradecimentos, à Bloguida e ao Letras com Garfos.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (I)

Entre os primeiros habitantes da região estiveram povos celtas Boji (de onde viria a designação de Boémia). Sucessivos movimentos de povos provocariam invasões da região da Boémia, destacando-se, no século V, várias tribos eslavas, desenvolvendo uma economia baseada na agricultura, construindo as características vilas circulares eslavas (.okroulice.).

A pacífica vida das tribos eslavas seria afectada no século VI pela invasão dos Ávaros, povo de origem desconhecida, que estabeleceria um império entre os rios Labe (Elba) e Dniepr.

Os Boémios e Moravos seriam submetidos ao domínio de Carlos Magno no século VIII, destruindo o Império Ávaro. O Reino Eslavo da Boémia estabeleceu-se com a lendária dinastia de Premyslidas no ano 800, gozando de considerável independência.

Cerca de 830, os Moravos formaram o primeiro Estado, que agruparia mais tarde, sob a Grande Morávia (incluindo o sul da Polónia e o oeste da Hungria), os Checos e Eslovacos, a qual viria a ser desmembrada com as invasões húngaras do século X, deslocando-se o domínio para a Boémia.

Em 863, o Imperador Miguel de Bizâncio enviava ao Grande Império Moravo Cyril e Methodius, introduzindo os ritos e a liturgia em idioma eslavo da Igreja Cristã do Oriente, sendo então adoptado o alfabeto cirílico. Em 885, com a morte de Methodius, arcebispo da Morávia, o Império Moravo caía sob a influência da Igreja Católica Romana, provocando que os checos e eslovacos adoptassem o alfabeto latino, diferenciando-se dos eslavos orientais.

No século X, estabelece-se o Principado da Boémia, em resultado da unificação das tribos Boémias. São Venceslau, grande difusor dos ensinamentos de Cristo, converte-se num símbolo do território checo, incluindo a Morávia, Silésia e uma parte da Eslováquia.

Em 1086, a Boémia convertia-se num reino conhecido como “Estados da Coroa Checa”. No século XI, seria submetido pelo império Germânico. Em 1198, estabeleceu-se um reino independente, integrante do Sacro Império Romano.

Mais tarde, com o Reinado de Otakar II (1253-78), a Boémia e a Morávia atravessariam um período de grande esplendor, estendendo-se os seus limites desde o Báltico até ao Mar Adriático.

O Imperador Carlos IV (1346-78) transferiria o centro do seu governo para Praga, fundando a primeira universidade na Europa Central.

A partir de 1471, governaria a dinastia polaca (sendo o território integrado no reino unido da Polónia e Hungria), até que, com Luís II (1516-26) se uniriam as coroas da Boémia e da Hungria. Em 1526, seria eleito o Rei Fernando da dinastia austríaca de Habsburgo. Os Estados da Coroa Checa integrariam o Império Austro-Húngaro dos Habsburgo até à I Guerra Mundial.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – POLÓNIA (V)

A Polónia (Rzeczpospolita Polska) é um Estado localizado na parte centro-oriental da Europa, sendo um dos maiores países da Europa, com 312 685 km2 e cerca de 39 milhões de habitantes.

A Norte, tem por limite o Mar Báltico, tendo também fronteiras com a Rússia e a Lituânia; a leste, faz fronteira com a Bielo-Rússia e Ucrânia; ao Sul, com a R. Checa e Eslováquia; a Oeste, com a Alemanha. As fronteiras terrestres ascendem a 2 888 km, dispondo de 491 km de costas marítimas.

A capital localiza-se em Varsóvia, cidade que conta cerca de 2 milhões de habitantes. O idioma oficial é o polaco. 95 % da população é católica romana, havendo pequenas comunidades ortodoxas e protestantes. Nicolas Copérnico foi um dos polacos mais famosos da história.

As principais exportações do país respeitam a produtos agrícolas, assim como alguns equipamentos e substâncias químicas.

O clima é temperado, com Invernos frios, moderadamente severos, com chuvas frequentes; os Verões são suaves, com frequentes trovoadas.

A fechar esta breve “viagem” pela Polónia, alguns dados estatísticos de carácter sócio-económico: PIB “per capita”, 4 500 euros; Taxa de inflação, 5 %; Taxa de desemprego, 17,8 %; número de automóveis por 100 habitantes, 27; número de telemóveis por 100 habitantes, 25; número de utilizadores de Internet por 100 habitantes, 10.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – POLÓNIA (IV)

No ano de 1983, dá-se nova visita ao país do Papa João Paulo II, enquanto que Lech Walesa é distinguido com o Prémio Nobel da Paz, quando se encontrava preso. Pouco depois, uma amnistia libertaria os presos políticos. Em Julho do mesmo ano, é declarado o estado de emergência.

Em 1985, depois de o Tribunal declarar três membros da polícia culpados do assassinato do sacerdote Jerzy Popiluszka (defendor do “Solidariedade”), Jaruzelski demite-se do cargo de primeiro-ministro, tornando-se Presidente do Conselho de Estado. As mudanças políticas na União Soviética proporcionaram uma aceleração do processo de democratização polaco.

Em 1987, o Papa João Paulo II realiza a sua terceira viagem à Polónia; em Novembro, realizam-se as primeiras eleições livres, pronunciando-se o povo a favor da democratização da Polónia.

Em Fevereiro de 1989, o Governo reconhece legalmente o “Solidariedade”, dando início às reformas políticas e económicas no país. A 17 de Maio, o Parlamento aprova a legalização da Igreja Católica. A 4 de Junho, representantes do “Solidariedade” vencem as eleições, frente aos comunistas.

A 19 de Julho, Jaruzelski é eleito presidente executivo, aceitando um governo de coligação dirigido pelo “Solidariedade”; pela primeira vez no pós-guerra, um país do bloco de leste europeu tinha um governo não comunista.

Em 1990, Jaruzelski renuncia ao cargo; a 9 de Dezembro, Lech Walesa ganha as primeiras eleições presidenciais directas. O país acordava um plano de recuperação com o FMI e solicitava a adesão ao Conselho da Europa, iniciando relações com a Comunidade Económica Europeia.

Seguiu-se um período de instabilidade governamental, com vários governos, na sequência de diversas alterações em termos de coligações políticas. Em 1995, Lech Walesa perderia as presidenciais para o candidato comunista, Alexander Kwasniewski que, não obstante, decidiu prosseguir as reformas económicas.

Em 1997, um partido originário do antigo “Solidariedade” venceria as eleições com uma maioria relativa, obrigando a aliança governamental com partido de direita. O programa do novo governo estabelecia como prioridade a adesão à NATO (concretizada em 1998, juntamente com a Hungria e R. Checa), assim como a adesão à União Europeia, adoptando um programa de privatizações das empresas estatais.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – POLÓNIA (III)

O Tratado de Versailles de 1918 reconheceria o Estado Polaco, que ressurgia assim como país independente, cujo território se compunha pela “Pequena Polónia”, “Grande Polónia” e parte da Pomerânia, unindo-se ainda a parte da Lituânia central, estabelecendo-se então a República Polaca, com as fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Riga de 1921. O país seria então dominado por um regime militar.

Quando os polacos se recusam a ceder Dantzig aos alemães, tal é tomado como pretexto para a invasão do país, a 1 de Setembro de 1939, desencadeando a II Guerra Mundial, vindo os alemães a ocupar todo o território polaco (após uma primeira fase de repartição do território com a Rússia), com o genocídio da sua população judia.

Em 1945, na Conferência de Ialta, foram fixadas as novas fronteiras da Polónia (com a cedência de parte importante do território de leste à União Soviética e a deslocação da fronteira cerca de 300 km para Oeste, absorvendo parte da Alemanha), instalando-se um governo comunista, sendo votada, em 1947, a Constituição da República Popular Polaca, posteriormente revista pela Constituição de 1952.

Em 1956, a influência da igreja católica, baseando-se na insatisfação da população, origina a primeira insurreição contra o poder comunista, seguindo um modelo estalinista, conseguindo-se na época uma primeira abertura do regime.

Nos anos 70, Edward Gierek inicia uma política de aproximação ao Vaticano. Em 1976, teria início uma fase de greves em protesto contra o aumento do custo de vida, levando à reforma da Constituição, na sequência da pressão de grupos católicos e intelectuais.

Em 1979, a visita do Papa João Paulo II provoca uma grande vaga popular, levando a que o Sindicato “Solidariedade”, dirigido por Lech Walesa, fosse reconhecida pelo governo. Uma nova onda de greves grassa no país, levando à demissão de Gierek.

Em 1981, o chefe do governo, Wojciech Jaruzelski (suportado pela União Soviética), recusa a petição do “Solidariedade” para a realização de eleições livres, impondo a lei marcial e prendendo os líderes sindicais, proibindo o sindicato, estabelecendo um junta militar para dirigir o país.

[1050]

NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – POLÓNIA (II)

Mais tarde, Segismundo III (1587-1632), perdendo as guerras contra a Suécia e a Rússia, provocou a perda do poder da Polónia, perdendo também parte importante do seu território.

Em 1673, Sobieski foi nomeado rei da Polónia, derrotando, 10 anos depois, os turcos que sitiavam Viena. Apesar de ter recuperado a Ucrânia, a decadência acentuava-se, cada vez com maior intervenção da Rússia e Áustria nas decisões políticas.

A sucessão de Augusto II provocaria a Guerra da Sucessão Polaca, que duraria de 1731 a 1738.

Em 1772, o território polaco seria repartido, anexando a Prússia uma parte, com a Rússia a anexar a Lituânia, e a Áustria outra parte desse território. A Polónia perdia 211 000 km2, e 5 milhões de habitantes.

Em 1792, os polacos procuraram reagir, mas foram rapidamente vencidos pela Prússia e Rússia, que, conjuntamente com Áustria, repartiriam o resto do território, provocando a destruição da Polónia, transformada em protectorado russo (1793).

Em 1807, Napoleão formava o Ducado de Varsóvia, que desapareceria sete anos depois, sob o domínio russo, na sequência da derrota de Napoleão com a Rússia.

O Congresso de Viena de 1815 estabelecia uma nova entidade política, controlada pela Prússia e Áustria. Logo de seguida, seria fundado um novo Reino da Polónia, totalmente dependente da Rússia; o Czar Alexandre I era ao mesmo tempo rei da Polónia.

Em 1830, 1846 e 1863, registam-se novos levantamentos contra o domínio estrangeiro, com guerras polaco-russas, embora sempre sem sucesso. Conseguiriam, ainda assim, algum reconhecimento dos direitos do povo polaco, pela Áustria (1861) e pela Rússia (em 1905), nomeadamente com a autorização para o ensino da língua polaca.

Começam a organizar-se grupos que formariam o futuro exército polaco; durante a I Guerra Mundial, estas legiões lutariam contra a Rússia; em 1917, a Áustria e a Alemanha invadem o território, criando um estado polaco, sob a sua dependência.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – POLÓNIA (I)

Os primeiros habitantes do território polaco foram as tribos eslavas que se instalaram nas margens dos rios Oder e Vistula no Século I. O nome do país deriva da tribo dos polanos (povo que cultiva a terra).

Até ao Século XII, a Polónia seria uma monarquia hereditária. O primeiro rei conhecido foi Mieszko I (960-992), reconhecido como o fundador do Estado Polaco, que se converteu ao cristianismo, fundando o bispado de Poznan (966), reinando sobre a Polónia e Silésia, territórios posteriormente ampliados com a Morávia, pelo seu filho Boleslao I (vencedor da guerra polaco-germânica de 1002-1018).

No século XII, o território seria dividido entre os 5 filhos de Boleslao III, chegando a formar-se, em meados do século XIII, 20 ducados. O desmembramento do poder central e a debilidade de cada um dos duques levaram ao crescimento da autonomia da igreja e da nobreza, numa época em se registava grande afluência de colonos alemães.

Com Casimiro o Grande (1333-1370), a Polónia tornou-se uma monarquia testamentária, assumindo o rei (que passaria a ser eleito) o papel de árbitro entre a nobreza, o clero, a burguesia e os camponeses.

No final do séc. XIV, o rei Ladislao (de origem lituana), uniria os territórios polacos formando um poderoso império Polaco-Lituano, que ia desde a Prússia até ao Mar Negro e desde a Silésia até perto de Moscovo, povoado por grupos étnicos muito diversificados: polacos, lituanos, alemães, judeus, arménios e tártaros, com religiões católica, ortodoxa, arménia, judaica e muçulmana.

O seu descendente Ladislao II venceria a Ordem Teutónica de Tannenberg em 1410; contudo, Ladislao III pereceria em defesa contra o avanço otomano, impondo-se novamente o seu irmão Casimiro IV à Ordem Teutónica, anexando a Pomerânia e Danzig.

Com o fracasso da campanha expansionista de Alexandre I no estrangeiro, passa-se por uma fase de derrocada do império.

Em 1569, Segismundo II conseguiria novamente fazer com que a Lituânia aceitasse a União de Lublin, unindo os dois territórios, que mantinham cargos, direitos e exércitos separados. O século XVI seria o “século de ouro” da Polónia.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – MALTA (V)

Malta é um Estado insular, localizado no sul do mar Mediterrâneo, a 90 km da ilha da Sicília, a 290 km a Norte da Líbia e a cerca de 290 km a leste da Tunísia; é um arquipélago, constituído pelas ilhas de Malta (a maior e mais importante), Gozo, Comino e as desabitadas Cominotto e Filfla.

Tem uma superfície total de apenas 320 km2, dispondo de 140 km de costa. As suas costas são abruptas e rochosas, com um relevo acidentado, mas de baixa altitude (máximo de 240 metros, em Medina).

Malta dispõe de um clima de carácter mediterrâneo, com Invernos frescos e chuvosos, ainda que possa atingir os 30º em Verões quentes e secos.

Os seus habitantes descendem de normandos, árabes, espanhóis, sicilianos e, posteriormente, de ingleses. A população ascende a cerca de 375 000 habitantes, concentrando-se na ilha de Malta. As cidades são pequenas, destacando-se La Valletta, Sliema e Birkirkara.

A religião predominante é a católica.

A economia baseia-se sobretudo - para além de uma agricultura de subsistência -, nas actividades portuárias e no turismo.

Os idiomas oficiais são o Maltês - um dialecto proveniente do árabe com influências espanholas, sicilianas/italianas e inglesas -, assim como o Inglês.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – MALTA (IV)

Durante as duas Guerras Mundiais, Malta assumiu relevância como base militar; com a entrada da Itália na II Guerra, seria violentamente bombardeada e devastada, tendo, não obstante, a população resistido, vindo a ilha a servir de base à contra-ofensiva aliada.

Não obstante as Constituições de 1921 e 1939 concederem ao povo Maltês uma autonomia limitada, entretanto reforçada em 1947, Malta viria, em 21 de Setembro de 1964, a obter a independência, a qual seria definitivamente consolidada em 1971, sendo posteriormente proclamada a República (em 1974).

Permaneceria ainda como base militar britânica, até à retirada final das tropas em 1979.

Em 1989, seria assinado um protocolo relativo ao projecto de União Aduaneira com a União Europeia, limitando-se a anterior cooperação com a Líbia, do final dos anos 70.

O pedido de adesão à União Europeia seria apresentado em 1990. Malta viria à aderir à NATO em 1995.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – MALTA (III)

Com o ataque turco e a retirada europeia em 1530, Carlos V confiaria a defesa da ilha à Ordem dos Cavaleiros de São João do Hospital de Jerusalém (ordem formada em 1050, durante as Cruzadas para acolher e proteger os peregrinos à Terra Santa), mais conhecidos por Cavaleiros de Malta, que, fortificando a cidade de La Valletta, repeliriam definitivamente os ataques otomanos em 1565, vindo a tornar-se uma potência no Mediterrâneo, graças à sua frota marítima.

Em 1798, Napoleão tomaria posse da ilha, levando ao desembarque das forças luso-inglesas comandadas pelo Almirante Nelson, que se apossariam da ilha em 1800. Em 1804, pelo Tratado de Amiens, Malta era devolvida aos Cavaleiros.

Contudo, em 1814, pelo Tratado de Paris, Malta seria anexada pelos britânicos, contra a vontade .latina. do povo. A Inglaterra concederia aos Malteses participação na administração civil do território, reservando contudo o comando, nomeadamente a nível militar, transformando-se Malta numa .base naval britânica.. O Congresso de Viena de 1815 viria a reconhecer a soberania da Ordem de Malta.

[962]

NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – MALTA (II)

No ano 60 da era Cristã, o apóstolo São Paulo terá sofrido um naufrágio, acostando a Malta, promovendo a conversão dos seus habitantes ao Cristianismo.

Com a divisão do Império Romano, em 395, Malta foi integrada no Império do Oriente, Bizantino, com sede em Constantinopla. Em 870, os Malteses permitiram a invasão dos árabes do Norte de África, que viriam a afectar a sua cultura e idioma, ali permanecendo até ser expulsos pelos Normandos, que se haviam estabelecido na Sicília, em 1090 - passando assim para o domínio Siciliano.

Durante as Cruzadas, adquiriu importância, ao ser atravessada pelos exércitos cristãos no seu caminho para a Terra Santa. Em 1245, Frederico II expulsou os árabes, passando as ilhas, juntamente com a Sicília, em 1266, para o domínio de Carlos I de Anjou, que as viria a ceder, em 1283, a Pedro III de Aragão, vindo a ser integradas no Reino espanhol de Aragão.

[960]

NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – MALTA (I)

O arquipélago de Malta foi habitado desde tempos pré-históricos. Os mais antigos vestígios arqueológicos datam de 3800 a.C.; os agricultores neolíticos viviam em cavernas, desenvolvendo já a técnica da cerâmica, similar à encontrada na Sicília.

Depois de largo período desabitada, viria - dada a sua localização estratégica, no cruzamento das principais rotas comerciais do Mediterrâneo - a ser dominada pelos Fenícios em 1450 a.C., civilização que influenciou significativamente a sociedade e a cultura maltesa.

Em 700 a.C. Malta foi invadida pelos Gregos, que deixaram também a sua marca civilizacional; apesar da subsequente ocupação pelos Cartagineses, cerca de 500 a.C., foi preservada a influência greco-fenícia.

Em 264 a.C., os Cartagineses foram expulsos pelos Romanos, tendo Malta sofrido então um importante desenvolvimento.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – LITUÂNIA (IV)

A República da Lituânia (“Lietuva“), é um Estado da Europa do Norte, situado na parte oriental do Mar Báltico, entre a Letónia e Rússia (enclave de Kaliningrad).

Tem uma superfície total de 65 300 km2, dispondo de 1 273 km de fronteiras terrestres, com a Letónia, Bielorussia, Polónia e Rússia (enclave de Kaliningrad); tem apenas 100 km de costa marítima.

É um país plano (na maior parte, com uma altitude inferior a 200 metros), pontilhado com colinas glaciares (sendo o ponto mais alto a Colina Kruopine, com 293 metros) e numerosos lagos (mais de 3 000) e pântanos, encontrando-se grande parte do país coberto por bosques, resultando a beleza do país da diversidade das suas paisagens. Tem um clima continental, de transição para o oceânico, húmido, mas com Invernos moderados.

A capital, Vilnius (575 000 habitantes), localiza-se no interior (junto à fronteira com a Bielorrussia), constituindo-se no centro político-administrativo, económico e cultural do país; destacam-se ainda as cidades de Kaunas (430 000 habitantes), a 100 km de Vilnius (com a sua conhecida “cidade-velha”), importante entroncamento ferroviário e porto fluvial na confluência dos Rions Nemunas e Neris; e de Klaipeda (cerca de 200 000 habitantes), principal porto comercial e pesqueiro do país no Báltico.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – LITUÂNIA (III)

Passaria pela repressão do regime Estalinista, sofrendo o povo lituano com maciças deportações para a Sibéria, perdendo cerca de ¼ da sua população em deportações ou em campos de trabalho e prisões.

Com o colapso da União Soviética, a Lituânia começou por proclamar a sua declaração de independência em 11 de Março de 1990, hasteando-se a moderna bandeira lituana (de 1918) na histórica Torre Gediminas, em Vilnius, tendo sido a Islândia o primeiro país a reconhecer o restabelecimento da sua condição de Estado independente.

A União Soviética tentaria contudo resistir; em 13 de Janeiro de 1991, procedeu a um ataque a Vilnius, o qual viria a culminar com o reconhecimento internacional da soberania lituana e a admissão do país na ONU em 17 de Setembro de 1991.

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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – LITUÂNIA (II)

Esta União (Lituano-Polaca) acabaria na sequência da total anexação dos seus territórios por parte da Rússia, Áustria e Prússia.

Em 1795, parte significativa da Lituânia seria violentamente incorporada na Rússia. Na sequência de uma insurreição em 1863, o Czar Russo viria a banir dos livros o uso da língua lituana, o que, paradoxalmente, desencadearia uma longa luta pela preservação da língua, cultura e religião lituanas.

Em 16 de Fevereiro de 1918, na sequência da revolução russa (de 1917) e do colapso do Império Russo, separou-se da Rússia, adquirindo o estatuto de país independente, tendo registado rápidos progressos em todas as áreas da sua vida nacional.

Durante a Segunda Guerra Mundial, viria a ser anexada, em 1940, primeiro pela União Soviética, e logo ocupada pelos alemães. Em 1943, com a derrota nazi, a Lituânia seria incorporada na antiga URSS.

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