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THE DOORS (II)

18 Outubro 2006 in Música | 1 Comentário » Partilhar Twitte isto

Foi em 1 de Março de 1969, no Dinner Key Auditorium em Miami, Florida. Morrison terá alegadamente exibido os genitais no espectáculo. No meio de uma das canções terá convidado a assistência a manifestar a sua alegria de viver, “libertando-se”. Jimi foi levado a tribunal e obrigado a retratar-se sob pena de cumprir pena efectiva de prisão.

Com a reputação da banda afectada, Jim dedicar-se-ia então a projectos paralelos aos Doors.

O quarto álbum, “The Soft Parade” (1969), lançado em Julho de 1969 ainda mais o distanciou do mundo underground, contendo temas fortemente orientados para o pop com arranjos sofríveis de secções de metal à Las Vegas.

O problema de alcoolismo de Morrison agravou-se, fazendo as sessões de gravação arrastarem-se durante semanas, quando, antes, duravam dias. O grupo estava perto de se desintegrar. Sendo considerado o pior álbum dos Doors, apresenta bons temas como “Wild Child” e “Shaman’s Blues” ou o título tema “The Soft Parade”.

O álbum seguinte “Morrison Hotel” representou um regresso “em força”. Consistente, orientado para o hard-rock, contém o memorável tema de abertura “Roadhouse Blues”. Atingiu o nº 4 nas tabelas de vendas americanas.

Apesar do julgamento em Miami, a banda conseguiu actuar no festival da ilha de Wight em 29 de Agosto.

Jimi gravou no dia do seu aniversário (27 anos) uma sessão de leitura de poesia, mais tarde aproveitada para o álbum póstumo “An American Prayer”.

O último espectáculo dos Doors acontece no “Warehouse” em Nova Orleães, Louisiana, em 12 de Dezembro de 1970. Morrison teve aparentemente um colapso mental em palco, atirando o microfone várias vezes ao chão.

Apesar disso, o grupo parecia disposto a retomar a sua coroa de glória com o que viria a ser o último álbum “L.A. Woman” em 1971. Centrado nas raízes Rhytm’n Blues e Blues, com alguns dos seus melhores temas desde o início em 1967. O tema “Riders On The Storm” tornou-se um dos favoritos das estações de rádio durante décadas.

Em 1971, após a gravação de “L.A. Woman”, Morrison decidiu tirar algum tempo de férias do grupo e foi para Paris, com a sua namorada, Pamela Courson, em Março. Após algum tempo em Paris recomeçou a beber de forma descontrolada e, em Maio, caíu de uma janela do segundo andar. Em 16 de Junho fez uma última gravação com dois músicos de rua com quem travou conhecimento num bar e a quem convidou para gravarem com ele em estúdio. Os resultados foram editados em 1994 num CD pirata com o título “The Lost Paris Tapes”.

Morrison morreu sob circunstâncias estranhas em 3 de Julho de 1971; o seu corpo foi encontrado na banheira do seu apartamento. Concluiu-se que tinha morrido de ataque cardíaco; no entanto, foi mais tarde revelado que não tinha sido feita nenhuma autópsia ao corpo antes de ser enterrado no cemitério de Père-Lachaise, a 7 de Julho.

Os Doors retiravam a sua força da presença sobre o palco de Jim Morrison, sendo sobretudo durante os primeiros dois anos um rock teatral. De certa forma, e não negando a excelente contribuição dos restantes membros, ele – Jim Morrison – “era os Doors“.

Haveria ainda várias tentativas patéticas de continuar os Doors sem a presença de Jim, a última das quais “The Doors in the 21st Century” com um vocalista mais novo que os originais membros da banda sobreviventes e sem o baterista original (John Densmore). Estas tentativas, resultando em fracasso, apenas deslustram a imagem dos membros sobreviventes dos Doors originais, particularmente de Ray Manzarek, revelando o seu espírito oportunista.

A poesia de Jim Morrison, que não era músico (só se lhe reconhece capacidade para trautear melodias na harmónica além de acompanhamento com pandeireta em palco), mas que contribuiu com as melodias de base para a maior parte dos temas, bem como a quase totalidade das letras (a excepção é Light My Fire, de Robbie Krieger, o guitarrista da banda) é o motivo fulcral de todo o culto à volta do grupo, aprecie-se ou não os Doors, com os seus delírios edipianos, as suas imagens de poesia originais e revelando um universo sombrio e violento, e a sua presença magnética sobre o palco manipulando as multidões, sendo o grande shaman.

Grande motivo para o ressurgimento e manutenção do culto sobre os Doors seria a inclusão do tema “The End” no genérico de abertura do filme “Apocalypse Now” (1975), realizado por Francis Ford Coppola, perfeitamente integrado no espírito do filme.

Em 1991, Oliver Stone realizou um filme sobre os Doors, tendo Val Kilmer personificado Jim Morrison. Aqui e além o filme gerou opiniões não favoráveis sobre o modo como Jim era mostrado no filme, criticando-lhe a forma de o apresentar como apenas um louco e inconsequente, esquecendo a sua faceta poética e lírica.

Carlos Paixão da Costa

One Response to “ THE DOORS (II) ”

  1. # 1 vitor costa Says:
    Novembro 4th, 2006 at 20:48

    Oi people, o Jim foi o primeiro a falar de todos os tabus e de toda a hipocrisia que existe nesta sociedade de fachada, desde daquela altura ate aos tempos de hoje, apos nestes tempos serem outros problemas mais sofisticados, mas a treta é a mesma por esse motivo os seus escritos continuam vivos e reflectem a sociedade de hoje e já lá vão 36 anos após a morte dele.
    Desta forma quer dizer que por muito que se critique esta aberração de sociedade mundial, tudo continua na mesma, as pessoas não querem evoluir, preferem ser umas autenticas ovelhas…
    um rebanho sem sentido nem direcção…Enfim
    Outro musico que tambem admiro que tambem chamou atenção a tanta gente, Frank Zappa…
    Jim Morrisson Resçussita…Fases muita falta….
    Quero morrer ao teu lado….

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