Eleições americanas 2008
Também para acompanhar aqui…
Leonel Vicente
| mvirtual @ gmail.com
| |
|

Memória Virtual via e-mail
Também para acompanhar aqui…
Entrámos já na recta final da campanha para as eleições presidenciais nos EUA, agora apenas a uma semana do “Dia D”; com base nas 100 sondagens nacionais divulgadas desde 15 de Outubro, a vantagem de Obama terá estabilizado em torno de 7 pontos percentuais (50,2 % – 43,0 %), ao mesmo tempo que parece beneficiar de favoritismo na generalidade dos “Estados-chave”, em que as eleições se decidirão (John McCain não terá conseguido concretizar a necessária inversão de tendência, que parecia esboçar em alguns desses Estados).
Nesta altura, subsiste apenas a dúvida sobre se as votações do próximo dia 4 virão ou não confirmar essas tendências, as quais, em alguns casos – não obstante a sua consistência em termos gerais -, se traduzem por diferenças que não se afastam das “margens de erro” características de cada sondagem.
Sendo a eleição decidida com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, John McCain continuaria a ter de somar um mínimo de 104 dos 119 “Grandes Eleitores” em disputa nos Estados ainda “indefinidos” (indicando-se de seguida os valores médios das sondagens divulgadas desde 15 de Outubro):
A consumar-se a vitória de Barack Obama no Colorado e na Virginia, o resultado destas eleições estaria traçado…
Também a ler, uma apresentação preparada por Pedro Magalhães (Margens de Erro), coligindo uma série de dados sobre os fundamentals desta eleição, para além de blogue de repórteres da Antena1, em cobertura das eleições presidenciais estado-unidenses.
P. S. Para além do imprescindível “Eleições Americanas de 2008” de Nuno Gouveia, José Gomes André acaba de dar início ao “Era uma vez na América“, blogue sobre Cultura e Política nos Estados Unidos, que o autor espera transformar «num espaço de reflexão e informação sobre a política norte-americana, quer na sua dimensão histórico-filosófica, quer em relação aos principais eventos da actualidade».
A apenas duas semanas das eleições presidenciais nos EUA, não obstante (quase) tudo continuar a indiciar uma vitória (provavelmente até bastante mais desafogada que previsto) de Barack Obama, assiste-se ao esboço (ténue?) de um início de recuperação de John McCain: com base nas 29 sondagens nacionais divulgadas nos últimos 5 dias, a vantagem de Obama seria de cerca de 6 pontos percentuais (49,8 % – 43,5 %); mas, porventura mais importante, há alguns sinais de possibilidade de inversão de tendência em dois Estados considerados “chave”, a Florida e o Ohio (para além da West Virginia).
O que, sendo condição necessária, não será contudo suficiente…
Nos Estados em que subsiste maior incerteza, McCain necessitaria somar – numa missão que continua a apresentar contornos de “impossível” – 104 dos 119 ”Grandes Eleitores” em disputa (indicando-se de seguida os valores médios das sondagens divulgadas no decurso do mês de Outubro):
Na contagem decrescente, restam somente três semanas até à data das eleições presidenciais nos EUA, com uma tendência progressivamente reforçada: nas sondagens divulgadas desde o início do mês de Outubro, Barack Obama beneficiará actualmente de uma vantagem na ordem dos 7 %, aproximando-se as intenções de voto na sua candidatura, a nível nacional, a 50 %.
Para além dos já anteriormente considerados Estados “seguros” para cada candidato, em que Obama contará como certos 222 “Grandes Eleitores”, face a apenas 166 de McCain, tudo parece apontar para que Barack Obama acumule também a seu favor os “Grandes Eleitores” dos seguintes Estados:
Desta forma, o candidato Democrata somaria 264 “Grandes Eleitores”, bastando-lhe 6 votos adicionais para garantir a vitória – sendo que, para além dos anteriormente considerados, continua a beneficiar de favoritismo em 8 dos 9 Estados em que subsiste ainda alguma incerteza quanto ao desfecho final (incluindo agora a Carolina do Norte, Dakota do Norte e West Virginia – antes considerados “seguros” para McCain), os quais representam um total de 108 “Grandes Eleitores”:
Faltam agora apenas 4 semanas para as eleições presidenciais estado-unidenses, mas - a menos que houvesse um grande volte-face… ou que as sondagens viessem a revelar-se bastante enviesadas -, o resultado parece traçado, já desde o dia 15 de Setembro.
Depois da vantagem adquirida pela candidatura de McCain na sequência da realização de ambas as Convenções, com o lançamento da candidatura de Sarah Palin à vice-presidência, esse dia marcaria uma previsivelmente irreversível inversão nessa tendência, com o anúncio da falência do Lehman Brothers, e a forte queda da bolsa em Wall Street, despoletando uma crise financeira de que é ainda difícil antecipar as efectivas consequências.
Com base numa grande multiplicidade de sondagens, diariamente divulgadas, Barack Obama beneficiará actualmente de uma vantagem na ordem dos 8 %, rondando as intenções de voto na sua candidatura, a nível nacional, os 50 %.
Com o reforço das tendências em relação a um conjunto de Estados “seguros” para cada candidato, Obama contará como certos 222 “Grandes Eleitores”, face a apenas 189 de McCain. Para além destes, Barack Obama (necessitando de 48 votos adicionais para garantir a vitória) apresenta agora claro favoritismo em praticamente todos os Estados – à excepção de Indiana – em que subsiste a incerteza (representando um total de 127 “Grandes Eleitores”):
Quando faltam apenas 5 semanas para a data das eleições presidenciais nos EUA, aqui apresento nova actualização das tendências relativamente a cada um dos 50 Estados, com base nas médias das sondagens divulgadas durante o mês de Setembro no blogue Pollster, quando os estudos começam a indiciar maior estabilização, apontando no sentido de uma vantagem clara de Barack Obama (49 % / 43 %, na média das 16 sondagens nacionais da última semana).

- Claro favoritismo de Barack Obama (vantagem superior a 8 %) - 13 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): Califórnia (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (21), Iowa (7), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (12), New York (31), Oregon (7), Rhode Island (4) e Vermont (3); para além do District of Columbia (3), sem qualquer sondagem divulgada em Setembro – correspondendo a um total de 171 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de Barack Obama (superior a 4 %) - 5 Estados: Minnesota (10), New Jersey (15), New Mexico (5), Washington (11) e Wisconsin (10) - total de 51 “Grandes Eleitores”.
- Claro favoritismo de John McCain (vantagem superior a 8 %) – 16 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arkansas (6), Carolina do Sul (8), Dakota do Sul (3), Geórgia (15), Idaho (4), Kansas (6), Kentucky (8), Mississippi (6), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Utah (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 102 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de John McCain (superior a 4 %) – 4 Estados: Carolina do Norte (15), Dakota do Norte (3), Missouri (11) e West Virginia (5) – total de 34 “Grandes Eleitores”.
- Tendência favorecendo John McCain (Estados sem qualquer sondagem divulgada em Setembro) - 3 Estados: Arizona (10), Lousiana (9) e Texas (34) – 53 “Grandes Eleitores”.
- Estados com tendência indefinida – 9 Estados (127 “Grandes Eleitores”):
Com estes números, Barack Obama parece ter vantagem em 18 Estados e no D. C. (correspondendo a 222 “Grandes Eleitores”), face a 23 Estados em que John McCain aspira a vencer (189 “Grandes Eleitores”).
Dos 127 votos dos 9 Estados em que subsistem maiores incertezas, nota-se um ascendente de Barack Obama no Colorado, Michigan, New Hampshire, Pennsylvania e, também (na última semana) na Virgínia – caso em que somaria 286 “Grandes Eleitores”, ultrapassando a barreira dos 270, necessária à vitória.
Embora a corrida não esteja ainda definitivamente encerrada, nesta altura McCain apenas pode esperar por um “milagre”: para além da Florida, Indiana, Nevada (incerta) e Ohio, apenas acumulando essas com as vitórias na Virgínia e no Colorado (ou Michigan… ou Pennsylvania) lhe permitiria alcançar o mínimo de 81 votos adicionais de que necessitaria para a nomeação à Presidência.
Vídeo interactivo e transcrição do debate desta noite entre John McCain e Barack Obama – no The New York Times.
Com o avolumar de sondagens – e não obstante subsistir ainda alguma volatilidade, quando estamos a 6 semanas do “Dia D” -, é altura para nova actualização das tendências relativamente a cada um dos 50 Estados, desta feita com base nas médias dos estudos divulgados desde o início do mês de Setembro no blogue Pollster:
- Claro favoritismo de Barack Obama (vantagem superior a 10 %) – 9 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): Califórnia (55), Connecticut (7), Illinois (21), Iowa (7), Maine (4), Maryland (10), New York (31), Rhode Island (4) e Vermont (3) – correspondendo a um total de 142 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de Barack Obama (superior a 5 %) – 5 Estados: Minnesota (10), New Jersey (15), New Mexico (5), Oregon (7) e Washington (11) – total de 48 “Grandes Eleitores”.
- Tendência favorecendo Barack Obama (Estados sem qualquer sondagem divulgada em Setembro) – 3 Estados: Delaware (3), Hawaii (4) e Massachussetts (12), para além do District of Columbia (3) – 22 “Grandes Eleitores”.
- Claro favoritismo de John McCain (vantagem superior a 10 %) – 14 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Carolina do Sul (8), Dakota do Sul (3), Geórgia (15), Idaho (4), Kentucky (8), Mississippi (6), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Utah (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 90 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de John McCain (superior a 5 %) – 4 Estados: Carolina do Norte (15), Dakota do Norte (3), Missouri (11) e West Virginia (5) – total de 34 “Grandes Eleitores”.
- Tendência favorecendo John McCain (Estados sem qualquer sondagem divulgada em Setembro) – 5 Estados: Arizona (10), Arkansas (6), Kansas (6), Lousiana (9) e Texas (34) – 65 “Grandes Eleitores”.
- Estados com tendência indefinida – 10 Estados (137 “Grandes Eleitores”):
Com estes números, Barack Obama parece ter vantagem em 17 Estados e no D. C. (correspondendo a 212 “Grandes Eleitores”), face a 23 Estados em que John McCain aspira a vencer (189 “Grandes Eleitores”).
Os 137 votos dos 10 Estados em que subsistem maiores incertezas deverão portanto ser decisivos para que um dos candidatos atinja o ambicionado número de 270 “Grandes Eleitores”.
A confirmar-se o eventual ascendente de Barack Obama no Colorado, Michigan, New Hampshire e Wisconsin – caso em que somaria 252 “Grandes Eleitores” -, a chave destas eleições estaria no Ohio e Pennsylvania, com McCain, aparentemente, a necessitar da vitória em ambos (a não ser que invertesse a tendência no Michigan e Colorado…), tal como constatado já em anterior projecção.
Ainda antes da prometida análise ao nível dos principais Estados, nos quais se deverão decidir as eleições presidenciais nos EUA, numa fase em que as sondagens revelam ainda grande volatilidade, dificultando a antecipação de um vencedor, a tendência decorrente da média das sondagens de índole nacional apresentadas diariamente desde o início do mês de Setembro (cálculo dos valores médios efectuado tendo por base os estudos divulgados, dia a dia, pelo Pollster) revela, não obstante, contornos bastante nítidos:
- numa primeira fase, até dia 6, o reforço da vantagem de Barack Obama, na sequência da Convenção Democrática;
- de 7 a 14, a ultrapassagem de John McCain, beneficiando do impacto da Convenção Republicana, em particular do “efeito Sarah Palin”, que veio abalar o favoritismo de Obama;
- por fim, e desde o dia 17 de Setembro, os estudos começam a denotar o reflexo da grave crise que se abateu sobre algumas das principais sociedades financeiras estado-unidenses, penalizando McCain.
19.09.2008 – Barack Obama, 47,8 % / John McCain, 44,5 %
18.09.2008 – Barack Obama, 47,0 % / John McCain, 44,7 %
17.09.2008 – Barack Obama, 46,9 % / John McCain, 44,7 %
16.09.2008 – Barack Obama, 45,3 % / John McCain, 45,3 %
15.09.2008 – Barack Obama, 46,0 % / John McCain, 46,0 %
14.09.2008 – Barack Obama, 46,0 % / John McCain, 46,3 %
13.09.2008 – Barack Obama, 45,6 % / John McCain, 46,8 %
12.09.2008 – Barack Obama, 45,3 % / John McCain, 46,8 %
11.09.2008 – Barack Obama, 45,4 % / John McCain, 46,7 %
10.09.2008 – Barack Obama, 45,0 % / John McCain, 46,2 %
09.09.2008 – Barack Obama, 46,0 % / John McCain, 45,8 %
08.09.2008 – Barack Obama, 45,5 % / John McCain, 48,5 %
07.09.2008 – Barack Obama, 46,3 % / John McCain, 48,7 %
06.09.2008 – Barack Obama, 48,0 % / John McCain, 45,5 %
05.09.2008 – Barack Obama, 46,0 % / John McCain, 42,3 %
04.09.2008 – Barack Obama, 47,5 % / John McCain, 43,3 %
03.09.2008 – Barack Obama, 49,5 % / John McCain, 44,0 %
02.09.2008 – Barack Obama, 48,8 % / John McCain, 43,2 %
01.09.2008 – Barack Obama, 48,8 % / John McCain, 44,3 %
Ainda a pretexto das Convenções Democrática e Republicana, espaço ao foto-jornalismo (via, uma vez mais, The New York Times):

Em termos de sondagens, a Convenção Republicana parece ter sido mais eficaz – em particular, pelo “efeito Sarah Palin” – com McCain a ultrapassar Obama nas pesquisas mais recentes a nível nacional, quando faltam já menos de 2 meses para o “Dia D” (média geral de 48,3 %, face a 45,4 %, de acordo com o Real Clear Politics), não obstante com importantes desvios a nível dos vários estudos:
- ABC News/Wash Post (5 a 7/9) – McCain, 49 % / Obama, 47 %
- CBS News (5 a 7/9) – McCain, 46 % / Obama, 44 %
- USA Today/Gallup (5 a 7/9) – McCain, 54 % / Obama, 44 %
- CNN (5 a 7/9) – McCain, 48 % / Obama, 48 %
- Rasmussen Tracking (5 a 7/9) – McCain, 48 % / Obama, 47 %
- Hotline/FD (5 a 7/9) - McCain, 44 % /Obama, 44 %
- Gallup Tracking (5 a 7/9) – McCain, 49 % / Obama, 44 %
Na próxima semana será ocasião para uma análise “mais fina”, Estado a Estado (no que respeita aos chamados Swing States).
Tem hoje início em Minneapolis – Saint Paul a Convenção Republicana para confirmação da nomeação de John McCain como candidato às eleições presidenciais de 4 de Novembro próximo.
O programa inicialmente previsto para os 4 dias de duração da Convenção estruturava-se em torno das seguintes palavras-chave e correspondentes oradores principais: “Serviço” – Arnold Schwarzenegger e Joseph Lieberman (na ausência de George W. Bush, devido à prevista passagem do furacão Gustavo pelo sul dos EUA); “Reforma” – Rudy Giuliani; “Prosperidade” – Sarah Palin; e “Paz” – John Mccain.
Porém, antecipando a eventualidade de efeitos do citado furacão, as actividades encontram-se fortemente condicionadas, tendo sido substancialmente limitadas, suspensas até que seja possível retomar as operações, reduzindo-se, para já, aos procedimentos estritamente requeridos por lei para formalizar a nomeação.
Caso o programa venha a ser retomado, poderá seguir a par e passo esta Convenção no blogue Eleições Americanas de 2008, de Nuno Gouveia, o qual foi credenciado pela organização como blogger para a cobertura deste evento.
Em termos meramente políticos, não haverá surpresas – analogamente ao registado na pretérita semana na Convenção Democrática, que sufragou Barack Obama (por aclamação, na sequência de solicitação de Hillary Clinton, aquando do momento da votação do Estado de New York) -, dada a prévia indigitação, poucos dias antes, de Sarah Palin e de Joe Biden como candidatos à vice-presidência.
A Convenção Democrática, realizada em Denver, de 25 a 28 de Agosto, teve como oradores principais, em cada um dos quatro dias, respectivamente: Michelle Obama e Edward Kennedy; Hillary Clinton; Joe Biden, John Kerry e Bill Clinton; e Al Gore e Barack Obama – cujos discursos podem ser consultados aqui.
A “noite mágica” de Obama foi assim retratada nas primeiras páginas de diversos jornais.

Mais uma semana, mais uma actualização das projecções relativas às tendências das eleições presidenciais nos EUA, com base nas últimas sondagens.
Em relação à semana passada, subsiste a incerteza relativamente ao Estado de Ohio (em situação de “empate técnico”, com 46 % para Barack Obama, face a 44 % para John McCain); precisamente com os mesmos números, assinala-se uma alteração na Florida (em que a tendência anterior era favorável a McCain); noutro destes Estados que deverão ser decisivos, Obama destaca-se na Pennsylvania (49 % / 40 %).
Actualizando os números e o mapa: com a teórica vantagem na Pennsylvania, Obama passaria a somar 273 “Grandes Eleitores” (ultrapassando o “número mágico” de 270), face a 200 de John McCain. Continua a ser imprevisível antecipar um vencedor nos Estados de Ohio (20), Virgínia (13), Nevada (5), e agora também na Florida (27), num total de 65 “Grandes Eleitores”.

De acordo com mais recentes sondagens, actualizo as tendências aqui indicadas na passada semana.
Barack Obama surge com ligeira vantagem no New Hamsphire (46 / 43 %), enquanto que o Michigan praticamente regista um “empate técnico” (43 / 41 %, com tendência Obama). Os 20 delegados do Ohio poderão assumir papel decisivo nestas eleições, com as sondagens com tendências indefinidas, ora atribuindo favoritismo a McCain, ora a Obama.
Actualizando os números e o mapa: Obama passaria a somar 252 “Grandes Eleitores”, face a 227 de John McCain. Os Estados onde parece para já imprevisível antecipar um vencedor passariam a representar 59 “Grandes Eleitores”: Pennsylvania (21), Ohio (20), Virgínia (13), Nevada (5).
Procurando actualizar as tendências relativamente a cada um dos 50 Estados, com base nas últimas sondagens, reforça-se o favoritismo de Barack Obama, parecendo fazer pender para o seu lado também os Estados de Colorado e Michigan. Comparativamente às projecções aqui apresentadas na pretérita semana, Obama passaria a somar 248 “Grandes Eleitores”, face a 227 de John McCain. Os Estados sem tendência claramente definida passariam a representar 63 “Grandes Eleitores”: Pennsylvania (21), Ohio (20), Virgínia (13), Nevada (5) e New Hamphire (4).
A partir desta semana, introduzo também um grafismo – disponibilizado via Los Angeles Times – visando permitir uma mais fácil visualização destas tendências.

Actualização das tendências relativamente a cada um dos 50 Estados, com base nas últimas sondagens:
- Claro favoritismo de Barack Obama – 11 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): Califórnia (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (21), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (12), New York (31), Rhode Island (4) e Washington (11); para além do District of Columbia (3) – o que lhe conferiria um total de 165 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de Barack Obama – 4 Estados: Minnesota (10), New Jersey (15), Oregon (7) e Vermont (3) – total de 35 “Grandes Eleitores”.
- Tendência favorecendo Barack Obama – 3 Estados: Iowa (7), New Mexico (5) e Wisconsin (10) – 22 “Grandes Eleitores”.
- Claro favoritismo de John McCain – 17 Estados: Alabama (9), Arizona (10), Arkansas (6), Carolina do Sul (8), Dakota do Sul (3), Idaho (4), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (9), Mississippi (6), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (34), Utah (5), West Virgínia (5) e Wyoming (3) – o que, a confirmar-se, lhe proporcionaria um total de 139 “Grandes Eleitores”.
- Vantagem de John McCain – 5 Estados: Alaska (3), Carolina do Norte (15), Dakota do Norte (3), Geórgia (15) e Indiana (11) – total de 47 “Grandes Eleitores”.
- Tendência favorecendo John McCain – 3 Estados: Montana (3), Florida (27) e Missouri (11) – total de 41 “Grandes Eleitores”.
- Estados com tendência indefinida – 7 Estados: Colorado (9), Michigan (17), Nevada (5), New Hamphire (4), Ohio (20), Pennsylvania (21) e Virgínia (13) – total de 89 “Grandes Eleitores”.
Com estes números, Barack Obama parece ter vantagem em 18 Estados (correspondendo a 222 “Grandes Eleitores”), face a 25 Estados em que John McCain aspira a vencer (227 “Grandes Eleitores”).
Os 89 votos dos 7 Estados em que subsistem maiores incertezas deverão portanto ser decisivos para que um dos candidatos atinja o ambicionado número de 270 “Grandes Eleitores”. Com um eventual ascendente de Barack Obama no Colorado, Michigan e New Hampshire, a chave destas eleições estaria no Ohio e Pennsylvania, com McCain, aparentemente, a necessitar da vitória em ambos.
Nuno Gouveia, autor do blogue “Eleições Americanas de 2008“, onde tem vindo a realizar um excelente trabalho de análise das eleições presidenciais, viu aceite a sua inscrição para acompanhar e fazer a cobertura da Convenção Republicana (a realizar de 1 a 4 de Setembro), enquanto blogger credenciado para o efeito, no que constitui também um reconhecimento da qualidade e relevância da blogosfera portuguesa, em particular e em concreto do blogue em causa.