Leonel Vicente
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Archive for the ‘Música’


“DIAS DA MÚSICA EM BELÉM”

Um fim-de-semana especialmente dedicado ao piano, é a proposta do Centro Cultural de Belém, durante três dias, a partir de hoje, na primeira edição do festival “Dias da Música em Belém“, num total de 66 concertos, apresentando a música de grandes compositores - desde os concertos de Bach e as sonatas de Haydn, ao Concerto nº 5 de Beethoven e o nº2 de Brahms, os concertos de Mozart e os de Rachmaninov, Chopin e Gershwin, Liszt e Ravel, Tchaikovsky e Prokofiev; mas também obras de Bartok, Poulenc e Satie, Schostakovich e Gubaidulina - interpretada por mais de 20 pianistas, desde Maria João Pires a Eldar Nebolsin, de Piotr Anderszewski a Artur Pizarro, de Huseyin Sermet a Pascal Rogé, de Till Fellner a Jorge Moyano, e, também, Bernardo Sassetti e Mário Laginha.

Ainda com um atractivo especial: uma série de pianos estarão instalados no CCB, de forma a que o público possa dar pequenos concertos ou descobrir este instrumento!…

VÍDEOS

Oportunidade para recuperar, uma vez mais, a relação completa dos vídeos que por aqui foram passando (via You Tube):

(more…)

ZECA

Nos 20 anos do desaparecimento de Zeca Afonso, a minha homenagem, com as suas palavas cantadas no vídeo disponível no topo da coluna lateral.

VÍDEOS

Oportunidade para recuperar, uma vez mais, a relação completa dos vídeos que por aqui foram passando (via You Tube), a partir de agora “segmentados” por área temática:

Filmes

- Al Gore - An Inconvenient Truth
- Casablanca
- Morocco (1930)
- Gold Diggers of 1933


Futebol 

- Maradona (México 1986)


Música 

- Luar na Lubre - Tu Gitana
- Elvis Costello - She
- Carla Bruni - Quelqu’un m’a dit
- U2 - New Year’s Day
- Damien Rice - Blower’s Daughter
- Israel Kamakawiwo’ole - Somewhere Over The Rainbow
- Coldplay - The Hardest Part
- Pink Floyd - Wish You Were Here
- Madonna - Jump
- Rui Veloso - Porto Sentido
- Queen - Bohemian Rhapsody
- Travis - Side
- U2 - Sometimes You Can’t Make It On Your Own
- Queen - The Show Must Go On
Queen - We are the champions
- Annie Lennox - Why


Outros 

- Gato Fedorento - Dizem Que É Uma Espécie de Magazine

VÍDEOS

Recupero hoje a relação completa dos vídeos que por aqui foram passando (via You Tube):

- Luar na Lubre - Tu Gitana
- Elvis Costello - She
- Carla Bruni - Quelqu’un m’a dit
- U2 - New Year’s Day
- Damien Rice - Blower’s Daughter
- Israel Kamakawiwo’ole - Somewhere Over The Rainbow
- Coldplay - The Hardest Part
- Pink Floyd - Wish You Were Here
- Al Gore - An Inconvenient Truth
- Madonna - Jump
- Casablanca
- Rui Veloso - Porto Sentido
- Queen - Bohemian Rhapsody
- Travis - Side
- U2 - Sometimes You Can’t Make It On Your Own

VÍDEOS / “AN INCONVENIENT TRUTH”

Desde que introduzi, no topo da barra lateral, a faculdade de visualização de vídeos, aqui tenho apresentado alguns temas musicais (via You Tube):

- Luar na Lubre - Tu Gitana
- Elvis Costello - She
- Carla Bruni - Quelqu’un m’a dit
- U2 - New Year’s Day
- Damien Rice - Blower’s Daughter
- Israel Kamakawiwo’ole - Somewhere Over The Rainbow
- Coldplay - The Hardest Part
- Pink Floyd - Wish You Were Here

Hoje, mudando de temática, recupero o trailer de “Uma Verdade Inconveniente“, sobre a qual urge reflectir… e agir!

“MPB.pt”

“A Música Popular Brasileira ocupa um lugar inquestionável entre o público português. No programa Pessoal e… Transmissível, Carlos Vaz Marques constituiu um notável repertório de entrevistas aos grandes protagonistas da MPB. MPB.pt é o resultado de uma selecção e edição dessas entrevistas, a partir das quais se revelam não apenas as vozes, mas sobretudo as personalidades destes músicos tão especiais.

No CD Vozes do Brasil podemos ouvi-los no seu melhor; rindo, ironizando, cantarolando e tocando os seus violões. Pedaços de conversa memoráveis, únicos, que não poderão repetir-se em nenhum outro lugar.”

A sessão de lançamento deste livro / CD decorre hoje, pelas 21 horas, na FNAC do Chiado, também com a presença de Camané e Mário Laginha.

THE DOORS - DISCOGRAFIA

?lbuns de Estúdio

À excepção de “L.A. Woman”, produzido por Bruce Botnick e pelos Doors, todos os restantes foram produzidos por Paul Rothchild.

THE DOORS (Janeiro de 1967)
1-Break On Through (To The Other Side), 2-Soul Kitchen, 3-The Crystal Ship, 4-Twentieth Century Fox, 5-Alabama Song (Whisky Bar), 6-Light My Fire, 7-Back Door Man, 8-I Looked At You, 9-End Of The Night, 10-Take It As It Comes, 11-The End

STRANGE DAYS (Outubro de 1967)
1-Strange Days, 2-You’re Lost Little Girl, 3-Love Me Two Times, 4-Unhappy Girl, 5-Horse Latitudes, 6-Moonlight Drive, 7-People Are Strange, 8-My Eyes Have Seen You, 9-I Can’t See Your Face, 10-When The Music’s Over

WAITING FOR THE SUN (Julho de 1968)
1-Hello, I Love You, 2-Love Street, 3-Not To Touch The Earth, 4-Summer’s Almost Gone, 5-Wintertime Love, 6-The Unknown Soldier, 7-Spanish Caravan, 8-My Wild Love, 9-We Could Be So Good Together, 10-Yes, The River Knows, 11-Five To One

THE SOFT PARADE (Julho de 1969)
1-Tell All The People, 2-Touch Me, 3-Shaman’s Blues, 4-Do It
5-Easy Ride, 6-Wild Child, 7-Runnin’ Blue, 8-Wishful Sinful, 9-The Soft Parade

MORRISON HOTEL (Fevereiro de 1970)
1-Roadhouse Blues, 2-Waiting For The Sun, 3-You Make Me Real, 4-Peace Frog, 5-Blue Sunday, 6-Ship Of Fools, 7-Land Ho!, 8-The Spy, 9-Queen Of The Highway, 10-Indian Summer, 11-Maggie M’Gill

L.A. WOMAN (Abril de 1971)
1-The Changeling 2-Love Her Madly 3-Been Down So Long, 4-Cars Hiss By My Window, 5-L.A. Woman, 6-L’America, 7-Hyacinth House, 8-Crawling King Snake, 9-The Wasp (Texas Radio And The Big Beat), 10-Riders On The Storm

?lbuns ao Vivo

IN CONCERT (lançado em Abril de 1991)
Reune faixas de três álbuns ao vivo: “Absolutely Live?, “Live At Hollywood Bowl? e “Alive She Cried?. Inclui uma versão de “Gloria? gravada em estúdio.

AN AMERICAN PRAYER (lançado em Novembro de 1978)
Uma série de poemas ditos por Jim Morrison em 1970, com música gravada dos Doors, vários anos depois. Inclui a versão ao vivo de “Roadhouse Blues?.

Carlos Paixão da Costa

THE DOORS (II)

Foi em 1 de Março de 1969, no Dinner Key Auditorium em Miami, Florida. Morrison terá alegadamente exibido os genitais no espectáculo. No meio de uma das canções terá convidado a assistência a manifestar a sua alegria de viver, “libertando-se”. Jimi foi levado a tribunal e obrigado a retratar-se sob pena de cumprir pena efectiva de prisão.

Com a reputação da banda afectada, Jim dedicar-se-ia então a projectos paralelos aos Doors.

O quarto álbum, “The Soft Parade” (1969), lançado em Julho de 1969 ainda mais o distanciou do mundo underground, contendo temas fortemente orientados para o pop com arranjos sofríveis de secções de metal à Las Vegas.

O problema de alcoolismo de Morrison agravou-se, fazendo as sessões de gravação arrastarem-se durante semanas, quando, antes, duravam dias. O grupo estava perto de se desintegrar. Sendo considerado o pior álbum dos Doors, apresenta bons temas como “Wild Child” e “Shaman’s Blues” ou o título tema “The Soft Parade”.

O álbum seguinte “Morrison Hotel” representou um regresso “em força”. Consistente, orientado para o hard-rock, contém o memorável tema de abertura “Roadhouse Blues”. Atingiu o nº 4 nas tabelas de vendas americanas.

Apesar do julgamento em Miami, a banda conseguiu actuar no festival da ilha de Wight em 29 de Agosto.

Jimi gravou no dia do seu aniversário (27 anos) uma sessão de leitura de poesia, mais tarde aproveitada para o álbum póstumo “An American Prayer”.

O último espectáculo dos Doors acontece no “Warehouse” em Nova Orleães, Louisiana, em 12 de Dezembro de 1970. Morrison teve aparentemente um colapso mental em palco, atirando o microfone várias vezes ao chão.

Apesar disso, o grupo parecia disposto a retomar a sua coroa de glória com o que viria a ser o último álbum “L.A. Woman” em 1971. Centrado nas raízes Rhytm’n Blues e Blues, com alguns dos seus melhores temas desde o início em 1967. O tema “Riders On The Storm” tornou-se um dos favoritos das estações de rádio durante décadas.

Em 1971, após a gravação de “L.A. Woman”, Morrison decidiu tirar algum tempo de férias do grupo e foi para Paris, com a sua namorada, Pamela Courson, em Março. Após algum tempo em Paris recomeçou a beber de forma descontrolada e, em Maio, caíu de uma janela do segundo andar. Em 16 de Junho fez uma última gravação com dois músicos de rua com quem travou conhecimento num bar e a quem convidou para gravarem com ele em estúdio. Os resultados foram editados em 1994 num CD pirata com o título “The Lost Paris Tapes”.

Morrison morreu sob circunstâncias estranhas em 3 de Julho de 1971; o seu corpo foi encontrado na banheira do seu apartamento. Concluiu-se que tinha morrido de ataque cardíaco; no entanto, foi mais tarde revelado que não tinha sido feita nenhuma autópsia ao corpo antes de ser enterrado no cemitério de Père-Lachaise, a 7 de Julho.

Os Doors retiravam a sua força da presença sobre o palco de Jim Morrison, sendo sobretudo durante os primeiros dois anos um rock teatral. De certa forma, e não negando a excelente contribuição dos restantes membros, ele - Jim Morrison - “era os Doors“.

Haveria ainda várias tentativas patéticas de continuar os Doors sem a presença de Jim, a última das quais “The Doors in the 21st Century” com um vocalista mais novo que os originais membros da banda sobreviventes e sem o baterista original (John Densmore). Estas tentativas, resultando em fracasso, apenas deslustram a imagem dos membros sobreviventes dos Doors originais, particularmente de Ray Manzarek, revelando o seu espírito oportunista.

A poesia de Jim Morrison, que não era músico (só se lhe reconhece capacidade para trautear melodias na harmónica além de acompanhamento com pandeireta em palco), mas que contribuiu com as melodias de base para a maior parte dos temas, bem como a quase totalidade das letras (a excepção é Light My Fire, de Robbie Krieger, o guitarrista da banda) é o motivo fulcral de todo o culto à volta do grupo, aprecie-se ou não os Doors, com os seus delírios edipianos, as suas imagens de poesia originais e revelando um universo sombrio e violento, e a sua presença magnética sobre o palco manipulando as multidões, sendo o grande shaman.

Grande motivo para o ressurgimento e manutenção do culto sobre os Doors seria a inclusão do tema “The End” no genérico de abertura do filme “Apocalypse Now” (1975), realizado por Francis Ford Coppola, perfeitamente integrado no espírito do filme.

Em 1991, Oliver Stone realizou um filme sobre os Doors, tendo Val Kilmer personificado Jim Morrison. Aqui e além o filme gerou opiniões não favoráveis sobre o modo como Jim era mostrado no filme, criticando-lhe a forma de o apresentar como apenas um louco e inconsequente, esquecendo a sua faceta poética e lírica.

Carlos Paixão da Costa