Archive for 27 Abril, 2005
INDEPENDÊNCIAS SUL-AMERICANAS (VI)
A independência hispano-americana não teve como única consequência política o estabelecimento de governos republicanos e constitucionais em lugar da monarquia Borbónica espanhola.
Em 1830, os territórios que haviam estado submetidos à coroa espanhola dividiam-se em 11 nações, número que, em 1903 (com a desintegração final da América Central, a independência da R. Dominicana e Cuba e a criação do Panamá por cisão da Colômbia) ascenderia a 18, marcando um forte contraste com a unidade preservada na América portuguesa e com a união federal que as colónias inglesas na América haviam estabelecido sob a égide dos Estados Unidos, no final do século XVIII.
Não obstante a história comum de conquista, colonização e governo imperial, e pese a existência de uma língua e um património cultural comuns, a América espanhola desintegrar-se-ia por completo.
Factores geográficos e históricos explicam a desagregação da América. A complexidade do território contribuiu para a separação e formação de núcleos populacionais com sentimentos locais.
A aparente unidade formal da colónia, acabou por revelar-se uma variedade a nível de diversidade racial e, particularmente, de estruturação económica, acabando por resultar no nascimento de nações que quase repetiam o antigo quadro da divisão administrativa colonial, até na demarcação das suas fronteiras, tão vagas e imprecisas com outrora, originando conflitos internacionais e ajustes territoriais durante o século XX.
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JOGOS SEM FRONTEIRAS (III)
Portugal participou em 15 edições anuais dos Jogos Sem Fronteiras, por via da RTP, nos anos de 1979 a 1982 e 1988 a 1998.
Ao longo de 15 anos, muitos foram os apresentadores nacionais do concurso, iniciando-se em 1979 com os pioneiros Fialho Gouveia, Eládio Clímaco e Maria Margarida.
Seguir-se-iam Alice Cruz (a partir de 1981), Maria João Carreira e Ivone Ferreira (1982), Ana do Carmo e Ana Zanatti (1989), Conceição Cabral (1992), Cristina Lebre (1993), Anabela Mota Ribeiro e Luís de Matos (1995) e Maria João Silveira (1998).
Não participando nos primeiros anos em que os Jogos começaram a ser transmitidos pela televisão portuguesa, a primeira edição organizada por Portugal decorreu na Praça de Touros de Cascais, em 1979, numa altura em que a televisão em Portugal era ainda a preto e branco (as emissões a cores apenas se iniciariam de forma regular em 1980). Terá sido vista por cerca de 40 milhões de europeus.
As equipas portuguesas, com um arranque lento, acabariam por se vir a impor e alcançar alguma predominância a nível de vitórias, em particular nas Finais anuais (com vitórias de apenas 10 dos 18 países concorrentes): a Alemanha foi o país com mais vitórias (6, essencialmente nas primeiras edições), seguindo-se Portugal (5 vitórias), a Grã-Bretanha e a Itália (4 vitórias para cada país), a Checoslováquia/R. Checa, França e Hungria (cada uma com 3 vitórias – com a cidade húngara de Kecskemet a ser a única das 2 500 cidades participantes a conseguir alcançar duas vitórias na prova, em 1993 e 1996), a Bélgica e a Suíça (com 2 vitórias cada) e, por fim, a Espanha (com uma única vitória).
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ENCONTROS DE "BLOGUES"
A minha ausência da blogosfera na passada semana levou a que tivesse falhado o que foi – de acordo com todos os relatos que tive oportunidade de ler – uma excelente organização da Mar (Espelho Mágico), reunindo em Beja alguns dos melhores bloggers nacionais para debater este fenómeno.
Podem ler-se alguns dos textos escritos a propósito do evento, no Espelho Mágico, Ruínas Circulares ou no Charquinho.
Entretanto, de forma mais “institucional”, está já agendado para os próximos dias 14 e 15 de Outubro o “II Encontro de Weblogs“, a realizar na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, numa organização do Laboratório de Comunicação (LabCom) da U.B.I..
(via Blogue dos Marretas)
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