Das Férias (II)

(«The Harvest», de Van Gogh, no Van Gogh Museum)
Leonel Vicente
| mvirtual @ gmail.com
| |
|

Memória Virtual via e-mail

(«The Harvest», de Van Gogh, no Van Gogh Museum)
(«Night Watch», de Rembrandt, no Rijksmuseum)
“Se pudesse matava o bicho a rir“
“Aproveitem a vida, ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer.”
(A inevitável referência a “um dos nossos”, que partiu ontem ao final da noite)
São cada vez mais os casos de instituições que facultam o acesso digital a documentos manuscritos antigos, de que constituem exemplo nomeadamente:
Também a nível de livros impressos, é possível consultar algumas das primeiras edições da história:

(via ReadWriteWeb)
A Alma Mater – Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra, recentemente lançada, disponibiliza a pesquisa dos documentos digitais existentes nas bibliotecas da Universidade, possibilitando a consulta em pormenor de cada um desses documentos, nomeadamente livros antigos, manuscritos, cartas, fotografias e desenhos. Agrega um vasto acervo, constituído por cerca de quatro mil documentos, publicados na sua maioria antes de 1940, aos quais correspondem perto de 500 mil imagens.
A maestrina portuguesa Joana Carneiro foi distinguida com o prémio Helen M. Thompson (criado em 1981 para celebrar a vida e a obra de Helen M. Thompson, que promoveu a orquestra sinfónica nos EUA), pela sua actividade na direcção da Berkeley Simphony, que exerce apenas desde o início da temporada de 2009-10.
A Liga das Orquestras Americanas justificou a atribuição do prémio pelo reconhecimento do «empenho de Joana Carneiro em alargar a comunidade base da Berkeley Simphony e a tradição da orquestra, ao apresentar trabalhos de compositores do nosso tempo», sublinhando ainda que «em apenas uma época, o talento excepcional de Joana Carneiro inspirou os músicos da Berkeley Simphony e aumentou a qualidade do seu desempenho».

Natural da aldeia de Azinhaga (concelho da Golegã), onde nasceu a 16 de Novembro de 1922, José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, e também distinguido com o “Prémio Camões” (em 1995), faleceu hoje, aos 87 anos, na ilha de Lanzarote (Canárias), em Espanha, onde residia há vários anos.
Escritor tardio (não obstante ter publicado o primeiro livro, “Terra do Pecado”, em 1947), da sua obra destacam-se os romances: Manual de Pintura e Caligrafia (1977), Levantado do Chão (1980), Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), Ensaio Sobre a Lucidez (2004), As Intermitências da Morte (2005), A Viagem do Elefante (2008) e Caim (2009).
Algumas referências mais destacadas ao falecimento de Saramago, na imprensa internacional: The New York Times, El País, El Mundo, Le Monde, BBC e Guardian.
«A morte serve para que possamos continuar a viver», José Saramago, 2005 - programa “Pessoal e Transmissível”, TSF
Considera que o ensino da História é um instrumento fundamental para que os portugueses possam compreender a realidade envolvente, procurar a realização pessoal, contribuir para o desenvolvimento sustentável e para o aprofundamento da democracia?
Sabe que, para além das reduções do peso curricular impostas nas últimas décadas, as disciplinas anuais de História podem vir a dar lugar a unidades curriculares semestrais de História e Geografia?
Tem conhecimento de que, actualmente, para aceder aos Mestrados em Ensino da História e da Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário basta ter realizado, numa Licenciatura de três anos (180 ECTS), dois anos (120 ECTS) em ambas as áreas disciplinares (nenhuma das quais com menos de 50 ECTS)?
Subscreva a petição proposta pela Plataforma “História, democracia e desenvolvimento”, dinamizada pela Direcção da Associação de Professores de História, pelo Departamento de História, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; pelos investigadores e docentes António Borges Coelho, António Manuel Hespanha, Filomena Pontífice, Isabel Barca, João Paulo Avelãs Nunes, Marília Gago, Olga Magalhães, Raquel Pereira Henriques e ainda por Artur Santos Silva.
Está patente na Universidade de Coimbra (Prisões Académicas – Biblioteca Joanina) até ao próximo dia 30 de Junho, uma mostra bibliográfica dedicada à “Época Áurea da Tipografia”, com a exposição de um pequeno conjunto de obras impressas nas oficinas dos mais importantes tipógrafos do séc. XVI, nomeadamente das edições Aldinas, Giunta, da família Estienne e as Plantinianas, Craesbeeckianas e Elzevirianas.
Realiza-se amanhã no Grande Auditório do Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, entre as 14h30 e as 18h30 a conferência «Fronteiras na Física de Partículas, Astrofísica e Cosmologia» debaterá o estado actual do conhecimento sobre a física que rege o Universo (do infinitamente pequeno ao infinitamente grande).
A sessão pode ser acompanhada ao vivo, aqui: http://193.136.152.227:8080/
(via Jugular)

(foto via Público.es)
O Museu da Biblioteca Nacional, de Madrid, inaugura amanhã a exposição “Del códice al libro electrónico”, a qual estará patente até ao próximo dia 3 de Outubro, tendo acesso livre.
Desta mostra fazem parte, entre outros, manuscritos autógrafos de Pedro Calderón de la Barca e de Francisco de Quevedo, máquinas de escrever, exemplares dos primeiros computadores pessoais, assim como – apenas no primeiro mês do evento – o “Livro de Ester” (na imagem), em formato de rolo em cilindro de prata.
A partir de hoje, e até ao próximo dia 23 de Abril, estará patente nos Museus da Politécnica (Rua da Escola Politécnica, 60, em Lisboa) a exposição “Portugal nas trincheiras – a I Guerra da República“, reunindo mais de 200 peças e documentos em homenagem aos combatentes portugueses da I Guerra Mundial.
O Chiado é uma das zonas mais emblemática de Lisboa. Há muito que está presente nas letras portuguesas e faz parte dos hábitos da capital. Muitos dos seus ex-libris são igualmente lugares comuns fotográficos.
Ao aceitar o desafio de fotografar o Chiado, apenas tinha a certeza de que não queria caminhar por trilhos já demasiado pisados. Não tendo pretensões a originalidade, escolhi tratar o tema de modo a reflectir sobre as dúvidas que sinto em relação ao papel da fotografia como “descritora” da realidade e às falhas desse modelo.
Porquê escolher um único ponto de vista quando podemos ter vários ? Acredito que um dos papéis da arte é o de mostrar que a realidade tem muitos sentidos, muitos mais do que aqueles que os sentidos nos revelam. Espero apenas contribuir para que possam descobrir maneiras diferentes de olhar o Chiado.
Celebraremos a abertura da exposição dia 26 de Fevereiro, setxa-feira, pelas 18h30 e estará patente ao longo de todo o mês de Março, de segunda a sexta-feira, no espaço LiberOffice Chiado.
Página no Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=494356540124