RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (IV)
No que respeita a um dos factores determinantes desta classificação – “Acesso a serviços de saúde e recursos” – destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; Gastos Públicos com Saúde (% PIB); Gastos Privados com Saúde (% PIB); Gastos com Saúde per capita (USD):
Destaca-se o número de médicos por cada 100 000 habitantes na Islândia, Suíça, Suécia, Noruega e Holanda (“beneficiando” de se tratar de países com uma população relativamente reduzida); Portugal regista, neste indicador, a 21ª posição mundial), numa classificação liderada por Cuba, com um rácio de 591. Também acima do rácio da Islândia, encontram-se: Santa Lúcia (517), Bielorússia (455), Bélgica (449), Estónia (448), Grécia (438), Rússia (425), Itália (420), Turquemenistão (418), Geórgia (409), Lituânia (397), Israel (382) e Uruguai (365).
A nível de Gastos Públicos com Saúde, os primeiros lugares de entre os 10 países mais desenvolvidos pertencem à Islândia, Noruega e à Suécia; não obstante, a Alemanha registando um rácio de 8,7 % do PIB, detém, nesta matéria, a liderança mundial.
Relativamente aos Gastos Privados com Saúde, os EUA ocupam uma posição claramente destacada relativamente aos restantes países (nos primeiros 75, apenas o Uruguai, 7,1 %; Suíça e Grécia, 4,8 %; Bósnia e Herzegovina, 4,7%; Argentina, 4,6 %; e Brasil, 4,2 %; ultrapassam os 4 %). O “recordista mundial” é, contudo, o Cambodja (com 8,8 % do PIB), destacando-se também o Líbano, com 7,2 % (não devendo esquecer-se que se trata de uma medida da relação entre os gastos e a “riqueza” produzida pelo país).
Em termos de Gastos com Saúde per capita, os EUA lideram também de forma destacada, seguidos pela Noruega e Suíça; Portugal ocupa a 24ª posição (ultrapassando, em relação ao seu nível na tabela geral, Singapura, a Coreia do Sul e a Eslovénia, não se encontrando disponíveis dados relativos a Hong Kong).





