Leonel Vicente
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Archive for Julho, 2004


JOGOS OLÍMPICOS – 1956 – MELBOURNE

Melbourne - 1956

Pela primeira vez na história, os Jogos da XVI Olimpíada foram realizados fora da Europa ou dos Estados Unidos, chegando ao hemisfério Sul, à Austrália (que derrotara a candidatura de Buenos Aires… por 1 voto!), onde 3 314 atletas, representando 72 países, disputaram 145 provas, de 22 de Novembro a 8 de Dezembro de 1956.

Dadas as restritivas leis australianas quanto ao período de quarentena de animais, pela primeira vez, as provas de hipismo tiveram de ser realizadas num outro país, no caso a Suécia, em Estocolmo (provas realizadas em Junho de 1956), na única vez, em 100 anos de história olímpica, em que a unidade no tempo e no espaço não foi respeitada.

Na sua segunda presença, a URSS assumiria a liderança mundial em termos de medalhas conquistadas, o que se tornaria uma quase constante até ao fim da sua existência como país unificado, apenas perdendo para os EUA em 1968 e (em número de medalhas de ouro) em 1964.

O atleta russo Vladimir Kutz ganharia as provas dos 5 000 e 10 000 metros. O húngaro Laszlo Papp tornou-se no primeiro pugilista a conquistar três medalhas de ouro.

Na ginástica, o ucraniano Viktor Chukarin venceu 5 medalhas, 3 das quais de ouro, elevando o seu total para 11 medalhas (sendo 7 de ouro). Por seu lado, a húngara Agnes Keleti, conquistando 4 medalhas de ouro e 2 de prata, atingia um total de 10 medalhas olímpicas.

A equipa norte-americana de Basquetebol exerceu tal supremacia que marcava cerca do dobro dos pontos dos adversários, vencendo todos os jogos por mais de 30 pontos de vantagem.

A jovem australiana Elizabeth “Betty” Cuthbert, ao vencer 3 medalhas de ouro (100m e 200m e estafeta 4 x 100m), tornou-se numa heroína nacional.

Portugal participaria com uma pequena delegação de 12 atletas, sem resultados desportivos de destaque.

No quadro de medalhas, os primeiros países foram:

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…13 DIAS – JUKKASJARVI

Jukkasjärvi - Ice Hotel

Em Jukkasjärvi, uma pequena povoação Sami, na Lapónia Sueca (significando o nome da localidade, “ponto de encontro”), a 200 km do Círculo Polar Árctico, pode encontrar-se uma incrível obra de arte, o “maior igloo do mundo”, o Hotel de Gelo, esculpido em cerca de 10 mil toneladas de gelo e cerca de 30 mil toneladas de neve.

Um hotel “renovado” a cada ano… na verdade, um hotel efémero – apenas funcionando no Inverno (de meados de Dezembro a meados de Abril) –, dado que um novo tem de ser construído todos os anos, porque derrete sob os raios do Sol na Primavera, quando as temperaturas sobem acima dos 0 graus.

O tecto, as paredes, os pilares, as camas, as mesas, os sofás, até os copos do bar: tudo em neve e gelo!

A porta de entrada é coberta com peles de rena; ao entrar no hotel, passa-se de uma temperatura exterior de 15 a 20 graus negativos para apenas cerca de 7 graus abaixo de zero, graças ao isolamento proporcionado pelas paredes de gelo, construídas a partir de blocos extraídos das águas geladas do rio Torne.

No “Ice Hotel”, os hóspedes dormem em especiais sacos de dormir polares, sobre camas de gelo cobertas com pele de rena, despertando de manhã com bebidas quentes para relaxar o corpo, seguindo depois para a sauna. Existe também um “Teatro do Gelo”.

Para além de Jukkasjärvi, o primeiro hotel do género em todo o mundo, há já mais dois outros hotéis, em Montmorency, Quebec, no Canadá e na Gronelândia.

Há 1 ano no Memória Virtual – “Fatias de Cá”

[1600]

VAN GOGH (II)

VanGogh-Marguerite in the GardenEm 1877, abandonaria Inglaterra, iniciando um trabalho temporário numa livraria em Dordrecht, o qual contudo não o satisfez também, rapidamente se deslocando para Amsterdão, onde desenvolve estudos religiosos.

No ano seguinte, numa tentativa de dar forma a essa vocação religiosa, vai para Borinage (Bélgica), uma região de minas de carvão, perto da fronteira francesa, em que vive num ambiente de grande pobreza, lendo a Bíblia aos mineiros. Algumas das suas gravuras retratam esta fase, caracterizando-se por falta de luz e opressão retratada na atmosfera escura.

Neste período, dedica toda a sua energia a ajudar os mineiros, dando-lhes roupas e comida. Mas viria a perder o trabalho em Borinage, o que lhe provocou uma depressão, ao perceber que os seus esforços tinham sido em vão. Não obstante, muda-se para Cuesmes, para continuar trabalho semelhante ao da ajuda aos mineiros. Paralelamente, começa a renovar-se o seu interesse pela pintura.

Em 1880, abandona as questões religiosas, dedicando-se exclusivamente à pintura dos mineiros e tecelões pobres. Dada a sua precária situação financeira, começa a ser apoiado financeiramente pelo irmão Theo. Nesse ano, começa a ter estudos de anatomia e perspectiva na Academia de Artes de Bruxelas.

No ano seguinte, é devastado pela rejeição pela prima Cornelia Adriana Vos-Stricker (Kee), que lhe provoca uma depressão.

[1599]

JOGOS OLÍMPICOS – 1952 – HELSÍNQUIA

Helsínquia - 1952

Em Helsínquia, em 1952 – de 19 de Julho a 3 de Agosto –, pela primeira vez na história, as duas super-potências, EUA e União Soviética (estreante), enfrentavam-se no campo desportivo, aumentando o número de atletas presentes para 4 955, representando 69 países, disputando 149 provas.

Estes Jogos Olímpicos marcam o regresso da Alemanha (cuja última presença anterior datava já de 1936), com uma equipa da República Federal Alemã (RFA). A República Democrática Alemã (RDA) não participaria ainda nestas Olimpíadas.

A equipa feminina de ginástica da URSS iniciaria aqui um domínio que se estenderia por um longo período de 40 anos, em que venceu sucessivamente todas as Olimpíadas… até o próprio país se desmembrar em diversas repúblicas independentes.

No Triplo-Salto, o Campeão Olímpico seria o brasileiro Ademar Ferreira da Silva, batendo então o record mundial.

Mas a grande figura dos Jogos seria o checoslovaco Emil Zatopek, conhecido como “Locomotiva Humana”, que se tornou no único atleta de sempre a conseguir vencer – numa única edição dos Jogos Olímpicos – as corridas de 5 000 metros e 10 000 metros (com um intervalo de apenas 24 horas) e ainda a Maratona.

Portugal apresentaria a maior delegação de sempre até à data, com 73 atletas participantes, tendo obtido nova medalha de bronze (elevando o total geral das medalhas conquistadas para 5 de bronze e 1 de prata), por via de Joaquim Mascarenhas Fiúza e Francisco Rebelo de Andrade, na prova de Vela (classe “Star”).

No quadro final de medalhas, destacaram-se os seguintes países:
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RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (X)

Procurando retomar uma vertente positiva, concluo hoje uma breve resenha de alguns dos principais aspectos relatados no Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, com mais uma comparação de indicadores, desta vez, a nível dos diversos continentes, com indicação dos países com melhor desempenho a nível “regional”.

Os indicadores que seleccionei são o Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; Casos de Tuberculose por 100 000 habitantes; Esperança de vida à nascença; Taxa de mortalidade infantil (por 1 000); Taxa de literacia população entre 15 e 24 anos; PIB per capita em USD; % Crescimento anual do PIB 1990-2002; Telefones por 1 000 habitantes:

EUROPA
- (1) Noruega: 367 / 5 / 78,9 / 4 / 100 / 41 974 / 3,0 / 734
- (2) Suécia: 287 / 4 / 80,1 / 3 / 100 / 26 929 / 2,0 / 736
- (5) Holanda: 328 / 7 / 78,3 / 5 / 100 / 25 886 / 2,2 / 618
- (6) Bélgica: 419 / 11 / 78,8 / 5 / 100 / 23 749 / 1,8 / 494
- (7) Islândia: 352 / 3 / 79,8 / 3 / 100 / 29 749 / 2,1 / 653
- (26) Portugal: 318 / 37 / 76,2 / 5 / 100 / 11 948 / 2,5 / 421

OCEANIA
- (3) Austrália: 247 / 4 / 79,2 / 6 / 100 / 20 822 / 2,6 / 539
- (18) N. Zelândia: 219 / 11 / 78,3 / 6 / 100 / 14 872 / 2,1 / 448
- (63) Tonga: 35 / 41 / 68,6 / 16 / 99,2 / 1 347 / 2,2 / 113
- (75) Samoa: 34 / 44 / 70,0 / 20 / 99,5 / 1 484 / 3,2 / 57
- (81) I. Fiji: 34 / 43 / 69,8 / 17 / 99,3 / 2 281 / 1,8 / 119

AMÉRICA DO NORTE
- (4) Canadá: 187 / 5 / 79,3 / 5 / 100 / 22 777 / 2,2 / 635
- (8) EUA: 279 / 4 / 77,1 / 7 / 100 / 36 006 / 2,0 / 646
- (29) Barbados: 137 / 20 / 77,2 / 12 / 99,8 / 9 423 / 1,6 / 494
- (39) St. Kitts and Nevis: 117 / 14 / / 20 / / 7 745 / 3,5 / 500
- (45) Costa Rica: 160 / 19 / 78,1 / 9 / 98,4 / 4 271 / 2,7 / 251

AMÉRICA DO SUL
- (34) Argentina: 304 / 61 / 74,2 / 16 / 98,6 / 2 797 / 1,7 / 219
- (43) Chile: 115 / 20 / 76,1 / 10 / 99,0 / 4 115 / 4,4 / 230
- (46) Uruguai: 387 / 37 / 75,3 / 14 / 99,1 / 3 609 / 1,4 / 280
- (67) Suriname: 50 / 103 / 71,1 / 31 / / 2 199 / 0,5 / 164
- (68) Venezuela: 200 / 54 / 73,7 / 19 / 98,2 / 3 760 / -1,0 / 113

ÁSIA
- (9) Japão: 202 / 44 / 81,6 / 3 / 100 / 31 407 / 1,0 / 558
- (22) Israel: 375 / 9 / 79,2 / 6 / 99,5 / 15 792 / 1,8 / 453
- (23) Hong-Kong: 160 / 95 / 79,9 / … / / 23 800 / 2,2 / 565
- (25) Singapura: 140 / 44 / 78,1 / 3 / 99,5 / 20 886 / 3,8 / 463
- (28) Coreia do Sul: 180 / 138 / 75,5 / 5 / / 10 006 / 4,7 / 489

ÁFRICA
- (35) I. Seychelles: 132 / 52 / / 12 / 99,1 / 8 320 / 2,6 / 269
- (64) I. Maurícias: 85 / 137 / 72,0 / 17 / 94,5 / 3 740 / 4,0 / 270
- (92) Tunísia: 70 / 26 / 72,8 / 21 / 94,3 / 2 149 / 3,1 / 117
- (105) Cabo Verde: 17 / 352 / 70,2 / 29 / 89,1 / 1 345 / 3,4 / 160
- (108) Argélia: 85 / 51 / 69,7 / 39 / 89,9 / 1 785 / 0,3 / 61

[1597]

JOGOS OLÍMPICOS – 1948 – LONDRES

Londres - 1948

As XII e XIII Olimpíadas, que deveriam ter-se realizado em 1940 e 1944, acabariam por ser anuladas, devido à II Guerra Mundial.

Após uma interrupção de 12 anos, os Jogos da XIV Olimpíada seriam disputados em Londres, em 1948 (repetindo também a organização de 1908), de 29 de Julho a 14 de Agosto, com a participação de 4 104 atletas de 59 países, disputando 136 provas.

Os Jogos de 1948 seriam os primeiros a ser efectivamente transmitidos pela televisão, apesar de serem ainda poucos os ingleses com televisão em casa.

Ficaram também assinalados pela primeira presença dos “países comunistas”, provenientes do bloco de leste, na sequência do fim da Guerra. Ao contrário, primaram pela ausência, grandes potências como a Alemanha, a URSS e o Japão.

A holandesa Fanny Blankers-Koen tornar-se-ia na primeira mulher a conquistar 4 medalhas de ouro numa única Olimpíada, vencendo os 100m, 200m, 80 m barreiras e estafeta. Apesar de ser também recordista mundial do salto em altura e do salto em comprimento, seria impedida pelo regulamento de participar em mais provas.

O norte-americano Bob Mathias, vencendo a prova do Decatlo com a idade de 17 anos, tornou-se no mais jovem desportista de sempre a vencer uma prova de atletismo nos Jogos Olímpicos.

Ilona Elek (Hungria) e Jan Brzak (Checoslováquia) conseguiriam revalidar os títulos olímpicos que tinham conquistado 12 anos em Berlim, tendo portanto (em teoria) perdido a possibilidade de vencer mais títulos, devido à não concretização das Olimpíadas de 1940 e 1944.

Portugal participou no evento com 47 atletas, conseguindo conquistar finalmente a sua primeira medalha de prata, por intermédio de Duarte Bello e Fernando Bello, na prova de Vela (classe “Swallow”). Alcançaria também a 4ª medalha de bronze do seu historial, no concurso de “Dressage” (Hipismo), por Francisco Valadas Jr. e Luís Mena e Silva (também já medalhado em 1936).

No quadro de medalhas, os primeiros países foram:

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…14 DIAS – IUCATÃO

Chichen Itzá - Pirâmide de Kukulkán

As civilizações mais avançadas da América Central foram a maia e a azteca. Os maias estabeleceram-se ao norte da península de Iucatão, construindo várias cidades-santuários, enquanto os aztecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco, onde edificaram a capital de seu império, México-Tenochtitlán.

O império maia tinha uma organização estatal e social bem definida, nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Os maias constituíram um dos mais cultos povos da América pré-colombiana, revelando grande sentido artístico e um elevado nível intelectual e cultural, patente nomeadamente nos grandes avanços nas áreas da matemática e da astronomia, por exemplo com o seu calendário de grande fiabilidade.

Deixariam também o testemunho da sua grandeza em colossais obras arquitectónicas, de que se destacam os templos e palácios em terraços piramidais, assim como os relevos e esculturas decorativas e pinturas.

Em 1841-42, o americano John Lloyd Stephens descobria, nas florestas do Noroeste do interior da península do Iucatão – na região de Puuc (“Terra das Colinas��?) – maravilhas atrás de maravilhas, de que são exemplos: a fachada de um templo grandioso em Labná, a “Casa Grande��? de Sayil (sumptuoso palácio).

Entre cerca dos anos 800 a 1000, a região de Puuc teria mais de 150 prósperas cidades, de que se destacavam Uxmal, Kabah e Sayil – locais actualmente considerados Património Mundial da Humanidade.

Localizado no sudeste do México, o Estado de Iucatão compõe, com mais dois estados (Campeche e Quintana Roo), a península de Iucatão. O Iucatão apenas seria tomado pelos espanhóis na década de 1540 a 1550, depois de vários reveses, por Francisco Montejo (filho), que viria a ser o seu primeiro governador. A sua casa, em Mérida (concluída em 1549), manteve-se como uma jóia, com elementos decorativos que imitam os que se encontram em peças de ourivesaria.

Mérida, a actual capital do Estado de Iucatão, é uma cidade charmosa, de ruas estreitas, edifícios coloniais e de estilo europeu, tendo sido também um importante centro da cultura maia no Iucatão antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Não obstante ter sido edificada como uma importante cidade do Império Maia, não conserva já resquícios desse tempo, apresentando agora uma arquitectura colonial, influenciada pelas luzes europeias do século XVIII e pela Belle Époque dos finais de XIX, com o destaque para a Plaza Mayor e a Catedral de Santo Ildefonso, edificada na segunda metade do século XVI, a igreja mais antiga de toda a América continental. Constitui, ainda assim, um ponto de partida privilegiado para explorar os principais sítios arqueológicos da região: Uxmal (a 74 km) e Chichen Itzá (a 120 km).

Uxmal - Pirâmide do MágicoUxmal – A mais famosa das antigas cidades maias de Puuc – ou terra das colinas – no Iucatão, a capital da civilização maia, com a sua “Pirâmide do Mágico��? (gigantesca, com 5 templos sobrepostos, a mais de 30 metros de altura) e o maravilhoso “Palácio do Governador��?.

Mas a cidade mais importante do Iucatão, do tempo do Império dos maias, foi sem dúvida a cidade sagrada de Chichen Itzá (“Boca do Poço dos Itzaes��?), que prosperou entre os anos 750 e 1200, onde ainda hoje é possível extasiar-nos com a cultura maia e com a sua grandeza colossal, expressa nomeadamente em construções como a Casa das Monjas, o Anexo, a Igreja, a Casa Colorada e a de Venado (estilo arquitectónico Maia Clássico, dos séculos IV a X); e, num estilo arquitectónico do período Toldeca, nos séculos X a XIII (com influência de outros povos mexicanos), os edifícios mais majestosos, da fase de maior pujança da cidade, como o Castelo ou Pirâmide de Kukulkán (o deus Sol) – com 24 metros de altura, 60 de base e uma escadaria de 91 degraus –, a Praça das Mil Colunas e o Templo dos Guerreiros.

Há 1 ano no Memória Virtual – 1º mês

[1595]

VAN GOGH (I)

VanGogh-Self-Portrait Vincent Willem van Gogh nasceu em 30 de Março de 1853, na pequena aldeia de Groot-Zundert, próximo de Breda, no sul da Holanda (fronteira com a Bélgica), filho do pastor da Igreja protestante Theodorus van Gogh (1822-1885) e de Anna Cornelia Carbentus (1819-1907).

Em 1857, nasceu o seu irmão Theodorus (Theo), que o acompanhou e apoiou durante toda a vida.

A educação escolar de Vincent inicia-se em Zevenbergen, aprendendo francês, inglês e alemão. Em 1866, frequenta o internato estatal Rei Wilhelm II, em Tilburg, escola que reservava algumas horas ao estudo da arte.

Após a conclusão dos estudos, em 1869, Vincent começa a trabalhar como aprendiz na filial de Haia (fundada pelo seu tio) da Goupil & Cie., sociedade de negociantes de arte de Paris. Viria a transferir-se para a filial de Londres em 1873, aproveitando para visitar museus e galerias, alargando o seu conhecimento das artes. Começa contudo a revelar pouco interesse pelas suas tarefas, sendo transferido para Paris em 1874; contudo, regressaria, ainda no mesmo ano, a Londres.

Em 1876, demite-se do emprego, deslocando-se para Ramsgate (Inglaterra), iniciando-se de seguida como professor, com o Reverendo T. Slade Jones, um padre metodista. Ao mesmo tempo que o seu fervor religioso aumenta, deteriora-se o seu estado físico e mental.

[1594]

JOGOS OLÍMPICOS – 1936 – BERLIM

Berlim - 1936

As Olimpíadas de 1936, realizadas em Berlim, capital da Alemanha, entre 1 e 16 de Agosto de 1936, foram organizadas com um cuidado então inigualável em toda a história do desporto, visando demonstrar a superioridade da raça ariana, transformando a competição num evento político. Participaram 3 963 atletas de 49 países, disputando 129 provas.

Foi a partir de 1936 que se iniciou a que viria a ser a tradicional rota da chama olímpica, viajando desde Olímpia (na Grécia) até ao local dos Jogos. Os Jogos de Berlim foram também os primeiros a ser transmitidos por uma “espécie” de televisão (por via de écrans gigantes espalhados pela cidade)!

Foi também o ano de introdução de modalidades como o Andebol e o Basquetebol.

Curiosamente, seria um atleta negro, o norte-americano Jesse Owens, a destacar-se, ao conquistar 4 medalhas de ouro em provas de velocidade (100m, 200m, estafeta 4 x 100m) e salto em comprimento, obrigando Hitler a retirar-se do Estádio no momento da Cerimónia de entrega das medalhas.

A norte-americana Marjorie Gestring, de apenas 13 anos, seria Campeã Olímpica de saltos para a água, tornando-se na mais jovem Campeã da história das Olimpíadas. A mais nova medalhada de sempre seria a dinamarquesa Inge Sorensen que, aos 12 anos, obteve a medalha de bronze em Natação.

O remador britânico Jack Beresford, vencendo a medalha de ouro na prova de “Double Sculls” conseguia ser medalhado em 5 Jogos Olímpicos consecutivos (entre 1920 e 1936!).

Portugal obteria nova medalha de bronze, mais uma vez em Hipismo, no concurso de obstáculos por equipas, através de Luís Mena e Silva, Domingos de Sousa Coutinho e José Beltrão.

No quadro de medalhas, os países mais medalhados foram:

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RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (IX)

A encerrar estas breves referências ao desempenho de países de expressão portuguesa e dos países de menor desenvolvimento, aqui ficam os resultados apurados relativamente aos seguintes indicadores, Taxa de literacia população entre 15 e 24 anos; PIB per capita em USD; % Crescimento anual do PIB 1990-2002; Taxa de inflação média anual 1990-2002; e, por fim, Telefones por 1 000 habitantes:

- (1) Noruega: 100 / 41 974 / 3,0 / 2,2 / 734
- (26) Portugal: 99,5 / 11 948 / 2,9 / 4,2 / 421
- (72) Brasil: 94,2 / 2 593 / 1,3 / 134 / 223
- (105) Cabo Verde: 89,1 / 1 345 / 3,0 / 4,9 / 160
- (123) S. Tomé e Príncipe: … / 326 / -0,6 / / 41
- (158) Timor-Leste: … / 497 / … / / 0
- (166) Angola: … / 857 / -1,5 / 563 / 6
- (167) Tchad: 69,9 / 240 / … / 7,7 / 2
- (168) R. D. Congo: … / 111 / 0,0 / 694 / …
- (169) R. Centro Africana: 58,5 / 274 / – 1,5 / 4,6 / 2
- (170) Etiópia: 57,4 / 90 / 0,2 / 4,0 / 5
- (171) Moçambique: 62,8 / 195 / 2,0 / 26,6 / 5
- (172) Guiné-Bissau: … / 141 / -0,3 / 27,5 / 9
- (173) Burundi: 66,1 / 102 / -0,9 / 15,3 / 3
- (174) Mali: 24,2 / 296 / -0,2 / 4,6 / 5
- (175) Burkina Faso: 19,4 / 264 / 1,1 / 4,9 / 5
- (176) Níger: 24,5 / 190 / – 1,9 / 5,4 / 2
- (177) Serra Leoa: … / 150 / – 3,3 / 24,5 / 5

Bastantes números “chocantes”, começando desde logo pelas taxas de literacia de jovens, muito abaixo dos 50 %, e, sobretudo, pelo PIB per capita, com muitos países a produzirem uma riqueza média diária por pessoa, inferior a 1 dólar (mesmo abaixo de 50 cêntimos no Congo, Guiné-Bissau, Burundi, Serra Leoa e, no país mais pobre do mundo, a Etiópia), passando pelas taxas de crescimento anual médias negativas no decurso dos últimos 12 anos e por situações de hiper-inflação mais que “galopante” (Angola e R. D. Congo, mas também… no Brasil).

[1592]

JOGOS OLÍMPICOS – 1932 – LOS ANGELES

Los Angeles - 1932

Após a França, os EUA foram o segundo país a repetir a organização dos Jogos Olímpicos; em 1932, seriam realizados em Los Angeles (depois de St. Louis em 1904).

Apesar de decorrerem logo após a Grande Depressão de 1929, com uma redução do número de participantes (1 332 atletas, de 37 países, disputando 118 provas), estes seriam os melhores Jogos até então realizados, com 18 records mundiais e com uma audiência de 100 000 espectadores na Cerimónia de Abertura.

Pela primeira vez, a duração dos Jogos foi estabelecida em cerca de 16 dias (de 30 de Julho a 14 de Agosto), a qual seria sensivelmente observada a partir de então. Os atletas foram, também pela primeira vez, instalados numa única “Vila Olímpica”.

O japonês Kusuo Kitamura, ao vencer, aos 14 anos, a prova de Natação de 1 500 m, tornou-se no mais jovem Campeão Olímpico masculino de sempre.

O sueco Carl Westergren conquistaria três títulos olímpicos de Luta Greco-Romana, em diferentes divisões.

Portugal apenas participaria com uma diminuta equipa de 7 participantes, sem feitos desportivos a realçar.

No quadro de medalhas, os primeiros países foram:

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…15 DIAS – ITÁLIA

Roma - Praça de S. Pedro

Um dos principais destinos turísticos do planeta, com dezenas de milhar de monumentos históricos – mais uma visita inevitável, abarcando desde as neves eternas do cume dos Alpes até às quentes praias das ilhas no Mediterrâneo.

Em breve, referências às cidades de Roma, Florença, Veneza e Milão.

Roma – “A cidade eterna”, com mais de 3 000 anos, destruída e reconstruída por sete vezes, com incontáveis atracções:

Roma - Coliseu- Coliseu – O mais famoso monumento da Roma antiga, iniciado sob o domínio do imperador Vespasiano, entre 70 e 76 D.C. e completado pelo seu filho Titus, quatro anos depois.

- Praça de S. Pedro, no Vaticano – a par do Coliseu, a maior atracção de Roma, albergando a magnífica Basílica de S. Pedro, a maior igreja do mundo.

- Pantheon – Originalmente o templo romano de “todos os deuses”, uma das construções mais extraordinárias do mundo.

- Arco de Constantino – Monumento em estilo corintiano, é uma homenagem à vitória (em 312) do imperador Constantino sobre Maxentius na batalha da ponte de Milvia, às portas de Roma.

- Fontana de Trevi, Piazza Navone, Piazza de Spagna…

Florença – Uma obra-prima da humanidade; a “cidade museu” por excelência, com a maior concentração de arte renascentista do mundo, presente nos monumentos que se encontram a cada passada, ao “dobrar de cada esquina” – desde Leonardo da Vinci, Dante, Michelângelo, a Galileu ou Maquiavel – a influência dos Médici, que tornaram a cidade no “centro do mundo”.

A “angústia” de não ter tempo para ver tudo!… Não perder portanto o seu maior símbolo, a Catedral Santa Maria dei Fiore ou “Duomo de Firenze”, com a sua cúpula a “desafiar uma impossibilidade física”, assim como o Campanário de Giotto, que, 463 degraus depois, permite uma soberba vista da cidade; ou, a finalizar, a Ponte Vecchio.

Veneza – Outra grande atracção turística, numa vertente romântica, com os seus canais e gôndolas e a famosa Praça de S. Marcos, com a esplendorosa Basílica. No Campanário, uma vista panorâmica sobre a cidade.

Milão – A sua Catedral é considerada o mais belo monumento gótico católico de Itália, com cerca de 3 500 estátuas. Pode visitar-se também, na igreja de Santa Maria Delle Grazie, a “Última Ceia“, de Leonardo da Vinci.

Há 1 ano no Memória Virtual – Acontece-nos

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PAI

Passam hoje três anos sobre o dia mais triste da minha vida…

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TEORIA DA RELATIVIDADE (VIII)

Quando pensamos na natureza, e nas suas proporções macroscópicas, podemos interrogar-nos: “O Universo é infinito?” Não, ele é finito; apresenta uma forma esférica, tem uma idade aproximada de 20 biliões de anos e um raio de 20 biliões de anos-luz.

Ou ainda: “Mas o Universo não é tudo o que existe?” A resposta é também negativa: o Universo é tudo o que pode ser observado!

Efectivamente, é razoável supor que existe uma quantidade imensa de estrelas e galáxias que estão irremediavelmente fora de nosso alcance de observação, sobre os quais nada podemos saber. E, não podendo ser observados, “não fazem parte do Universo”, tal como entendido pela Física.

Se toda a informação do Universo se desloca, no máximo, à velocidade da luz e se o Universo tem 20 biliões de anos, seria esse o tempo máximo de que qualquer informação disporia para ter já chegado até à Terra. E, claro, a distância máxima que se poderia ter percorrido nesse período, seria de 20 biliões de anos-luz (1 ano-luz = 9,5 triliões de quilómetros…); ou seja, tudo o que estiver a mais de 20 biliões de anos-luz da Terra não pode ser ainda observado, porque a luz de uma hipotética estrela (ou de qualquer outro corpo) que aí existisse não teria tido ainda tempo de chegar até nós!

P. S. Aqui termina uma breve digressão, de duas semanas, pela “vida e obra” de Albert Einstein. A partir de amanhã, uma nova figura da história estará connosco…

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JOGOS OLÍMPICOS – 1928 – AMESTERDÃO

Amsterdam - 1928

Nos Jogos da IX Olimpíada, realizados de 17 de Maio a 12 de Agosto de 1924 em Amsterdam, pela primeira vez, a Grécia abriu o desfile de participantes (2 883) na Cerimónia de Abertura, cabendo ao país organizador, Holanda, fechar o desfile, no que viria a tornar-se o protocolo oficial. Também pela primeira vez, a “Chama Olímpica” foi instalada no topo do Estádio, ficando acesa durante a duração do evento.

Dos 46 países participantes, disputando 109 provas, 28 conquistariam medalhas de ouro, um record que perduraria durante 40 anos. Pela primeira vez, as mulheres participaram nas provas de atletismo e ginástica.

Estes Jogos marcariam também a estreia de um país asiático na conquista de medalhas de ouro, por intermédio dos japoneses Mikio Oda, Campeão Olímpico do Triplo-Salto, e de Yoshiyuki Tsuruta, Campeão dos 200 metros em natação, tendo também a Índia vencido a prova de Hóquei em Campo, de que seria, consecutivamente, 6 vezes Campeã, até 1960.

Também a Hungria iniciaria a conquista de 7 medalhas de ouro consecutivas na prova de sabre, em Esgrima.

John Weissmuller venceria novamente as provas de 100 m e 400 metros em Natação.

Portugal, com uma comitiva de 32 atletas, conseguiria uma nova medalha de bronze, na prova de Espada e Florete (Esgrima), com uma equipa constituída por Paulo d’ Eça Leal, Mário de Noronha, Jorge Paiva, Frederico Paredes, João Sasseti e Henrique da Silveira.

A equipa olímpica portuguesa de futebol, presente pela primeira vez – com a direcção técnica de Cândido de Oliveira e Ricardo Ornellas – alcançaria os ¼ final da prova, depois de vencer o Chile por 4-2 (primeira vitória portuguesa no estrangeiro) e a Jugoslávia por 2-1, perdendo o jogo de acesso às 1/2 finais com o Egipto por 1-2; o Campeão Olímpico de 1928 seria a Argentina.

Os países mais medalhados foram:

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RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VIII)

Mas nem só de grandes desempenhos vive o mundo; acho que vale (muito) a pena debruçar-nos um pouco sobre os indicadores apresentados pelos países menos desenvolvidos e reflectir sobre estas situações de grande pobreza e subdesenvolvimento, num mundo que necessita criar condições para um desenvolvimento global mais harmonioso e sustentado.

E, infelizmente, dos países menos desenvolvidos fazem parte os de expressão portuguesa (com Cabo Verde a alcançar, não obstante, a 4ª posição de entre os países africanos), cujos principais indicadores resumirei também hoje e amanhã, a par dos países com prestações inferiores.

Começando com indicadores relacionados com a saúde e sobrevivência, desde o Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; % de adultos infectados pelo vírus da SIDA; Casos de Tuberculose por 100 000 habitantes; Esperança de vida à nascença; terminando com a Taxa de mortalidade infantil (por 1 000):

- (1) Noruega: 367 / 0,1 / 5 / 78,9 / 4
- (26) Portugal: 318 / 0,4 / 37 / 76,2 / 5
- (72) Brasil: 206 / 0,7 / 94 / 68,1 / 30
- (105) Cabo Verde: 17 / / 352 / 70,2 / …
- (123) S. Tomé e Príncipe: 47 / / 308 / 69,9 / …
- (158) Timor-Leste: … / / 734 / 49,5 / …
- (166) Angola: 5 / 3,9 / 398 / 40,1 / 154
- (167) Tchad: 3 / 4,8 / 388 / 44,7 / 117
- (168) R. D. Congo: 7 / 4,2 / 594 / 41,8 / 129
- (169) R. Centro Africana: 4 / 13,5 / 438 / 39,5 / 115
- (170) Etiópia: 3 / 6,3 / 508 / 45,5 / 114
- (171) Moçambique: 2 / 12,2 / 547 / 38,1 / 125
- (172) Guiné-Bissau: 17 / / 316 / 45,3 / 130
- (173) Burundi: 1 / 6,0 / 531 / 40,9 / 114
- (174) Mali: 4 / 1,9 / 695 / 48,6 / 122
- (175) Burkina Faso: 4 / 4,2 / 272 / 45,7 / 107
- (176) Níger: 3 / 1,2 / 386 / 46,2 / 156
- (177) Serra Leoa: 9 / / 628 / 34,2 / 165

Números “assustadores”, em particular na taxa de infectados com o vírus da Sida na R. Centro Africana e Moçambique, a reduzidíssima esperança de vida em Angola, R. Centro Africana, Moçambique (40 anos ou menos), com a Serra Leoa, com uns incríveis 34,2 anos de média de vida, terminando nas enormes taxas de mortalidade infantil (mais de 12 %!) em Angola, R. D. Congo, Moçambique, Guiné-Bissau, Mali, Níger e Serra Leoa (com uns “inaceitáveis” 16,5 %).

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JOGOS OLÍMPICOS – 1924 – PARIS

Paris - 1924

Nos Jogos Olímpicos de 1924, regressando a competição a Paris, realizada de 4 de Maio a 27 de Julho, foi introduzido o lema “Citius, Altius, Fortius” (Mais Longe, Mais Alto, Mais Forte); pela primeira vez, na Cerimónia de Encerramento, seriam hasteadas três bandeiras: a do Comité Olímpico Internacional, a do país organizador e a do país organizador das Olimpíadas seguintes.

Participaram nos Jogos 3 089 atletas, com um acréscimo importante de países, de 29 para 44, sendo disputadas 126 provas.

A 20 de Julho de 1924, Johnny Weissmuller, dos EUA – que viria a ser imortalizado como o “Tarzan” –, conquistaria duas medalhas de ouro em provas de natação, para além da medalha de bronze em pólo aquático.

O finlandês Paavo Nurmi conquistaria 5 medalhas de ouro, acrescendo às 3 que conquistara já em 1920. Num só dia, 10 de Julho de 1924, começou por vencer a prova dos 1 500 metros; menos de 1 hora depois, venceria os 5 000 metros. Outro finlandês, Ville Ritola, alcançaria também 4 medalhas de ouro (3 000 metros obstáculos, 10 000 metros e, colectivamente, as provas de 3 000 m e de cross-country) e 2 de prata (5 000 m e cross-country).

Portugal (com 29 atletas participantes) conquistaria a sua primeira medalha, de bronze, por intermédio da equipa de Hipismo, no concurso de Obstáculos (Aníbal Borges de Almeida, Hélder de Sousa Martins, José Mouzinho de Albuquerque e Luís Cardoso Mendes).

No quadro de medalhas, os 10 primeiros países foram:

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…16 DIAS – ÍNDIA

Indian GateVisitar a Índia será uma experiência tão inesquecível que dela se pode ouvir dizer “dever ser a última viagem a fazer”, dado que “depois de se conhecer a Índia, já nada haverá para ver de mais esplendoroso”…

Uma peculiar e fascinante cultura, preservada ao longo de mais de 5 000 anos, o hinduísmo como filosofia de vida, na qual a religião está sempre presente.

Rodeada pelos majestosos Himalaias a Norte e confinando a sul com uma espectacular linha de costa de 3 diferentes mares, a Índia oferece um caleidoscópio único de paisagens, locais de interesse histórico e religioso, praias douradas, e uma pluralidade de festividades. Os principais pontos de atracção são:

- A cidade de Delhi, capital da Índia, dividida em Velha Delhi (em que se destaca a imponente mesquita Jama Masjid ou o Forte Vermelho) e Nova Delhi, criada pelos ingleses em 1911, onde impera a arquitectura britânica, nomeadamente no Palácio do Governo e na “Indian Gate”.

- Agra, próxima da capital, no Norte da Índia, junto das margens do rio Jamuna, com o principal ponto turístico (a “jóia da coroa”), o Taj Mahal (mausoléu de mármore branco com pedras preciosas incrustadas nas paredes), mandado construir pelo Imperador muçulmano Shah Jahan, em homenagem à sua esposa favorita, Mumatz Mahal (conhecida também como Arjumand), morta ao dar à luz o 14º filho do casal, em 1631, tendo a sua construção sido concluída em 1648.

Taj MahalFoi considerado como o mais belo edifício do mundo, combinando estilos arquitectónicos indiano, persa e islâmico; é também Património Mundial da Humanidade, por deliberação da UNESCO de 1983.

Integra cinco elementos principais: a entrada principal (Darwaza), o jardim (Bageecha), a mesquita (Masjid), o Naqqar Khana e o mausoléu (Rauza). Compreende ainda 4 minaretes de 40 metros de altura, nos cantos da estrutura.

Também em Agra, o Forte Agra, palácio e forte militar, mandado construir em 1565 pelo Imperador Akbar.

- Rajastão, com o deserto de Thar, contrastando com as exuberantes roupas e turbantes dos habitantes locais e a capital Jaipur (conhecida como “cidade cor-de-rosa”, devido às suas construções de arenito rosa: Amber Fort, Palácio dos Ventos).

- No Rajastão Central, a cidade sagrada de Pushkar, com um lago sagrado, em redor do qual foram construídos inúmeros templos dedicados a Shiva.

Varanasi- Varanasi, a capital religiosa, situada nas margens do Rio Ganges, em cujas águas milhares de indianos se banham diariamente, num rito purificador.

- Darjeeling, no nordeste, região montanhosa dos Himalaias preferida dos britânicos, com os seus mosteiros budistas.

- Khajuraho, com os seus templos diversificados, desde os deuses do sol, a touros sagrados, passando pelos mais famosos, os do sexo, nos quais são esculpidas posições do Kama Sutra.

- Ilhas Andaman e Nicobar; na Baía de Bengala, localizam-se 300 ilhas tropicais, cobertas por florestas, com praias de areia branca e água cristalina, com recifes de corais, convidando ao mergulho.

Há 1 ano no Memória Virtual – Itália

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