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	<title>Comentários para Memória Virtual</title>
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	<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 16:58:02 +0000</pubDate>
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		<title>Comentário em Acordo ortográfico por Luís</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/04/cultura-artes-e-letras/acordo-ortografico/#comment-71733</link>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 14:23:10 +0000</pubDate>
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		<description>Não vale a pena, chegar algum consenso com o João "Tuga",  pois há de continuar sempre na sua, está no seu direito. Então que fique como está, escreva da maneira como gosta, e que deixe de ler os livros em português, e passe ler em francês (patriota ....!?)
O caminho já está traçado, a nova ortografia ficou, este longo debate deste acordo ortográfico está encerrado, e a lingua portuguesa evoluirá (até ao próximo acordo), e os Joões "Tugas" de Portugal serão uma lembrança, uma reliquia do passado. O futuro chegou !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não vale a pena, chegar algum consenso com o João &#8220;Tuga&#8221;,  pois há de continuar sempre na sua, está no seu direito. Então que fique como está, escreva da maneira como gosta, e que deixe de ler os livros em português, e passe ler em francês (patriota &#8230;.!?)<br />
O caminho já está traçado, a nova ortografia ficou, este longo debate deste acordo ortográfico está encerrado, e a lingua portuguesa evoluirá (até ao próximo acordo), e os Joões &#8220;Tugas&#8221; de Portugal serão uma lembrança, uma reliquia do passado. O futuro chegou !</p>
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		<title>Comentário em Acordo ortográfico por Marcelo Fontana</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/04/cultura-artes-e-letras/acordo-ortografico/#comment-71728</link>
		<dc:creator>Marcelo Fontana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 21:47:10 +0000</pubDate>
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		<description>Sr. João Tuga, só não vê benefícios no acordo aqueles que só utilizam única e exclusivamente uma forma de ortografia. Para mim, que atualmente vivo em Portugal, mas vivi 33 anos da minha vida no Brasil, o acordo é utilíssimo. Acredito que o senhor não esteja falando sério quando diz que o acordo vai "avacalhar" o português. Isso é um ultraje e total falta de respeito aos faladores da língua do outro lado do Atlântico, que, como o senhor, herdaram a língua tal qual como hoje a conhecemos, com suas riquezas e variações que, todos estamos cansados de tentar colocar na sua cabeça, não vão ser alteradas. O senhor vai continuar a falar sobre auto-carros, telemóveis, alguidares e retretes. Ninguém vai obrigá-lo a falar como os brasileiros. A intenção do acordo passa bem longe disso. Também acredito que 99,9% dos brasileiros estão pouco se importando com o acordo, o que é uma pena. Mas vi que o senhor está bem informado em pelo menos um item do acordo: há um prazo de 6 anos para sua entrada em vigor em Portugal, que serve justamente para a adaptação (adaptação com "p" mudo, pois é pronunciado e não vai deixar de ser escrito). Então, já que o senhor dispõe de 6 anos de adaptação, por que não começa já a praticar a nova ortografia? Ela veio para ficar, por mais que o senhor pregueje contra. Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. João Tuga, só não vê benefícios no acordo aqueles que só utilizam única e exclusivamente uma forma de ortografia. Para mim, que atualmente vivo em Portugal, mas vivi 33 anos da minha vida no Brasil, o acordo é utilíssimo. Acredito que o senhor não esteja falando sério quando diz que o acordo vai &#8220;avacalhar&#8221; o português. Isso é um ultraje e total falta de respeito aos faladores da língua do outro lado do Atlântico, que, como o senhor, herdaram a língua tal qual como hoje a conhecemos, com suas riquezas e variações que, todos estamos cansados de tentar colocar na sua cabeça, não vão ser alteradas. O senhor vai continuar a falar sobre auto-carros, telemóveis, alguidares e retretes. Ninguém vai obrigá-lo a falar como os brasileiros. A intenção do acordo passa bem longe disso. Também acredito que 99,9% dos brasileiros estão pouco se importando com o acordo, o que é uma pena. Mas vi que o senhor está bem informado em pelo menos um item do acordo: há um prazo de 6 anos para sua entrada em vigor em Portugal, que serve justamente para a adaptação (adaptação com &#8220;p&#8221; mudo, pois é pronunciado e não vai deixar de ser escrito). Então, já que o senhor dispõe de 6 anos de adaptação, por que não começa já a praticar a nova ortografia? Ela veio para ficar, por mais que o senhor pregueje contra. Um abraço.</p>
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	<item>
		<title>Comentário em Blogosfera em 2008 por Tony Vieira</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/11/blogosfera-em-2008/blogosfera-em-2008/#comment-71726</link>
		<dc:creator>Tony Vieira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 15:08:49 +0000</pubDate>
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		<description>Temos o Portugal que votamos, os políticos de chinelo arrastar enquanto vendem o seu peixe longe da ASAE!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Temos o Portugal que votamos, os políticos de chinelo arrastar enquanto vendem o seu peixe longe da ASAE!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em REVISTAS DA UNIVERSIDADE COMPLUTENSE DE MADRID por margareth</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2007/01/cultura-artes-e-letras/revistas-da-universidade-complutense-de-madrid/#comment-71722</link>
		<dc:creator>margareth</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 01:24:10 +0000</pubDate>
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		<description>gostaria de ter informações sobre mestrado em ARTETERAPIA EM PORTUGAL</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>gostaria de ter informações sobre mestrado em ARTETERAPIA EM PORTUGAL</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Acordo ortográfico por João Tuga</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/04/cultura-artes-e-letras/acordo-ortografico/#comment-71721</link>
		<dc:creator>João Tuga</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 23:11:29 +0000</pubDate>
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		<description>Hummm! Com que então o acordo foi bem elaborado?  não posso concordar com o Dr. Ernani dos Santos quando aqui diz que se já existiam vogais e consoantes duplas, por que não passar a haver mais umas quantas? Os duplos "R" servem para que se carregue ao pronúnciar o "R" como em "carro, carril, derrubar etc.., ou seja quando se pretende carregar o "R" sempre que este seja antecedido por uma vogal,  no caso do duplo "S" serve na maioria das vezes para que o "S" não se leia como "Z" como em "posso, passo etc.., e em qualquer destes casos tanto o "R" como o "S" se leêm como se fossem uma letra apenas, agora no caso de escrever sub-bibliotecário sem hifen, passaremos a ter um duplo "B" que se irá ler como se fosse apenas uma letra, ou seja no caso de estarmos a ler um texto com esta palavra, a leitura que faremos será assim "SUBIBLIOTECÁRIO"  para baralhar ainda mais poderemos até nem entender o que vai estar escrito em determinada frase como: "O subbibiotecário de fato é suntuoso". Mas o que o Dr. Ernani não explicou aqui foi o caso das duplas grafias previstas no acordo.
Não sei o que vai ser o futuro, mas a verdade é que com a entrada em vigor do acordo, em breve e durante alguns anos vamos ter mais pessoas a escrever errado, e provavelmente eu serei uma dessas pessoas. No Brasil a implementação do acordo será em dois anos e em Portugal em seis anos, não sei se esta diferença de tempo está ou não relacionada com o facto de o acordo em Portugal alterar mais ou menos 1,6% das palavras, mas a verdade é que não vejo os portuguêses minimamente interessados no Acordo Ortográfico, tirando uma ou outra excepção a verdade é que ninguém liga ao assunto. Estou plenamente convencido de que este acordo apenas serve para políticos e académicos e que não tem interesse nenhum para o cidadão comum, senão que alguém me explique o que ganho eu ou o meu vizinho com este acordo? para mim é confusão e bagunça total, chama-se a isto "avacalhar" o português. 
Eu passarei no futuro a ler apenas livros em francês, já que domino esta lingua e pelo menos não foi alterada, continua tal como eu a aprendi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hummm! Com que então o acordo foi bem elaborado?  não posso concordar com o Dr. Ernani dos Santos quando aqui diz que se já existiam vogais e consoantes duplas, por que não passar a haver mais umas quantas? Os duplos &#8220;R&#8221; servem para que se carregue ao pronúnciar o &#8220;R&#8221; como em &#8220;carro, carril, derrubar etc.., ou seja quando se pretende carregar o &#8220;R&#8221; sempre que este seja antecedido por uma vogal,  no caso do duplo &#8220;S&#8221; serve na maioria das vezes para que o &#8220;S&#8221; não se leia como &#8220;Z&#8221; como em &#8220;posso, passo etc.., e em qualquer destes casos tanto o &#8220;R&#8221; como o &#8220;S&#8221; se leêm como se fossem uma letra apenas, agora no caso de escrever sub-bibliotecário sem hifen, passaremos a ter um duplo &#8220;B&#8221; que se irá ler como se fosse apenas uma letra, ou seja no caso de estarmos a ler um texto com esta palavra, a leitura que faremos será assim &#8220;SUBIBLIOTECÁRIO&#8221;  para baralhar ainda mais poderemos até nem entender o que vai estar escrito em determinada frase como: &#8220;O subbibiotecário de fato é suntuoso&#8221;. Mas o que o Dr. Ernani não explicou aqui foi o caso das duplas grafias previstas no acordo.<br />
Não sei o que vai ser o futuro, mas a verdade é que com a entrada em vigor do acordo, em breve e durante alguns anos vamos ter mais pessoas a escrever errado, e provavelmente eu serei uma dessas pessoas. No Brasil a implementação do acordo será em dois anos e em Portugal em seis anos, não sei se esta diferença de tempo está ou não relacionada com o facto de o acordo em Portugal alterar mais ou menos 1,6% das palavras, mas a verdade é que não vejo os portuguêses minimamente interessados no Acordo Ortográfico, tirando uma ou outra excepção a verdade é que ninguém liga ao assunto. Estou plenamente convencido de que este acordo apenas serve para políticos e académicos e que não tem interesse nenhum para o cidadão comum, senão que alguém me explique o que ganho eu ou o meu vizinho com este acordo? para mim é confusão e bagunça total, chama-se a isto &#8220;avacalhar&#8221; o português.<br />
Eu passarei no futuro a ler apenas livros em francês, já que domino esta lingua e pelo menos não foi alterada, continua tal como eu a aprendi.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Prémios BOBs por Zoe Delay @ The Bobs</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/11/blogosfera/premios-bobs-2008-em-directo-a-partir-das-19-horas/#comment-71711</link>
		<dc:creator>Zoe Delay @ The Bobs</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 01:27:04 +0000</pubDate>
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		<description>It was a honor to be nominated at the Bobs beside all these great bloggers allover the world.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>It was a honor to be nominated at the Bobs beside all these great bloggers allover the world.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Liga dos Campeões - 5ª Jornada por fogo</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/11/desporto/liga-dos-campeoes-5%c2%aa-jornada-5/#comment-71704</link>
		<dc:creator>fogo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 01:40:17 +0000</pubDate>
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		<description>SPORTING 9 PONTOS
INTER 8

sporting irremediavelmente 2.º...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>SPORTING 9 PONTOS<br />
INTER 8</p>
<p>sporting irremediavelmente 2.º&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Acordo ortográfico por Ernani Garcia dos Santos</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/04/cultura-artes-e-letras/acordo-ortografico/#comment-71702</link>
		<dc:creator>Ernani Garcia dos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:46:27 +0000</pubDate>
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		<description>PARA ENTENDER O ACORDO ORTOGRÁFICO

							       ERNANI GARCIA DOS SANTOS
						  (advogado, economista, administrador, gramático)
							           ernani@vivax.com.br

	Para entender o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, é necessário, antes de tudo, entender o que dispõe o art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Código Civil, in verbis:

Art. 2º  Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º  A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

	O acordo ortográfico é um tratado internacional, ou seja, é lei. Para o Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais são incorporados ao direito brasileiro como leis ordinárias, e os conflitos porventura existentes entre os tratados internacionais e as leis ordinárias internas serão resolvidos pelo critério cronológico (lei posterior revoga lei anterior) ou pelo critério da especialidade (lei especial derroga lei geral naquilo que com ela for incompatível).

	Assim, o Formulário Ortográfico (aprovado unanimemente pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943) foi, de forma tácita e em grande parte, revogado pelo novo acordo. 
 
No tocante a emprego de hífen com prefixos – com prefixos! –, temos de aceitar que o Formulário Ortográfico foi totalmente revogado. Quando o 1º item da Base XVI relacionou os prefixos usando o “etc.” e determinou que “só se emprega o hífen nos seguintes casos” (e estabeleceu os casos), tudo o que havia em normas anteriores relativamente a emprego de hífen com prefixos ficou ab-rogado,  menos – é claro! – a parte que se coadunava perfeitamente com as regras que o acordo estabeleceu. O que for diferente não vale (vide art. 2º, § 1º, da LICC, já citado). Aqui, não é o caso de “conflito”. Aqui, é o caso de “diferença”: não precisa conflitar, porque o acordo regulou inteiramente a matéria, quando estabeleceu: “só se emprega o hífen nos seguintes casos”. 

	O art. 2º do Decreto 6.583, de 29/09/2008, determina que o acordo “será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém”. E o item 1º da Base XVI do anexo a esse decreto estabelece que, nas formações com prefixos (sub, super, ultra, infra, intra, neo etc.) ou falsos prefixos (agro, aero, auto, geo etc.), “só se emprega o hífen nos seguintes casos”, e relaciona os casos em regras específicas. Assim, o acordo “regulou inteiramente a matéria” pertinente ao emprego do hífen. Ou seja, tacitamente todas as regras do emprego de hífen em compostos formados por prefixos, as quais se encontram no Formulário Ortográfico (1943), estão ab-rogadas, isto é, estão revogadas por completo.  Por exemplo, o formulário estabelece que se deva empregar o hífen nos vocábulos formados pelos prefixos ab, ad, ob, sob e sub, quando seguidos de elementos iniciados por R: ab-rogar, ad-renal, ob-reptício, sob-roda, sub-reitor etc. O novo acordo ab-rogou essa regra, considerando que não previu regra específica para os prefixos ab, ad, ob, sob e sub, e ainda determinou que o emprego do hífen só seja feito obedecendo às normas do acordo.  O que estiver fora não vale. Esses prefixos, a contrario sensu, como terminam em consoante e não têm regra específica (regra própria), caem na regra geral: hífen, só antes de h (sub-humano). Uma beleza! Isso significa que, pelas regras do novo acordo ortográfico, temos de escrever: abrogar, adrenal, obreptício, sobroda, subreitor, subreptício, subbase, subbibliotecário etc. É feio? Pode ser. Mas é a norma, e vai facilitar muita coisa. Aliás, já escrevíamos, antes do acordo, suboccipital, subocular, suboficial, sublingual, sublista, sublocar, sublinhar, subliteratura, e todos achavam muito bom. Por que não aceitar a grafia subreitor? Mudou apenas a grafia. A pronúncia continua a mesma: /ab-ro-gar/, /ad-re-nal/, /ob-rep-ti-cio/, /sob-ro-da/, /sub-rei-tor/, /sub-rep-tí-cio/, /sub-ba-se/, /sub-bi-bli-o-te-cá-rio/. Subbase com dois bb? Sim, por que não? Temos dupla vogal em vôos, veemente, xiita etc. Por que não podemos ter dupla consoante? Aliás, já temos consoantes dobradas: carro, farra, massa, passo; convicção, occipital etc.  Não podemos fugir a isso, de escrever subbase, subbibliotecário etc.

Mas devemos interpretar o acordo com serenidade e sem paixão – pois essa é a única forma de se poder implementá-lo com firmeza, coerência e em bases científicas, para, disseminando a uniformização do método entre os seus signatários, chegar seguramente à unificação ortográfica da Língua Portuguesa nos países lusófonos. É o que quer o acordo. É a sua mens legis. Então, não vamos nós, por paixão a normas anteriores, impor condicionamentos extra legem. O acordo é o que é. E foi bem elaborado. Há lacunas? Há. Mas são poucas. E podemos conviver com elas, até porque já existiam antes... E não devemos atrelar-nos, de forma definitiva, a velhas concepções. O bom intérprete deve ter o espírito sempre aberto, preparado para ceder diante de novas evidências, como nos ensinou Paulo Nader. 

	O item 1º da Base XV do anexo ao decreto supramencionado determina que se empregue o hífen “nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituam”...  Como se vê, o acordo, tacitamente, impede o emprego do hífen em palavras compostas cujos elementos não sejam de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, ou tenham elementos de ligação. Dessa forma, podemos fazer as seguintes colocações:

a) O arcaico artigo definido EL já não se une por hífen ao substantivo rei: el rei. Isso,  porque a regra básica fala do uso de hífen apenas nos vocábulos com elementos de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal. Não falou de artigo. E, como artigo, EL não pode justapor-se, sem hífen, a rei. Fica separado, sem hífen.  O mesmo raciocínio se deve aplicar às interjeições “zás trás” e “vapt vupt”, que agora devem ser escritas sem hífen. Seus elementos têm vida própria em nosso idioma, mas não são de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal. 
 
b) Mas o artigo definido EL une-se, sem hífen, a “dorado” em eldorado (do Espanhol el dorado, “o dourado”, região fantástica que exploradores do século XVI afirmavam existir entre o Rio Amazonas e o Rio Orenoco) porque, neste caso, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição” (Base, XV, item 1º, obs.).

c) O vocábulo blábláblá deve ser escrito sem hífen, porque o elemento “blá” não tem vida própria em nosso idioma. E o emprego do hífen é apenas para os elementos que “constituem uma unidade sintagmática ou semântica”.

d) O vocábulo zunzunzum deve continuar sendo grafado sem hífen, isto é, aglutinadamente, porque o elemento zum (com o significado com que foi empregado nesse vocábulo) não tem vida própria no nosso idioma. Ademais, em relação a zunzunzum, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição”.  

e) Antes do acordo ortográfico, era comum haver dúvida quanto ao uso do hífen em certos compostos, como chefe de família, saco de pancada, comum de dois etc. Agora, com a  implantação do acordo, já não há dúvida: se, na composição, há formas de ligação (como preposição ou outro elemento), não se usa o hífen – a menos que se trate de espécies botânicas ou zoológicas.  Assim, a partir de janeiro próximo, sem medo de errar, podemos escrever sem hífen: pai de todos, pai dos burros, zé dos anzóis, chefe de seção, gol de placa, pai de santo, câmara de ar, pão de ló, pé de moleque, traço de união, ponto de venda, primeiro de abril, filho da mãe, arca de noé, dia a dia, arco e flecha (modalidade esportiva), nós nas tripas, lusco e fusco, deus me livre, deus nos acuda, faz de conta etc.  Isso,  porque todos eles têm formas de ligação na sua composição, e não designam espécies botânicas ou zoológicas.

f) Com os adjetivos (usados como prefixos) GRÃ e GRÃO, tudo continua da mesma forma existente antes do acordo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, mas também grã-cruz, grã-fino, grão-duque, grão-vizir, grão-mestre etc. Os dois primeiros exemplos incluem-se na regra contida na Base XV, item 2º (topônimos). Os demais se incluem na regra contida na Base XV, item 1º  (um adjetivo + um substantivo), das unidades semânticas que não contêm formas de ligação.

 g) Palavras como tão-somente e tão-pouco (= tampouco)  devem agora ser escritas sem hífen: tão somente, tão pouco. Isso, por dois motivos: primeiro, porque nas locuções de qualquer tipo (essas são adverbiais) não se emprega em geral o hífen; segundo, porque os seus elementos não são “de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal” (e basta que um não o seja).

h) Alguns compostos passaram a ter duas grafias. Por exemplo: pau-d’água  escreve-se sem hífen se for empregado na acepção de “ébrio”;  mas escreve-se com hífen se empregado na acepção de “pau-de-goma” (uma espécie botânica). Para entender a diferença entre a grafia com hífen e a sem hífen, basta lembrar que, pelas normas do acordo ortográfico, não se aplica hífen aos compostos que têm “formas de ligação” (uma preposição, por exemplo), a menos que se trate de espécie botânica ou zoológica. Ademais, as locuções substantivas não devem ser escritas com hífen, pelas normas do acordo.  

Pelo novo acordo, não se acentuam graficamente os ditongos representados por EI e OI (fechados ou abertos) da sílaba tônica das paroxítonas: assembleia, estreia, odisseia, paranoico, debiloide, apoio (verbo) etc. Mas é claro que essa regra não se aplica aos paroxítonos terminados em L, N, R ou X, (como, por exemplo, DESTRÓIER /des-trói-er/), considerando que o próprio acordo também determina que se acentuem, graficamente, as palavras paroxítonas com as terminações em L, N, R ou X: amável, plâncton, açúcar, destróier, fênix etc.   Ademais, as regras do acordo devem ser interpretadas pelo meio gramatical (até porque se trata de acordo ortográfico), mas em total harmonia com o método lógico-sistemático; e, não, como se estivessem em compartimentos estanques.  Mas tudo está nas mãos da Academia Brasileira de Letras, que está preparando o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. 

O prefixo IR não está sujeito às mesmas normas aplicáveis a HIPER, INTER e SUPER. Para estes há regra específica. Mas, dentre os prefixos que terminam em R, a regra é somente para hiper, inter e super. Assim, continuamos escrevendo: irresponsável, irretocável, irrestringível, irretorquível, irrestrito etc. – todos sem hífen. A norma é simples: se o prefixo termina em consoante e para ele não há norma específica, não se lhe aplica o hífen, a não ser antes de h. E não há regra específica para o prefixo IR, assim como não há para PRETER e SUBTER, que também terminam em R. A regra específica é apenas para HIPER, INTER, SUPER. E ponto final.

Com os prefixos DES e IN não se aplica o hífen nem mesmo antes de h. Maravilha! Podemos continuar escrevendo, sem medo de errar: inumano, inabilitado, inacabado, desumano, desabitado, desabilitado, desabastecer etc. Com esses dois prefixos, nada de hífen. 

Com o prefixo RE, temos de aplicar o hífen antes de palavras iniciadas por H ou E (mesma vogal). Somente isso: re-humanizar, re-editar, re-encontrar, re-empregar etc. Nos demais casos, não se usa o hífen. O máximo que pode ocorrer é a duplicação de S ou R para não alterar a pronúncia, como nas palavras: resseguro, ressaltar, ressecar, rerratificação, rerratificar etc. E são palavras que já se escreviam assim, antes mesmo do acordo ortográfico. Mas, com o prefixo RE, há umas duzentas palavras, mais ou menos, que antes do acordo se escreviam sem hífen, e agora se escrevem com hífen. Afinal, regra é regra. Para esse prefixo deveria haver a mesma regra aplicável ao prefixo CO: somente antes de H. Mas ainda há tempo para se negociar um aditivo ao acordo ortográfico.

O item 4º da Base X estabelece que já não se acentuem graficamente, nas paroxítonas, as vogais tônicas I e U precedidas de ditongo: baiúca, boiúno, cauila, bocaiuva, taoismo etc. Taoismo também? Claro que sim. Afinal a regra não estabeleceu que as vogais I e U estejam isoladas na divisão silábica ou fazendo sílaba com S. Diz apenas: “quando elas estejam precedidas de ditongo”. Então, se elas vêm ou não seguidas de S, não altera a regra. 

O acordo foi bem elaborado. Há apenas pequenos senões, que não chegam a comprometer a eficiência de sua estrutura. O resto... é apenas pedir a Deus que nos dê inspiração para implantá-lo com rapidez e serenidade, observando a sua inteireza normativa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PARA ENTENDER O ACORDO ORTOGRÁFICO</p>
<p>							       ERNANI GARCIA DOS SANTOS<br />
						  (advogado, economista, administrador, gramático)<br />
							           <a href="mailto:ernani@vivax.com.br">ernani@vivax.com.br</a></p>
<p>	Para entender o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, é necessário, antes de tudo, entender o que dispõe o art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Código Civil, in verbis:</p>
<p>Art. 2º  Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.<br />
§ 1º  A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.</p>
<p>	O acordo ortográfico é um tratado internacional, ou seja, é lei. Para o Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais são incorporados ao direito brasileiro como leis ordinárias, e os conflitos porventura existentes entre os tratados internacionais e as leis ordinárias internas serão resolvidos pelo critério cronológico (lei posterior revoga lei anterior) ou pelo critério da especialidade (lei especial derroga lei geral naquilo que com ela for incompatível).</p>
<p>	Assim, o Formulário Ortográfico (aprovado unanimemente pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943) foi, de forma tácita e em grande parte, revogado pelo novo acordo. </p>
<p>No tocante a emprego de hífen com prefixos – com prefixos! –, temos de aceitar que o Formulário Ortográfico foi totalmente revogado. Quando o 1º item da Base XVI relacionou os prefixos usando o “etc.” e determinou que “só se emprega o hífen nos seguintes casos” (e estabeleceu os casos), tudo o que havia em normas anteriores relativamente a emprego de hífen com prefixos ficou ab-rogado,  menos – é claro! – a parte que se coadunava perfeitamente com as regras que o acordo estabeleceu. O que for diferente não vale (vide art. 2º, § 1º, da LICC, já citado). Aqui, não é o caso de “conflito”. Aqui, é o caso de “diferença”: não precisa conflitar, porque o acordo regulou inteiramente a matéria, quando estabeleceu: “só se emprega o hífen nos seguintes casos”. </p>
<p>	O art. 2º do Decreto 6.583, de 29/09/2008, determina que o acordo “será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém”. E o item 1º da Base XVI do anexo a esse decreto estabelece que, nas formações com prefixos (sub, super, ultra, infra, intra, neo etc.) ou falsos prefixos (agro, aero, auto, geo etc.), “só se emprega o hífen nos seguintes casos”, e relaciona os casos em regras específicas. Assim, o acordo “regulou inteiramente a matéria” pertinente ao emprego do hífen. Ou seja, tacitamente todas as regras do emprego de hífen em compostos formados por prefixos, as quais se encontram no Formulário Ortográfico (1943), estão ab-rogadas, isto é, estão revogadas por completo.  Por exemplo, o formulário estabelece que se deva empregar o hífen nos vocábulos formados pelos prefixos ab, ad, ob, sob e sub, quando seguidos de elementos iniciados por R: ab-rogar, ad-renal, ob-reptício, sob-roda, sub-reitor etc. O novo acordo ab-rogou essa regra, considerando que não previu regra específica para os prefixos ab, ad, ob, sob e sub, e ainda determinou que o emprego do hífen só seja feito obedecendo às normas do acordo.  O que estiver fora não vale. Esses prefixos, a contrario sensu, como terminam em consoante e não têm regra específica (regra própria), caem na regra geral: hífen, só antes de h (sub-humano). Uma beleza! Isso significa que, pelas regras do novo acordo ortográfico, temos de escrever: abrogar, adrenal, obreptício, sobroda, subreitor, subreptício, subbase, subbibliotecário etc. É feio? Pode ser. Mas é a norma, e vai facilitar muita coisa. Aliás, já escrevíamos, antes do acordo, suboccipital, subocular, suboficial, sublingual, sublista, sublocar, sublinhar, subliteratura, e todos achavam muito bom. Por que não aceitar a grafia subreitor? Mudou apenas a grafia. A pronúncia continua a mesma: /ab-ro-gar/, /ad-re-nal/, /ob-rep-ti-cio/, /sob-ro-da/, /sub-rei-tor/, /sub-rep-tí-cio/, /sub-ba-se/, /sub-bi-bli-o-te-cá-rio/. Subbase com dois bb? Sim, por que não? Temos dupla vogal em vôos, veemente, xiita etc. Por que não podemos ter dupla consoante? Aliás, já temos consoantes dobradas: carro, farra, massa, passo; convicção, occipital etc.  Não podemos fugir a isso, de escrever subbase, subbibliotecário etc.</p>
<p>Mas devemos interpretar o acordo com serenidade e sem paixão – pois essa é a única forma de se poder implementá-lo com firmeza, coerência e em bases científicas, para, disseminando a uniformização do método entre os seus signatários, chegar seguramente à unificação ortográfica da Língua Portuguesa nos países lusófonos. É o que quer o acordo. É a sua mens legis. Então, não vamos nós, por paixão a normas anteriores, impor condicionamentos extra legem. O acordo é o que é. E foi bem elaborado. Há lacunas? Há. Mas são poucas. E podemos conviver com elas, até porque já existiam antes&#8230; E não devemos atrelar-nos, de forma definitiva, a velhas concepções. O bom intérprete deve ter o espírito sempre aberto, preparado para ceder diante de novas evidências, como nos ensinou Paulo Nader. </p>
<p>	O item 1º da Base XV do anexo ao decreto supramencionado determina que se empregue o hífen “nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituam”&#8230;  Como se vê, o acordo, tacitamente, impede o emprego do hífen em palavras compostas cujos elementos não sejam de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, ou tenham elementos de ligação. Dessa forma, podemos fazer as seguintes colocações:</p>
<p>a) O arcaico artigo definido EL já não se une por hífen ao substantivo rei: el rei. Isso,  porque a regra básica fala do uso de hífen apenas nos vocábulos com elementos de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal. Não falou de artigo. E, como artigo, EL não pode justapor-se, sem hífen, a rei. Fica separado, sem hífen.  O mesmo raciocínio se deve aplicar às interjeições “zás trás” e “vapt vupt”, que agora devem ser escritas sem hífen. Seus elementos têm vida própria em nosso idioma, mas não são de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal. </p>
<p>b) Mas o artigo definido EL une-se, sem hífen, a “dorado” em eldorado (do Espanhol el dorado, “o dourado”, região fantástica que exploradores do século XVI afirmavam existir entre o Rio Amazonas e o Rio Orenoco) porque, neste caso, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição” (Base, XV, item 1º, obs.).</p>
<p>c) O vocábulo blábláblá deve ser escrito sem hífen, porque o elemento “blá” não tem vida própria em nosso idioma. E o emprego do hífen é apenas para os elementos que “constituem uma unidade sintagmática ou semântica”.</p>
<p>d) O vocábulo zunzunzum deve continuar sendo grafado sem hífen, isto é, aglutinadamente, porque o elemento zum (com o significado com que foi empregado nesse vocábulo) não tem vida própria no nosso idioma. Ademais, em relação a zunzunzum, já “se perdeu, em certa medida, a noção de composição”.  </p>
<p>e) Antes do acordo ortográfico, era comum haver dúvida quanto ao uso do hífen em certos compostos, como chefe de família, saco de pancada, comum de dois etc. Agora, com a  implantação do acordo, já não há dúvida: se, na composição, há formas de ligação (como preposição ou outro elemento), não se usa o hífen – a menos que se trate de espécies botânicas ou zoológicas.  Assim, a partir de janeiro próximo, sem medo de errar, podemos escrever sem hífen: pai de todos, pai dos burros, zé dos anzóis, chefe de seção, gol de placa, pai de santo, câmara de ar, pão de ló, pé de moleque, traço de união, ponto de venda, primeiro de abril, filho da mãe, arca de noé, dia a dia, arco e flecha (modalidade esportiva), nós nas tripas, lusco e fusco, deus me livre, deus nos acuda, faz de conta etc.  Isso,  porque todos eles têm formas de ligação na sua composição, e não designam espécies botânicas ou zoológicas.</p>
<p>f) Com os adjetivos (usados como prefixos) GRÃ e GRÃO, tudo continua da mesma forma existente antes do acordo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, mas também grã-cruz, grã-fino, grão-duque, grão-vizir, grão-mestre etc. Os dois primeiros exemplos incluem-se na regra contida na Base XV, item 2º (topônimos). Os demais se incluem na regra contida na Base XV, item 1º  (um adjetivo + um substantivo), das unidades semânticas que não contêm formas de ligação.</p>
<p> g) Palavras como tão-somente e tão-pouco (= tampouco)  devem agora ser escritas sem hífen: tão somente, tão pouco. Isso, por dois motivos: primeiro, porque nas locuções de qualquer tipo (essas são adverbiais) não se emprega em geral o hífen; segundo, porque os seus elementos não são “de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal” (e basta que um não o seja).</p>
<p>h) Alguns compostos passaram a ter duas grafias. Por exemplo: pau-d’água  escreve-se sem hífen se for empregado na acepção de “ébrio”;  mas escreve-se com hífen se empregado na acepção de “pau-de-goma” (uma espécie botânica). Para entender a diferença entre a grafia com hífen e a sem hífen, basta lembrar que, pelas normas do acordo ortográfico, não se aplica hífen aos compostos que têm “formas de ligação” (uma preposição, por exemplo), a menos que se trate de espécie botânica ou zoológica. Ademais, as locuções substantivas não devem ser escritas com hífen, pelas normas do acordo.  </p>
<p>Pelo novo acordo, não se acentuam graficamente os ditongos representados por EI e OI (fechados ou abertos) da sílaba tônica das paroxítonas: assembleia, estreia, odisseia, paranoico, debiloide, apoio (verbo) etc. Mas é claro que essa regra não se aplica aos paroxítonos terminados em L, N, R ou X, (como, por exemplo, DESTRÓIER /des-trói-er/), considerando que o próprio acordo também determina que se acentuem, graficamente, as palavras paroxítonas com as terminações em L, N, R ou X: amável, plâncton, açúcar, destróier, fênix etc.   Ademais, as regras do acordo devem ser interpretadas pelo meio gramatical (até porque se trata de acordo ortográfico), mas em total harmonia com o método lógico-sistemático; e, não, como se estivessem em compartimentos estanques.  Mas tudo está nas mãos da Academia Brasileira de Letras, que está preparando o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. </p>
<p>O prefixo IR não está sujeito às mesmas normas aplicáveis a HIPER, INTER e SUPER. Para estes há regra específica. Mas, dentre os prefixos que terminam em R, a regra é somente para hiper, inter e super. Assim, continuamos escrevendo: irresponsável, irretocável, irrestringível, irretorquível, irrestrito etc. – todos sem hífen. A norma é simples: se o prefixo termina em consoante e para ele não há norma específica, não se lhe aplica o hífen, a não ser antes de h. E não há regra específica para o prefixo IR, assim como não há para PRETER e SUBTER, que também terminam em R. A regra específica é apenas para HIPER, INTER, SUPER. E ponto final.</p>
<p>Com os prefixos DES e IN não se aplica o hífen nem mesmo antes de h. Maravilha! Podemos continuar escrevendo, sem medo de errar: inumano, inabilitado, inacabado, desumano, desabitado, desabilitado, desabastecer etc. Com esses dois prefixos, nada de hífen. </p>
<p>Com o prefixo RE, temos de aplicar o hífen antes de palavras iniciadas por H ou E (mesma vogal). Somente isso: re-humanizar, re-editar, re-encontrar, re-empregar etc. Nos demais casos, não se usa o hífen. O máximo que pode ocorrer é a duplicação de S ou R para não alterar a pronúncia, como nas palavras: resseguro, ressaltar, ressecar, rerratificação, rerratificar etc. E são palavras que já se escreviam assim, antes mesmo do acordo ortográfico. Mas, com o prefixo RE, há umas duzentas palavras, mais ou menos, que antes do acordo se escreviam sem hífen, e agora se escrevem com hífen. Afinal, regra é regra. Para esse prefixo deveria haver a mesma regra aplicável ao prefixo CO: somente antes de H. Mas ainda há tempo para se negociar um aditivo ao acordo ortográfico.</p>
<p>O item 4º da Base X estabelece que já não se acentuem graficamente, nas paroxítonas, as vogais tônicas I e U precedidas de ditongo: baiúca, boiúno, cauila, bocaiuva, taoismo etc. Taoismo também? Claro que sim. Afinal a regra não estabeleceu que as vogais I e U estejam isoladas na divisão silábica ou fazendo sílaba com S. Diz apenas: “quando elas estejam precedidas de ditongo”. Então, se elas vêm ou não seguidas de S, não altera a regra. </p>
<p>O acordo foi bem elaborado. Há apenas pequenos senões, que não chegam a comprometer a eficiência de sua estrutura. O resto&#8230; é apenas pedir a Deus que nos dê inspiração para implantá-lo com rapidez e serenidade, observando a sua inteireza normativa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Vasco Campilho na TubarãoEsquilo por Vasco Campilho</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/11/blogosfera/vasco-campilho-na-tubaraoesquilo/#comment-71698</link>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 15:38:19 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado! É um prazer estar aqui :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado! É um prazer estar aqui :)</p>
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	<item>
		<title>Comentário em Site de resolução de problemas matemáticos por Elaine</title>
		<link>http://memoriavirtual.net/2008/10/cultura-artes-e-letras/site-de-resolucao-de-problemas-matematicos/#comment-71697</link>
		<dc:creator>Elaine</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 11:50:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://memoriavirtual.net/?p=6535#comment-71697</guid>
		<description>Um homem chega numa igreja que tem 3 santos, ele se dirige até o
primeiro santo e fala:

- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem lhe dá os 20 reais para
e parte para o segundo santo, e fala:

- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem lhe dá os 20 reais e
parte para o terceiro santo. Ao chegar, ele fala:

- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem dá os 20 reais para o
santo e fica sem nada no bolso.

Pergunta:

Como pode ele dobrar 3 vezes o que tinha no bolso e acabar
duro? Com quanto dinheiro o homem chegou na igreja?

A resposta deve ser digitada com 4 dígitos e com a vírgula,
mas sem o R$.

Exemplo: 00,00</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem chega numa igreja que tem 3 santos, ele se dirige até o<br />
primeiro santo e fala:</p>
<p>- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.<br />
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem lhe dá os 20 reais para<br />
e parte para o segundo santo, e fala:</p>
<p>- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.<br />
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem lhe dá os 20 reais e<br />
parte para o terceiro santo. Ao chegar, ele fala:</p>
<p>- Se você dobrar o que eu tenho no bolso, lhe dou 20 reais.<br />
O santo dobra o que ele tem no bolso e o homem dá os 20 reais para o<br />
santo e fica sem nada no bolso.</p>
<p>Pergunta:</p>
<p>Como pode ele dobrar 3 vezes o que tinha no bolso e acabar<br />
duro? Com quanto dinheiro o homem chegou na igreja?</p>
<p>A resposta deve ser digitada com 4 dígitos e com a vírgula,<br />
mas sem o R$.</p>
<p>Exemplo: 00,00</p>
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	</item>
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