Dinamarca – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)

Dinamarca Dinamarca –  Kasper Schmeichel, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Nicolai Boilesen (58m – Simon Poulsen), Pierre Højbjerg, William Kvist, Christian Eriksen (84m – Thomas Kahlenberg), Michael Krohn-Dehli,  Lasse Vibe (45m – Uffe Bech) e Nicklas Bendtner

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric, Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, William Carvalho, Tiago (84m – Quaresma), Moutinho, Danny (77m – Éder), Ronaldo e Nani (68m – João Mário)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 90m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Qualquer análise e percepção que se possa associar a um jogo de futebol é sempre, inevitavelmente, condicionada pelo seu resultado final.

Tal ficou bem patente neste desafio, repleto de particularidades de interesse, desde logo com a estreia, a nível oficial, de um novo seleccionador nacional, Fernando Santos, em substituição de Paulo Bento, traduzindo-se paralelamente na abertura de um novo ciclo, com o regresso à selecção de um conjunto de jogadores que há vários anos andavam dela afastados, casos de Tiago ou Ricardo Carvalho (e, há menos tempo, Danny), mas também, com a novidade do debute ao mais alto nível de Cédric ou João Mário, dando corpo à tão falada renovação da selecção.

Ou, por outra, mais que uma renovação, teremos tido uma golfada de “ar fresco”, bem a propósito para o recomeço que se revelava necessário, depois da “falsa partida” do jogo inaugural nesta fase de qualificação, com a fracassada recepção à Albânia.

Perante este enquadramento, ainda que a “margem de erro” estivesse longe de se esgotar – até em função do novo sistema de apuramento, e do número de países a qualificar para a fase final (23), abrindo a porta a cinco dos 3.º classificados -, era naturalmente de toda a conveniência sair da Dinamarca com um resultado positivo.

E, a verdade é que não seria necessário um grande decurso de tempo, para se aceitar que o empate poderia – no mínimo, claro está… – ser uma forma de resultado positivo. Desde logo porque a equipa portuguesa – receosa, algo desconfiada ainda de si própria, em particular a nível defensivo (depois das falhas evidenciadas no particular com a França de apenas três dias antes – demorou algum tempo a encaixar-se no sistema dinamarquês, que começou por assumir o controlo do jogo e algumas iniciativas de maior pendor ofensivo.

Depois, à medida que o grupo foi conseguindo estabilizar psicologicamente e os índices de confiança começaram a melhorar – uma palavra para a excelente exibição de Ricardo Carvalho, o veterano desta selecção, já com os seus 36 anos, mas com uma actuação praticamente sem falhas, a par da cobertura que William Carvalho e Tiago possibilitaram, no sentido de resguardar de situações de maior risco, a defesa, em particular o flanco esquerdo, a cargo de Eliseu, que com tantas dificuldades se debatera em Paris – Portugal como que “tomou conta” do jogo, passando a assumir a iniciativa, controlando e dominando, e podendo ter chegado, numa ou noutra oportunidade, ao golo.

Que, não surgindo, vinha avolumando – à medida que o desafio se aproximava do seu termo -, a tal percepção de que o empate poderia ser um resultado positivo.

E isto leva-nos de volta ao início… Quando já se pensaria talvez que a prioridade seria a de salvaguardar o nulo, Fernando Santos acabaria por ser feliz nas substituições por que optou – as quais transmitiram sinais para dentro do campo, de que, até ao último segundo, se poderia acreditar ainda em algo de mais positivo: primeiro, a entrada de um avançado, Éder, para o lugar de um Danny ainda em sub-rendimento, à procura de se reencontrar com a selecção; e, já na fase final, Quaresma a render Tiago.

Sobre o resto da história, foi o perfeito “happy ending”: virtualmente no derradeiro momento do encontro – já com 4 minutos e 50 segundos decorridos dos cinco minutos de tempo de compensação determinado pelo árbitro -, Quaresma a fazer um excelente cruzamento, Éder a atrair os defesas contrários, abrindo espaço para a entrada fulgurante de Cristiano Ronaldo, de cabeça, ainda num lance dividido com um outro defesa, a introduzir a bola na baliza da Dinamarca, garantindo a vitória e três importantíssimos pontos, que, praticamente, permitem desde já anular o efeito do malfadado jogo com a Albânia.

Um bom recomeço…

GRUPO I        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Albânia      2   1   1   -   2 - 1   4
2º Dinamarca    3   1   1   1   3 - 3   4
3º Portugal     2   1   -   1   1 - 1   3
4º Sérvia       1   -   1   -   1 - 1   1
5º Arménia      2   -   1   1   2 - 3   1

3ª jornada

14.10.14 – Dinamarca – Portugal – 0-1
14.10.14 – Sérvia – Albânia – Jogo interrompido aos 41m (0-0)

(more…)

14 Outubro, 2014 at 8:40 pm 1 comentário

Prémio Nobel da Economia – 2014

O prémio Nobel da Economia 2014 foi hoje atribuído ao francês Jean Tirole, pela sua «análise do poder de mercado e da regulação».

13 Outubro, 2014 at 2:41 pm Deixe o seu comentário

O pulsar do campeonato – 3.ª jornada

Pulsar - 3

(“O Templário”, 09.10.2014)

Antes da realização dos jogos correspondentes à 3.ª ronda da I Divisão Distrital poderia até esperar-se que, no seu final, emergisse um líder isolado, mas seriam muito poucos certamente os que apostariam nos Empregados do Comércio (em detrimento do favorito Coruchense), os quais enfrentavam quase como que uma “missão impossível” – passe o natural excesso –, a de ganhar em Amiais de Baixo.

Pois, foi isso mesmo que os “Caixeiros” de Santarém conseguiram, e de uma forma absolutamente categórica, triunfando por 3-0! Três jogos, três vitórias (duas delas em terreno alheio – além da partida de Amiais de Baixo, também em Fazendas de Almeirim, no campo de outro dos principais candidatos), sete golos marcados (ataque mais concretizador, a par do da turma de Mação), nenhum golo sofrido (única equipa a manter a inviolabilidade das suas balizas); numa palavra: sensacional! Teremos candidato? Ou o “primeiro milho é dos pardais”?

Não se esperaria que fosse, para já, o Coruchense a “descolar” – agora dois pontos abaixo do guia –, mas, não obstante ter chegado a dispor de dois golos de vantagem, acabaria por permitir a reacção do grupo maçaense, que restabeleceria a situação de igualdade, a duas bolas, não conseguindo portanto “passar” no também difícil terreno de Mação.

O que, paralelamente, proporcionou ao União de Tomar a subida ao 2.º lugar (partilhado com o conjunto de Coruche), depois, também, de averbar o segundo triunfo fora de portas, desta feita em Rio Maior, igualmente por 1-0, num desafio no qual, à semelhança do que se passara na Barrosa, os nabantinos tiveram de apelar a um sentido de realismo, privilegiando o resultado em relação ao “espectáculo”, sabendo sofrer quando necessário, em ordem a preservar até final a vantagem alcançada quase no termo do primeiro tempo, num golo de Nuno Rodrigues. Uma boa campanha unionista, até agora, que se espera possa prosseguir no mesmo rumo.

Outras duas equipas ganharam também fora de casa (para além de Empregados do Comércio e U. Tomar) – numa jornada particularmente adversa para as equipas da casa, dado que apenas uma delas, o Barrosense, conseguiu vencer… –, o Torres Novas, com um excelente resultado no Cartaxo (vitória por 1-0), a isolar-se no 4.º posto, apenas um ponto abaixo do duo que reparte a 2.ª posição; e o Benavente, em Santarém, frente ao União (duas equipas que ocupavam os lugares da cauda da tabela), por 3-2, o que permitiu ao grupo vitorioso integrar agora um “mini-pelotão” de cinco equipas, a meio da tabela, “afundando” os escalabitanos na indesejada posição de “lanterna vermelha”.

Surpreendente foi também o empate caseiro cedido pelo Fazendense ante o U. Chamusca, não tendo conseguir desfazer o nulo no marcador, integrando ambos o tal grupo de cinco clubes (como sucede também com Cartaxo e Mação) que, em apenas três jogos, já “fizeram de tudo” neste campeonato: ganharam, empataram e perderam; um comportamento algo decepcionante para os adeptos da turma de Fazendas de Almeirim, cujo técnico terá já colocado o lugar à disposição, não obstante a fase muito prematura da prova em que nos encontramos ainda… e o facto de o atraso face ao Coruchense ser de apenas 3 pontos.

Já antes ficou dito que o Barrosense foi o único visitado a triunfar, e fê-lo, também, de forma convincente, por 4-1, sobre o Pontével, que, a par do Amiense – estas três equipas agora com três pontos – se posicionam, para já, bastante aquém do que serão as suas legítimas expectativas, apenas superando os recém-promovidos Rio Maior e U. Santarém.

Na próxima jornada, o principal destaque terá de ir, inteirinho, para o grande desafio que colocará frente a frente, porventura, os dois principais candidatos ao título, Coruchense e Fazendense, com os visitantes a começarem a ver escassear a sua margem de erro. Do líder, Empregados do Comércio, espera-se agora, naturalmente, a vitória, na recepção ao Barrosense; veremos se a “pressão do 1.º lugar” será virtuosa. Haverá também um derby no Cartaxo-Pontével; e, ainda, o reeditar de um grande clássico do Ribatejo, tantas vezes disputado noutros escalões: U. Tomar – U. Santarém (com os tomarenses a defrontarem, ao fim de apenas quatro jornadas, a terceira equipa promovida no final da temporada passada). Aliciantes não faltam…

Na II Divisão Distrital, o aspecto mais saliente da ronda inaugural acabaria mesmo por ser a inusitada falta de comparência no que seria o regresso do Rossiense à competição, recebendo o Alferrarede… Para além disso, no duelo entre as duas equipas despromovidas, a U. Abrantina foi vencer ao terreno do Assentis, por 1-0; tendo o Pego ganho também fora de casa, na Sabacheira, pela clara margem de 3-0. A sul, destaque para o triunfo do Glória sobre o Porto Alto (3-2) e para o empate (1-1) entre U. Almeirim e Samora Correia.

Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, tivemos um fim-de-semana muito negativo para os representantes do Distrito, acumulando quatro desaires: o At. Ouriense em Leiria (0-2), o Fátima nas Caldas (0-1), o Riachense, em casa, frente ao Torreense (1-2), e, mais inesperado, o até então líder, Alcanena, em Ponte de Sôr (1-2). Na próxima jornada, os dois primeiros defrontam-se em Alcanena, com a equipa da casa a procurar destronar o agora comandante U. Leiria, recebendo o já algo “aflito” At. Ouriense a visita do Caldas; por fim, as outras duas equipas do Distrito, cruzam-se em Fátima, com o Riachense a necessitar começar a pontuar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Outubro de 2014)

12 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe o seu comentário

Prémio Nobel da Paz – 2014

O prémio Nobel da Paz 2014 foi hoje atribuído a Kailash Satyarthi (Índia) e a Malala Yousafzay (Paquistão), pela sua «luta contra a supressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação».

10 Outubro, 2014 at 9:06 am Deixe o seu comentário

Prémio Nobel da Literatura – 2014

O prémio Nobel da Literatura 2014 foi hoje atribuído ao escritor francês Patrick Modiano, pela «arte da memória que utilizou para evocar os destinos humanos mais inalcançáveis e para revelar o universo da ocupação».

Modiano, nascido em 1945, é filho de um italiano judeu, sendo a ocupação nazi o tema do seu primeiro livro: La Place de l’Étoile, publicado em 1968.

Encontram-se publicadas em Portugal as seguintes obras de Modiano:

– A Rua das Lojas Escu­ras (1978) – Reló­gio d’Água (1987)
– Domin­gos de Agosto (1986) –  Dom Qui­xote (1988)
– Um Circo que Passa (1992) – Dom Qui­xote (1994)
– Dora Bru­der (1997) –  Edi­ções ASA (1998)
– No Café da Juven­tude Per­dida (2007) –  Edi­ções ASA (2009)
– O Horizonte (2010) – Porto Editora (2011).

9 Outubro, 2014 at 4:40 pm Deixe o seu comentário

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