Archive for Junho, 2008
Universidade de Coimbra reúne produção científica na Internet
“Estudo Geral” – recuperando a designação original da Universidade de Coimbra – é o nome da página na Internet criada pela Universidade de Coimbra, que acolherá a bibliografia (teses, livros, artigos) que os autores daquela instituição pretendam publicar, permitindo a formação de um repositório digital da produção científica da Universidade.
(via De Rerum Natura)
A “Memória” em blogue
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A Memória Inventada – Vasco M. Barreto – 28.03.2003 / 04.03.2008
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Memória e Ambiente – César xrmr – Brasil – 26.02.2004 / 26.06.2008
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Memórias – Raimundo Narciso – 17.06.2004 / 12.01.2008
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Memórias de Adriano – Paulo Pisco – 03.11.2004 / 26.06.2008
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Memórias Ourinhenses – José Carlos Neves Lopes – Brasil – 28.01.2006 / 29.06.2008
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Memórias Virtuais – João Marinheiro – 03.02.2006 / 17.06.2008
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Memórias – Boaventura Eira-Velha – 24.06.2006 / 29.06.2008
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Não Apaguem a Memória! – Joana Lopes – 01.07.2006 / 16.12.2006 / 15.06.2008
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Passado/Presente- a construção da memória no mundo contemporâneo - Rui Bebiano, Miguel Cardina e Tiago Barbosa Ribeiro – 01.10.2006 / 19.12.2007
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Largo da Memória – Luís Milheiro – 03.01.2007 / 28.06.2008
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Memória Gloriosa – 04.02.2007 / 24.06.2008
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Entre as Brumas da Memória – Joana Lopes – 11.04.2007 / 29.06.2008
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IBMemórias – Joana Lopes e F. Penim Redondo – 16.05.2007 / 28.06.2008
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Des(Memória) – Lizandra – Brasil – 22.09.2007 / 29.06.2008
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Memória Visual – Jota Coelho – Guerra colonial e descolonização – 18.12.2007 / 19.06.2008
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A Tradução da Memória – Alice Macedo Campos – 03.03.2008 / 27.06.2008
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Memória Futura – 07.05.2008/ 27.06.2008
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Palavras em Coletânea para os Dias de Memória Falha – Brasil – 24.05.2008 / 23.06.2008
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Memórias Perdidas no Tempo… Cartas sem Destino – Isabella e Pilar – 11.06.2008 / 28.06.2008
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Caminhos da Memória – Diana Andringa, Irene Pimentel, Joana Lopes, Maria Manuela Cruzeiro, Miguel Cardina, Raimundo Narciso e Rui Bebiano – 15.06.2008 / 29.06.2008
EURO 2008 – Final – Alemanha – Espanha

0-1
A Espanha sagra-se Campeã da Europa, o segundo título do seu historial, 44 anos após o primeiro triunfo!
Depois de uma entrada em campo algo receosa, concedendo algumas liberdades iniciais à equipa alemã – com jogadas a provocar algum frisson logo aos 4 e 5 minutos, ambas na extrema esquerda -, a selecção espanhola, assentando, dominando a zona central do terreno, tomaria conta do jogo a partir do primeiro quarto de hora.
Já depois de Metzelder quase provocar uma situação de auto-golo – na primeira avançada da Espanha -, Fernando Torres daria um “sinal de aviso” aos 22 minutos, rematando de cabeça, ao poste da baliza de Lehmann; o mesmo Torres marcaria o golo decisivo desta Final, iam decorridos 33 minutos: uma excelente desmarcação, em força e em velocidade, arrancando de trás e ultrapassando o último defesa alemão (Lahm), para, à saída do guarda-redes, fazer com que a bola lhe passasse por cima.
E, menos de dois minutos volvidos, a Espanha desperdiçaria mesmo uma ocasião soberana para ampliar o marcador, com Iniesta completamente liberto no lado direito da área, a não conseguir dominar a bola, tocando mal, bastante por cima da baliza.
No reinício da partida, a toada de jogo surgiria mais equilibrada. Até que, à passagem da hora de jogo, a Espanha, parecendo atravessar um período de alguma desconcentração, permitiria aos alemães três jogadas sucessivas de perigo, a que os espanhóis responderiam “à letra” quase de imediato, também com outras três oportunidades de golo, entre os 64 e 67 minutos.
A partir daí, o ritmo de jogo decairia notoriamente, quer por via das substituições, quer pelo facto de a Espanha ter imposto uma toada de maior contenção a meio-campo, não obstante não descurar nunca a possibilidade de rápidos contra-ataques, com uma flagrante oportunidade de golo não aproveitada por Marcos Senna aos 81 minutos.
Uma final muito competitiva, sem recurso a grandes primores de execução técnica, com as duas equipas a adoptarem uma postura bastante realista, reconhecendo o valor do adversário, mas em que a Espanha surge como justa vencedora, quer no jogo de hoje, quer justificando também o título de Campeã Europeia, tendo mostrado, durante toda a competição, formar a melhor equipa – tal como aqui apostara, no primeiro dia deste EURO -, jogando em colectivo, com um bloco (meio-campo e defesa) praticamente inexpugnável e com óptimas soluções ofensivas, tendo deixado pelo caminho os Campeões da Europa e do Mundo em título (Grécia e Itália), assim como Suécia, Rússia e a Alemanha.
Saiba tudo sobre o EURO 2008, aqui!
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm (45m – Marcell Jansen), Bastian Schweinsteiger, Torsten Frings, Thomas Hitzlsperger (58m – Kevin Kuranyi), Michael Ballack, Lukas Podolski e Miroslav Klose (79m – Mario Gómez)
Iker Casillas, Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol, Joan Capdevila, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, Marcos Senna, Cesc Fábregas (63m – Xabi Alonso), David Silva (66m – Santi Cazorla) e Fernando Torres (78m – Daniel Güiza)
0-1 – Fernando Torres – 33m
“Melhor em campo” – Fernando Torres
Amarelos – Iker Casillas (43m), Fernando Torres (74m); Michael Ballack (43m), Kevin Kuranyi (88m)
Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)
Estádio Ernst Happel – Viena (19h45)
5 anos
http://www.notcelebrity.co.uk/flashcontent/flashHeader.swf?thename=MEM%C3%93RIA+VIRTUAL
I got my name in lights with notcelebrity.co.uk
5 anos de Memória Virtual…
| MEMÓRIA |
* Arenga de 1260 (Viseu, Arquivo do Museu de Grão Vasco, PERG / 08)
|
Memória (X)
A Memória da Internet



As funcionalidades da informática permitem-nos “agarrar” o passado, “conservá-lo” e, mais que isso, sobretudo, fazê-lo “reviver” sempre que quisermos; trata-se de uma memória virtual, mas uma memória virtual viva.
Já em 2003, Pacheco Pereira lançava o alerta, em artigo no Público (de dia 17 de Julho) sobre o “Arquivo da Internet”: «Uma parte muito significativa do retrato do Portugal contemporâneo perde-se todos os dias sem apelo nem agravo: a Internet em português».
E, mais adiante, especificamente a propósito da blogosfera, então numa fase de crescimento fervilhante, «Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um “depósito obrigatório” imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos “sui generis”».
Para concluir com um grito lancinante: «Quem guarda os CD-ROM, quem guarda os discos alternativos, quem guarda os fanzines, quem guarda os panfletos políticos e a parafernália dos objectos de campanha, quem guarda os arquivos digitais, quem guarda a Internet portuguesa? Ninguém, diz o romeiro.»
E, no entanto, elas existem, as memórias da Internet… em arquivo!
Por exemplo, a Rede da Memória Virtual Brasileira, um projecto com a ambição de automatizar e disponibilizar no ciberespaço os acervos de todas as instituições brasileiras que disponham de um património visual ou textual, constituindo-se numa verdadeira memória digital, de acesso alargado.
Ou o arquivo da “Wayback Machine”, igualmente com um mirror na “nova Biblioteca de Alexandria”. Ou, ainda, noutra vertente, mais de 200 anos de história, tal qual ela foi escrita no momento em que ocorreu, com a disponibilização online dos arquivos – desde a sua fundação em 1785 – do jornal britânico The Times.
Também João Canavilhas se dedicou a estudar “A Internet como Memória“, que classifica mesmo como possível «memória colectiva da Humanidade», apontando o exemplo de uma vertente específica, o projecto MyLifeBits.
Aludindo que a Internet «veio facilitar o acesso à informação ao rebater em simultâneo as barreiras do espaço e do tempo», são suscitadas neste estudo questões relacionadas com a (limitada) longevidade dos suportes, restrições de acesso, as limitações das ferramentas de pesquisa, ou a questão da usabilidade das bases de dados.
O autor, constatando que «a internet surge, naturalmente, como uma extensão da memória», sublinha que «Um dos grandes desafios do futuro é compreender a internet e a forma como se pode tirar partido das suas características de uma forma eficiente», concluindo que o «desafio que se coloca à internet é aperfeiçoar as suas capacidades como memória».










