Archive for 3 Junho, 2005
PABLO PICASSO (IX)
Françoise abandonaria Picasso em 1953, provocando-lhe um sério revés sentimental. Começaria também a sua fase de ceramista, tendo por primeiro trabalho um touro em miniatura; assim conheceria Jacqueline Roque Hutin.
No Verão de 1955, adquire uma “villa” (“La Californie”), em Cannes. Nessa época, estabeleceria uma relação de amizade com o toureiro Luis Miguel Dominguin.
Apresentaria então (1957) vários estudos e versões sobre “As Meninas” de Velasquez, incidindo sobre a obra no seu todo ou apenas em determinados pormenores, com transposição das formas e alterações da composição original.
Em 1958, prepara mural para o edifício da UNESCO, “A Queda de Ícaro”. Em 1959, surge como actor de cinema, com o filme “Le Mystère Picasso”, realizado por Georges Clouzot. Casaria entretanto com Jacqueline Roque Hutin em 1961, a qual acompanharia o pintor até ao fim da sua vida.
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"BLOGUES" BRASIL E GALIZA
Para além dos “blogues” africanos com origem em países de expressão portuguesa, são os escritos no Brasil e, também, na Galiza, os que apresentam uma escrita que nos é mais “próxima”.
Começando pela Galiza, o meu (repetido) destaque vai para o Días Estranhos, de Martin Pawley, de que aqui relembro «o Lingüisticación anormal». Orientado para questões culturais, em particular o cinema, a literatura e a música, assume também um vincado cariz de intervenção social; a defesa intransigente do seu “país” faz-se nesta altura com uma campanha pela participação nas eleições do próximo 19 de Junho (“Hai que botalos” – conjunto de 24 curtas-metragens de realizadores galegos), anunciadas como a “Primavera Galega”, com a perspectiva da substituição do histórico presidente da “Xunta”, Fraga Iribarne:
“O día 19 de Xuño non acaba o mundo. Pero é un día importante. Galiza ten a oportunidade de definirse acerca de si mesma. Díxoo moi ben o Presidente Fraga hai pouco tempo. Galiza ten que escoller entre o prestixio e a aventura. Como colectivo comprometido coa cultura e a sociedade galega, Burla Negra decidiu implicarse na campaña electoral a favor da aventura. Entre outras razóns porque o Prestixio do Señor Fraga afundiu definitivamente, hai case tres anos, a duascentas millas da nosa costa“.
Do Brasil, pela mão do César Valente, chega-nos o Carta Aberta – “Uma espécie de livro de crónicas”, com inúmeros textos deliciosos, de que aqui relembro o fabuloso “Resoluções de Ano Novo“.
Também do Brasil, para além do conhecido Alexandre Soares Silva, ainda referências especiais a:
- Drops da Fal, de Fábia Azevedo.
- Novesfora, de Giniki.
- Querido Leitor, de Rosana Hermann – em actividade desde 2000, tendo ultrapassado já a fasquia dos 2 500 000 visitantes!
- 100sal, da Cláudia Bia.
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JOSÉ ANTÓNIO
José António era uma daquelas pessoas que não engana: tinha a bondade expressa no rosto.
Este homem bom dedicou a sua vida ao futebol, onde só fez amigos e soube conquistar a admiração dos que seguiram a sua carreira.
Recordo particularmente um dia de Outubro de 1985, em que José António se constituiu num dos esteios da selecção nacional que – no jogo mais empolgante que tive a oportunidade de ver na minha vida – conquistou a rara proeza de, em Estugarda, derrotar a “toda-poderosa” selecção alemã, então Vice-Campeã do Mundo, assim alcançando o apuramento para o Campeonato do Mundo no México de 1986.
Este homem bom partiu ontem, aos 47 anos, traído pelo coração, ao fazer o que mais gostava: jogar à bola com os amigos.
Deixa-nos pouco tempo depois de outro homem bom, João Manuel, vítima de doença degenerativa que, de forma fulminante, o consumiu em pouco mais de seis meses.
Ficamos todos um pouco mais pobres.
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