Leonel Vicente
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Archive for the ‘Expo-98’


EXPO’98 – Telejornal 01.10.1998 – Fogo de artifício de encerramento

EXPO’98 – Memórias (XXII)

Diário da Expo - Acquamatrix

EXPO’98 (XXII)

A EXPO’98 teve a presença de um total de cerca de 11 500 jornalistas (dos quais cerca de 6 300 jornalistas estrangeiros, de 88 países), ao serviço de mais de 900 órgãos de comunicação social.

Pela primeira vez na história, uma exposição internacional foi mediatizada através de uma televisão – a “TeleEXPO”, emitindo cerca de 1 600 horas de programação –, uma estação de rádio, um jornal diário (“Diário da EXPO”, com mais de 17 milhões de exemplares) e uma agência de notícias próprios.

A EXPO’98 – considerada pelo BIE como a melhor Exposição Mundial de sempre – encerrou já na madrugada de 1 de Outubro de 1998, com o record de visitantes nessa noite (mais de 215 000), fazendo com que o número global de visitantes ultrapassasse os 10 000 000.

Após 132 dias de exposição – de 22.05.1998 a 30.09.1998 – o recinto esteve fechado ao público de 1 a 15 de Outubro de 1998, reabrindo então já como Parque das Nações, recebendo mais de 100 000 visitantes no primeiro fim-de-semana. O Oceanário, e os Pavilhões do Futuro e do Conhecimento dos Mares mantiveram as exposições que apresentaram durante a EXPO’98 até ao dia 31 de Dezembro de 1998.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/

EXPO’98 – Memórias (XXI)

Diário da Expo

EXPO’98 – Jornal da Tarde 27.09.1998

EXPO’98 (XXI)

DIA TIPO NA EXPO’98 (cont.)

19h30 – Peregrinação – É o espectáculo-percurso que circula pelo Recinto. Numa homenagem à noite que se avizinha, mais de uma centena de artistas desfilam com as suas «máquinas de peregrinar» e lançam às águas do rio Tejo sonhos do final de milénio.

20h00 – Encerramento dos Pavilhões – Início do período nocturno da EXPO. Os visitantes repartem-se entre as zonas de restauração, de lazer e os vários palcos instalados junto das esplanadas. A trepidação da noite vai tomando conta dos milhares de visitantes enquanto que na zona afecta à EXPO-Dia começam os trabalhos de limpeza e de manutenção.

20h30 – Apresentação de Espectáculos – Início de espectáculos em todos os espaços cénicos do Recinto. Esta programação dá prioridade às iniciativas de celebração dos dias nacionais e de honra e é completada por espectáculos propostos pela EXPO’98.

23h45 – Acqua Matrix – É o evento multimédia nocturno. A actividade é suspensa em todos os palcos do Recinto para permitir a concentração dos visitantes em torno da Doca dos Olivais. Momentos de expectativa antecedem os cerca de 15 minutos de um espectáculo que à meia-noite saúda o dia seguinte.

24h00 – Noite dentro – Para os amantes da noite, a música volta aos palcos. O fado, o jazz, os ritmos africanos e latinos ecoam novamente pela EXPO’98. A norte do Recinto, o tempo de dança anima a Praça Sony.

02h30 – Final dos espectáculos.

03h00… Até amanhã – O Recinto encerra as suas portas.

Recomeço – Começam os trabalhos de desmontagem dos espectáculos que terminam e de montagem dos que terão lugar no dia seguinte.”

In “Guia Oficial – EXPO’98”, pp. 50 e 51

EXPO’98 – Memórias (XX)

Passaporte EXPO

EXPO’98 – Oceanário

EXPO’98 (XX)

DIA TIPO NA EXPO’98

09h00 – Abertura do Recinto - Início da venda de entradas nas bilheteiras junto às portas e nos serviços de apoio ao visitante. Algures do espaço em breve partilhado pelos visitantes surgem os Olharapos, que iniciam as suas intervenções de animação, prolongando-as por todo o dia.

10h00 – Abertura dos Pavilhões - De agora em diante, os espaços começam a ganhar vida com animação musical e intervenções de rua. A zona da EXPO’98 é um local privilegiado situado na margem direita do estuário do Tejo com espaços que espreitam o rio ou que dele se escondem.

11h00 – Cerimónia oficial do respectivo dia nacional ou de honra. Na Praça Cerimonial do Pavilhão de Portugal tem lugar o hastear das bandeiras, tocam-se os hinos nacionais e são proferidos os discursos oficiais. Bandas de alguns países participantes actuam no Módulo Flutuante, ancorado em frente da praça.

12h00 – Primeiro espectáculo - No Pavilhão da Utopia, «Oceanos e Utopias», assim visto pelos seus criadores, François Confino e Phipippe Genty. Um espectáculo com um desenrolar rápido, imprevisível, no qual a matéria se confronta com os humanos, propondo assim múltiplos níveis de leitura. Às 15h00, 18h00 e 21h00, terão lugar as outras três apresentações, que se repetirão todos os dias no mesmo horário. Os visitantes repartem-se entre os pavilhões e as zonas de restauração, de lazer e de animação.

13h00 – Render da guarda dos Olharapos em frente ao Pavilhão da Utopia.

16h00 – O ritmo da EXPO’98 volta a ser marcado pela visita aos pavilhões. Junto das filas de espera continuam as animações. Desta hora em diante, a programação para a Infância e Juventude é apresentada no Jardim de Timor. No Promenade, um maestro ensaia com a orquestra ou com o seu coro.

17h00 – Cerimónia oficial do dia de honra dos Patrocinadores Oficiais da EXPO’98 no Ponto Cerimonial das Empresas.”

In “Guia Oficial – EXPO’98”, pp. 50 e 51

EXPO’98 – Memórias (XIX)

Pataca Macau

EXPO’98 – Anúncio – Transportes

EXPO’98 (XIX)

- Palco 1 – Localizado no extremo Sul do recinto, este foi um espaço dedicado ao Fado, com um programa coordenado por Carlos do Carmo, tendo acolhido cerca de 245 sessões.

- Palco 2 – Localizado também na zona Sul do recinto, junto ao Pavilhão do Conhecimento dos Mares, recebeu espectáculos de música Jazz e de World Music, num total de cerca de 140 sessões.

- Palco 3 – Localizado em frente ao Pavilhão da Utopia, dedicado à música dos países de língua oficial portuguesa, num total de cerca de 130 sessões.

- Palco 4 – Localizado também junto ao Pavilhão da Utopia, era dedicado ao programa “Sentir os Povos”, contando com presenças da cultura cigana e da América Latina, em cerca de 150 sessões.

- Palco 5 – Localizado no interior de uma esplanada, na Frente Ribeirinha Norte, recebeu, em cerca de 130 sessões, agrupamentos de música de câmara, trios, quartetos, música clássica, recolhas tradicionais, música de vanguarda, para além de intervenções teatrais.

- Palco 6 – Localizado igualmente no interior de uma esplanada na Frente Ribeirinha Norte, acolheu a Música Alternativa Portuguesa, com bandas de hip-hop, rock, pop, dance e outras tendências da música de expressão urbana, num total de cerca de 130 sessões.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/

EXPO’98 – Memórias (XVIII)

Pavilhão de Macau

EXPO’98 – Spot promocional – O nascimento da EXPO

EXPO’98 (XVIII)

O recinto da EXPO’98 concentrou diversos espaços cénicos, nos quais foram realizados – durante os 132 dias em que decorreu o certame – cerca de 5 000 eventos, no que constituiu um dos maiores festivais artísticos da história da humanidade.

- Teatro Luís de Camões – Sala Júlio Verne – Edifício da autoria dos Arquitectos Manuel Salgado e Marino Fei, localizado na área Sul do Recinto, próximo do Pavilhão dos Oceanos e do Pavilhão da Realidade Virtual, dispõe de condições para a apresentação de espectáculos como Ópera, Teatro, Musicais. Durante a EXPO’98 acolheu cerca de 82 sessões de espectáculos.

- Anfiteatro na Doca – Espaço enquadrado no cenário natural da Doca dos Olivais, com uma plateia de cerca de 1 800 espectadores, no qual foram realizadas cerca de 160 sessões de espectáculos (música, teatro, dança, moda e concertos multiétnicos), para um total de cerca de 280 000 espectadores.

- Praça Sony – Localizada no extremo Norte do recinto, dispondo de um écran gigante (Jumbotron), acolheu inúmeras transmissões televisivas em directo – com destaque para os jogos do Campeonato Mundial de Futebol França’98 –, para além de “vídeo-clips”, programas e reportagens directamente relacionados com a EXPO’98. No palco, foram realizados sobretudo espectáculos de música pop e rock, com mais de 300 sessões, para um total de cerca de 2,3 milhões de espectadores.

- Palco Promenade – Espaço projectado para a apresentação de bandas, orquestras, grupos de dança tradicional ou contemporânea e grandes grupos corais ou folclóricos, no qual foi realizado – todas as quintas-feiras, pelas 24h – o Festival de Guitarra Portuguesa. Acolheu um total de cerca de 300 sessões de espectáculos.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/

EXPO’98 – Memórias (XVII)

Passaporte EXPO

EXPO’98 – Tema musical

EXPO’98 (XVII)

A EXPO’98 apresentou também três espectáculos permanentes, realizados diariamente no Recinto, que tiveram um total de cerca de 8,7 milhões de espectadores:

- Olharapos – Cerca de 60 criaturas “fantásticas”, deambulando diariamente pelo recinto, das 9 horas da manhã às 2 horas da madrugada, numa alusão às fantasias dos antigos cartógrafos e aos temores dos marinheiros portugueses da época dos Descobrimentos.

Estas “esculturas” ambulantes – montadas numa estrutura metálica, cobertas de barro, chegando a atingir 2 metros de altura – foram criadas por uma equipa liderada pelos ingleses Kevin Plump e Campbell Bucham, com a colaboração de alunos das Belas-Arte, tendo sido fabricados nas Caldas da Rainha.

- Peregrinação – Desfile realizado, também diariamente, ao pôr-do-sol, durante cerca de hora e meia, por 11 grandes “máquinas de peregrinação” – inspiradas em temas tradicionais portugueses, como o “ciclista com campainha” ou a “Nau Catrineta” –, manipuladas por uma equipa de actores, contando com a participação de cerca de 330 elementos.

Terminava junto ao Tejo, onde as “máquinas de peregrinação” se cruzavam com outra criatura fantástica, instalada a bordo de um batelão, o “Rhinocéros” (construído pela companhia teatral francesa Royal de Luxe, simulando um rinoceronte gigante preso numa jaula metálica).

- Acqua Matrix – Decorreu todos os dias, poucos minutos antes da meia-noite, em plena Doca dos Olivais, um espectáculo multimédia, associando imagens sonoras e visuais, tendo por temática central o nascimento de um novo homem, na viragem para um novo século.

Este espectáculo – concebido por Mark Fisher, David Toop, Charles Thompson e Alex Marashian, com a produção da ECA2, uma das maiores empresas mundiais da área da multimédia – tinha por base uma ilha plataforma, torres e outras peças móveis, e um insuflável onde eram projectadas imagens gigantes, tendo ainda como “pano de fundo” o próprio Oceanário.

Referências bibliográficas
- “Guia Oficial da EXPO’98”
- http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
- http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
- http://www.bie-paris.org/