Barclay James Harvest

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Regresso a 1982-83…

18 Maio, 2013 at 11:59 pm Deixe o seu comentário

«Dor»

Eu prometo que vou ficar bom. Não se preocupem com os meus suspiros, com os meus silêncios, com a minha falta de sentido de humor. Perdoem-me se demorar mais do que o costume a responder, a falar. Não achem estranho que o meu olhar agora se perca tantas vezes. Por favor, não me digam que isto é só futebol, porque Shankly já explicou que o futebol não é uma questão de vida ou morte, é muito mais do que isso. Sempre me fascinou a tristeza poética que terá trespassado o coração dos adeptos do Bayern quando o Manchester United virou aquela final da Champions. Sempre imaginei que tivesse faltado uma batida ao coração de todo o Brasil quando o Uruguai lhes tirou um campeonato do mundo em casa. Agora essa tristeza é toda minha e dos meus. Como em todos os desgostos amorosos, o segredo é o tempo. Passará esta dor toda, e, com o tempo, recuperarei o sentido de humor e o prazer de ler no metro. Mas, até lá, dêem-me um bocadinho de tempo e um bocadinho de espaço. Preciso de tempo. Cá dentro só há estilhaços, como se tivesse explodido uma granada. Se o Benfica fosse uma mulher, ia para os copos com os amigos. Mas é o meu clube, e tenho de lá estar na Luz no domingo, mesmo todo moído por dentro.

Dói-me tudo.

(Lá em casa mando eu)

16 Maio, 2013 at 11:10 pm Deixe o seu comentário

Liga Europa – Final – Benfica – Chelsea

Amsterdam Arena, Amesterdão – Holanda

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay (78m – Jardel), Melgarejo (66m – Ola John), Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Nico Gaitán,  Rodrigo (66m – Lima) e Óscar Cardozo

Chelsea – Petr Čech, César Azpilicueta, Branislav Ivanović, Gary Cahill, Ashley Cole, Ramires, David Luiz, Frank Lampard, Oscar, Juan Mata e Fernando Torres

0-1 – Fernando Torres – 60m
1-1 – Óscar Cardozo (pen.) – 68m
1-2 – Branislav Ivanović – 90m

Cartões amarelos – Oscar (14m); Ezequiel Garay (45m) e Luisão (61m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Contrariando o favoritismo atribuído ao ainda Campeão Europeu em título, Chelsea, o Benfica entrou melhor nesta Final, com uma dinâmica ofensiva apreciável: logo aos dez minutos, só a excessiva cerimónia de Melgarejo – que, frente a Petr Čech, hesitou no remate, acabando  por soltar para Cardozo, o qual não conseguiria também alvejar a baliza – evitou a possibilidade de concretização de uma boa oportunidade de golo; no minuto imediato, nova jogada de ataque benfiquista, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, mas com Gaitán a rematar por alto; aos 15 minutos, um lance muito confuso na área do Chelsea, com vários ressaltos de bola… que não quis levar a direcção certa…

A partir do quarto de hora, o Chelsea começaria a equilibrar, passando o controlo do jogo a ser repartido, sem que uma das equipas se superiorizasse à outra em termos de domínio. Só próximo da meia hora o Benfica voltaria a acercar-se da baliza do Chelsea, mas sem perigo. Aos 33 minutos, em mais uma boa iniciativa do ataque do Benfica, Gaitán ensaiaria um remate em habilidade, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Até que, aos 38 minutos, de forma inesperada, num contra-ataque rápido, com um remate traiçoeiro de Lampard, o Chelsea obrigou Artur a defesa apertada, no lance mais perigoso da partida até então. Aos 42 minutos, num bom cruzamento para a área, Cardozo surgiu a tentar rematar de cabeça, mas a deixar-se antecipar pela defesa contrária.

Num balanço sintético da primeira metade do encontro, o Chelsea não denotou nunca capacidade de “pegar no jogo”, cuja iniciativa concedeu, praticamente na íntegra, à equipa portuguesa; curiosamente, por seu lado, o Benfica parecia não acreditar na facilidade como se conseguiu superiorizar ao adversário, sempre muito receoso de rematar à baliza, e com uma flagrante falta de objectividade. Excelente nota artística, mas com o pejo da falta de tradução dessa qualidade de jogo em algo de tangível.

No segundo tempo, o Benfica surgiu, de entrada, com o mesmo espírito e atitude, assumindo o controlo do jogo e a iniciativa do ataque. Logo ao quinto minuto, um lance perigoso, com Rodrigo com oportunidade de criar perigo junto à baliza adversária, mas a deixar-se antecipar pela defesa adversária. De imediato, na sequência do canto, a bola seria mesmo introduzida na baliza do Chelsea por Cardozo, mas o lance estava já interrompido, por posição de fora-de-jogo.

Porém, a partir dos dez minutos, subitamente, o Chelsea – que até aí parecia ter estado “ausente” da Final – começou finalmente a jogar, imprimindo velocidade, aumentando significativamente o ritmo e desequilibrando a estrutura defensiva do Benfica, que até aí com tanta tranquilidade controlara o jogo.

E bastaram cinco minutos de alguma desorientação benfiquista, enquanto tentava acertar novamente as marcações, para o Chelsea, num lance de futebol directo (lançamento em profundidade do guarda-redes), com Fernando Torres a surgir isolado frente a Artur e, com muita frieza, a conseguir tirá-lo do lance, inaugurar o marcador.

Jorge Jesus compreendeu que era necessário mexer na equipa, procurando a reacção ao tento adversário, e trocou Rodrigo por Lima, fazendo entrar também Ola John para o lugar de Melgarejo. E o Benfica seria então feliz, arrancando, apenas dois minutos volvidos, uma grande penalidade, por mão na bola, oportunidade que Cardozo, seguro, não desperdiçaria, empatando esta empolgante Final.

Aos 81 minutos, Óscar Cardozo rematou de meia distância, obrigando Petr Čech a difícil estirada, para socar a bola por cima da trave, para canto, do qual não resultaria maior perigo. Perdia-se uma boa oportunidade para ganhar a Final.

O Benfica voltaria a ter felicidade quando, aos 88 minutos, Lampard, com um potente remate, acertou com estrondo na trave da baliza de Artur.

Só que, tal como há quatro dias no Estádio do Dragão, acabaria por ser extremamente infeliz, aos 92 minutos, na sequência de um canto, com Ivanović a antecipar-se de cabeça a toda a defesa benfiquista, e a bater inapelavelmente o guardião brasileiro. Incrivelmente, haveria ainda tempo para nova infelicidade do Benfica, ao minuto 93, quando Cardozo, na pequena área do Chelsea, bastante apertado, não conseguiu desviar a bola para o golo… que teria permitido restabelecer de novo a igualdade.

O Benfica perdia, de forma injusta, esta sua nona Final europeia, de que sai de cabeça bem erguida, numa partida em que foi sempre, praticamente, a única equipa a procurar a vitória.

15 Maio, 2013 at 8:43 pm Deixe o seu comentário

Festa Templária – Tomar

Festa Templaria

14 Maio, 2013 at 9:58 am Deixe o seu comentário

O pulsar do campeonato – 9ª jornada

Templario - 09-05-2013

(“O Templário”, 09.05.2013)

Ainda com uma ronda por disputar (quase) tudo ficou já decidido!

Efectivamente, na sequência dos resultados da penúltima jornada, o Riachense sagrou-se Campeão Distrital da Divisão Principal, proeza que alcança pela terceira vez sucessiva, nas suas últimas três participações na competição, em 2008-09, 2009-10 e, agora, 2012-13; Coruchense e U. Abrantina asseguraram matematicamente a manutenção; Glória do Ribatejo e Moçarriense são as equipas despromovidas à II Divisão Distrital; U. Chamusca, Emp. Comércio e Assentiz garantiram a promoção à I Divisão Distrital da próxima época (resta apurar, na ronda derradeira, o Campeão da Divisão Secundária); o União de Tomar terá de ficar no limbo provavelmente ainda durante algumas semanas, dependente da classificação que o Alcanenense vier a obter no Campeonato Nacional da III Divisão.

Num fim-de-semana assinalado pelo 99.º aniversário do União de Tomar, celebrado no passado sábado, 4 de Maio, primeiro dia do ano do centenário do clube, houve motivos de festa no feriado de 1.º de Maio, com a conquista, pela equipa de juniores dos unionistas, da Taça Ribatejo, vencendo no Entroncamento, no termo de uma empolgante Final, a favorita formação do Alcanenense, por 3-2. Os jovens de Alcanena adiantaram-se no marcador logo aos sete minutos, para, também no início (aos oito minutos) do segundo tempo, ampliarem a marca para 2-0; depois, num fantástico período de cerca de um quarto de hora, denotando uma extraordinária capacidade de reacção, o União, marcando dois golos num minuto, começou por chegar ao empate, desperdiçou ainda uma grande penalidade, para acabar por fixar o resultado em 3-2 (golos de Vinicius, Daniel Bento e Vítor Félix). Um triunfo justo e efusivamente festejado; um belo e merecido presente de anos.

Porém, o dia seguinte ao aniversário traria um amargo de boca aos nabantinos, com o surpreendente desaire caseiro, no escalão de seniores, frente ao Moçarriense, perdendo por 1-2. Numa partida em que, uma vez mais, o União, não obstante se ter colocado em vantagem no marcador ainda relativamente cedo, começou por não ter aquela pontinha de sorte (duas bolas na trave, mais três potentes remates de meia distância, a obrigar o concentrado guardião contrário a defesas de recurso, mas de plena eficácia); depois, na fase final do encontro, já com as forças muito depauperadas, arriscando tudo em busca do triunfo – de que imperiosamente necessitava para acalentar ainda esperanças de poder vir a garantir a manutenção –, acabou por vir a sofrer o segundo golo, num contra-golpe do adversário, no último dos quatro minutos de tempo de compensação…

No “jogo do título”, o Riachense não desperdiçou a oportunidade que se lhe deparava: somando a sua quinta vitória consecutiva, frente ao Mação (2-1), assegurou matematicamente a reconquista do título, assim evitando correr riscos na derradeira jornada, em que se desloca ao terreno do Amiense, até esta ronda o último candidato resistente, convertendo assim tal desafio em jogo de consagração. De facto, o empate entre At. Ouriense e Amiense (1-1) – segundo em outros tantos prélios entre estes contendores, no período de cinco dias – permitiu à turma de Riachos ampliar para inatingíveis seis pontos o seu avanço. No outro prélio da jornada, o tranquilo Fazendense, vencendo por 3-0 em Benavente, cota-se como a terceira equipa mais pontuada nesta série de promoção, na segunda fase da prova, apenas superada pelos dois primeiros.

Ao Amiense resta a consolação de – para além da posição de vice-campeão – ter conquistado também a Taça Ribatejo, em Final igualmente disputada no Entroncamento (em paralelo com a Final da prova de juniores), precisamente ante o At. Ouriense, tendo vencido no desempate da marca de grande penalidade, após o nulo registado no termo do período regulamentar.

Na série de disputa da manutenção, com a vitória do Coruchense sobre o Pontével (2-1), bastou à U. Abrantina o empate a zero com o Glória do Ribatejo para, conjugado, com o resultado do União de Tomar, assegurar a tranquilidade para as formações de Coruche e de Abrantes.

Quanto aos nabantinos, que terminarão a prova no 4.º lugar desta série – apenas acima dos despromovidos Glória do Ribatejo e Moçarriense –, resta a esperança e a confiança no desempenho do Alcanenense na III Divisão, de forma a poder ainda manter-se na I Divisão Distrital. Faltando ainda quatro jornadas para o termo do campeonato, o grupo de Alcanena ocupa, nesta altura, o terceiro lugar da sua série, com uma pontuação que lhe conferiria o direito à promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores; mais: os três primeiros (Sourense, V. Sernache e Alcanenense) somam já quatro vitórias cada um (em seis jornadas disputadas nesta fase final), face a apenas um triunfo obtido por cada um dos três restantes concorrentes, o que poderá constituir um bom indício para o que resta disputar. Porém, a margem de que a formação de Alcanena dispõe é ainda bastante escassa: apenas dois pontos de vantagem sobre o Caldas (onde foi vencer nesta jornada), e três pontos de avanço em relação ao Oliv. Hospital. Pelo que deverá vir a ser necessário sofrer até ao fim (última ronda agendada apenas para 1 de Junho)…

A derradeira jornada dos campeonatos distritais pouco mais servirá do que para cumprir calendário, com o Campeão Riachense a visitar o vice-campeão Amiense, enquanto o Fazendense recebe o At. Ouriense, e o Mação defronta o Benavente. O União concluirá a sua participação na prova em deslocação a Pontével, com o Moçarriense a receber a U. Abrantina e o Glória do Ribatejo a ser visitado pelo Coruchense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2013)

12 Maio, 2013 at 10:30 am Deixe o seu comentário

Vogais e consoantes politicamente incorrectas do acordo ortográfico

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11 Maio, 2013 at 10:21 am Deixe o seu comentário

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