Acordo ortográfico
Qual “Velho do Restelo”, aqui deixo expresso que não adoptarei de forma voluntária este novo acordo ortográfico. Se, compulsivamente, for obrigado a adoptá-lo, fá-lo-ei sob protesto!
«Consoantes mudas
Quando um dos termos de uma sequência consonântica é proferido na pronúncia culta da língua, como em “pacto” ou ficção”, fica tudo como está. Se é invariavelmente mudo, como acontece nas palavras “acto”, “colecção” ou “director”, o “c” cai sempre. Pela mesma lógica, cai o “p” em “Egipto” ou “peremptório”, sendo que neste último caso o “m” dá lugar a um “n”: perentório.
Acentos
A conjugação na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de verbos como ter, vir e ver - têm, vêm e vêem - perde o acento circunflexo. Passa a escrever-se, por exemplo, “reveem”. Já em “dêmos” (presente do conjuntivo), continua a aceitar-se o acento, a título facultativo, para evitar a homografia com “demos” (pretérito perfeito do indicativo). A excepção é a forma verbal “pôde”, que preserva o acento.
Também são banidos os acentos agudos e circunflexos que ainda se mantinham em algumas palavras graves, como em “pára” ou “pêlo”, que passam a não se distinguir graficamente de para e pelo.
Hífen
Os redactores do novo Acordo Ortográfico investiram um especial esforço na regularização do uso do hífen, sobretudo nas palavras formadas por prefixação.
Algumas regras:
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com “r” ou “s”, cai o hífen e dobra-se a consoante: “contrarrelógio”.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por uma vogal diferente, não se usa o hífen: “antiaéreo”. Quando o prefixo termina com a vogal que inicia o elemento seguinte, usa-se o hífen: “contra-almirante”. A excepção a esta regra é o prefixo “co-”, que se aglutina com o elemento seguinte mesmo que este se inicie com um “o”: “coocupante”. Um dos exemplos que o texto do Acordo avança é “coordenar”, que se torna graficamente indistinguível de “coordenar” no sentido de dirigir ou supervisionar.
Os hífenes caem também em algumas locuções nas quais ainda iam sendo usados, como “fim-de-semana”. Mas abrem-se excepções para outras, nas quais esse uso foi considerado mais generalizado, como “pé-de-meia” ou “cor-de-rosa”.
Uma alteração que será provavelmente mais difícil de interiorizar é a supressão do hífen em todos casos em que uma forma monossilábica do verbo haver se une à prepoisção “de”. Passará a escrever-se, por exemplo, “hei de” e “hão de”.»
(excerto de artigo do jornal Público)
P. S. Outros exemplos de aberrações (via Macacos Sem Galho): ação (em vez de acção); adotar (adoptar); fação (facção); ótimo (óptimo); receção (recepção); ou o culminante úmido (húmido).

Abril 8th, 2008 at 14:56
Se, hoje em dia, muitas figuras televisivas (por exemplo) não distinguem “corretor” da bolsa de “corrector” ortográfico - ouvimos pronunciar uma e outra ora com “e” aberto ora com “e” fechado -, como será quando desaparecerem estas consoantes que parecem a alguns não servir para nada?…
Abril 11th, 2008 at 9:07
Correndo o risco de ser considerado conservador e imobilista, manifesto o meu profundo desagrado para com as alterações impostas pelo novo cordo ortográfico. Acho que não passa de uma decaracterização e de uma mutilação linguística. Recuso-me terminantemente a aceitar semelhantes alterações! Continuarei a escrever o que considero ser português correcto ainda que doravante passe a cometer, institucionalmente, erros ortográficos. Eu até com tremas ainda escrevo apesar de semelhante notação gráfica ter sido abolida em 1945. Ninguém deveria render-se a esta barbárie!
Abril 15th, 2008 at 10:48
Sou absolutamente contra!
Ou deverei escrever: estou “assutamente” contra?
Abril 21st, 2008 at 17:09
Como é usual nos portugueses devemo-nos curvar a uma maioria. Já não temos o nosso orgulho. Isto agora é por modas. Não somos o país que dá origem a lingua. Agora vaí ser assim:” fato está cagado” e não “de facto o cágado” Parabens aos ILUMINADOS SUBMISSOS.
Abril 28th, 2008 at 4:08
Até há pouco eu era absolutamente contra. Após ter lido e pensado sobre o assunto já não sou tão radical. Claro que não gosto de algumas alterações. Penso que, como eu. muita gente é um pouco conservadora em relação ao “nosso” português e isso motiva um pensamento e reacção negativa, mas não quer dizer que seja o correcto. Todos temos de admitir que uma unificação da escrita é necessária, e eu acho que isso irá valorizar a língua portuguesa de uma forma global. O mais importante é que, a maneira de escrever é alterada , mas nunca a nossa maneira de falar. Outra coisa eu penso que todos estarão de acordo: a inclusão das letras K, W e Y no nosso alfabeto. Sempre pensei: “porque raio é que estas letras não fazem parte do alfabeto se elas fazem parte da escrita, nem que seja de estrageirismos?” Para mim, há muito que elas faziam parte.
Maio 3rd, 2008 at 22:02
Não concordo com as alterações que são propostas pelos iluminados e subservientes que há aos montes em Portugal. Para agradar aos que adulteraram a língua portuguesa escrita e falada lá vamos nós atrás fazer-lhes o frete. Os mestres que tive e me explicaram e me demonstraram os porquês da linguagem escrita e falada que é usada hoje (sou da geração que nasceu na década de 40 do século passado) merecem todo o meu respeito e compreensão porque subscreviam e justificavam, com lógica, as raízes que suportam essa mesma linguagem. Não vou nunca usar tal grafia e repudiarei os livros e jornais que venham a adoptá-la.
Maio 5th, 2008 at 21:16
Pouco ou nada se tem falado no monopólio que são as editoras. Daqui a uns tempos teremos mais uns quantos desempregados porque as editoras brasileiras vão tomar conta de tudo. Hoje já estamos inundados de revistas e jornais a escreverem um mau PORTUGUÊS no futuro não quero imaginar. O José de Sousa escreve e muito bem ” OS MESTRES QUE TIVE”, sim os mestre que tivemos e que nos marcaram. Hoje é só “dotores”.
Maio 7th, 2008 at 10:03
Sobre o acordo ortografico,no tempo do salazar a pedido do brasil o mesmo depois não foi reticficado .Agora andam novamente atrelados aos brasileiros .Os paises anglo-saxónicos não tem acordos linguistícos.Somos inundados com telenovelas que só servem para assassinar o português .Os filmes portugueses são legendados em brasileiro .Para terminar ,as pessoas que andam à volta do acordo parece que não tem nada que fazer.Para ,deviam era meditar no ensino do português ,que vai sendo assassinado pelos jornalistas e pela ,T.V
Maio 7th, 2008 at 11:58
Estou certo que viverei tão bem (otimamente!) sem consoantes mudas, como tenho vivido com elas, sem tremas ou sem ph na pharmacia. No entanto, considero a defesa em curso do imobilismo ortográfico uma atitude com falta de visão estratégica do nosso posicionamento no mundo lusófono. Faz todo o sentido alinharmos pela maioria dos falantes da língua, que não é só nossa, sob pena de, a prazo, ficarmos a ver voar o português tal como, no passado, o viram voar os galegos. Curioso é o interesse pelo assunto em fóruns espanhóis - veja-se elcastellano.org e a publicitação dos 4.000 discordantes - já que esta unificação não lhes é de modo algum indiferente. Siga o Acordo! Pena que não seja mais amplo.
Maio 8th, 2008 at 11:14
Será que o Professor Malaca Casteleiro nunca ouviu falar na regra gramatical que nos ensina que as consoantes mudas servem para nos indicar que as vogais que as antecedem devem pronunciar-se abertas? Se não escrevermos o “c” em “director”, em vez de pronunciarmos “dirétor” teremos que pronunciar “diretor - “e” fechado”. Como poderemos distinguir os tempos presente e passado em formas verbais como “acabamos”, presente, e “acabámos”, passado? À conta do acordo ortográfico já anda por aí muito boa gente a pronunciar da mesma maneira as duas formas verbais, com a confusão inerente.
Não vou alargar-me mais, seria um “nunca mais acabar”…
Viva o Professor Vasco Graça Moura!!!!!
Maio 14th, 2008 at 7:06
Senhores, saudações!
Vejo com muito maus olhos o posicionamento de certos radicais portugueses, que são contrários ao Acordo Ortográfico da NOSSA, NOSSA língua.
Será tão difícil entender que todos só temos a ganhar com uma ortografia única? Será que custa a tantos entender que a pronúncia não será alterada nem aí nem aqui?
Caríssimos, lembremo-nos de que ninguém será obrigado a seguir as novas regras. Só o farão aqueles que desejarem escrever o português que será reconhecido internacionalmente como a versão mais moderna do idioma de Camões.
Os quase 200.000.000 de falantes do português americano estamos de braços abertos para receber de bom grado os lusitanos e africanos que quiserem juntar-se a nós numa escrita única, forte, adaptada às necessidades do novo milênio.
Flexibilizemo-nos. Não sejamos mais teimosos que as palmeiras, que se entortam para não quebrarem ao sabor do vento. Sou contra a abolição do trema, confesso. O meu gosto, porém, é infinitamente insignificante, ao ser comparado aos benefícios que o acordo nos trará.
Abraços.
Maio 14th, 2008 at 9:42
O Sr. “Limão” diz:
“Estou certo que viverei tão bem (otimamente!) sem consoantes mudas, como tenho vivido com elas, sem tremas ou sem ph na pharmacia. No entanto, considero a defesa em curso do imobilismo ortográfico uma atitude com falta de visão estratégica do nosso posicionamento no mundo lusófono. Faz todo o sentido alinharmos pela maioria dos falantes da língua, que não é só nossa, sob pena de, a prazo, ficarmos a ver voar o português tal como, no passado, o viram voar os galegos.”
Ah, então é por isso que devemos mudar a nossa ortografia? Por causa da “visão estratégica” (onde será que os falantes do inglês andam, que não se preocupam com esta “visão estratégica”?). Mas os brasileiros falam diferente de nós, Sr. Limão, por isso iremos ver o português “a voar” na mesma. Seguindo a sua absurda lógica, então deveríamos era passar a falar inglês, na vertente americana (sim, porque os britânicos, caso não saiba, escrevem diferente, e não precisaram de acordos enem estão a ver o inglês “a voar”), ou talvez mandarim.
Infelizmente, é com pessoas destas que se faz Portugal. Não admira que estejamos onde estamos.
Maio 16th, 2008 at 15:44
Será que estarei distraído ou o que está em causa não será o acordo ortográfico mas sim um acordo lexical? O deputado Nuno Melo (pelo que vi e entendi na SIC Notícias) despejou uma série de sinónimos entre o português de Portugal e o português do Brasil para defender o acordo ortográfico. Assim não! Num aparte confesso que até tenho boa impressão da capacidade intelectual do citado deputado.
Maio 16th, 2008 at 17:53
Deixam os Brasileiros de falar Português ou Portugues como queiram, passam os Portugueses a falar Brasileiro, cheguei à conclusão que será melhor alterarmos também o vocabúlario, onibus, carona, cafagesti, bunda, etc… isto é Português? ( Ou sera que somos governados por uma cambada de “viados” ) Cada vez tenho menos orgulho em ser Português.
Maio 17th, 2008 at 1:12
Felizes aqueles que nasceram em Olivença, Eu tambem seria espanhol se não fosse aquele D. Afonso Henriques armado em parvo com a mania das conquistas, mas do mal o menos, estamos a evoluir, aos poucos mas estamos evoluir, em breve já falaremos brasileiro, e tambem estamos perto de conseguir um nivel de vida igual ao Brasil, já temos três brasileiros na seleção de futebol.
Que nojo de País este, mas ninguém tem culpa de ter nascido aqui, para onde havemos de ir?
Maio 18th, 2008 at 21:17
Antonio Costa “portugueses” como voce nao fazem falta,Olivença nao fica muito longe emigre e viva feliz nessa cultura que voce tanto gosta!D.Afonso Henriques e o meu pai,estou grato pela sua bravura e ambicao que fez com que eu hoje fosse portugues,quem dera a voce valer 1% do que valeu D.Afonso Hentiques!Em relacao ao acordo e claro que sou contra,filho meu nunca apreendera a escrever este dialeto a que querem obrigar a escrever!Vou lutar ate onde for possivel,se falhar terei que me exilar no estrangeiro como refugiado,o que se vem assistir a uns anos para ca e um xenocidio cultural nao so por parte do governo mas tambem por muitas elites da sociedade portuguesa,mas lutarei ate ao fim seja em portugal seja no estrancheiro nao deixeirei minha patria morrer!Aqui se inicia a revoluçao!!!
Maio 21st, 2008 at 17:09
Sr. António Costa … vamos para Espanha … para a terra da mãe do sr. Afonso ( aquele que armado em estúpido bateu na mãe ) … lá em espanha com os galegos se calhar temos mais hipóteses de defender o Português. Ou então vamos defender a nossa lingua aqui na nossa terrra … vamos assinar a “tal” petição contra o acordo … todos nós, Portugueses ou Brasileiros … é inadmissivel que queiram mudar à força a forma de uns e de outros escreverem e falarem, a lígua é património dos Povos … não dos governantes, é em muitos sentidos ingovernável, transcende os actos de governação e os acordos internacionais, tenho dito.
Maio 24th, 2008 at 0:34
O «acordo ortográfico» em apreço, oriundo, quanto a mim, de iniciativa irresponsável, impositor de mais babélicos efeitos para a língua portuguesa em termos colectivos, visa tão-só satisfazer interesses subreptícios, de índole locupletante e justificar oficialmente benefícios da mais diversa ordem aos seus «sábios» protagonistas.
Sem papas nas teclas, a tais indivíduos não hesitaria corrê-los a pau-de-marmeleiro…
Junho 9th, 2008 at 17:44
Sou solidário contra todos os atentados ao património!
Qual é o património mais importante de uma comunidade?
É, seguramente, o seu instrumento de comunicação, a língua.
Também à revelia de todos, entre os quais os maiores especialistas da língua, os escritores, os poetas e os “usuários” utilizadores da língua em geral, fizeram alterações arbitrárias à maneira de escrever o português, com a cumplicidade oportunista de muitos.
Ao Brasil, no final do século XIX, do ponto de vista político, interessou fazer uma simplificação abusiva do português, promovendo a diferença, aproximando-o do crioulo então praticado pelos analfabetos. Depois de criados, o hábito de uma escrita desigual, agora é difícil conseguir um entendimento.
Com o argumento de que a esmagadora maioria pratica este português simplista, os políticos (outra vez eles) não se importam de colonizar a meia dúzia (10 000 000) de falantes deste lado do Atlântico.
Não percebo como é que por um lado se privilegia a diferença, (são os mesmos), e por outro se elogia a uniformização.
Fernando
Junho 13th, 2008 at 17:42
O português vem do Latim. Uma lingua que profunda em sentimentos, olhe-se os fadistas (símbolo português lá fora).
Não tenho nada contra os brasileiros nem contra o Brazil, mas dá-me a ideia de que estamos a ser descobertos por eles e não que foram eles descobertos por nós hà cerca de 1500 anos.
Está-se a distrair o povo português, com “paneleirices” desvalorizantes à nossa linguam, uma das mais ricas do mundo, em detrimento de assuntos importantes como a governação desgovernada do nosso pequeno grande país. PORTUGAL.
Julho 3rd, 2008 at 13:14
REFORMA ORTOGRÁFICA IRRACIONAL
O gramático paulista Eduardo Carlos Pereira, no início do século 20, em sua “Grammatica Historica”, dizia que o sistema ortográfico ideal seria fonético e teria um só símbolo para cada fonema. Já observava ele que isto era impossível com as vogais porque existem mais sons vocálicos do que letras.
Então, os defeitos do Acordo Ortográfico são: 1)elimina o trema ao invés de eliminar os dígrafos “GU” e “QU”; 2)traz de volta as letras “W”, “Y” e “K”, para cujos fonemas já existem símbolos.
Parece-me que houve mais uniformização do que aperfeiçoamento.
Minhas saudações!
Julho 23rd, 2008 at 0:08
Quanta xenofobia e desrespeito aos falantes da Língua Portuguesa do outro lado do Atlântico. É com profundo pesar que leio comentários medíocres como os escritos acima. Sempre tive em mente que o preconceito é gerado pela falta de conhecimento. Admira-me muito que pessoas que se dizem nascidas quase que no início do século passado ainda tenham tão pouca experiência de vida e ainda continuam fechadas em seus mundinhos. Só sente necessidade do acordo os que sentem dificuldade em escrever em duas formas diferentes. Se vocês acham que estão a voltar no tempo, que imaginem o que senti ao ter de escrever aCção, aCto e ouvir incrédulo noticiadores conceituados (por vós) da tv dizerem algo como “xiquestro”, ao invés de seqüestro, como dizemos nós, brasileiros. Como algum de vós mesmo disse, tenham vergonha de serem portugueses, fechados em vosso próprio mundo, pois os portugueses de outrora, colonizadores e desbravadores valentes, que levaram a cultura e a língua portuguesa aos quatro cantos do mundo, com certeza teriam vergonha de seus compatriotas.
Julho 23rd, 2008 at 15:55
Caro Marcelo:
Nã se trata de desrepespeito ao povo Brasileiro que supostamente fala a Lingua Portuguesa, trata-se de valorizar a Lingua Portuguesa, creio que as alterações linguisticas são feitas ao longo do tempo, por fases e não por vontades políticas abruptas, e sem nexo.
E notória, igualmente a falta de vontade de uns quantos brasileiros, que quando chegam a Portugal dão-se ao luxo de nos dizerem na cara que não nos entendem, como se falássemos chinès.Trabalhei em hotelaria muitos anos, sei do que falo porque já aconteceu comigo.
Não temos vergonha de sermos portugueses, podemos ter muitos defeitos, mas o orgulho no nosso País prevalecerá, e por enquanto ainda conseguimos conjugar os verbos tendo em conta o sujeito, algo que não acontece com o Português do Brasil…
Mas é bom saber que a nossa democracia é fachada, já que as inúmeras petições contra esta ofensa á Lingua Portuguesa foi avante…
Julho 23rd, 2008 at 23:54
Prezada Ana:
Achei sim, que é um desrespeito muito grande o que algumas pessoas escreveram aqui. Se cada um pode se expressar da maneira que quer, então que arque com as conseqüências que isso pode acarretar.
Não concordo quando alguns portugueses dizem que estão a ceder a escrita ao Brasil. Isso nada altera a forma vossa de falar, nem tampouco vossas expressões. Só se vai retirar o que é inútil, como as consoantes não pronunciadas. O Brasil, por acaso, fez isso antes dos outros povos da lusofonia. Você deve ter lido bem essa última palavra, não é? “LUSOFONIA”. É isso. Será que é tão difícil assim para os portugueses entenderem isso? Talvez haja alguma confusão entre os atuais utilizadores da língua portuguesa escrita. Mas, com certeza será muito natural para quem hoje aprende a língua portuguesa nas escolas, como foi meu caso. Gostaria muito de saber de algum português por que fazem tanta questão da letra “c” no meio da palavra “acto”, por exemplo. Se o retirarmos de lá, a palavra seria expressada de forma diferente? Acredito que não.
Dou-lhe razão quando diz que os brasileiros não conjuga corretamente os verbos tendo em conta o sujeito. Os brasileiros, de forma geral, não fazem distinção entre “seu” e “teu”, por exemplo. Não utilizamos o verbo em segunda pessoa do singular, e a segunda pessoa do plural (vós) está praticamente em desuso. Mas isso não tem a ver com a reforma ortográfica.
Se isso soa mal aos vossos ouvidos, pode ter certeza de que, quando ouvimos coisas como “mais pequeno” (o que não está errado para vocês, mas é horrível para nós); terá havido (verbo no futuro para expressar o passado - nós falamos teria havido); “eu gostava de ir à praia” (verbo no passado para expressar o futuro, quando nos falamos “eu gostaria de ir à praia”), sem contar com expressões como “a gente vamos”, entre outras.
Fiz questão de escrever todo meu texto em português “brasileiro”, como vocês dizem.
Deixou de entender alguma coisa? Tenho certeza que não. Então, por que não unificarmos a escrita? Nós brasileiros também vamos ter de nos adaptar aos novos tempos.
Para que você veja como a retirada dessas letras mudas seria interessante, basta olhar para o texto número 8, de seu compatriota Marco António. Ele escreveu “reticficado”. Tá vendo? Esse tal de “c” é tão inútil que muitas pessoas nem sabem onde deve colocá-lo. ;)
Abraços e fique bem.
Julho 24th, 2008 at 18:43
Correndo risco de ser excessivamente radical, atrevo-me a dizer que, se a língua lusa, a nossa!, nasceu aqui, na Europa, então deveria ser unicamente esta variante a servir de padrão (c/ todas as incongruências que possam existir na ortografia, que existem, são um facto) a ser seguido pelos demais falantes no resto do mundo, não me merecendo a mínima consideração que outros falantes qsq., a pretexto de tb. usarem o Português (pleno de vícios, incorrecções e atropelos, mormente na versão falada) tenham sequer o atrevimento de pretender que o seu maior número é justificativo.
Não se trata de números, trata-se de um património que foi levado p/ uso algures, e assim deveria continuar, não p/ que os utentes originais, os lusos, venham adoptar, por decreto, formas que lhe são estranhas.
Já bastam as várias alterações introduzidas no português europeu ao modificar léxico a pretexto de motivos nem sempre muito claros! Por ex., o uso do trema caiu, e já nem sou de época em que tal era regra, mas terá sido errado? No ex. sequência, em que o u não é mudo, não deveria haver trema (ainda há brasileiros que o usam, mas foi abolido no princípio da década de ’70 do séc. XX, salvo erro)?; outro ex., entre sede, lugar, e sede, sensação, escritas da mesma forma, não deveria haver acentuação? Talvez nunca tenha havido, mas um acento grave na primeira não ajudaria? Os casos semelhantes abundam. Atentado contra a língua? Mas não existem já atentados na forma decretada na Europa?
Seria ainda maior complicação na escrita? Não creio. Veja-se o caso do francês, onde abundam letras que não se pronunciam a ponto de ter havido, há décadas, uma sondagem p/ promover uma reforma; tanto quanto sei, foram os estudantes os primeiros a nem querer ouvir falar no que consideraram ser um “assassínio” da língua.
Isto quanto às alterações que vão ao encontro do que já é usado no Brasil. No que toca a outras modificações, consideradas pelos “iluminados” como facilitação da escrita, aqui conviria quase desdobrar a questão em duas pois vemos que algumas dessas “facilitações”, e.g. veem e vez de vêem (estou errado?) nem agradam a nós, lusos, nem brasileiros. Ou seja, a par do que nós lusos consideramos aberrações, que são, temos todos a torcer o nariz face a determinadas novidades que, a m/ ver, nada simplificam, bem pelo contrário.
Mas se pretenderem enveredar por facilitações em larga escala, então força!, há muitíssimo a fazer, a revolução seria total! Escreva-se à romena, onde o étimo pouco ou nada conta na escrita! Em vez de complicações como vicissitude, “vicicitude”, ou tudo c/ s duplo, ou até só c/ um s, se decretarem que o s passa a ter apenas um valor, também à romena (ou à castelhana), e, assim, casa, passa a “caza”, e utilize-se o k sempre que, no grupo qu, o u seja mudo… Acabe-se c/ a complicação do ch vs. x em que ambos têm o valor de ch, e use-se uma letra, o s, por ex., c/ um sinal, tal como noutras línguas, etc., etc. Os linguistas teriam pano p/ mangas de sobra nesta árdua tarefa!
Seria interessante ver também alguns paralelismos c/ línguas que, idas da Europa, passaram a ser usadas no ultramar.
Assim, que dizer da visão que um falante de inglês europeu tem do seu inglês, que um falante de francês tem do seu francês? É, simplesmente, a de que não há necessidade de acordos p/ uniformização, que não existe quanto à ling. inglesa, e, que saiba, idem relativamente à segunda mencionada.
Se os norte-americanos, mercê de evolução algo paralela à do Brasil, como, aliás, sucede naturalmente, c/ colónias distantes, acabaram por gerar uma variante que passaram a tomar como padrão válido, já os demais países, de ex-colónias africanas a países do Pacífico, seguem a versão britânica. O desleixo, porque é mais fácil cair nele do que aprimorarmo-nos, venceu no país que acabou por fazer do inglês uma língua franca – não o país onde o inglês nasceu, o que é algo que muitos parecem esquecer.
E tanto quanto sei, passa-se o mesmo quanto ao castelhano padrão, visto sempre como tal, padrão, por todos os que a utilizam como língua nacional. Veja-se este pequeno exemplo: em castelhano padrão, México, é escrito Méjico; de resto, só p/ acrescentar algum nacionalismo os mexicanos grafam c/ X em fez de J embora pronunciem como esta última, e não como [ks].
Haveria tanto p/ dizer…
Agosto 3rd, 2008 at 10:38
Acabei de entrar no site para saber o que vocês (portugueses) pensavam sobre o Acordo Ortográfico. Eu tinha uma grande curiosidade de saber os vossos pensamentos sobre este Acordo Ortográfico e este fórum abriu minha mente completamente. Sou do estado de Minas Gerais, mais precisamente da cidade de Juiz de Fora. Brasileiro. Quando eu li nos jornais e nos inúmeros websites brasileiros que a ortografia do Brasil, sob a vigência do Novo Acordo Ortográgico, mudaria em 0.5% de suas palavras e a ortografia de Portugal mudaria em 1.6%, fiquei chocado. Apesar de nunca ter ido a Portugal, sabia que existia diferença na nossa ortografia, apesar da língua ser a mesma. E queria saber a reação do povo português sobre esse assunto. Até acho razoável a indignação do povo português quanto a mudança da língua. Outrossim, concordo plenamente que algumas mudanças serão maléficas para a nossa língua, senão vejamos: a palavra “pára”, hoje acentuada, perderá o acento. Imaginemos uma manchete de jornal assim: “Passeata para a Paulista” (A avenida Paulista é a avenida mais importante da cidade de São Paulo). Com essa grafia, não saberemos se a passeata será “para” (preposição) a Paulista ou se a passeata irá parar a Paulista. Você só irá saber o que significa quando ler a matéria, e não tão somente à sua manchete. Mas, por outro lado, a unificação é importante. Não queremos tomar conta da língua. A língua é nossa. Eu falo o português com muito orgulho, apesar da imensa maioria falar o espanhol aqui na América Latina.
Todos nós mudamos e temos que adaptar-nos aos tempos! Abraços
Agosto 6th, 2008 at 12:53
Sou Português, e percebo o mal e dos que são contra o acordo: orgulho colonionalista ferido, julgam que é uma humilhação para Portugal, que o Brasil, uma ex colónia, tenha um papel relevante na língua portuguesa, e esse papel deveria ser inteiramente, só de Portugal, o “dono” da língua. Mas os tempos mudaram,será que eles perceberam isso ?, Os antigos territórios ultramarinos são agora países independentes, e dois deles progridem, com destaque, o Brasil e Angola, e Moçambique para lá caminha, e que agora têm todo direito do mundo, terem a sua palavra, até no rumo da língua portuguesa no futuro. Para já, é o Brasil, grande país, a 8º economia do mundo, irá ser a próxima superpotência, ganhará o seu lugar no G8 e com todo mérito, a seguir será Angola, basta só ler as noticias do seu progresso. E Portugal ? agarrado como vocês, aos fantasmas do passado, em que o Brasil, Angola e os outros gravitavam na esfera portuguesa. Esse “portugueses” têm a mente cheia de pó, teias de aranha, e a cheirar a bolor. Portugal não impôs pela força o português nas ex colónias ? então está na hora, e por um ACORDO civilizado, o Brasil dar algo à lingua portuguesa, o que é mais que justo !, aliás este acordo é uma PARTILHA da língua, não é uma imposição unilateral.
Portugal só tem a ganhar, não só pelo normal curso evolutivo da lingua, como tb um sinal de entendimento por uma politica comum pela lingua portuguesa, pois o mundo está globalizado, será que esses “portugueses deram conta disso?!
Para mim , o asssunto está encerrado, pois o Presidente Cavaco Silva promulgou o Acordo, e daqui uns 2 a 3 anos, nas escolas o acordo terá efeitos práticos, e os “c” e alguns “p” passarão á história como foi o caso da “pharmácia,
Agosto 6th, 2008 at 14:28
Ao Luís do comentário 27 - Parabéns Luís!! Fico contente de ver que há excepções na mentalidade retrógrada da maioria dos portugueses. Essa mentalidade que não se restringe somente ao país mas às pessoas. Ainda há por aí muita gente viciada em drogas por culpa da falta de compreensão dos pais. O filho é o filho, o fedelho, o puto, a canalha - não tem quereres. E o mesmo se passa com as ex-colónias. Brasileiros? São escumalha! São ignorantes! - Mas escumalha e ignorância ou não, caminham efectivamente para o G8 enquanto nós, defensores da lingua de Camões e de tradições idiotas, estamos piores que muito país de leste que entrou por último na CEE.
Agosto 6th, 2008 at 14:59
Só mais uma coisinha - Se são tão apegados às tradições (o orgulho do país do qual me ufano… oh!) fazem tanta questão da língua e não admitem que ela sofra mudanças, aqui vai um trecho do texto (trecho do final da carta) da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel. Façam um abaixo assinado para que o português volte a ser o que era! “E pois que Snõr he çerto que asy neeste careguo que leuo como em outra qual quer coussa que de vosso seruiço for uosa alteza ha de seer de my mujto bem seruida, a ela peço que por me fazer simgular merçee mã de vijr da jlha de sam thomee jorge do soiro meu jenro, o que dela receberey em mujta merçee. / beijo as maãos de vosa alteza. deste porto seguro da vosa jlha da vera cruz oje sesta feira prim.o dia de mayo de 1500″ - Já nesta época a corrupção grassava através das cunhas…
Agosto 7th, 2008 at 0:21
Se não tivesse havido as sucessivas reformas ortográficas, ainda escreveriamos como na época de Pero Vaz Caminha, conforme está no comentário do Jorge. A evolução da língua é tão natural, e o acordo é nem mais nem menos um meio dessa evolução, só que desta vez são vários países simultâneo, só tenho pena que não tivesse sido mais profunda e abrangente, mas é o princípio de futuros acordos.
A união fortalece e a separação enfraquece.
Realmente não há pachorra para os criticos do acordo pseudo patriotas, pois sem acordo, Portugal era uma “autoestrada” para o avanço do Inglês e do Espanhol, e todos nós sabemos, que as linguas minoritárias tendem em desaparecer um dia, será que é isso que os criticos gostariam que sucedesse ao português lusitano, caso se resumisse a este retângulozinho ?
Agosto 7th, 2008 at 14:21
Sem dúvida que todas estas mudanças ortográficas, irão trazer imensas dores de cabeça, por mais que sejamos optimistas. Gostaria de saber como poderemos explicar a uma criança de 8 ,9 ou 10 anos, que o sistema de ensino da ortografia da Língua Portuguesa vai modificar daqui a 2 a 3 anos. Visto que a maioria desta crianças já estão integrados e já aprenderam o suficiente para que daqui alguns breves anos tudo se moficará. Porque não é facil, explicar que, quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com “r” ou “s”, cai o hífen e dobra-se a consoante: “contrarrelógio”, e até aqui o uso do hífen era imprescíndivel. Como o caso do “facto” que passará a “fato”, como podemos explicar de que não podemos confudir com o “fato” vestuário.
Existem imensas dúvidas, falo como mãe e professora, não será demasiado duro este tipo de aprendizagem? Não deveríamos nos preocupar acima de tudo com o sistema de ensino já existente? Em que neste momento, a discíplina Língua Portuguesa, atravessa um período difícil como foi o caso da média dos exames Nacionais. Toda esta munfança provocará uma grande revolução a vários níveis, nomeadamente a nível monetário.
O Português como sabemos deriva do Latim, com o decorrer dos séculos verificaram-se várias mudanças a nivel léxical, fonético e a nivel da sintaxe, evoluindo para o Português de hoje, contudo temos que verificar de que foram mudanças que decorreram durante varios anos, séculos (para ser mais precisa), por isso custa aceitar esta mudança tão radical.
Não é apenas uma palavra outra que caiem em desuso, são modificações radicais…
Agosto 12th, 2008 at 7:31
Para aqueles que chamam atrasados aos portugueses que se opõem ao absurdo acordo ortográfico, que muito poucos respeitarão, e ainda bem, não faz falta nenhuma, só escrevo o seguinte:
Só os brasileiros e os PALOP é que evoluíram a língua? - Não.
Quem deixou a língua naqueles territórios? - Portugueses.
Porque têm os brasileiros aquele sotaque? - Falam português arcaico, do século XV!
Em Portugal a língua não evoluíu? - Basta ouvir a nossa pronúncia, e a quantidade de estrangeirismos que nos inundou!
Ninguém fala nem escreve português correcto, basta ouvir atentamente os jornalistas e certos “comentadores da bola”, e outros “colunáveis” que falam nas televisões e nas rádios.
Porque se há-de tirar o ‘c’ da palavra “acto”? Para ficar “ato”, igual ao “ato” do verbo “atar”? Isso mesmo, comecem a atar a língua!
“Facto” passar a “Fato”? - Não, o “c” até nem é mudo, pronuncia-se.
“Pacto” passar a “Pato”? - Não, nunca, o “c”, além de não ser mudo, pronuncia-se, e seria como tirar as penas ao verdadeiro “Pato”!
Mas até se aceita que se retire o “c” de “Bactéria”, porque “Matéria” tem dicção igual e não tem a referida letra, apesar de muita gente pronunciar a primeira com “a” aberto…
Quanto à palavra “baptismo”, o “p” serve para obrigar a pronunciar o “a” aberto, e já houve quem questionasse porque lá está um “p” em vez de um “c”, já que o argumento da vogal aberta parece não ser razão para não alterar a grafia da palavra. Pessoalmente até concordo que se suprima o “p”.
Os “iluminados” usam o argumento da palavra “pharmacia”, que passou a “farmácia”, para justificar o recente acordo ortográfico… Mas esquecem que essa grafia partiu de iniciativa nacional, e não externa, no ano de 1945! E tratou-se de substituir duas letras por uma só, para fugir a um anglicismo!
“Coscuvilheiro/a” passou a “Cusco/a”. “Coscuvilhice” passou a “Cusquice”. Isto é evolução.
A grande guerra dos portugueses com a língua prende-se com a acentuação!
Desde miúdo que já li certas palavras com e sem acentos, e o que mais me diverte e faz soltar gargalhadas é um povo que odeia acentos ter inventado alguns para as seguintes palavras: Alcoolemia, que passou a “alcoolémia”; Clítoris trocou o acento e passou a “clitóris”; Glicemia passou a “glicémia”, e isto arrastou às variantes de Hipoglicemia e Hiperglicemia; Bebé passou a “bébé”;
Quanto às palavras acentuadas até se aceita deixarem de o ser, mas não todas, sobretudo nos tempos verbais. Com o advento da informática e os computadores mais antigos não reconhecerem correctamente os acentos, as pessoas habituaram-se a “esquecê-los”, sobretudo no serviço do “messenger”, do “MSN”, e nos velhinhos “Mirc” e “Chat”, que desconfiguravam os acentos, e o mesmo se verificava nos primeiros telemóveis no serviço de mensagens escritas. Para poupar tempo e espaço, os mais jovens inventaram uma escrita estenográfica, que a maioria dos adultos não entende, incluindo eu, mas ninguém condena esta tendência, a não ser quando se trata do ambiente escolar, obviamente! Tudo isto é evolução da língua, e se calhar dentro de anos teremos como oficial uma escrita abreviada para algumas palavras: “Que” passará a “K”; “Quê” passará a “Ke”; “Porque” passará a “Pk”; “Porquê” passará a “Pke”; “Queres” passará a “Keres” ou “Kers”; “Achas” passará a “Axas” ou “Axs”; Etc, etc, etc.
Foi um escândalo quando passou a constar a palavra “bué”, de origem africana, no Dicionário da Língua Portuguesa! Considerei uma aberração, e ainda considero, mas todos nos habituámos e há muito que a dizemos, mas eu não a digo nem a escrevo, apenas por não gostar mesmo da palavra. Mas considero que se trata de evolução.
A palavra “computador” apareceu no nosso dicionário há pouco mais de 25v anos, e é um estrangeirismo, anglicismo (”computer”). Isto é evolução.
Agora já temos, também no dicionário, “software” e “hardware”, anglicismos, que não conseguimos arranjar palavras em português para adaptação. Isto é evolução.
Quase todos usamos, em informática, o sistema operativo “Windows”, e ninguém teve a ousadia de traduzir para “Janelas”, seria uma comédia. Isto é evolução.
Quando apareceram os “Compact Disc”, ainda houve algum tempo que se pronunciava o anglicismo, passou a dizer-se naturalmente disco, e a designar-se o “velho” disco como “disco de vinil”, e depois agarrou-se o (ainda actual) “CD”. Isto é evolução.
Quando apareceram os filmes em CD de grande capacidade, designados “DVD”, ninguém tentou contornar o acrónimo e em todo o mundo diz-se DVD. Isto é evolução.
Muita gente não deve saber que a palavra “etapa” é um galicismo, estrangeirismo de origem francesa. Nas competições de ciclismo ninguém se dá ao trabalho de substituir esta palavra. Isto é evolução.
O que dizer dos anglicismos desportivos? Futebol, Basquetebol, Andebol, Voleibol (que já se diz e escreve Vólei), Hóquei, Ténis, Beisebol, Râguebi (que ainda há quem teime em dizer “reibi”, ou “reiguebi”). Isto é evolução. Os espanhóis ainda se deram ao trabalho de traduzir algumas, como “Balomano”, “Baloncesto”, e nos Estados Unidos da América chamam ao verdadeiro futebol de “soccer” (lêem “sóquer”)! Manias. No Brasil até se diz “futxibó” (eles chamam a esta palavra de evolução)!
Tendo em conta a quantidade de povos e civilizações que passaram pela Península Ibérica e a povoaram, deixando vestígios ao nível da escrita e alguns ablativos, ninguém pode afirmar que a nossa língua quer ficar estática. Temos escrita alfanumérica de origem árabe e romana, palavras de origem árabe, castelhana, anglo-saxónica e africana, por exemplo, e agora querem chamar-nos de “velhos do restelo”, “atrasados”, “preguiçosos” por sermos uns chatos que não queremos “apagar” umas consoantes e uns “h” mudos, que nunca chatearam ninguém, quando afinal os brasileiros têm o “timi”, que escrevem “time” e dizem “tximi”, um anglicismo (”team”), enquanto nós dizemos e escrevemos “equipa”, um galicismo (”équipe”); eles dizem e escrevem “copa”, um anglicismo (”cup”), enquanto nós dizemos e escrevemos “taça”; Eles dizem e escrevem “torcida”, nós dizemos e escrevemos “adeptos”; eles dizem “vai ‘txi’ catar”, enquanto nós dizemos “vai à merda”; eles dizem “panaca”, enquanto nós dizemos “panasca”, e afinal eles é que têm uma letra a menos! Eles chamam de “galera” ao público dos concertos, nós usamos essa palavra no que se refere a camiões TIR! E por falar em CAMIÕES, eles ainda dizem “CAMINHÕES”, que pode remeter para o verbo caminhar! Para esta palavra eles não devem querer acordo ortográfico! Nós dizemos e escrevemos BILIÃO, que no nosso sistema de contagem equivale a um milhão de milhões, enquanto eles dizem “bilhão” (que mais parece uma bilha grande), e lá só vale mil milhões! Para esta palavra também não devem querer acordo ortográfico!
Nós dizemos “stress”, embora escrevamos “stresse”, eles dizem “istressi” e escrevem “estresse”. Não devem querer acordo ortográfico!
Por acaso alguém deixou de escrever “Humidade”? “Hoje”? “Homem”? “Horta”? “Hábito”? Claro que não!
Posto isto, os brasileiros que fiquem lá com as idéias deles, que de acordos ortográficos já nós nos tínhamos esquecido há 18 anos, e dos PALOP nem pio se ouve, que eles estão quietos e não chateiam ninguém.
Não queremos nem precisamos de alterar absolutamente nada na nossa língua, porque ‘tá BUÉ de fixe, a GALERA vai continuar a escrever como sabe e como quer, não vai mexer-se no SOFTWARE do MICROSOFT OFFICE WORD, o povo vai continuar a não saber medir os seus ACTOS, não vão acabar os BAPTIZADOS, falar e escrever com erros é um HÁBITO adquirido. Desde 1977 que vemos telenovelas brasileiras e não estamos muito influenciados, a nossa vida não “esquentou” nem “esfriou”. Portanto mais um (des)acordo ortográfico nao AQUECE nem ARREFECE.
A língua é nossa, nós é que mandamos. Tanto no Brasil como nos PALOP fala-se português de descendentes de Portugueses, portanto a língua é portuguesa e não brasileira, nem africana.
Contra FACTOS não HÁ argumentos.
Agosto 13th, 2008 at 1:26
Meus caros interventores na discussão sobre o novo acordo ortográfico,
Algumas grossas confusões se têm registado na discussão sobre o novo acordo, sendo a principal a que regista entre os conceitos de «evolução da língua» e o de «evolução da ortografia». As línguas evoluem, é certo, mas sempre a uma velocidade inversamente proporcional ao do progresso das sociedades: quanto mais toscos e analfabetos são os falantes de uma língua, mais depressa ela evolui. À custa da asneira ensinada às crianças desde o berço, claro.
Outra confusão gerada é a da força da língua portuguesa no contexto universal, particularmente quando consideramos o avanço das línguas castelhana e inglesa. Ora a importância de uma língua é directamente proporcional à importância daquilo que é dito ou escrito nessa língua. Em sequência, uma pergunta se impõe: que importância universal tem aquilo que brasileiros, portugueses e outros lusófonos dizem? Muito pouca, infelizmente.
Quanto à questão do número relativo de angolanos, portugueses e brasileiros que falam português, é com pesar que digo que somos muitos a falar português mas poucos a lê-lo e a escrevê-lo. Não poderá haver estratégias concertadas para a defesa da língua enquanto formos tantos milhões de analfabetos, analfabetos funcionais, analfabrutos…
Finalmente, outra questão me preocupou sempre no decurso de todo este processo: nunca no passado, o Brasil honrou os seus compromissos a respeito do que fora acordado com Portugal. O que é que leva agora alguém
a pensar que se iniciará uma nova era?
António
Agosto 15th, 2008 at 1:41
Bravo Luís!
Afinal, quem fala e defende a língua portuguesa no mundo? Somos nós, míseros 10 milhões que nunca conseguiremos progredir agarrados a preconceitos? Sim, o Brasil é que consegue defender a nossa língua, que é bem melhor falada lá do que em Portugal.
Quais consoantes duplas? Afinal as vogais, ditas abertas antes dos “c ou p”, só são pronunciadas quando dá jeito. Vejam-se os seguintes exemplos: actual, inflàção, lacticínios, exactidão, Egipto, árctico. Quem nunca ouviu dizer-se âctriz ou prestàção?
Agosto 15th, 2008 at 23:00
Bem, acho que não vale a pena (mesmo) replicar. Com efeito, não é somente contra os factos que não há argumentos - é contra muitas coisas mais… (vide fábula do gato que queria comer o canário - e comeu!!!). Só para aqueles que teimam em argumentar que vamos confundir “fato” com “facto” e “pato” com “pacto” aí vai uma pequena história de um infeliz pacto - oops! digo pato - “O pato que iriam servir ao almoço tinha uma pena amarela. Não obstante o facto de escrever este texto a preto como se fora com uma pena preta, acabei por ter pena do pobre pato que foi para o forno. Deveria existir uma pena para quem massacrasse assim os patos e essa pena passaria por ser uma alma semi-morta que pena pelo mundo sem se importar com o resto. Mas enfim, é a pena basáltica que cada um tem que carregar e quanto a isso não há pena poética que a consiga descrever, ainda que valha a pena… É pena…”
Em tempo para o pessoal defensor das diferenças: Pode-se aproveitar o acordo e sugerir pena, penna, pennna, pennnna e pennnnna! Ah! Ia esquecendo: pennnnnna (para não haver confusão). ;)
Agosto 16th, 2008 at 12:22
Que pena! Quanta baboseira escrita aqui em defesa dos “c” e dos “p”.
É com muita tristeza que vejo aqui pessoas a fazerem discursos, “grandiosos”, aos seus tristes modos de pensar.
Antes de decorrerem aqui sobre “fatos e patos”, dêem uma lida antes nas bases do acordo.
Esses “c” pronunciados não caem! Abram os olhos, ó portugueses!
Agosto 16th, 2008 at 12:44
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque em Portugal, para que ambas palavras, sejam distintas em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, que caso fossem retirados, mudaria os seus significados, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças de atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, e não só Portugal.
Agosto 16th, 2008 at 13:44
Sr. Nuno, queira considerar este texto seguinte em substituição do anterior, pois tem um erro de escrita. Obrigado !
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque ambas palavras, têm significados diferentes em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, que isso seja evitado, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, e cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças se atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, porque também é deles.
Agosto 16th, 2008 at 13:50
Sr. Nuno, queira considerar este texto em substituição do anterior, pois quando se escreve rápido, aconteçe….obrigado !
Ao Sr. Nuno: neste acordo, o facto continuará a ser facto e não fato, porque ambas palavras, têm significados diferentes em Portugal, o pacto não irá ser pato. Se consultar o acordo ortografico, só desaparecem as vogais que NÃO se pronunciam e que não alteram o significado à palavra. No Brasil os “c” estão todos salvaguadados nas palavras, para que isso não aconteça, por exemplo: técnico, pacto, etc, sei disso por já li revistas brasileiras, com estas palavras com “c”.
Sabe porque existem algumas palavras distintas entre Portugal e o Brasil ? é porque nunca se implementou no terreno qualquer acordo, foi cada um para o seu lado, e claro, assim as diferenças foram acentuando-se com o tempo, cada um achava-se senhor da razão. Meu amigo, isso tem que acabar, vamos-nos pôr de acordo, sim um ACORDO, e não imposição, para que as diferenças se atenuem, e este acordo é o principio de outros. Quem sabe o onibus, o caminhão, passa a ser autocarro e camião no Brasil, através de um acordo futuro ?. Sr. Nuno, quem manda na lingua são todos que a falam, não é propriedade de Portugal, não temos mais colónias, esses países também têm o direito de contribuirem para a língua, pois também é deles, faz parte da suas identidades
Agosto 24th, 2008 at 7:26
Na palavra Egipto não podemos eliminar o “p”, porque se pronuncia!
FACTO permanece facto, e não passará a “fato”.
Para quem argumenta estar a favor deste acordo ortográfico, dizendo que os brasileiros são 180 milhões… e os restantes nem chegam a 20 milhões, então deve-se REFLECTIR no seguinte:
- A língua mais falada no planeta é o Mandarim, a que muitos chamam de “Chinês”. Mas o idioma internacional por excelência é o Inglês (Britânico).
- Falando de Inglês, nem toda a gente sabe que ocupa o 3º lugar nos idiomas mais falados, mas continua a ser o idioma internacional por excelência.
- Se o Espanhol, ou melhor, o Castelhano, aparece em 4º lugar, e quem manda e desmanda nele é a Real Academia Española, porque será que o Rei de Espanha mandou calar o Presidente da Venezuela? Seria por este estar a dizer bacoradas sem nexo ou estaria a pronunciar indevidamente palavras com consoantes mudas?…
- Pegando neste pitoresco episódio atrás referido, e internacionalmente conhecido (e do qual até se inventaram toques de telemóvel), porque será que não gritamos daqui para o outro lado do Atlântico, ao brasileiro armado em INTELECTUAL: Porque não te calas?
Como já escrevi tudo o que havia a escrever acerca do que penso a respeito destas “novas regras”, deixo a seguinte pergunta, e espero que alguém mais sábio do que eu responda:
Que Português escrevem ou falam os estrangeiros? O Português europeu ou o português americano?
Agosto 26th, 2008 at 14:16
Pelo jeito o Sr. Nuno Caldeira continua a misturar “alhos com bugalhos”. Não vejo aqui qualquer motivo para comparar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa com outras línguas. Além disso, quem é que foi que disse que o acordo estaria sendo importo por uma maioria? Ora, o Brasil possui um maior número de população sim, mas acredito que o acordo foi assinado e re(c)tificado por umas quantas pessoas, quiçá até pelo mesmo número de brasileiros e portugueses, sem contar os outros membros dos PALOP’s.
Quanto à pergunta sobre qual o português escrevem ou falam os estrangeiros, posso dar a seguinte resposta: já existe à venda em países como a Itália dicionários de Italiano/Brasileiro e cursos sobre o Português Brasileiro. Sou brasileiro, mas não vejo isso como benéfico para a língua, já que dá a entender que existem duas variantes da língua portuguesa, o que não é verdadeiro. O que existe são modos diferentes de expressar a mesma língua. E o acordo não está aí para mudar esses modos. Simplesmente para unir parte de um vocabulário que nunca deveria ter se disperso.
É isso!
Agosto 26th, 2008 at 21:43
Sr. Marcelo, sou português, e sou como você, totalmente a favor do acordo ortografico (se for ler as minhas opiniões anteriores), sou totalmente a favor da reaproximaçao dos 2 modos de falar português,e até de uma maneira mais abrangente e profunda. Não ponha todos portugueses no mesmo saco. Portanto, distingua de forma inteligente as pessoas. Você misturou alhos com bugalhos, por ter dito “ó portugueses”. Jamais eu diria “ó brasileiros” por saber que existem brasileiros que são contra o acordo ortográfico. Nunca confunda a árvore com a floresta, ok ?
Agosto 27th, 2008 at 8:52
Prezado Sr. Luis. Acredito que minha mensagem foi endereçada a alguém. Tal como isso, fica claro que a expressão “ó portugueses” só o foi àqueles que nem se quer tiveram o trabalho de, ao menos, ler o acordo ortográfico antes de vir fazer críticas, sem que fossem construtivas ou que justificassem suas posições quanto a oposição ao acordo. Justificativas como “sou português e essa língua me pertence”, cá entre nós… nem deve ser levada em consideração.
Peço desculpas se o que escrevi tenha deixado margem para que todos os portugueses se sentissem abangidos pelas minhas críticas.
Um forte abraço.
Agosto 27th, 2008 at 17:06
Qual acordo ortográfico? Que eu saiba a lingua oficial do Brasil é o português, logo o acordo deverá ser feito no Brasil e nos paises que falam/escrevem mal o português. Recuso-me…
Agosto 27th, 2008 at 22:24
Ai, meu Pai… quanto mais eu rezo, mais assombração aparece…
Agosto 28th, 2008 at 1:04
Isabel
Mas que raio de opinião é essa ? nem tem pés, nem cabeça !
Se alguem fala ou articula mal português, então que comecem por….Portugal, e mais propriamente por ti.
Setembro 24th, 2008 at 1:30
“de fato vi assinar o tal pato ou como lhe chamam acordo ortografico” foi isto que conseguiu o engenheiro tecnico Jose Socrates (não sei se é assim que se passa a escrever) que quando apela a que os portugueses devem aderir as novas tecnologias, e de estudar cada vez mais, ele conseguiu em pouco tempo tornar analfabetos 80% dos portugueses, e eu que mal sei escrever agora ainda pior, agora e que sou mesmo analfabeto, o que quer dizer que qualquer brasileiro escreve melhor portugues do que eu, embora eu ja esteja a escrever sem acentos para ver se acerto alguma, depois eu queria perguntar se por exemplo o c de “facto ou de pacto” são mudos? eu acho que não, no que diz respeito a facto, passamos a escrever fato ora ai os brasileiros não tem problema, porque para eles se for facto eles dizem fato, e se for fato eles dizem terno, portanto o problema para eles esta resolvido. Depois, e como vivemos num país democratico e de livre opinião quero dizer que não gosto de nada do que vem do Brasil nem da lingua nem do resto.
Setembro 24th, 2008 at 1:53
Dizem que o português que se fala no Brasil, é tão português como o que se fala no Porto ou no Algarve. Será verdade esta afirmação? Eu acho que não, e porquê?
Porque é que os filmes portuguêses passados no Brasil precisam de legendas? (aqui em Portugal nunca vi passar na tv uma novela brasileira com legendas).
Será que falamos a mesma lingua? será que as palavras “carona, onibus, cafagesti, bunda, torcida, zagueiro, etc…) fazem parte do vocabulário português? ou será que existe um vocabulário português e um vocabulário brasileiro e ainda um cabo-verdiano um angolano e um moçanbicano, etc…
e com tantos vocabularios diferentes continuamos a falar a mesma lingua?
Bem eu tambem entendo os Espanhois e não é por isso que falamos a mesma lingua.
Se perguntarem a qualquer brasileiro residente no Brasil que lingua ele fala, ele responde que fala brasileiro, e tem razão, há gente no brasil que pergunta que lingua falamos em Portugal.
Setembro 25th, 2008 at 22:14
O Brasil é imenso, mas não é suficientemente grande para que o brasileirismo fique por lá, querem faze-lo chegar a nós. Tenho a certeza, que se houvesse um referendo sobre o acordo ortográfico 90% dos portugueses diria NÃO.
Porque será que no Brasil se preocupam tanto que “a gente” por cá fique com uma lingua estagnada? porque não se preocupam com a lingua deles?
Já importamos demasiadas coisas más do Brasil, será que do outro lado do atlântico não vem nada de bom? Nem a lingua? por favor deixem-nos em paz e fiquem lá com as vossas brasileirices…
Setembro 29th, 2008 at 15:06
Desculpe lá Sr. TUGA, mas A-P-O-S-T-O (e ganho) que o sr. nunca esteve no Brasil e fez essa pergunta que é R-I-D-U-C-U-L-A, todos os brasileiros sabem e aprendem nas escolas Língua Portuguesa, da mesma forma que em Lisboa, Cabo Verde, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Moçambique se aprende Língua Portuguesa e não Língua Angolana, etc, etc, etc e tal, ficou admirado? Pois… devia pensar que no Brasil se aprende Língua Brasileira? É triste ver que neste fórum não se discute o conteúdo do Acordo Ortográfico, mas sim o país de maior dimensão, pertencente a mesma língua :(
O tal acordo, é completamente desnecessário, não pq Portugal legitimou a língua como sua, mas sim porque é um acordo imposto a países com diferenças culturais, com pronúncias diferentes (não cito o sotaque que esse mesmo cá dentro do nosso Portugal, é diferente, no norte, no sul e ilhas), letras com tom agudo ou grave, isso não interessa, mas sim a grande questão é que benefícios trará tal acordo? Nenhum. Apenas confusão para as “pobres” criancinhas que terão que aprender nos próximos cinco anos a escrever das duas maneiras, pq esse é o tempo médio pra descobrirmos se o tal acordo foi bem aceite ou não entre toda a população dos países de língua oficial portuguesa. Já agora, o acordo ortográfico, deveria ter uma maior sustentação nos PALOP. Pq? Ora, é simples, porque a África é o único continente com mais de um país de Língua Oficial Portuguesa, mas isso ninguém lembra, será pq é mais cómodo pensar que o acordo se limita a Portugal X Brasil? Como sempre é uma rixa de países de 3º Mundo, sim só os países de 3º Mundo é que se lembram que inventar um acordo ortográfico, será que esse é o primeiro passo para nos “transformarmos” países de 1º Mundo? Em uma coisa estamos de “acordo”, fomos a primeira Língua Oficial, no Mundo a matar as suas variantes.
Setembro 29th, 2008 at 22:45
Desculpe srª Paula, não sei porque é que nós portugueses perdemos o orgulho em ser a matriz da lingua portuguesa, claro está que nenhum país é obrigado a seguir o padrão linguístico de Portugal, cada um é livre de seguir o caminho que entender, não temos que andar todos de mãos dadas a cirandar.
Eu não tenho intenção nenhuma de voltar para a escola, sabe deus o esforço que faço para tentar escrever o português como aprendi nos meus tempos de escola, para agora mudarem tudo, sinto que vou ter alguma dificuldade em escrever com as novas regras, podem chamar-me burro, mas serei só eu? qual é a necessidade desta mudança?
Quando afirma que eu nunca fui ao Brasil, acertou, e mais, não tenciono ir lá, como país não me seduz, e a cultura de um modo geral tambem não, são gostos e gostos não se discutem, mas quero lhe dizer que já estive no Perú,
México e em Cuba.
Quando foi apresentado na RTP o programa prós e contras, sobre o acordo ortográfico ouvi uma senhora brasileira dizer isto: Se Portugal ficar de fora do acordo ortográfico, o português passará a ser uma lingua como o filândes que só se fala na Finlândia. Sinceramente eu não sei se o filandês só se fala na Finlândia, mas mesmo que assim seja vejam só o nivel de vida dos filândeses, para terem aquele nivel de vida não precisam que a sua língua se fale em mais parte nenhuma do mundo.
É com tristeza que noto que com o acordo se passará a escrever mais correcto no Brasil do que em Portugal, uma vez que os brasileiros apenas alteram a maneira de escrever em 0,5% das palavras e nós alteramos 1,5%, seremos sempre um país miserável.
Outubro 4th, 2008 at 22:21
Não há nenhum acordo ortográfico! O principal argumento é o de unificar a língua… mantendo grafia dupla em certas palavras! Isto é uma contradição, ou então querem continuar a rir e a espetar garfadas nos dicionários e esperar pelas palavras a alterar! Os brasileiros não falam nem escrevem Português, já toda a gente sabe. Mas serem eles a querer alterar o que quer que seja e todos do lado de cá do Oceano Atlântico dizermos “ámen”, está fora de causa! Nunca, jamais em tempo algum!
O Português é de Portugal, e isso ninguém pode negar, venha o mais pintado com as teorias que quiser. O argumento dos 180 milhões… então o Inglês já estaria mais do que “americanizado”, se houvesse norma para o idioma internacional por excelência, e a Rainha de Inglaterra já teria sido deposta! E temos de comparar o Português com outros idiomas sempre, e não quando apenas convém a certos iluminados que se arrastam na “blogosfera”. A ver se o Rei de Espanha deixa o castelhano da América do Sul impor-se ao castelhano “espanhol”, comandado pela Real Academia Española! O tanas! Cá deveria haver mão de ferro nesta matéria, e não haveria brasileiros a mandar “papaias” como quem quer ensinar alguma coisa! Eles, brasileiros, é que têm muito para aprender, nós, Portugueses, temos de ter o orgulho em algo que é nosso, sempre foi, o idioma.
É tempo de acabar com más influências.
É tempo de acabar com a palhaçada.
É tempo de acabar esta conversa.
Fico por aqui, e desejo que haja alguém que corra os brasileiros daqui para fora, eles escrevem mal “p’ra caramba”! Xô.
Outubro 5th, 2008 at 13:48
Num país, onde num programa de televisão, ganhou o Salazar como maior figura portuguesa…..então está tudo dito quanto ao carácter RACISTA, XENÓFOBO E CÍNICO da maioria dos portugueses ! felizmente existem uma minoria, como eu, que vai contra maré desta povinho da treta. O mal de Portugal, está neste povo burro e desconfiado em tudo que diz respeito à evolução e modernidade (não é por acaso que o salazarismo durou cerca de 48 anos) fomos os últimos a descolonizar, os ultimos no aparecimento da indústria, ULTIMOS EM TUDO !
O acordo está promulgado, e vocês, oh gentinha retrógada, os vossos filhos e netos vão aprender a nova evolução da lingua portuguesa, como sempre houve nas outras no passado. Felizmente os vossos filhos e netos, irão ser pessoas com visão, mente aberta e moderna.
Outubro 5th, 2008 at 14:02
Senhor Nuno Caldeira: xenofobia é o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo). Xenofobia é também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente. Porém xenofobia pode se manifestar como medo a um desconhecido familiar, mas diferente ao comum (por exemplo, a culturas diferentes). Neste caso, o medo é mascarado no indivíduo em forma de aversão ou ódio, gerando preconceitos. Como qualquer fobia, xenofobia pode vir em diferentes intensidades, podendo se tornar uma doença psicológica. Xenofobia é comumente associado a aversão a outras raças e culturas. É também associado à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes, com os quais o indivíduo que apresenta a fobia habitualmente não entra em contato e evita. Por esta razão Xenofobia tende normalmente a ser visto como a causa de preconceitos. Para o tratamento da xenofobia são normalmente utilizados os métodos da terapia comportamental. O principal princípio desta terapia no que concerne às fobias, é o da exposição ao objecto ou situação fóbica. No caso particular da xenofobia, será a exposição do doente a situação estranhas que ativam sua fobia. Assim sendo, o sujeito vai descobrir que tal situação aterrorizadora, não representa qualquer perigo ou ameaça como ele imaginava. Em alguns casos mais graves é habitual a administração de medicamentos que tenham por objectivo principal a diminuição da ansiedade extrema, uma vez que esta impede que se realizem as sessões terapêuticas de uma forma eficaz. (Fonte Wikipedia).
Esse é o seu caso. Deve procurar um psiquiatra, ao invés de dizer asneiras aqui. Se o senhor conseguiu ler o que aqui está escrito, é porque os brasileiros também falam e escrevem o português.
Outubro 5th, 2008 at 21:11
Caro Marcelo Fontana, sou português, e concordo com o senhor, e gentinha como Nuno Caldeira existem muitos em Portugal. Oxalá que nunca cheguem ao poder, porque senão, voltamos outra vez ao fascismo ! só na próxima geração, é que nos livramos de todos este xénofobos e retrógados.
Outubro 6th, 2008 at 7:52
Calma Senhor Nuno Caldeira! Que preconceito é esse contra mim? Por que esse ódio a mim?? Veja, há 500 anos atrás, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e em 1808, D. João VI (seu rei) fugiu de Portugal e chegou até aqui, neste outro lado do Atlântico (aquele lugar onde só se leva malefícios para este lado daí)….Aqui, vieram com ele mais de 15.000 “amigos” portugueses….Por causa disso tudo, Rio de Janeiro tornou-se o centro administrativo do governo português. Que bacana, né?
Te garanto que de alguma dessas 15.000 pessoas, que abandonaram a sua própria terra, eu tenho alguma descendência. Portanto, a língua é minha também, cara. Por conseguinte, você é meu primo, de trecentésimo octagésimo grau, mas é primo! Somos da mesma família. Que legal, não achas? Nuno, você é uma das figuras mais retrógradas, estapafúrdias, idiotas que eu já vi na face da Terra. É uma figura títere, representando o que há de mais arcaico neste mundo. Eu tenho direito adquirido sobre essa língua, que como já dito alhures, ela é MINHA também! Como é sua e de todos nós!
“Mas a língua pertence somente aos portugueses!” Tudo bem, se você acha que a lígua pertence somente aos portugueses, por que o seu rei apareceu por aqui em 1808? Por que o mesmo não ficou na sua terra, e a defendeu com unhas e dentes, em vez de fugir daí? Por que teve que vir ao Brasil? Ao invés de lutar, saiu correndo daí e veio fugido para cá. Vergonha! Percebo que tem a mesma mentalidade da época de D. João VI! A sua tese é pífia!
Gostaria de estar falando tupi-guarani ao português, só em homenagem a você, Nuno. Mas como aprendi a falar essa língua, só posso te dizer que AMO a MINHA LÍNGUA! Minto, a NOSSA LÍNGUA, mesmo sem nunca ter pisado em Portugal. Espero que essa sua xenofobia seja efêmera e que você perceba os benefícios desse Acordo, no decorrer dela.
Outubro 6th, 2008 at 20:07
Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário! agora pelo menos, os portugueses quando lerem algo escrito por mim cá na terra de Camões, não vão poder dizer que escrevo errado, ou não sei escrever em português, como não sei falar português. Devo escrever em suawili e falar em xosa, Õs portuguêses tem que deixar de achar, que são “donos” da língua, assim que a difundiram pelo mundo, acabou a propriedade. Acho que os portugueses tem que tomar cuidado para não perder a sua segunda lingua oficial, que para quem não sabe é o mirandês.
Outubro 6th, 2008 at 20:15
Sr. Nuno, que horror!!!! como o sr. consegue escrever uma coisa dessas!!! se os brasileiros não sabem escrever, como o ser consegue ler o que escrevem? Todos temos algo para aprender e para ensinar, e o pior de tudo, é que morremos e não sabemos tudo!! mas não adianta espernear, tem que engolir, como eu engulo ainda muita coisa por cá. Mas os meus ancestrais no Brasil não tiveram o problema que tenho tido por cá. Ainda hoje ouvi de uma menina do Mac Donald, que eu não falava português, e a dita menina é cabo verdiana e negra!!!! até ela ahahaha!!!!!!
Outubro 6th, 2008 at 20:26
Sr. Nuno, não sei se sabe que por haver duas grafias, quando um parente meu resolveu ser tradutor frequentando curso em Londres, o fez em portugues americano (como disse) não fez em português peninsular como diz Chomsky. Será que há mais pessoas falando português na forma peninsular ou na forma brasileira? E a ultima reforma da língua foi feita e colocada em uso por Portugal sem consulta ao Brasil, e nem porisso os brasileiros fizeram esse estardalhaço todo!!! não se preocupe, os portugueses serão sempre pessoas importantes, vide os primeiro ministro, ex presidentes que hoje ocupam grandes cargos a nível mundial, só falta mesmo ganhar em outras esferas.
Outubro 7th, 2008 at 1:11
Qual xenofobia qual quê? Vivemos num mundo em que não se pode criticar nada nem ninguém, diz-se logo que é xenofobia e racismo, o português não é racista nem xenofobo, quando muito, podem nos chamar conservadores da nossa cultura e da nossa lingua.
Reconheço no entanto que, últimamente do outro lado do atlântico não vem nada de bom, no Brasil há gente boa concerteza, mas esses não vem para cá.
Gostava que me explicassem, qual é o interesse dos brasileiros em que, Portugal passe a adptar o acordo ortográfico? Sim, qual é o vosso interesse? Estão muito preocupados connosco? A menos que seja para nós entendermos aquelas sete ou oito páginas de anúncios do Correio da Manhã, tipo “bumbum gostoso”, ou ainda quando dobramos uma esquina e ouvimos ” isto é um assalto, tá”.
Sabem porque é que se fala o português no Brasil? Porque os brasileiros não tiveram capacidade para criar uma lingua própria, e então falam uma lingua emprestada.
Li, um destes num artigo aqui na Net, um artigo escrito por uma brasileira onde dizia que, sempre achou a pronúncia portuguêsa horrivel e detestável, pois bem, eu acho que a pronúncia brasileira é uma forma “abixanada” de falar português.
Falam ainda dos tempos do colonialismo, mas que “chachada”, não se esqueçam que a maioria dos brasileiros são netos desses colonos, os verdadeiros brasileiros são os índios, no Brasil não havia brancos nem negros, os negros não tiveram escolha foram levados como escravos, e esses sim foram as grandes vitimas, mas os brancos que eram colonos ficaram todos por
lá. Mas, parece que o colonialismo ainda não desapareceu, os netos desses colonos continuam a roubar as terras dos indios e a vendê-las aos americanos e europeus ricos.
E para aqueles que dizem que a lìngua evolui, é verdade a lingua evolui, mas provem-me que este acordo é uma evolução da lingua e não um retrocesso, provem-me se forem capazes.
Deixem os Portugueses escolher como querem escrever e falar, porque nós portugueses nunca vos criticámos pela vossa escrita e pronúncia e se agora o fazemos é porque vocês a isso nos obrigam.
Por último uma palavra de apreço aos línguistas que tiveram todo esse trabalho em prol do acordo ortográfico, “valeu o esforço mas o acordo no meu entender ficou uma grande merda”.
Outubro 7th, 2008 at 1:36
Concordo com o Tuga este acordo deveria chamar-se “Merdográfico”.
Outubro 7th, 2008 at 9:32
“Sabem porque é que se fala o português no Brasil? Porque os brasileiros não tiveram capacidade para criar uma lingua própria, e então falam uma lingua emprestada” - Você me faz rir…… Sem comentários….
Outubro 7th, 2008 at 14:50
João Tuga, acho que o senhor percebe mesmo pouco de história… infelizmente seus professores não devem ter sido dos melhores. Se não quer falar do passado, então falamos do presente. Quando o senhor diz que os brasileiros vendem terras aos americanos, o que acha então que os portugueses fazem dos grandes aldeamentos do Algarve? Não os vendem para os Ingleses? Ora bem, não dê tiros nos próprios pés…
Outubro 7th, 2008 at 19:13
Sr. Marcelo Fontana, quem não percebe de história é o senhor, porque se percebesse, sabia perfeitamente que os portugueses, vendem aquilo que lhes pertence, não precisam de expropriar terras a ninguém.
Escreveram aqui, que o Brasil recebeu o Rei de Portugal com a sua comitiva de quinze mil pessoas, porque o rei teve que fugir de Portugal, pois bem, o rei não fazia cá falta nenhuma, por isso fugiu, e vocês bem podiam ter ficado com ele. mas nós neste momento não recebemos Rei nenhum vindo do Brasil e já temos cá umas centenas de milhares de brasileiros, e os que vierem por bem sempre vão ser bem recebidos. Sabemos respeitar as tradições daqueles que recebemos, mas por favor não nos obriguem a escrever como vós, porque isso não é português, como eu já tinha dito aqui, a pronuncia brasileira soa a falso, até os cidadãos dos paises de leste que vivem em Portugal, tem melhor pronúncia do que vós, e isto é um FACTO, ou sérá que estou a dizer alguma mentira?
Outubro 7th, 2008 at 21:25
Aos pseudo nacionalistas portugueses ! em vez de vocês se revoltarem contra a invasão escandalosa do Inglês no vocabulário corrente do dia a dia, e cada vez mais acentuada, e que se não for travada, o português em Portugal desaparecerá, na U.E. já pensam em excluir o português nas traduções, e vocês sabem que as linguas maioritárias normalmente comem as minoritárias (sempre foi assim), em vez disso tudo, seus “patriotas”, estão contra o Acordo Ortográfico da Lingua Portuguesa, dos países que falam português, tornar a nossa lingua coesa e firme, o Acordo é um ACORDO (sabem o que quer dizer essa palavra ?), e não uma imposição do Brasil sobre Portugal, um acordo que foi assinado de LIVRE vontade pelo Estado Português.
Dizem alguns que os brasileiros falam mal português, para vossa informação, quem fala mal são a maioria dos portugueses, pois comem as sílabas das palavras, e falam rápido, enquanto os brasileiros não, por isso mesmo, é MUITO mais fácil para um estrangeiro aprender português no Brasil que em Portugal.
O facto (para os ignorantes do acordo, o “c” irá se manter para distinguir-se do “fato”), é que esses “nacionalistas” são mesmo xenófobos, ficam ofendidos na sua honra colonionalista que o Brasil, uma ex colónia, possa também ter algum contributo na lingua portuguesa, pois lá no fundo, o que eles queriam é que fosse no sentido inverso, ou seja,Portugal a mandar, mas isso já é passado.
Para vossa informação, sou português, e sou muito mais patriota e nacionalista que 10000000 criticos do Acordo.
Outubro 7th, 2008 at 21:55
Senhor Antônio Dias. Não fui eu quem escreveu sobre o Rei de Portugal, mas posso lhe responder perfeitamente. O Rei veio sim, fugido para o Brasil, com sua extensa comitiva, e que, infelizmente, obrigou cidadãos nascidos no Brasil a cederem suas melhores casas para abrigar essas “nobres” pessoas. O Rei era português e seu retorno a Portugal foi exigido pelos seus patrícios. Ficou cá seu filho, Pedro I, no Brasil, ou Pedro IV em Portugal que, com o sentimento anti-lusitano incutido nos nascidos em solo brasileiro no seu auge, foi obrigado a proclamar a Independência do Brasil. Mas não estamos aqui pra falar de história, ou estamos? Talvez sim, porque achei muita graça quando o senhor diz que a pronúncia brasileira soa falso. A mesma história, a qual o senhor deve ignorar, nos conta coisas muito interessantes. A título de curiosidade, podem ficar muitos a saber que o Camões falava com um sotaque próximo do dos brasileiros de hoje. Que coisa, hein, senhor Antônio? Aposto que o senhor não sabia disso. Quanto à pronúncia do pessoal do leste, é claro que eles tendem a falar com sotaque lusitano, senão como poderia o senhor explicar como uma pessoa que aprendesse a falar inglês nos Estados Unidos poderia ter sotaque Britânico?
Outubro 8th, 2008 at 4:42
Reações à reforma ortográfica de 1911.
Alexandre Fontes:
“Imaginem esta palavra phase, escripta assim: fase. Não nos parece uma palavra, parece-nos um esqueleto (…) Affligimo-nos extraordinariamente, quando pensamos que haveriamos de ser obrigados a escrever assim!”
Teixeira de Pascoaes:
“Na palavra lagryma, (…) a forma da y é lacrymal; estabelece (…) a harmonia entre a sua expressão gráfica ou plástica e a sua expressão psicológica; substituindo-lhe o y pelo i é ofender as regras da Estética. Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério… Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal.”
Reações ao acordo ortográfico de 1990.
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Outubro 9th, 2008 at 1:40
Há coisas fantásticas, não há? Pois diz o sr. Luis, que no Brasil se pronuncia melhor o português do que em Portugal, porque em Portugal “comemos” as sílabas e no Brasil não. Então não é no Brasil que dizem: Brásiu e Pórtxugal?
Esporte em vez de desporto? Universau em vez de universal? Não é no Brasil que as vogais são quase sempre acentuadas? Já para não falar no vocabulário, Onibus, carona, legal, bacana, orelhão, barbante, babaca, penilongo, etc…, etc… e isto é português? Quanto ao ser patriota isso tem que se lhe diga, ser patriota, não é estar sentado em frente da televisão, a “torcer” pela selecção de futebol, com uma cerveja na mão, ser patriota também é defender a nossa língua e a nossa cultura, mas Sr. Luis, ser contra o acordo não significa ser xenófobo, só uma mentalidade tacanha associa as duas coisas, como quem diz “és contra o acordo? então és xenófobo” eu não sou xenófobo, sou é mesmo contra o acordo, porque acho que não é este o caminho para a nossa lingua evoluir. Tenho lido aqui alguns comentários, que defendem a tese de que Farmácia se escrevia com Ph mas que se evoluiu para se escrever com “F”, e é verdade, mas não precisamos que viesse alguém do Brasil para tirar o Ph da Farmácia, nós próprios o fizemos. Alguém pensou nos portugueses que estejam agora com 50 ou 60 anos e que por exemplo tenham uma escolaridade miníma? Como é que essa gente vai saber escrever corretamente? Vão para a escola outra vez? este acordo foi feito a pensar nos brasileiros e nada mais, enquanto nós alteramos 1,6% da nossa escrita eles só alteram 0,6%, e concordar com isto isto Sr Luis, é a mesma coisa que se deitar para lhe passarem por cima, e ainda se diz patriota?
Outubro 9th, 2008 at 1:56
Como já aqui comentei o Brasileiro é uma forma “abixanada” de falar português.
Viva Pórtxugau!!!
Outubro 9th, 2008 at 14:34
Sr. Fabrício, o que seria de Portugal se à época não tivesse tomado posse do Brasil? Como estaria a biblioteca joanina sem aquele ouro, como estaria o Palácio de Vila Viçosa sem as madeiras e o ouro que deu possibilidade de hoje o Sr. poder desfrutar de um monumento lindo! o que seria da corte que não teria como ter tantas coisas belas que afinal o ouro proporcionou? pelo menos, ensinaram e deram aquilo que lhes podia deixar no momento, que foi belos monumentos e inteligentemente ensinaram a língua portuguesa, para que a mesma com o passar dos anos não chegasse ao que chegou o mirandês, a segunda língua oficial de Portugal. Deixe-se lá de bobagens e aceite o inevitável, escreva sem o c em direto, mas vai continuar com certeza escrevendo treze e dizendo treuze, sem problemas, ou escrevendo piscina e dizendo pixcina. Em português afinal queiram ou não, nos entenderemos, mas os outros também precisam aprender português, como estão fazendo os brasileiros no Haíti, ensinando português aos nativos. Um abraço a todos.
Outubro 9th, 2008 at 16:40
João Tuga, onde está o seu patriotismo, quando entram palavras inglesas no vocabulário dos Portugueses, e qualquer dia passe a ser um crioulo do inglês ou pior, seja um dia a futura lingua de Portugal ?, onde estão as suas criticas a este respeito?, aí sim é que devia ser profundamente contra !
Que mal lhe faz, que a evolução da lingua portuguesa, em consonância com o Brasil que tb fala português, e quem sabe com os paises africanos + Timor, será que não têm direito ? Que direito acha-se Portugal julgar que é o dono da Lingua? perdeu esse estatuto, desde que deixou de ser potência colonial, sabia disso ?
E se estas mesmas modificações nascessem da iniciativa de Portugal, tb seria contra ?
E se visse o comentário nº 67, do Tripov ?, sabe que ortografia com que escreve atualmente com toda naturalidade,(tirei o “c”) foi altamente criticada em 1911 ?
Não é xenófobo !?, então o que será isto que escreveu ? : “aquelas sete ou oito páginas de anúncios do Correio da Manhã, tipo “bumbum gostoso”, ou ainda quando dobramos uma esquina e ouvimos ” isto é um assalto, tá”.”
Se isto não é xenofobia…….então o que será ?, está dizendo que todas brasileiras são umas putas, e os brasileiros sãos uns bandidos.
Cumprimentos
Outubro 10th, 2008 at 6:21
À Neusa Caldas,
Primeiramente, eu não conheço tal biblioteca e não conheço o Palácio da Vila Viçosa porque nunca fui a Portugal.
Agora quanto ao que você mencionou “vai continuar com certeza escrevendo treze e dizendo treuze”, isso é pura bobagem! O que você pode estar mencionando é o fato dos cariocas (naturais da cidade do Rio de Janeiro)dizerem a palavra “douze” ao invés de “doze”. De qualquer forma, isso até nós, paulistas, fazemos brincadeiras com os cariocas. Mas é apenas uma questão de sotaque. Aliás, falando em sotaque no Brasil, isso tem e muito! Do Oiapoque ao Chuí (os extremos do Brasil) há uma variação enorme de sotaques! Cada um fala de um jeito por aqui. Quanto à língua escrita, esta não muda por todo nosso continente. No aspecto da xenofobia, eu já sabia um pouco disso pelos relatos de alguns brasileiros que viveram em Portugal, mas isso não me preocupa, até porque a União Européia institucionalizou a xenofobia em todo o continente. Percebe-se que isso não pertence só aos portugueses.
Outra coisa também é quando João Tuga menciona sobre as palavras ônibus, carona, legal, bacana, orelhão, barbante, babaca, penilongo, etc…, etc…, e dize que as mesmas não são palavras em português. São palavras mais do que comuns aqui no Brasil. Ninguém aqui fala em “autocarro”, por exemplo. Bom, eu não vou me estender muito, pois só vim aqui para ver a opinião dos portugueses sobre o que vocês acham sobre o novo acordo ortográfico, e já estou satisfeito com tal.
Atenciosamente,
Outubro 11th, 2008 at 23:44
Sr Luis, como sabe, há palavras que não têem tradução prática para português, e isso não acontece só com palavras inglesas, temos por exemplo abat-jour (que quer dizer quebra-luz), casse-tête (quebra-cabeças), cassete (caixinha), lingerie (roupa interior feminina) etc…, só para lhe dar alguns exemplos, como vê a invasão de palavras não vêm só do inglês, mas já agora que tradução prática faria o Sr. para “dawnload, ou scanner? Isto é que se chama a evolução de uma língua, eliminando palavras que deixaram de se usar e assimilando outras palavras que sendo novas para nós, não tem tradução prática para português. Quando há dias mencionei algumas palavras do vocabulário brasileiro (como sabe o vocabulário brasileiro difere substancialmente do português), são palavras que no português original não existem, não precisamos de dizer “penilongo” porque dizemos “melga” nem precisamos de dizer “barbante” porque dizemos “cordel”, e isto nada tem a ver com o ser ou não patriota. Agora não podemos é estar a evoluir em duas direcções diferentes, por um lado sofremos a influências dos Países que são nossos vizinhos na Europa, por outro lado vamos na onda do Brasil, e como eu já aqui disse este acordo interessa muito mais ao Brasil do que a Portugal, basta lembrar que o Brasil apenas muda 0,6% da sua escrita e nós mudamos 1,6%, para eles é óptimo ficam com menos problemas para resolver. Eu não sei se o Sr. Luis tem familiares na casa dos 50, 60, ou 70 anos que estejam dispostos a ir para a escola outra vez, é que como sabe este acordo em Portugal vai alterar a grafia em pelo menos 1600 palavras, já para não falar no emprego do (( “ifen”)) e nas palavras que passam a ter dupla grafia, ou seja vamos ter em Portugal pessoas que sabiam escrever correctamente, e vão deixar de o saber fazer. E o que é que isto traz de novo? (para si não sei) mas para mim e para a maioria dos portuguêses só traz problemas.
Nós não sabemos falar chinês nem grego, mas isso nunca foi problema nenhum para qualquer transacão comercial ou politica, mas parece que no Brasil sentem este problema em relação a Portugal, talvez porque os poucos filmes portugueses que lá passam precisam de ser legendados (gostava que o Sr. Luis ou alguém comentasse sobre isto). Quando dizem que o acordo apenas elimina aquilo que não faz falta, quer dizer que andamos(o Sr. incluído) à decadas a aprender inutilidades na escola.
Mudando de assunto, em relação ao meu comentário sobre os anúncios do “Correio da manhã” e dos assaltos, o sr. sabe que isto é verdade, mas não me atribua coisas que eu não escrevi, eu não escrevi que as brasileiras eram todas p… e o brasileiros todos ladrões, portanto o Sr. Luis deve ter entendido mal, se leu todos os meus comentários deve de ter notado que eu escrevi que os brasileiros com valor não vem para cá, para cá só vem a “ralé”.
Nota-se que o Sr. tem grande admiração e simpatia pelo povo brasileiro, mas é pena que eles que eles não sintam o mesmo por nós, sabe que tipo de anedotas eles contam sobre os portuguêses? Não deve de saber, você sabe que ser português no brasil é ser o bobo da corte? Lá com os portuguêses só são simpáticos pela frente, nas costas nas costas são gozões, e o Sr. Luis também parece que é brasileiro, pelo menos por aquilo que você escreveu, não só defende os brasileiros com unhas e dentes, como diz mal dos portugueses, patriotas como você não precisamos obrigado. Já agora comente aquela da pronúncia onde disse que no Brasil se ponuncía o português melhor do que em Portugal, é que eles dizem Pórtxugau, e você acha que é boa pronúncia.
Outubro 12th, 2008 at 15:34
Sr. João “Tuga”, sabe porque os filmes portugueses são legendados ? é devido à pronúncia da maioria de nós portugueses. Já se ouviu ou ouve com atenção a nossa pronúncia ? é rápida, comemos as sílabas, por vezes duas palavras confundem-se numa só, pronunciamos as vogais em tom mudo. Por isso os brasileiros legendam os nossos filmes, e……. tb porque existe quase uma inexistência de material cultural atual (escrevo sem “c”) como por exemplo, vindo da televisão, cinema, música, assim sendo, os ouvidos brasileiros não têm o hábito de escutar a sonoridade do sotaque lusitano. E sabe de quem é culpa ? …de Portugal, que não investe, não promove, não esforça, não reforça os laços, simplesmente vive na sombra do passado, da saudade, do medo e da desconfiança miserável da nossa mentalidade, é a herança do Salazarismo que perdura, o orgulhosamente sós…..condenados a desaparecer do mapa como nação….talvez engolidos pela Espanha, que muitos “patriotas” como senhor que tanto admiram, e sonham com Ibéria.
Os brasileiros têm boa pronúncia, a sonoridade do seu sotaque é melodiosa, pausada, “açucarada”, de vogais abertas. Pergunte a qualquer pessoa não luso falante, qual é a pronúncia lusófona mais adequada para aprender português, e mais agradável ao ouvido, todos dirão-lhe que é a pronúncia brasileira, porque, dizem eles, a brasileira tem as vogais mais perceptíveis, porque são mais abertas, enquanto a pronúncia lusitana tem tom mais rude, agressiva. O tal “portchugau”, é não é assim: é “portugau” (o “o” é mesmo um “O”) e é tão válido como o “purtugal” (como o “o” fosse um “u” ) dos portugueses.
Quanto ao “barbante”, vá consultar um dicionário de lingua portuguesa de Portugal, está lá !: barbante= cordel, fio, está tb enxergar= ver a custo ou vislumbar, botar = colocar, deitar, açougue= lugar onde vende carne (talho), estas palavras são só um pequeno exemplo !. Sabe que no Brasil fala-se ainda palavras que já cairam em desuso em Portugal, só que os portugueses já perderam a sua memória e pensam que são palavras surgidas no Brasil ? claro existem palavras que surgiram no Brasil, ônibus, esporte, concreto (betão), o seu penilongo tb, mas isso é natural que surjam pois existem os regionalismos assim como o “marafado” do meu Algarve, o “morcão” do Porto. Mas estas divergências de vocábulos, lexicais, ortográficas existem, porque primeiro devido à distância geográfica, pouco contato com o Brasil e vice versa, e fundamentalmente por falta de Acordo linguístico, isso um Acordo, sabe o que significa “acordo” ? acha que é mesmo que imposição ?, para mim este acordo até sabe a pouco, devia ser Ortografico, lexical e vocabulário, mas quem sabe o resto venha depois. Preeocupado com os tais 1.6 % ?, e daí ? qual é o seu problema ? então os 98,4 % que os brasileiros falam ? que tem tal ? Depois deste 1,6 % dos portugueses, pode ser na próximo acordo 1, 6 % a nosso “favor”, fica contente assim ?
Como traduziria “download ” e “scanner” ? facil ! “descarregar” e “rastrear”
Não respondeu-me à pergunta: se esta mudança de ortografia, fosse surgida unilateramente de Portugal ? seria tb contra ?
Está preocupado com as pessoas dos 50, 60 e 70 anos ?, então a preocupação deles com os seus pais e avôs, quando foi a mudança ortografica em 1911, que ainda foi, muito, mas muito mais radical ? a atual mudança do Acordo Ortográfia é uma “criança” ao pé da que foi feita em 1911, sabia ?
As pessoas dessa época não se adaptaram ?, e as gerações seguintes não encararam com naturalidade a nova ortografia, então mesmo acontecerá com esta que é quase imperceptível. As pessoas não se habituaram ao Euro, após décadas de escudo ?
Admiro sim o Brasil, já fui lá 4 vezes, e você não tem minima nocão o quanto é um colosso, aquele país que fala a nossa língua, é esse país que você tem tanto desprezo, que dá visibilidade ao português, com que muitos não luso falantes ainda tenha interesse em aprender português, é um orgulho ver aquele gigante, a caminho de ser um G8, falar tb português. E no futuro será Angola, com sérias aspirações ser um grande país e a fala tb português, e Portugal o que faz ? menospreza esse infindável potencial, pois está completamente hipnotizado com a Espanha, olhem só esse grande “patriotismo” !
Eu defendo o Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, e todos outros paises de lingua portuguesa, pois sinto-me um cidadão lusófono !, “a minha pátria é a lingua portuguesa” quero que o português seja a lingua universal que une 4 continentes, não quero reduzir-me ao “lusitano”, pois é isso que “patriotas” como senhor querem, que se fale “lusitano” em vez do português. E aí, triste destino, triste fado ! seremos engolidos pelo espanhol ou inglês, para delírio de “patriotas” como o senhor !
Outubro 12th, 2008 at 18:43
Pois Sr. Luis, se ser patriota é dizer mal de Portugal e dos portugueses, o Sr. deve de ser um dos maiores patriotas com quem me cruzei últimamente, pois ainda aqui não escreveu uma única pavavra simpática para com o seu País, uma só. É verdade que o Brasil é um colosso emergente, ninguém duvida disso, mas diga-me se souber de alguma coisa boa que venha de lá para cá, novelas? a ralé da sociedade deles? o acordo ortográfico? Como sabe Portugal é um País com cerca de dez milhões de habitantes, cerca de metade do númeto de habitantes da cidade de S. Paulo (disse Cidade e não Estado) e o Sr. Luis ainda nos quer comparar com o Brasil? em quê? O Brasil tem petróleo, ouro, diamantes, madeiras exóticas (por enquanto) e muito turismo, portanto tem potencialidades que nós não temos, e o que é de admirar é que só agora começaram a emergir, mas oxalá consigam combater as disigualdades que são gritantes. Não compare aquilo que não é comparavel, porque comparar Portugal com o Brasil é o mesmo que comparar Portugal com o Canadá por exemplo.
quanto ás suas traduções para dawnload e scanner, é assim “descarregar” faz lembrar “descarregar autoclismo” e scanner além de ser usado para rastrear, um scanner também se refere a um instrumento de leitura óptica e nada tem a ver com aquilo QUE OS BRASILEIROS DIZEM, esses então nem sequer dizem scanner, para eles é “escanner”, mas com tanta idas ao Brasil o Sr. Luis já deve de estar com uma pronúncia um tanto abrasileirada, por isso começo a perceber o ódio que tem à pronúncia do seu país.
Só não entendo essa raiva que tem aos ingleses e aos espanhóis, pois os melhores clientes do seu Alvarve são ingleses não são brasileiros, o principal parceiro de Portugal em trocas comerciais é a Espanha, não é o Brasil. cada um deveria de ter orgulho no país onde nasceu, eu tenho, nasci em Portugal, sou ibérico (com muito gosto) e europeu, e sinto orgulho nisso.
E agora a culpa de os ouvidos dos brasileiros não estarem habituados à pronúncia portuguesa é… vejam só …do governo (isto é ridiculo) porque não investiu. Eu gostava de saber quanto ou o que é que o Sr. Luis vai ganhar com o acordo ortográfico, acha que o governo deveria investir dinheiro dos nossos impostos? quando ser investe é para haver retorno, que retorno teriamos? Mais meia dúzia de brasileiros a entender um pouco melhor o português? Por mim acho que não vale a pena pagar impostos para isso.
Depois vem falar no acordo de 1911, por amor de Deus, o Sr. que mostra ser uma pessoa com uma certa cultura, sabe perfeitamente que a taxa de analfabetismo em 1911 era de 75%, e dos 25% que não eram considerados analfabetos, quantos teriam mais do que a antiga 4ª classe? que impacto queria o Sr. Luis que esse acordo tivesse? Francamente. 1911 vão quase 100 anos, qualquer dia estamos a discutir a descoberta do Brasil.
Outubro 13th, 2008 at 8:00
Só uma retificação….melga (é a primeira vez que vejo essa palavra na minha vida) significa peRnilongo e não “penilongo”….
Eu só entrei nesse fórum para ter uma interatividade maior com o povo português, pois, até então, eu nunca havia conhecido um sequer. Também, nunca vi um filme português, mas creio que se visse, sinceramente, eu só conseguiria entender legendado. Quando eu tinha uns 13 anos de idade (mais ou menos no ano de 1996), meus pais assinaram TV a cabo, pegando várias emissoras de todos os lugares do planeta. Fiquei ansioso para saber as nacionalidades das mesmas…consegui descobrir quase todas….passava por um canal, e pensava: “Essa daqui é espanhola”… passava por outro: “Bom, essa daqui é de língua inglesa, deve ser americana…” E mais outro: “essa é japonesa!” e assim por diante….
Mas tinha um canal de TV que eu não descobria nem a pau! Achava que era do leste europeu, ou sei lá de onde…o logotipo desse canal ficava no canto superior direito da tela e se chamava “RTP”….Quando descobri que o canal era português, foi um impacto tão grande, pois imaginava comigo mesmo: “nossa, eles falam português? Que diferença de sotaque!” Coisa de garoto. Chamei até o meu pai para assistir os portugueses falarem o português: “Pai, vem cá ver a nossa língua ser falada pelos portugueses! Totalmente diferente da nossa, pai! Que maneiro!” O meu pai simplesmente falou: “Existe uma diferença de sotaque muito grande, filho.” Mas não era uma diferença de sotaques existentes no Brasil, como, por exemplo, o gaúcho do nordestino….Era uma diferença gritante, como se fossem duas línguas autônomas.
para se ter uma idéia, a rede Globo fez uma entrevista com José Saramago e a entrevista inteira foi legendada. Mas não acredito que seja um desrespeito para com vocês, portugueses. Posso garantir que mais de 80% dos brasileiros não entenderiam. O máximo que iriam fazer é “pescar” uma palavra ou outra. É que realmente fica difícil de se entender quando não há um intercâmbio da língua (falada e não escrita) com Portugal. Vocês entendem o nosso português porque estão acostumados com a música, novelas, as “centenas de milhares” de brasileiros que vivem por aí etc…
Quanto ao acordo, no Brasil, também existem críticas ao mesmo. Eu também não me imagino escrevendo “ideia”. E quanto ao trema? Escrever “cinquenta”? Inimaginável. Mas garanto que não vou ter que voltar a escola para reaprender tudo de novo. Não sei quanto a Portugal, mas no Brasil se aceitará ambas as grafias até 2012. é um tempo razoável para adaptar-se, principalmente no que se refere a concursos públicos. E quanto a Portugal? Vocês terão período de adaptação ao novo acordo?
Abraços