Archive for Julho, 2006
CENTENÁRIOS
O ano de 2006 é motivo de evocação do centenário do nascimento de alguns grandes vultos da história da arte, ciência e da cultura em Portugal: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva e Thomaz José de Mello (Tom).
Nos próximos dias (até final da semana), por aqui passarão algumas breves notas sobre as respectivas vida(s) e obra(s).
"TOP DÉPART"
A propósito das férias, que estão aí a chegar, “Top Départ” é uma plataforma de blogues centrados na temática das viagens, com a possibilidade de adicionar fotos, vídeos, som, com uma apresentação personalizável. São já perto de 6 000 “diários”, de cerca de 130 países, e com mais de 60 000 fotos.
5 ANOS
Pai: 5 anos já de imensa saudade…
E a dor de ter de voltar a “reabrir esta ferida”, quando praticamente só em espírito existes… para sempre presente nas nossas mentes.
PROTOCOLO DE QUIOTO (V)
Uma particularidade curiosa do Protocolo é a possibilidade da transacção de “quotas de poluição” (“comércio de emissões”): os países mais poluidores podem adquirir “licenças de emissão” (“créditos”) aos países (menos desenvolvidos) aos quais é tolerado aumentarem o seu actual nível de emissões de gases.
Inaugurou-se uma nova era, a da “Economia do Carbono”, como lhe chamou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território: a tonelada de carbono passou a ter uma cotação no mercado, e os custos ambientais das emissões de dióxido de carbono representam também um custo (social) a repercutir nos preços de todos os produtos e actividades.
Os países podem também aumentar os “créditos” de que dispõem por via da adopção de medidas que aumentem a capacidade do ambiente de absorver mais dióxido de carbono, como por exemplo a plantação de árvores, não obstante a União Europeia manter reticências sobre a quantificação do papel da florestação ou reflorestação.
Outro mecanismo previsto no Protocolo é o da “implementação conjunta”, com um determinado país a poder cumprir parte dos seus objectivos por via de acções desenvolvidas conjuntamente com outros Estados; os países envolvidos têm interesse em gerar créditos que, em 2012, serão objecto de certificação e repartição entre esses países.
Porém, o Protocolo de Quioto, sendo um passo vital no combate às alterações climáticas – e não obstante subsista o risco de as metas estabelecidas não virem eventualmente a ser cumpridas, até pelo peso relativo que os EUA assumem nas emissões poluentes em termos mundiais – não é, infelizmente, tão ambicioso como seria necessário…
Não constituirá mais que apenas uma pequena parte da resolução do problema; há especialistas que defendem que a redução necessária para limitar as consequências do aquecimento global deverá ser (em particular no caso do dióxido de carbono) superior a 50 %!
Vale a pena reflectir – seriamente – nisto…
E, já agora, procurando passar à acção, “10 coisas simples que pode fazer para combater as alterações climáticas” (via bioterra).
P. S. Para saber mais:
http://ecosfera.publico.pt/noticias2003/noticia3395.asp
http://dn.sapo.pt/2004/11/19/sociedade/protocolo_quioto_entra_vigor_a_de_fe.html
http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=68066&idCanal=309
http://jpn.icicom.up.pt/2005/11/28/protocolo_de_quioto_perguntas_e_respostas.html
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=4057&iLingua=1
http://www.geocities.com/Augusta/7135/estufagasesde.htm
http://dn.sapo.pt/2006/06/06/economia/industria_portuguesa_de_reduzir_9_em.html
FLOYD LANDIS DOPADO NO "TOUR"?
A Phonak, equipa do vencedor do “Tour de France”, o estado-unidense Floyd Landis, anunciou que o teste realizado ao ciclista no final da 17ª etapa da prova (que venceu destacado, recuperando o tempo perdido na etapa precedente) no âmbito do controlo anti-doping deu resultado positivo, acusando um rácio de testosterona / epitestosterona superior a 4/1 (o mais normal nos humanos é um rácio de 1/1, sendo que algumas pessoas têm a característica de segregar índices anormais de testosterona).
Se a contra-análise confirmar o resultado do teste, deverá ser-lhe retirada a vitória na prova, tendo a equipa anunciado que, em tal caso, o ciclista seria alvo de despedimento.
Depois da exclusão de Ivan Basso e Jan Ullrich (2º e 3º classificados na edição do ano passado da mais importante prova de ciclismo mundial) da competição, na véspera do seu início, este poderá ser (mais) um rude golpe na credibilidade da modalidade.
PROTOCOLO DE QUIOTO (IV)
No caso específico de Portugal – que era, em 1990, o país da União Europeia com menor emissão de dióxido de carbono “per capita” –, a meta passava, não pela imposição de uma redução, mas por uma limitação de crescimento até 27 %… que não estará a ser cumprida, estimando-se que o acréscimo das emissões poderá ascender, em 2010, a 49 %!
Actualmente, de acordo com o Plano Nacional de Alocação de Licenças de Emissões, a indústria portuguesa deverá reduzir as emissões de dióxido de carbono em 9 % entre 2008 e 2012.
O Governo português aprovou, em Junho de 2004, o Plano Nacional para as Alterações Climáticas, com políticas e medidas visando a redução das emissões em todos os sectores de actividade.
Foi também aprovado pelo Governo o regime jurídico que instituiu o Comércio de Emissões, tendo sido, por outro lado, isentados de Imposto Sobre Produtos Petrolíferos os biocombustíveis e aprovado um novo sistema tarifário para as energias renováveis, procurando viabilizar as novas energias renováveis (marés, ondas, biomassa e fotovoltaicas) e consolidar as mais desenvolvidas (eólica e hídrica). O regime de eficiência energética e qualidade do ar interior dos edifícios obriga à instalação de painéis solares para aquecimento em todos os novos edifícios.







