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I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra

 Época  Campeão           2º           3º           4º        
2012-13 FC Porto     Benfica      P. Ferreira  Sp. Braga
2011-12 FC Porto     Benfica      Sp. Braga    Sporting
2010-11 FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
2009-10 Benfica      Sp. Braga    FC Porto     Sporting
2008-09 FC Porto     Sporting     Benfica      Nacional
2007-08 FC Porto     Sporting     V. Guimarães Benfica
2006-07 FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2005-06 FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2004-05 Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
2003-04 FC Porto     Benfica      Sporting     Nacional
2002-03 FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
2001-02 Sporting     Boavista     FC Porto     Benfica
2000-01 Boavista     FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1999-00 Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1998-99 FC Porto     Boavista     Benfica      Sporting
1997-98 FC Porto     Benfica      V. Guimarães Sporting
1996-97 FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
1995-96 FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1994-95 FC Porto     Sporting     Benfica      V. Guimarães
1993-94 Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1992-93 FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1991-92 FC Porto     Benfica      Boavista     Sporting
1990-91 Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1989-90 FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1988-89 Benfica      FC Porto     Boavista     Sporting
1987-88 FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1986-87 Benfica      FC Porto     V. Guimarães Sporting
1985-86 FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1984-85 FC Porto     Sporting     Benfica      Boavista
1983-84 Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1982-83 Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1981-82 Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1980-81 Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1979-80 Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1978-79 FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1977-78 FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1976-77 Benfica      Sporting     FC Porto     Boavista
1975-76 Benfica      Boavista     Belenenses   FC Porto
1974-75 Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1973-74 Sporting     Benfica      V. Setúbal   FC Porto
1972-73 Benfica      Belenenses   V. Setúbal   FC Porto
1971-72 Benfica      V. Setúbal   Sporting     CUF
1970-71 Benfica      Sporting     FC Porto     V. Setúbal
1969-70 Sporting     Benfica      V. Setúbal   Barreirense
1968-69 Benfica      FC Porto     V. Guimarães V. Setúbal
1967-68 Benfica      Sporting     FC Porto     Académica
1966-67 Benfica      Académica    FC Porto     Sporting
1965-66 Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1964-65 Benfica      FC Porto     CUF          Académica
1963-64 Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1962-63 Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1961-62 Sporting     FC Porto     Benfica      CUF
1960-61 Benfica      Sporting     FC Porto     V. Guimarães
1959-60 Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1958-59 FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1957-58 Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1956-57 Benfica      FC Porto     Belenenses   Sporting
1955-56 FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1954-55 Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1953-54 Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1952-53 Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1951-52 Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses
1950-51 Sporting     FC Porto     Benfica      Atlético
1949-50 Benfica      Sporting     Atlético     Belenenses
1948-49 Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1947-48 Sporting     Benfica      Belenenses   Estoril
1946-47 Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses
1945-46 Belenenses   Benfica      Sporting     Olhanense
1944-45 Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1943-44 Sporting     Benfica      Atlético     FC Porto
1942-43 Benfica      Sporting     Belenenses   Unidos Lisboa
1941-42 Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1940-41 Sporting     FC Porto     Belenenses   Benfica
1939-40 FC Porto     Sporting     Belenenses   Benfica
1938-39 FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses
1937-38 Benfica      FC Porto     Sporting     Carcavelinhos
1936-37 Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1935-36 Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1934-35 FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses

Resumo:

- Benfica – 32 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
- FC Porto – 27 vezes Campeão / 24 vezes 2º / 11 vezes 3º / 11 vezes 4º classificado
- Sporting – 18 vezes Campeão / 19 vezes 2º / 25 vezes 3º / 12 vezes 4º classificado
- Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
- Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
- V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
- Sp. Braga – 1 vez 2º / 1 vez 3º / 10 vezes 4º classificado
- Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
- V. Guimarães – 4 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
- Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
- CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
- P. Ferreira – 1 vez 3º classificado
- Nacional – 2 vezes 4º classificado
- Barreirense – 1 vez 4º classificado
- Estoril – 1 vez 4º classificado
- Olhanense – 1 vez 4º classificado
- Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
- Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado

19 Maio, 2013 at 10:40 pm Deixe o seu comentário

I Liga 2012-13 – Classificação Final

                      J     V     E     D    GM   GS     P
 1º FC Porto         30    24     6     -    70 - 14    78
 2º Benfica          30    24     5     1    77 - 20    77
 3º Paços Ferreira   30    14    12     4    42 - 29    54
 4º Sp. Braga        30    16     4    10    60 - 44    52
 5º Estoril          30    13     6    11    47 - 37    45
 6º Rio Ave          30    12     6    12    35 - 42    42
 7º Sporting         30    11     9    10    36 - 36    42
 8º Nacional         30    11     7    12    45 - 51    40
 9º V. Guimarães     30    11     7    12    36 - 47    40
10º Marítimo         30     9    11    10    34 - 45    38
11º Académica        30     6    10    14    33 - 45    28
12º V. Setúbal       30     7     5    18    30 - 55    26
13º Gil Vicente      30     6     7    17    31 - 54    25
14º Olhanense        30     5    10    15    26 - 42    25
15º Moreirense       30     5     9    16    30 - 51    24
16º Beira-Mar        30     5     8    17    35 - 55    23

Apurados para a fase de Grupos da Liga dos Campeões – FC Porto e Benfica
Apurado para o “Play-off” de apuramento para a Liga dos Campeões – Paços Ferreira
Apurados para a Liga Europa – V. Guimarães, Sp. Braga e Estoril

Despromovidos – Moreirense e Beira-Mar
Promovidos à I Liga – Belenenses e Arouca

19 Maio, 2013 at 10:36 pm Deixe o seu comentário

«Dor»

Eu prometo que vou ficar bom. Não se preocupem com os meus suspiros, com os meus silêncios, com a minha falta de sentido de humor. Perdoem-me se demorar mais do que o costume a responder, a falar. Não achem estranho que o meu olhar agora se perca tantas vezes. Por favor, não me digam que isto é só futebol, porque Shankly já explicou que o futebol não é uma questão de vida ou morte, é muito mais do que isso. Sempre me fascinou a tristeza poética que terá trespassado o coração dos adeptos do Bayern quando o Manchester United virou aquela final da Champions. Sempre imaginei que tivesse faltado uma batida ao coração de todo o Brasil quando o Uruguai lhes tirou um campeonato do mundo em casa. Agora essa tristeza é toda minha e dos meus. Como em todos os desgostos amorosos, o segredo é o tempo. Passará esta dor toda, e, com o tempo, recuperarei o sentido de humor e o prazer de ler no metro. Mas, até lá, dêem-me um bocadinho de tempo e um bocadinho de espaço. Preciso de tempo. Cá dentro só há estilhaços, como se tivesse explodido uma granada. Se o Benfica fosse uma mulher, ia para os copos com os amigos. Mas é o meu clube, e tenho de lá estar na Luz no domingo, mesmo todo moído por dentro.

Dói-me tudo.

(Lá em casa mando eu)

16 Maio, 2013 at 11:10 pm Deixe o seu comentário

Liga Europa – Final – Benfica – Chelsea

Amsterdam Arena, Amesterdão – Holanda

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay (78m – Jardel), Melgarejo (66m – Ola John), Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Nico Gaitán,  Rodrigo (66m – Lima) e Óscar Cardozo

Chelsea – Petr Čech, César Azpilicueta, Branislav Ivanović, Gary Cahill, Ashley Cole, Ramires, David Luiz, Frank Lampard, Oscar, Juan Mata e Fernando Torres

0-1 – Fernando Torres – 60m
1-1 – Óscar Cardozo (pen.) – 68m
1-2 – Branislav Ivanović – 90m

Cartões amarelos – Oscar (14m); Ezequiel Garay (45m) e Luisão (61m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Contrariando o favoritismo atribuído ao ainda Campeão Europeu em título, Chelsea, o Benfica entrou melhor nesta Final, com uma dinâmica ofensiva apreciável: logo aos dez minutos, só a excessiva cerimónia de Melgarejo – que, frente a Petr Čech, hesitou no remate, acabando  por soltar para Cardozo, o qual não conseguiria também alvejar a baliza – evitou a possibilidade de concretização de uma boa oportunidade de golo; no minuto imediato, nova jogada de ataque benfiquista, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, mas com Gaitán a rematar por alto; aos 15 minutos, um lance muito confuso na área do Chelsea, com vários ressaltos de bola… que não quis levar a direcção certa…

A partir do quarto de hora, o Chelsea começaria a equilibrar, passando o controlo do jogo a ser repartido, sem que uma das equipas se superiorizasse à outra em termos de domínio. Só próximo da meia hora o Benfica voltaria a acercar-se da baliza do Chelsea, mas sem perigo. Aos 33 minutos, em mais uma boa iniciativa do ataque do Benfica, Gaitán ensaiaria um remate em habilidade, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Até que, aos 38 minutos, de forma inesperada, num contra-ataque rápido, com um remate traiçoeiro de Lampard, o Chelsea obrigou Artur a defesa apertada, no lance mais perigoso da partida até então. Aos 42 minutos, num bom cruzamento para a área, Cardozo surgiu a tentar rematar de cabeça, mas a deixar-se antecipar pela defesa contrária.

Num balanço sintético da primeira metade do encontro, o Chelsea não denotou nunca capacidade de “pegar no jogo”, cuja iniciativa concedeu, praticamente na íntegra, à equipa portuguesa; curiosamente, por seu lado, o Benfica parecia não acreditar na facilidade como se conseguiu superiorizar ao adversário, sempre muito receoso de rematar à baliza, e com uma flagrante falta de objectividade. Excelente nota artística, mas com o pejo da falta de tradução dessa qualidade de jogo em algo de tangível.

No segundo tempo, o Benfica surgiu, de entrada, com o mesmo espírito e atitude, assumindo o controlo do jogo e a iniciativa do ataque. Logo ao quinto minuto, um lance perigoso, com Rodrigo com oportunidade de criar perigo junto à baliza adversária, mas a deixar-se antecipar pela defesa adversária. De imediato, na sequência do canto, a bola seria mesmo introduzida na baliza do Chelsea por Cardozo, mas o lance estava já interrompido, por posição de fora-de-jogo.

Porém, a partir dos dez minutos, subitamente, o Chelsea – que até aí parecia ter estado “ausente” da Final – começou finalmente a jogar, imprimindo velocidade, aumentando significativamente o ritmo e desequilibrando a estrutura defensiva do Benfica, que até aí com tanta tranquilidade controlara o jogo.

E bastaram cinco minutos de alguma desorientação benfiquista, enquanto tentava acertar novamente as marcações, para o Chelsea, num lance de futebol directo (lançamento em profundidade do guarda-redes), com Fernando Torres a surgir isolado frente a Artur e, com muita frieza, a conseguir tirá-lo do lance, inaugurar o marcador.

Jorge Jesus compreendeu que era necessário mexer na equipa, procurando a reacção ao tento adversário, e trocou Rodrigo por Lima, fazendo entrar também Ola John para o lugar de Melgarejo. E o Benfica seria então feliz, arrancando, apenas dois minutos volvidos, uma grande penalidade, por mão na bola, oportunidade que Cardozo, seguro, não desperdiçaria, empatando esta empolgante Final.

Aos 81 minutos, Óscar Cardozo rematou de meia distância, obrigando Petr Čech a difícil estirada, para socar a bola por cima da trave, para canto, do qual não resultaria maior perigo. Perdia-se uma boa oportunidade para ganhar a Final.

O Benfica voltaria a ter felicidade quando, aos 88 minutos, Lampard, com um potente remate, acertou com estrondo na trave da baliza de Artur.

Só que, tal como há quatro dias no Estádio do Dragão, acabaria por ser extremamente infeliz, aos 92 minutos, na sequência de um canto, com Ivanović a antecipar-se de cabeça a toda a defesa benfiquista, e a bater inapelavelmente o guardião brasileiro. Incrivelmente, haveria ainda tempo para nova infelicidade do Benfica, ao minuto 93, quando Cardozo, na pequena área do Chelsea, bastante apertado, não conseguiu desviar a bola para o golo… que teria permitido restabelecer de novo a igualdade.

O Benfica perdia, de forma injusta, esta sua nona Final europeia, de que sai de cabeça bem erguida, numa partida em que foi sempre, praticamente, a única equipa a procurar a vitória.

15 Maio, 2013 at 8:43 pm Deixe o seu comentário

Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)

                                  2ª mão    1ª mão     Total
Benfica - Fenerbahçe                3-1       0-1       3-2
Chelsea - Basel                     3-1       2-1       5-2

Apesar de o Basel ter começado por inaugurar o marcador em Londres, o Chelsea acabaria, com naturalidade, por vencer o jogo, confirmando o triunfo da 1.ª mão, e o apuramento dos Campeões Europeus em título para a Final de uma prova europeia, em que marcam presença pelo segundo ano consecutivo.

Por seu lado, o Benfica conseguiu operar a reviravolta na eliminatória, garantindo também o apuramento para a Final da Liga Europa, a disputar em Amesterdão já no próximo dia 15 de Maio, no que constituirá a nona presença benfiquista em finais das competições europeias, 23 anos depois da sua última participação.

2 Maio, 2013 at 9:01 pm Deixe o seu comentário

Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Benfica – Fenerbahçe

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, André Almeida, Nemanja Matić, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Nico Gaitán (90m – Roderick),  Lima e Óscar Cardozo (87m – Urretavizcaya)

Fenerbahçe – Volkan Demirel, Gökhan Gönül (61m – Bekir İrtegün), Joseph Yobo (75m – Miroslav Stoch), Egemen Korkmaz, Reto Ziegler, Selçuk Şahin (45m  - Mehmet Topuz), Caner Erkin, Cristian Baroni, Dirk Kuyt, Salih Uçan e Moussa Sow

1-0 – Nico Gaitán – 9m
1-1 – Dirk Kuyt (pen.) – 23m
2-1 – Óscar Cardozo – 35m
3-1 – Óscar Cardozo – 66m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (29m) e Enzo Peréz (33m); Cristian Baroni (31m) e Caner Erkin (85m)

Árbitro – Stéphane Lannoy (França)

Com grande tranquilidade e, de alguma forma, surpreendente naturalidade, o Benfica garantiu hoje o apuramento para a nona Final das competições europeias do seu historial, 23 anos depois da última presença, regressando assim a Amesterdão, precisamente no dia em que se completam 51 anos sobre a conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus, obtida nesta cidade holandesa ante o Real Madrid.

Esta foi uma noite (quase) perfeita, com os três (diria mesmo os quatro…) golos a surgirem nos momentos ideais: a abertura do marcador logo aos 9 minutos; o tento do empate do Fenerbahçe, disponibilizando ainda cerca de 70 minutos para a recuperação benfiquista (o que não deixa de ser de crucial importância para a evolução do jogo e da eliminatória, quando necessitava, adicionalmente, de marcar dois golos); o segundo golo do Benfica menos de um quarto de hora decorrido; e, depois de uma intensa primeira parte, quando as coisas pareciam começar a arrefecer e se podia temer algum eventual esmorecimento, o terceiro golo benfiquista, ainda antes da metade do segundo tempo, a colocar a equipa portuguesa, pela primeira vez, em vantagem na eliminatória.

Tudo isto como corolário lógico da clara superioridade evidenciada pelo Benfica ao longo de todo o encontro, não apenas controlando, mas também dominando sempre o jogo, em todas as suas vertentes, apenas tendo sido surpreendido por um lance fortuito, que originou uma grande penalidade.

Uma exibição segura, de uma equipa confiante nas suas capacidades, que sabe que, em condições normais, marca golos – numa noite em que ultrapassou os 600 golos nas provas europeias -, que, entrando em campo com um forte ritmo, não revelou nunca ansiedade, nem se perturbou, mesmo com o golo sofrido. Que, depois do 2-1, confiou que o terceiro golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo, como viria a acontecer, mesmo que tivesse havido uma natural baixa de intensidade.

E, depois de se ter colocado em posição de vantagem na eliminatória, conseguindo um bom equilíbrio entre a procura do golo – que, compreensivelmente, viria a refrear à medida que o tempo ia avançando – e a necessidade de manter a segurança defensiva, sem que a equipa turca, objectivamente, tenha beneficiado de qualquer ocasião de perigo, junto da baliza benfiquista.

O Fenerbahçe apenas se poderá queixar de algum infortúnio a nível de lesões e sanções disciplinares, que haviam já retirado desta 2.ª mão três elementos (Raul Meireles, Mehmet Topal e Pierre Webó); tendo hoje, adicionalmente, perdido, também por lesão, Selçuk Şahin e Gökhan Gönül.

Consequência ou não destas faltas de alguns elementos-chave no seu conjunto, a verdade é que a equipa turca se apresentou esta noite a larga distância da formação ofensiva que se exibira na partida disputada em casa, sempre algo tolhida de movimentos, parecendo nunca ter efectivamente acreditado na possibilidade de apuramento.

E isso terá também de ser creditado à forma assertiva como o Benfica “pegou no jogo”, afirmando categoricamente a sua superioridade, sublimada pelo excelente golo de Gaitán, em mais uma “obra de arte”, com Cardozo, que desde início revelara grandes “ganas”, a marcar dois golos decisivos, que permitem o regresso do Benfica aos maiores palcos do futebol europeu, para defrontar o Campeão Europeu em título, Chelsea, numa possibilidade de “desforra” relativamente à eliminatória da temporada anterior.

2 Maio, 2013 at 9:00 pm Deixe o seu comentário

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