Leonel Vicente
del.icio.us | mvirtual @ gmail.com


RSS Feed | Jottit | Twitter | identi.ca

Memória Virtual via e-mail


Archive for the ‘2003 - Ano dos "Blogues"’


2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXVI)

Em Setembro, o Gato Fedorento “autonomiza-se” também num programa de televisão, na SIC Radical. Conforme artigo no “Público”, de 9 de Setembro, a “SIC Radical Reforça Humor”: “Gato Fedorento estreia-se no dia 15 e reúne a dupla de humoristas Ricardo Araújo e Diogo Quintela num programa de meia hora, às segundas-feiras (14h30), quartas (20h30), quintas (09h30) e sábados (19h30)”.

Carlos Vaz Marques dá também início, em Setembro, ao “blogue” sobre o seu programa de rádio na TSF, “Pessoal… e Transmissível“. Entretanto, João Paulo Meneses iniciara também (já em 27 de Junho), o Blogouve-se.

A 10 de Setembro, nasce o Barnabé, “blogue” colectivo sobre política e cultura, de esquerda, agrupando o político Daniel Oliveira, os historiadores André Belo, Rui Tavares e Pedro Oliveira, o jornalista Celso Martins e a ilustradora Rosa Pomar - “O que é que tem o Barnabé? O Barnabé é um blogue sobre política e cultura. O Barnabé não é um blogue intimista. O Barnabé é tão Narciso como os outros, mas tem vergonha na cara. O Barnabé é um blogue pós-narcisista. O Barnabé é um blogue de esquerda e heterodoxo”.

[811]

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXV)

A 10 de Agosto, nasce o Glória Fácil, inicialmente com os jornalistas do “Público”: João Pedro Henriques, Maria José Oliveira; a que se juntaram entretanto Ana Sá Lopes (também do “Público”) e Nuno Simas (jornalista do Diário de Notícias).

A 11 de Agosto, novo artigo (de Pedro Correia) sobre os “blogues”, no “Diário de Notícias” (ver também texto em “entrada estendida”).

A 2 de Setembro, Medeiros Ferreira publica também um artigo no “Diário de Notícias”, uma abordagem “diferente” sobre o “fenómeno dos blogues”:

«A bloguemania está a difundir-se rapidamente. É, por enquanto, um exercício particular de quem gosta de ter opiniões abundantes e imediatas e revela uma acentuada necessidade de comunicar. A maior parte dos blogues que conheço aparenta-se ao género diarístico da antiga literatura. Um parente dissemelhante e de outra geração. Em todo o caso é um descendente. À primeira vista é um descendente, em língua portuguesa, de um Miguel Torga menos esculpido em granito lexical, de um Vergílio Ferreira mais mundano na sua conta-corrente, de um Fernando Aires angustiado de metafísica, de um Cristóvão de Aguiar bloguista avant la lettre com a sua relação de bordo existencial. Até me lembrei de Teixeira de Pascoaes e de Raul Brandão, mas os blogues dos nossos cibernautas pouco tratam de sentimentos. Estão mais virados para a descoberta da luta política por conta própria. Porque será? É claro que os blogues não são mais nem menos do que os sites precocemente envelhecidos pela necessidade de criar modas internéticas. Ainda há 50 anos se viravam os fatos do avesso, dando-lhes um retomado colorido, caso o tecido valesse a pena. O site é mais institucional, o blogue é mais individual – ambos unidos por uma orgia de endereços electrónicos. Deste modo, e antes que seja tarde, aproveito esta minha curiosidade de férias, para apresentar um modelo de blogue-notas:

Quinta-feira, dia 28: João Cravinho propõe António Guterres como cabeça-de-lista para as europeias. Não é a primeira vez que o faz, mas em Agosto o caso foi mais falado do que nos blogues que reservam uma entrada para Comentários(o). Acho uma boa ideia, embora não faltem excelentes candidatos a cabeças-de-lista para o Parlamento Europeu em quase todos os partidos do sistema, e até fora dele. Depois dos jogadores de futebol deve ser mesmo a melhor especialidade portuguesa. Por isso não me preocupo muito com o assunto. Alguém há-de aparecer. Prevejo um bom resultado do PS e a eleição de pelo menos um deputado do Bloco de Esquerda. Mesmo que o PSD perca essas eleições, com certeza que Durão Barroso não se demitirá. Vou guardar este blogue até Junho do próximo ano para o citar. Posted by José.

Sexta-feira, dia 29: Chuva. Como disse Teixeira de Pascoaes, o Outono em Portugal começa em Agosto. Esta chuva acaba com os incêndios, dirão os patriotas do clima.

Leio uns documentos da Casa Pia n’O Independente. Mas se todos os portugueses fossem avaliados, na indevida altura, por pedo-psiquiatras, quem garantiria o estado da nação no futuro?! E quantos blogues não seriam precisos para revelar as pulsões, as tendências, e até os actos de tanta gente feliz com lágrimas? Freud elaborou uma teoria geral. Em Portugal, pelo menos desde Pina Manique, elaboram-se fichas pessoais. Posted by Heterónimo Ferreira.

Sábado, dia 30: José Sócrates, no Expresso, afirma que António Guterres é o melhor candidato às eleições presidenciais. Pasmo com este afã de candidatar o presidente da Internacional Socialista a todos os cargos imagináveis. Tanto mais que agora ele vai em missão social da ONU junto de Lula da Silva, conforme também me ensina o mesmo semanário. Prevejo que António Guterres aproveitará a primeira ocasião para repetir estar retirado da política doméstica activa. Ainda é muito cedo para «o natural», como notou o E. P. C. A propósito será que o E. P. C. tem um blogue? Posted by Medeiros.

É isso. Um dia que deixe de ter a coluna no DN vou criar um blogue-notas!

[806]

(mais…)

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXIV)

No “Público”, de 31 de Julho, escreveu Eduardo Prado Coelho, sobre os “blogues”:

“Duas realidades têm emblematizado este Verão. Não me refiro aos habituais incêndios, que permitem sempre a qualquer oposição dizer que faria melhor do que qualquer Governo, nem ao segredo de justiça, nem ao caso da Universidade Moderna, nem à demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, que, ao que parece, “perdeu a confiança” no ministro, nem à questão da duração da prisão preventiva ou da extensão das escutas telefónicas. Também não estou a pensar na incapacidade em se encontrar armas de destruição maciça no Iraque, no sofrimento aparentemente sem saída do exército americano ou nas dificuldades de Blair envolvido numa história sinistra. Falo, sim, de duas realidades mais modestas e contudo extremamente importantes: os blogues e o chá verde.

Qualquer delas aparece como um bom “tema” para reportagem nos jornais e revistas. Fiquemos hoje pelo blogue. Ele corresponde à criação de espaços na Internet onde uma pessoa ou um grupo de pessoas se sente autorizado a escrever sobre todos os assuntos que lhe interessarem. O formato dos textos é extremamente variável, podendo ir da simples frase assassina à longa deambulação evocativa, da citação oportuna à polémica mais militante. Alguns dos autores gostam de ser identificados, outros escolhem os enredos imaginários dos pseudónimos ou heterónimos, suscitando mesmo inquéritos quase policiais. É neste âmbito que de vez em quando um jornal ou um amigo suspeita de que eu seja autor de um blogue. Devem pensar que vivo numa dimensão temporal inacessível aos humanos… Diga-se de passagem que nem mesmo leio com regularidade os blogues dos outros. Não tenho tempo.

Toda a questão está no autor do blogue “sentir-se autorizado a”. Outrora era complexa a malha das legitimações que nos permitiam ter acesso ao concorrido espaço mediático. Tínhamos de começar por tarefas modestas, agora uma recensão a um livrinho sem importância, agora um acontecimento musical, agora a reportagem de uma viagem às Maldivas. Pouco a pouco ia-se pondo à prova a capacidade de escrita, mas sobretudo mostrava-se que a nossa escrita podia ter leitores. Passávamos a uma colaboração regular e daí a uma presença assídua e responsável. O autor ia aos poucos estabelecendo um pacto de confiança com os leitores. Tinha reacções por carta ou mesmo na rua, recebia correspondência, influenciava as vendas dos livros ou discos, contribuía para encher as salas de cinema. O momento mais compensador tem a ver com o facto de nos atribuírem um glorioso papel justiceiro: o senhor, que escreve nos jornais, tem de escrever sobre esta escandaleira!

Os blogues passam por cima de tudo isto e entra-se de imediato nas matérias. Não é preciso articular muito bem os textos. Pode ser uma observação verrinosa, um comentário sardónico. Pode usar toda a agressividade que quiser, porque isso faz parte das regras do jogo. É possível que se esteja a formar uma nova forma de intervenção ou novos processos de produção e exposição do pensamento. É possível que seja um mero fenómeno de moda e que mais tarde possamos dizer: houve um verão em que só se falava em blogues, lembram-se? Mas é um facto que surgiu um novo dispositivo, uma nova maneira de participar na cena pública, um novo tom, uma outra energia. Para quem acredita que o lugar onde se escreve condiciona o que se pensa e escreve isto pode ser um verdadeiro acontecimento”.

[799]

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXIII)

A 24 de Julho, Francisco José Viegas volta a tratar o tema dos “blogues”: após a recente entrada na “blogosfera”, com o Aviz e dos debates na rádio (Antena1) e na televisão (NTV), escreve no “Jornal de Notícias”:

“De repente, a descoberta da blogosfera veio para as páginas dos jornais. José Pacheco Pereira publicou alguns artigos sobre a matéria e o essencial disse-o ele: é impossível saber o que pensa o Portugal dos anos 90 sem referir a blogosfera, o mundos dos blogs, a travessia imediata da internet por cidadãos anónimos ou com nome que, diariamente, dão opinião, escrevem sobre todos os assuntos (de política a medicina, de sociologia a arquitectura, de literatura - sobretudo - ao dia-a-dia de gente que não conhecemos).

Essas pessoas já não têm lugar fixo: existem no éter, esse estádio luminoso que se liga ao mundo por um cabo, por um modem, e que é lido onde quer que seja. Ninguém é, exclusivamente, de Lisboa. Mas pode-se viver em Seia ou em Ponta Delgada e isso não ter qualquer importância: escreve-se no éter.

E qualquer um pode fazê-lo sem mediação das instituições tradicionais do jornalismo ou da edição. O que tem riscos consideráveis e exerce um fascínio incontrolável sobre os que querem dizer qualquer coisa e podem fazê-lo.

Para leigos, a blogosfera, o mundo dos blogs, também deixa de ser um produto alquímico ou tecnológico - está ao alcance de todos, dos olhos de todos, de todas as audiências. Está à distância de um rumor e de um gesto simples: um endereço na net, de um link a outro passa-se depressa.

Uma das questões mais discutidas a propósito dos blogs tem a ver com a sua relação com o jornalismo. É, de qualquer modo, uma falsa questão.

Os blogs não põem em risco o jornalismo, evidentemente, nem os jornais: mas desafiam-os, obrigam-os a moderar a sua marca ideológica e as suas tentativas de manipulação, lançam reptos à preguiça das redacções e à sua modorra, provam que não é preciso ser-se profissional do jornalismo para escrever sobre a passagem do tempo ou sobre a actualidade - mas que o profissional do jornalismo deverá ser mais exigente, mais rigoroso, mais culto e mais informado do que tem sido até agora. Sobre política internacional, que é o domínio onde as redacções são mais preguiçosas, incultas e sensíveis à demagogia e à propaganda, quase todos os blogs são mais interessados e fornecem mais informação. Onde a Imprensa é declaradamente parcial, os blogs protestam e fornecem outras explicações, dão um passo em frente, arriscam e não temem nenhuma censura, nem a “correcção política” dos sacerdotes tradicionais.

À Esquerda e à Direita (mas sobretudo à Direita - cuja percentagem já foi mais elevada do que hoje), os blogs libertaram-se da Imprensa dos mandarinatos (e do poder da “geração de 60″) e revelam muitas vezes as suas falhas. De facto, é impossível saber o que pensa o Portugal dos anos 90 sem recorrer à internet, sem recorrer aos blogs - mais do que às teses de doutoramento dos sociólogos.

É um mundo desordenado, cheio de vícios, de revelações sobre o banal e o extraordinário que habitam em cada português com educação média e gostos literários acima da vulgaridade.

Por isso, os mandarins temem essa opinião – desvalorizam-na por ser tão frágil e apenas viver no éter, lá onde as revoluções olham de cima o traçado dos geógrafos. Não se trata apenas da relação cada vez mais próxima entre autor e produto do seu trabalho, como predisse Walter Benjamin. Trata-se de uma batalha pela voz. A Imprensa só tem a ganhar, se compreender esta ideia”.

[791]

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXII)

A 22 de Julho, os “blogues” chegam à televisão, e, novamente, pela mão de Francisco José Viegas, na NTV, no programa “Livro Aberto”, debate com as participações de: Pedro Mexia (Dicionário do Diabo); Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento); Nuno Jerónimo (Blogue dos Marretas); Bernardo Rodrigues (Desejo Casar) e Cristina Fernandes (Janela Indiscreta), de que resumo de seguida algumas das “frases-chave”.

Francisco José Viegas - «Poderão os blogues ser encarados como alternativa aos meios de comunicação tradicionais? Os blogues são “umbiguistas”? Existe uma referência permanente aos livros: links, referências, citações, “blogues temáticos” dedicados à literatura. Há pessoas que são viciadas (addicted) na escrita nos blogues?»

Pedro Mexia - «Comecei por ler o Andrew Sullivan (“Como fazer um blogue”; foi como um “manual de instruções”). O blogue é um diário (não íntimo), público, na Internet. Começa a haver como que regras “deontológicas”: “um blogue, depois de escrito e publicado, não se apaga”. Nos blogues, há uma pluralidade de links para a imprensa genérica. É muito difícil manter um blogue sem estar informado (sem ler jornais). O blogue não pode ser nunca um substituto do jornalismo. O que mais me agrada nos blogues é a qualidade de escrita: hoje em dia, é claramente superior à dos jornais».

Ricardo Araújo Pereira - «Estamos a manifestar as nossas opiniões num obscuro recanto da Internet! Os outros meios de comunicação social também se comentam muito uns aos outros. Os blogues recuperam a tradição da tertúlia. O blogue permite manter uma “conversa”, através de uma linguagem por escrito (sem ser ao nível da “linguagem degradada” do chat); há uma linguagem cuidada nos blogues. No fundo, essencialmente, nós somos pessoas que gostam de escrever».

Nuno Jerónimo - «Nós somos professores universitários; por definição não há vida íntima. Qualquer profissão que tenha por pressuposto a exposição pública (por exemplo, ser professor) pode ser considerada uma forma de exibicionismo? A leitura do blogue é um gesto activo; só lê quem quer; não é um veículo de comunicação passivo, como a televisão, que “impõe a sua presença”. Os blogues apenas poderão ser entendidos como complemento aos restantes meios de comunicação. Os blogues têm - talvez surpreendentemente - um conjunto de pessoas a escrever bem».

Bernardo Rodrigues - «A prova do mês de Julho / Agosto vai ser determinante para ver qual será a evolução deste fenómeno, para avaliar até que ponto se trata de uma “moda” mais ou menos passageira. O blogue é de reacção imediata; a escrita é um gesto imediatista, mas que deixa rasto - “não se apaga um texto que tenha sido escrito”. A questão do “tempo” é fulcral, no sentido em que há um “feedback quase online”».

Cristina Fernandes - «Não há “umbiguismo”, nem exibicionismo; estamos a falar para poucos, em circuito fechado, entre nós; a “audiência” ainda é muito restrita».

[784]

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XXI)

Em 29 de Junho, o Correio da Manhã aborda também o tema “blogues”: “Blogue, A Nova Moda Cibernética” (ver texto completo em “entrada estendida”).

A 4 de Julho, Paulo Gorjão iniciava o Bloguitica Internacional, a que se seguiria o Bloguitica Nacional (posteriormente “fusionados” no Bloguitica, em 27 de Outubro), vindo a tornar-se talvez no “blogger” mais activo da blogosfera, com permanentes actualizações remetendo para artigos a ler (publicados na imprensa ou nos “blogues”) e lançando diariamente novos e pertinentes temas para debate, essencialmente numa vertente de análise política.

A 17 de Julho, escrevia Pacheco Pereira no “Público” (ver texto completo em “entrada estendida”):

«Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos “sui generis”. Nenhum retrato da direita portuguesa em 2003 pode prescindir dos blogues da UBL (http://blogues-livres.mirrorz.com/), nem um da esquerda do Blog de Esquerda (http:// blog-de-esquerda.blogspot.com/); nenhum retrato dos consumos culturais lisboetas de vários blogues “culturais” como O Crítico (http://criticomusical.blogspot.com/), ou a Janela Indiscreta (http://janelaindiscreta.blogspot.com/); nenhum retrato do jornalismo sem os blogues de jornalistas; nem nenhuma história da obscenidade nacional (uma velha tradição portuguesa de Bocage a Vilhena) pode prescindir de O Meu Pipi (http://omeupipi.blogspot.com/). Mil e um pequenos eventos, concertos de música, sessões literárias, jantares de jovens intelectuais, crónicas sociais de outro tipo de “sociedade”, que nunca chegam aos jornais, encontram aí relatos testemunhais complementares dos do jornalismo tradicional. É um bocado como a correspondência no século XVIII e XIX, uma rara fonte para um reverso da história institucional oficial ou dos seus avatares».

[779]

(mais…)

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (XX)

Tivera entretanto início (já em Maio) um dos “blogues” mais discutidos e famosos da “blogosfera”, “O Meu Pipi“, de autor anónimo - especulou-se sobre a identidade do autor, tendo sido “lançados” nomeadamente os nomes de Vasco Graça Moura, Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink, Eduardo Prado Coelho, assim como a hipótese de se tratar de um “blogue” de autoria colectiva; o “suspeito” mais recente é Ricardo Araújo Pereira (autor pertencente às Produções Fictícias, também co-autor do Gato Fedorento) -, subsistindo contudo uma “aura de mistério”.

No “Expresso” de 28 de Junho, Paulo Querido apresentava uma entrevista ao autor de “O Meu Pipi”. – pode ver o texto completo em “entrada estendida” (via Blog Clipping).

E, a propósito dos boatos que davam Vasco Graça Moura como o autor de “O Meu Pipi”, este faz publicar no Abrupto, a 30 de Junho, as seguintes “décimas de refutação”:

décimas de refutação

já num blogue o meu pipi?
de um pipi, que caso estranho…
eu vou ali e já venho:
dó, ré, mi, fá, sol, lá, si.

é forçoso que eu desminta
com vigor essa atoarda:
por muito usar a espingarda
e por gastar muita tinta,
não se espere que consinta
na falsidade que li
e me ofende o pedigree:
garanto que não fui eu
o brejeiro que meteu
já num blogue o meu pipi.

[774]
(mais…)